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Antes de mais, a promessa para os que vaticinam o fim do PCP.

Pois daqui fica o conselho: esperem sentados. Um partido assim, como se reafirmou na nossa conferência, a única coisa a que está condenado é a crescer e a alargar a sua influência.

Tiradas as dúvidas, Paulo Raimundo estreou-se como novo líder num discurso de meia hora em que arrancou fortes aplausos da sala. Quer ligar o partido à vida e às massas e não esqueceu as críticas a António Costa.

Contas certas para quem e com quem? Para a banca? Para a EDP? Para a Galp? Para a Jerónimo Martins? Para a Sonae? Não, esses têm as contas certas e muito bem certas. Esta é a opção política do Governo do PS, bem evidente no Orçamento de Estado, e é, com mais ou menos barraria ou aparente discordância, a opção de fundo do PSD, do CDS, do Chega e da Iniciativa Liberal. O PS, tudo fez para forçar eleições antecipadas, queria uma maioria absoluta com o apoio do capital e os seus poderosos meios, conseguiu-a e os resultados estão à vista.

Oposição feita, faltava ainda uma palavra: o obrigado a Jerónimo de Sousa.

Obrigado pelo teu contributo, obrigado pelo teu papel. A alteração das tuas responsabilidades não significa um adeus, é um até já, camarada Jerónimo.

Mas houve também espaço para Paulo Raimundo fazer uma referência à guerra na Ucrânia com uma posição sobre o conflito que tem deixado o partido isolado.

Aqui não discutimos como apoiar ou aceitar os caminhos da guerra, do reforço armamentista, das sanções, da destruição e da morte. Não instigamos uma escalada de resultados imprevisíveis. Aqui, com a autoridade de quem sempre se opôs à guerra e alertou que fogo não se apaga com gasolina, tomamos a iniciativa pela paz.

Sai Jerónimo, entra Paulo Raimundo. Nova cara, mas o caminho de sempre, o da continuidade. Paulo Raimundo, novo líder comunista, promete agora fazer crescer o partido e garante que o PCP sai mais forte deste fim de semana de conferência nacional.

Viva o Partido Comunista Português!

Viva!