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Ainda em pré-campanha para a segunda volta, André Ventura foi até à Baixa da Banheira para mostrar que lidera a candidatura que representa o país real. Depois de uma arruada com mais de uma centena de pessoas, o candidato apoiado pelo Chega diz que é a voz do povo e não dos notáveis do sistema.

Há 40 anos que não havia uma segunda volta das eleições, mas há muitas décadas, talvez há muitos séculos, não tínhamos um movimento tão forte de povo contra as elites, contra aqueles que o subjugaram e contra aqueles que os estupidificaram.

Ventura viu as figuras preponderantes da direita a anunciar o voto em António José Seguro, como Cavaco Silva e Paulo Portas.

É hora a hora vê-los a sair como mais notáveis, a saírem do armário, entre aspas, para vir dizer: "Eu apoio António José Seguro."

E para os históricos de PSD e CDS, André Ventura tem uma mensagem.

Sim, eu quero dizer ao país todo que me estou nas tintas para os notáveis, eu quero o povo português.

Já sobre o derradeiro adversário nestas presidenciais, Ventura acusa Seguro de estar a evitar a rua.

Só nós é que mobilizamos. Os outros andam dentro de espaços fechados, a entrar e a sair. Nós não temos medo do povo.

É já amanhã o debate único entre os dois candidatos e apesar de ter dito que queria agregar o espaço não socialista, André Ventura rejeita agora que a falta de apoios públicos à direita seja um problema nesta segunda volta das presidenciais.