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No lançamento de uma nova sessão legislativa, Santos Silva fez a autoavaliação.
O meu desempenho como presidente da Assembleia da República resume-se numa frase: trata-se de cumprir escrupulosamente as obrigações constitucionais e regimentais, que são as minhas. Não faço mais do que isso e não faço menos do que isso.
E há uma prioridade no desempenho deste mandato.
Assegurar que o debate político vivo se faça no respeito pelos valores democráticos. Se alguma ou algum deputado não compreende isso, o tempo se encarregará de fazer com que ela ou ele o compreenda.
Um comentário direcionado à ala mais à direita do Parlamento, embora Santos Silva procure apontar o principal foco do PS.
Não temos, portanto, de nos preocupar com a oposição, porque nós não somos a oposição, nós somos governo.
E a prioridade da governação não deve esquecer a base do partido.
O primeiro grupo que nós não nos devemos nunca esquecer é do nosso próprio eleitorado, é da nossa própria base eleitoral, política e social.
Uma base com grupos que podem ser alvos apetecíveis para o Chega.
Trabalha, vive, contudo, muito perto do limiar da pobreza, sente insegurança no seus bairros, sente insegurança no seu emprego, sente insegurança no ambiente geral e que, por isso mesmo, pode ser presa fácil de demagogias e de populismos.
E que, para o presidente da Assembleia da República, só o PS pode combater.
Só a esquerda democrática consegue fazer esse debate. Quem ficar à espera da direita para combater os populismos e os extremismos, pode bem esperar sentado.
Augusto Santos Silva, que continua a pôr os pontos nos Is com a postura do partido liderado por André Ventura.