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O Sport Clube União Torreense já não estava na final da prova rainha desde 1956. Agora, os adeptos dizem que a equipe tem a cidade totalmente mobilizada.
Onde eu moro, a três quilômetros, na minha aldeia, tem uma série de bandeiras nas varandas. A gente tem lá.
Tudo Torreense?
Tudo Torreense, claro.
José António Santos, sócio há 52 anos, recorda que o clube tem evoluído em todos os departamentos.
Mais ou menos as caras são quase as mesmas. Quando a gente vai tomar um café, olha as caras, sempre as mesmas. Nunca cheguei a ir para Aveiro, fui sempre Torreense. Dos bons momentos, dos maus momentos. Mas agora com essa coisa da academia, tudo evoluiu muito a nível da região. Vê-se muita miada nova, muito rapaz novos.
Caras novas no relvado e caras novas na bancada.
Ali na São Domingos de Benfica, já consigo convencer algumas quantas pessoas. Meu primo tem lá um café e quando é jogos do Torreense, há pessoas que vão lá e ficam ali a ver comigo.
Filipe Monteiro segue o Torreense há pouco tempo, mas deixa promessas em caso de triunfo.
Eu disse aos meus irmãos, já foi ou no ano passado ou há dois anos, que quando o Torreense subir de divisão ou ganhar a Taça de Portugal, vou a pé a Fátima.
A Fátima ou até ao Brasil.
Isso, com certeza. Vim do Brasil para isso.
Do Brasil diretamente?
Diretamente do Brasil.
E também vai estar no Jamor?
Com certeza.
José Cássio é pai do jogador do Torreense, Léo, e afirma que o filho está pronto para dar tudo pela equipe.
Acho que ele evoluiu bastante. Nos últimos, deu uma lesãozinha na cavilha, mas se recuperou. Hoje vai e vamos ganhar esse jogo.
E já que falamos na família. De repente, ver o teu pai no principal palco do futebol português, no Jamor, frente ao Sporting. É um orgulho.
É, um grande orgulho pelo meu pai.
Quer subir a escadaria do Jamor com ele.
Quem me dera.
Rodrigo Tralhão quer subir os 90 degraus de pedra do Estádio do Jamor com o pai e treinador do Torreense, Luiz Tralhão. A subida que tantos querem fazer e que 70 anos depois o Torreense vai repetir na final da prova rainha.