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Junta-se a nós a esta hora a presidente da Comissão, Paula Cardoso, é também deputada do PSD. É aqui que na próxima terça-feira vai ser ouvido o ministro. Obrigado pela disponibilidade. Começava por lhe perguntar uma questão técnica. André Ventura não faz parte desta comissão. O presidente do Chega pode ainda assim participar nesta audiência e colocar perguntas ao ministro?

Antes de mais, muito boa tarde a todos e obrigada pelo contacto. Poderá sim, qualquer deputado pode ir à comissão fazer as questões, desde que seja dada nota à comissão de que ele irá substituir um outro deputado efetivo daquela comissão. Portanto, isso é perfeitamente possível.

Uma audição regimental pode ser o palco ideal para esclarecer as dúvidas. Não há aqui o risco de se transformar quase numa comissão parlamentar de inquérito?

Olhe, as audições regimentais servem basicamente para escrutínio da atividade do ministro nas áreas que dizem respeito à comissão, portanto, nas áreas da sua governação. Como é óbvio, muitas das vezes extravasam um bocadinho as questões só da atividade, digamos assim, e vão para situações que estão na ordem do dia, como é o caso desta. É evidente que qualquer deputado é livre, e nós temos essa prática, de perguntar aquilo que entender, deixando depois à livre vontade do ministro responder ou não. O ministro, pelos vistos, até fez esse desafio, o que mostra que poderá responder. Não faço ideia. Depois ele vai gerir as suas respostas conforme entender, dentro do tempo que na primeira ronda cabe ao Chega, que são sete minutos, que podem ser utilizados como pergunta-resposta e portanto não sei como é que eles vão utilizar, mas é perfeitamente possível questionar o ministro sobre as matérias que entenderem.

Paula Cardoso, é também deputada do PSD. O Chega tem ameaçado com uma comissão de inquérito, até com uma moção de censura. Este desgaste à volta do governo pode prejudicar o desempenho do mandato de Luís Montenegro?

Olhe, isso é uma questão que eu não tenho dados para lhe poder dizer o que é que vai de verdadeiro ou falso nesta questão que estão aqui à volta do nosso ministro da Administração Interna. O que me parece é que são questões que têm sido trazidas em catadupa, que dá a ideia de ser uma orquestra, digamos assim, com alguma intenção, que eu não sei qual é, de prejudicar e de certa forma ensombrar a imagem do nosso ministro da Administração Interna. E ele estará lá e ele saberá responder. O senhor mostra sempre, e o senhor ministro sempre mostrou, que não tem nada para esconder, que explicará tudo o que tiver para explicar. Eu aguardarei as explicações, que não me parece que estas questões sejam de governação e, portanto, não vejo que seja um motivo para poder, de certa forma, prejudicar o governo Luís Montenegro.

Paula Cardoso, muito obrigado pela disponibilidade para se juntar a nós nesta edição do Jornal das 7. A presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, onde na próxima terça-feira vai ser ouvido Luís Neves, o ministro que diz que nada o vai afastar do cargo que desempenha. Diz também que sempre cumpriu a lei e que os bens apreendidos em operações policiais devem ser postos ao serviço de quem combate o crime.