Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sim, este é dos maiores desafios que se coloca à escola pública no próximo ano letivo, ou seja, a chegada em massa de alunos filhos de imigrantes às nossas escolas. Neste momento, estávamos à espera que o Ministério da Educação aloque às escolas e deixe as escolas reconduzir ou abrir concurso para a figura que nasceu ainda este ano escolar, que foi a figura muito importante do técnico ou do mediador linguístico ou cultural. Neste momento, não temos autorização para avançar para a recondução ou para a contratação destes técnicos e aguardamos ansiosamente, sendo certo que vamos começar o ano escolar sem os ter na escola.
E espera que essa contratação seja possível para breve? O que pode estar aqui em causa? Que riscos é que isto pode ter para estes alunos que vão começar as aulas sem esse apoio?
O Ministério da Educação esta semana autorizou-nos a contratar ou a reconduzir os técnicos especializados, psicólogos, educadores sociais, assistentes sociais, etc. Contudo, falta haver autorização da parte da tutela para nos deixar ou reconduzir, ou contratar os mediadores linguístico-culturais. Esta figura é muito importante para fazer a devida integração ou para melhorar a integração e inclusão dos nossos jovens de origem estrangeira, de outros países, sobretudo aqueles que não falam a língua de Camões, para que tenham muito sucesso nas escolas públicas. Nós aguardamos ansiosamente que essa autorização chegue às escolas para nós podermos reconduzir ou contratar esses mediadores.
E perguntava-lhe dos riscos, caso esse processo se atrase e seja demorado. De que forma é que pode impactar estes alunos?
A contratação destes mediadores demora algum tempo, demora semanas. A recondução demora um segundo, é muito rápida. Agora, é preciso que haja vontade, e há, com certeza, até porque o Ministério da Educação prometeu que ia aumentar o número destes mediadores nas escolas públicas para o próximo ano letivo, isso é muito positivo. Agora, é preciso passar do anúncio à prática. E o que nós aguardamos é que possamos ser autorizados para ter estes mediadores nas escolas logo no início do ano escolar. O ideal seria já a partir de segunda-feira, dia 1 de setembro, mas na pior das hipóteses, no início do ano escolar, que começaremos a começar 11 ou 12 de setembro.
Falava nessa expressão em massa, as escolas estão preparadas para receber este número de alunos?
Sim, nós todos os anos sabemos que o número de alunos filhos de imigrantes aumenta de ano para ano. Nós temos também nas escolas o Português de Língua Não Materna, ou seja, a língua de Camões é importante que eles aprendam para terem sucesso nas outras disciplinas. As escolas estão preparadas, mas precisam de mais recursos humanos para o efeito, nomeadamente a chegada destes técnicos, que são os mediadores linguístico-culturais.
Há algum aspecto desse concurso e também do próprio ensino destes alunos que o esteja a preocupar nesta altura, além da falta destes técnicos? Algo que possa reforçar o ensino, melhorar o ensino.
Aqui, necessariamente, as escolas saberão o que fazer com a chegada destes mediadores e com estes alunos que têm necessidade de aprender a língua de Camões. Agora, precisamos é de recursos humanos e precisamos que nos deixem trabalhar. E nós queremos trabalhar, mas precisamos que dotem as escolas, neste caso concreto, destes mediadores. E depois cada escola seguramente que fará a melhor integração destes alunos para que tenham sucesso no seu percurso educativo e no seu percurso de vida.
Ou seja, esse anúncio do Ministério da Educação é positivo, mas falta passar à prática, é isso?
É positivo, ficamos satisfeitos porque aumentamos em mais de 300 mediadores linguístico-culturais. Mas o que é facto é que no arranque do ano escolar, que é segunda-feira, dia 1 de setembro, estes mediadores não estarão nas escolas, a não ser que hoje o Ministério da Educação faça chegar às suas escolas a autorização para nós podermos reconduzir ou contratar. Seria muito positivo. Até este momento, nós não temos autorização para o fazer.