Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Nós hoje de manhã fomos muito surpreendidos com o que se passou, até porque nada previa que os poveiros iam ter este comportamento, uma vez que durante a semana e desde sexta-feira passada, têm estado recolhidos. E portanto, as coisas correram com muita normalidade. Hoje de manhã decidiram que o estado de emergência também entraria no fim de semana, até porque fui recebendo informações da Polícia Municipal e da Proteção Civil que as pessoas não acatavam aquilo que era o pedido que iam fazendo para manterem aquilo que nós hoje chamamos de distância de segurança e para se recolherem em casa. Sabendo também que a Póvoa de Varzim ao fim de semana é uma terra que acolhe muita gente que vem de fora passear, ou seja, vem do interior, de Guimarães, de Braga, Famalicão, vêm aqui passear o automóvel até à Marginal, decidi tomar um conjunto de medidas que pusessem fim a esta situação, que foram, desde logo, falar com a Polícia de Segurança Pública para bloquear as entradas na cidade a todos aqueles que não fossem cá residentes, convidando-os a regressarem às terras deles e a interromper e colocar a Polícia Municipal e a Proteção Civil na Marginal para, de alguma forma, acabar com a festa e fazer com que as pessoas se recolhessem. E o que aconteceu, e que já está a acontecer neste momento, já não anda ninguém na rua, as pessoas recolheram a casa e espero que tenham percebido a incúria do seu comportamento e que em nada contribuiu para aquilo que todos nós pretendemos, que é para que, em primeiro lugar, nos protejamos cada um de nós e que evitemos a propagação de um vírus que está a ter consequências devastadoras no mundo inteiro.

Durante a semana tem havido várias ações de sensibilização para a necessidade de as pessoas ficarem em casa. Acha que as pessoas do Conselho não estavam suficientemente despertas para esta realidade, para esta necessidade?

Eu acho que o comportamento das pessoas durante a semana foi um comportamento normal e que acataram perfeitamente aquilo que são as indicações que são dadas pela Direção-Geral de Saúde, em primeiro lugar, e pela própria autarquia, com o conjunto de comportamentos que têm vindo a aconselhar as pessoas a ter. Só que chegou ao fim de semana, estava bom tempo e as pessoas decidiram fazer uma pausa na emergência em que o país está mergulhado. Cada um acha que o seu comportamento é um comportamento seguro, só que juntando todas as pessoas com comportamento seguro, dá um comportamento coletivo que é tudo menos seguro. E foi isso que aconteceu.

Para além dessas medidas que já me explicou que vão ser implementadas e que já foram implementadas, acha que ainda há necessidade de a Câmara fazer ações de sensibilização, aumentar a informação para as pessoas?

Eu acho que a Câmara tem utilizado todos os seus meios de comunicação, bem como a comunicação social local, para fazer a divulgação daquilo que é a mensagem que a Direção-Geral de Saúde aconselha a passar e aquilo que a própria Câmara também vai passando sob o ponto de vista de comportamento e sob o ponto de vista daquilo que são até os serviços disponíveis do município numa ocasião tão especial quanto esta. Eu espero que as pessoas tenham aprendido e que durante a semana não haja necessidade de ter mais reforço de medidas no sentido de obrigar, aqui já é obrigar, as pessoas a terem outra atitude.

E em relação a este surto, como é que está a situação no Conselho em Póvoa de Varzim?

A situação no Conselho da Póvoa de Varzim é uma situação tranquila, tendo em atenção aquilo que é o rotim, que tem sido divulgado pela Delegação de Saúde Póvoa de Varzim, Vila do Conde, e não temos cadeias de transmissão ativas. Há, nos dois conselhos, 10 casos identificados. Digamos que é uma situação que está dentro do controle e não merece nenhuma atenção especial, para além daquela que resulta dos casos que estão em observação e das pessoas que estão sob vigilância. Digamos que não temos aqui uma situação explosiva, como tem acontecido noutros casos, mas é algo que nós não podemos dizer que estamos imunes a essa situação. E daí ser necessário reforçar o comportamento de todos nós para ter uma atitude que evite a propagação deste tipo de vírus e que de alguma forma preserve a saúde de todos nós.

Se esta situação, por acaso, voltar a acontecer, pondera a possibilidade de haver uma quarentena obrigatória, de se tomar medidas mais drásticas?

Esta situação não se vai repetir, de certeza, porque nós não vamos permitir e havemos de tomar as medidas necessárias para que no próximo fim de semana isto não aconteça, porque durante a semana já percebemos que não aconteceu.