Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Recebemos em direto Álvaro Magalhães, lateral das Águias. Estava do outro lado da barricada neste encontro. Álvaro Magalhães, muito obrigado por ter aceitado este nosso convite. Bruno Lage, vou fazer aqui uma espécie de paralelismo. Bruno Lage disse que o jogo de mais logo vai ser quentinho. Este jogo da Taça de Portugal, que recordámos agora aqui, também foi quentinho?
Sempre. Bom dia. Os jogos com o Futebol Clube do Porto são sempre clássicos difíceis para ambas as equipes. Eram jogos de muita qualidade também, porque os jogadores eram de grande qualidade, parte a parte. E o ambiente também era fantástico, como era no Estádio das Antas, na altura. Agora Dragão. Era como se fosse no Benfica. A envolvência era fantástica e tornavam-se os jogos... Vou dizer também uma palavra do Lages: quentinhos. São jogos empolgantes, são jogos que parte a parte são de muita alegria e também há agressividade, no bom entender, mas são jogos que todos os jogadores e profissionais gostam de competir.
Álvaro Magalhães, esteve em vários clássicos, vários dérbis. Como é que é nesses momentos em que é dia de clássico, como hoje? Como é que é, por exemplo, para um jogador, a manhã de um dia de clássico, toda a preparação?
Sim?
Sim. Como é que é toda a preparação no dia de clássico, durante a manhã? Como é que é vivido esse momento?
Com muita concentração. Nós sabemos da responsabilidade. Quem está num clube ou representa um clube como o Benfica ou o Futebol Clube do Porto, eu falo do Benfica porque foi onde eu joguei. Nós sentimo-nos confiantes porque estamos a representar uma instituição enorme e quem trabalha bem durante a semana e quem confia na sua qualidade como jogador e confia no plantel todo, e a força que vem de fora, que é a parte da massa associativa, nós sentimo-nos confortáveis, sentimo-nos tranquilos. Mas sabemos que a responsabilidade do jogo é enorme, é um clássico e nós temos que estar bem preparados, principalmente psicologicamente. Um jogador que representa uma equipe como o Benfica ou o Porto, se a parte psicológica for fraca, não tem condições de jogar. E nós temos a experiência de Benfica e seleção, somos jogadores com essa experiência enorme e que praticamente a responsabilidade do jogo, só quando entramos dentro do campo é que começamos a pensar mais no jogo.
Evoluíram muito os clássicos da década de 70, 80 para agora? Ou continua a ser a mesma atmosfera?
É a mesma atmosfera, penso que a envolvência é igual. Há uma força enorme. Se calhar a mentalidade e o respeito mudou um pouco, porque acho que há mais agressividade agora. Na altura também havia essa agressividade, mas não era como agora. E penso que a envolvência é igual em termos de querer ganhar e a mística dos dois clubes continua a ser fervente. Os clássicos são isso mesmo. A rivalidade dos clubes é enorme e continua a ser igual ao passado.
E para mais logo, Álvaro Magalhães, o que é que devemos esperar deste clássico no Dragão?
Espero um clássico difícil para ambas as equipes. Penso que o Benfica está melhor, há mais confiança, mas também quero acrescentar que o Futebol Clube do Porto é uma equipe com mudança desse treinador. Aos poucos, está a melhorar a equipe. Sabendo dentro de não que o Benfica, em termos individuais e coletivos, é superior ao Futebol Clube do Porto, nalguns setores, mas também o Futebol Clube do Porto tem jogadores de grande qualidade, que já lá estão há vários anos e é sempre um clássico. Muitas das vezes a equipe que está menos bem é aquela que vai conseguir o melhor resultado. E o Benfica tem que ser uma equipe a jogar com, como se costuma dizer, com o fato macaco. Tem que ser uma equipe a jogar à Benfica. Se quer ganhar ao Porto hoje no Dragão, que não é fácil, porque o Porto preparou este jogo de outra forma e é sempre um clássico. A envolvência de fora para dentro é fantástica e o Benfica tem que estar a um nível muito alto para garantir hoje um grande resultado. E o melhor resultado para o Benfica é a vitória, se quer, pelo menos, levar o campeonato até ao final.