Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Alexandre Tadeia, obrigada por ter aceitado o nosso convite. Em comunicado, vocês, a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, alertaram para o aumento do risco de afogamento nos próximos dias devido às temperaturas altas e à onda de calor que se vai sentir nos próximos dias. Quais são as recomendações que dão à população?
Primeiro, explicar aos portugueses que estamos com um risco muito elevado, que nós catalogamos quase como risco vermelho de afogamento, porque o exemplo que vem nos do que aconteceu com esta onda de calor em França, na Alemanha, também em Espanha, nos diz isso. E portanto, esta é uma medida preventiva pra tentarmos que não ocorra em Portugal o que aconteceu nestes países. A Alemanha teve mais de 20 afogamentos num curto espaço de tempo, também a França teve mais de 50. O nosso objetivo é isto, é prevenirmos. E para isso, porque nós achamos claramente que a onda de calor vai levar muita gente a procurar os espaços aquáticos e provavelmente muitos deles em locais não vigiados, nós recomendamos claramente que escolham sempre zonas vigiadas. Quando olhamos pra nossa estatística do afogamento em Portugal, nós percebemos que a grande maioria, para não dizer a quase totalidade dos afogamentos em Portugal, ocorrem em zonas não vigiadas. Com especial foco no interior e também nas zonas marítimas, mas não vigiadas. No interior, porque há muito poucos espaços aquáticos vigiados no interior, e no litoral, porque quando vamos a uma praia, apenas a unidade balnear é zona vigiada, toda a restante praia é zona não vigiada. E portanto, recomendamos claramente que se frequente espaços aquáticos vigiados. Depois, que não se vá sozinho pra água, que não se deixe as crianças sozinhas, que haja uma vigilância permanente e muito próxima, à distância de um braço das crianças, também isto em piscinas. Por outro lado, também que se evite locais desconhecidos para banhos, que não consuma álcool, nem antes, nem durante esta ida à água, e que se respeite as indicações, tanto dos nadadores salvadores, como também da sinalização que é aplicada. E tudo isto com o grande objetivo que não aconteça em Portugal o que aconteceu nas últimas semanas nestes outros países europeus em que tiveram registros catastróficos de morte por afogamento. O nosso grande objetivo é mesmo isso e com a ajuda da comunicação social, da imprensa, é fundamental fazermos passar esta mensagem a todos os portugueses, que estamos com um risco muito elevado de afogamento, quase que risco vermelho, para que entendam que há que prevenir nesta altura em que a grande maioria tem a tendência de procurar espaços aquáticos para se refrescar.
E falando ainda na questão da prevenção, vocês em comunicado também apelaram às entidades públicas para integrarem o risco de afogamento nas mensagens da proteção à população, correto?
Correto. Ainda hoje estivemos reunidos com a Direção-Geral de Saúde, que iremos fazer um esforço conjunto nos próximos dias para passar informação aos portugueses, e também a Proteção Civil, IPMA e tudo mais, porque há um estudo que nos diz isto, que a mortalidade por afogamento em Portugal está muito associada à temperatura. Quando a temperatura sobe, normalmente a mortalidade por afogamento em Portugal também sobe. E portanto, há aqui um apelo também a estas entidades oficiais, quando fizerem este aconselhamento, que incluam também as medidas preventivas do afogamento.
E a Direção-Geral da Saúde está alinhada com a Federação, correto?
Sim. Aliás, temos também já aqui um alinhamento para os próximos dias para podermos, em conjunto, fazer um esforço para reforçar a prevenção do afogamento em Portugal.
A Direção-Geral da Saúde deu alguma medida que vocês ainda não tenham divulgado?
Não, as medidas vão sair nos próximos dias, estão em alinhamento. Amanhã há nova reunião com um grupo de trabalho para poder fazer em conjunto estas medidas e nós, por um lado, a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores também associar outras medidas além da prevenção do afogamento, e a DGS, além das que já tem também com o caras do afogamento. E portanto, é um trabalho conjunto para nos complementarmos e assim reforçarmos a prevenção do afogamento em Portugal.