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Jorge Coelho foi um dirigente do PS que deu um grande contributo à organização interna, à coesão, à orientação do Partido Socialista nos anos 90, depois no governo, muito conhecido pelas suas opiniões expressas diretamente numa linguagem simples e com uma finalidade de definir objetivos, de avaliar situações e de orientar, ou dar uma expressão política a um conjunto de valores. Foi um homem que se mobilizou imenso. Foi um bom empresário, um excelente empresário. Foi um homem que se dedicou intensamente à valorização do interior, ao estudo de soluções para os problemas do interior. Era, portanto, uma figura nacional reconhecida, de grande projeção e que certamente muitos recordarão como o exemplo de um político que esteve sempre muito próximo das pessoas.
Qual considera ter sido a área em que o doutor Jorge Coelho acabou por se distinguir comparado com outras áreas?
Jorge Coelho teve uma carreira muito variada. Foi, por exemplo, secretário-geral da CRIS, um dos primeiros casos onde ele se fez destacar. Foi depois membro do governo de Terras, foi ministro da Administração Interna. Mais tarde, ministro ele próprio do Equipamento e Obras Públicas, se não me engano, era essa a designação do ministério. Foi um homem que exerceu na vida privada funções de grande responsabilidade na Mota-Engil, foi da direção executiva da Mota-Engil e, portanto, desse modo, teve um papel de grande importância numa das maiores empresas portuguesas e, sobretudo, uma empresa portuguesa com grande projeção internacional e com presença muito forte em Angola e Moçambique, sobretudo em Angola, de que a empresa era, de certo modo, originária. Foi comentador político na televisão, na Corrente de Televisão Círculo, durante muitos anos. Quer dizer, ele teve a virtude, o talento e o engenho para ser uma pessoa que se destacou muito em vários campos. Portanto, acho que não é apropriado escolher um campo onde ele mais se destacou.