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Foi observado no início da campanha de vacinação para estas faixas etárias pediátricas, que existe um risco muito baixo de miocardites e pericardites. Naturalmente, apesar do risco ser baixo, isso motivou uma preocupação e uma vigilância para saber qual é o número esperado desses casos e as consequências desses casos. Verificou-se que a generalidade destes casos são pouco graves e que conduzem a uma recuperação sem sequelas. Contudo, aquilo que tem sido preconizado, quer no nosso país, quer em outros países, é uma vigilância das crianças que são vacinadas, para garantir que efetivamente não há uma alteração em relação àquele padrão esperado, de acordo com os dados que são conhecidos. E desde o início da vacinação até hoje, não houve razão para acreditar que haja uma alteração do padrão esperado, mantendo-se a mesma vigilância, exatamente da mesma forma como no início do processo de vacinação destas faixas etárias.

A DGS, no comunicado que fez com o Infarmed, disse que estes casos muito raros de miocardite pediátrica já constavam da norma desde 2021, ou seja, é uma situação que já está a ser acompanhada desde o ano passado.

Exatamente, como eu estava a referir, é algo que se conhece desde o início da vacinação destas faixas etárias. Foi algo que foi cuidadosamente avaliado na recomendação de vacinação destas faixas etárias e não há nenhuma alteração ao longo do tempo em relação à frequência esperada e à gravidade esperada destes casos, mantendo-se a observação nos mesmos moldes que essa observação, por uma questão de precaução, foi implementada no início da campanha de vacinação destas faixas etárias em 2021.