Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Importa agora ouvirmos Augusto Santos Silva, antigo dirigente socialista. Obrigado por se juntar a nós em direto aqui na Rádio Observador, neste jornal do meio-dia. Como é que reage a estas buscas, a esta megaoperação da Polícia Judiciária que foi conhecida e que está a decorrer no dia de hoje?

Bom dia. Reajo como se deve reagir, portanto, respeitando os tempos e as exigências da Justiça, confiando na Justiça e tendo a certeza de que o PS, como partido, colaborará com todos os órgãos judiciários e judiciais para o apuramento da verdade.

Receia que estas buscas possam pôr em causa, eventualmente, a atual forma como o PS faz a sua oposição? Pode diminuir a forma de o PS fazer oposição e ficar com menos capacidade, ficar muito embrulhado num caso judicial e ter menos capacidade para reagir à atualidade política e fazer outro tipo de oposição?

Não creio. Buscas são buscas. Minha posição é muito simples. Eu acho que ninguém tem condições para exercer cargos públicos se for acusado pelo titular da investigação criminal, da justiça criminal em Portugal, do processo penal, que é o Ministério Público, e essa acusação tenha sido validada por um juiz. Não estamos perante isso e, portanto, acho que a atividade do PS deve continuar normalmente com este elemento, que é a obrigação de colaborar com a Justiça em tudo o que a Justiça solicitar. Mas o fato de se realizarem buscas não quer dizer nada, a não ser que se realizam buscas, isto é, que a Polícia Judiciária, sob instrução do Ministério Público, instrução não é o termo técnico, eu peço desculpa, não sou jurista, está a realizar diligências para encontrar meios de prova e porque tem a suspeita fundada de que alguma coisa de erróneo, ilegal ou até criminal, se tenha cometido.

E de que forma considera que o partido deve reagir também publicamente a estas notícias e a estas buscas?

Deve dar um esclarecimento público, informando os portugueses, porque creio que há também buscas a decorrer ou houve buscas que decorreram ou estarão ainda a decorrer na sede nacional do partido. Portanto, um esclarecimento público é necessário, assim como a afirmação da atitude do PS perante isto. Julgo que um esclarecimento sobre a disponibilidade da colaboração do PS com a Justiça será bem-vindo e tenho a certeza de que há de vir.

Augusto Silva, muito obrigado por ter estado conosco em direto.

Posso só fazer um comentário?

Sim, claro que sim.

Este não é o primeiro caso em que se realizam buscas relacionadas com atividades de campanha eleitoral, atividades de órgãos políticos, designadamente juntas de freguesia ou câmaras municipais. Algumas dessas buscas levaram à formulação de acusações, outras não. Algumas das acusações levaram a serem consideradas por juízes e até processo em tribunal, dos quais alguns acabaram em absolvição e outros acabaram em condenação. Portanto, eu digo isto apenas para dizer que será muito precipitado tirar qualquer conclusão nesta fase.

Augusto Silva, muito obrigado por ter estado em direto conosco neste jornal do meio-dia da Rádio Observador. Uma primeira reação a esta megaoperação da Polícia Judiciária que tem como alvo, sobretudo, o poder autárquico do Partido Socialista, esta operação Emergente