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Há esta polémica entre o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, e também o antigo presidente e atual presidente do Comité Olímpico, Fernando Gomes. Marcelo Rebelo de Sousa já veio pronunciar-se sobre o tema, dizendo que obviamente que se continuar e se não for resolvido a bem, pode prejudicar o desporto português. Queria perceber qual é a perspectiva da Confederação do Desporto Português, se realmente tem a mesma opinião do presidente da República.

O desporto português e o futebol, em particular, conquistaram ao longo dos anos muito respeito internacional, quer pelos resultados desportivos alcançados, quer pela capacidade organizativa, pela criação de novas infraestruturas e pela capacidade de inovação e desenvolvimento no seio da modalidade. E esse é um dado que importa reconhecer, respeitar e dar continuidade. E dar continuidade é cá dentro, mas também lá fora. E por isso, naturalmente que a representação portuguesa em organismos desportivos internacionais é muito importante para manter Portugal e o futebol português, em particular, no centro das tomadas de decisão. E a esse respeito, os agentes desportivos devem, com certeza, dar o exemplo na capacidade de criar consensos, defendendo os superiores interesses do país. E esse é o meu desejo a bem do desporto português.

E qual é que acha que é a melhor maneira de resolver a situação? Porque aparentemente os ânimos estão exaltados, digamos assim, e portanto, acha que pode haver um consenso para essa nomeação do cargo da UEFA? Pode voltar a haver um consenso ou é difícil?

Eu diria que são duas pessoas que têm um lugar e uma história bastante relevante e bastante forte na história do futebol português. E como pessoas com esse papel relevante na história do futebol e do desporto nacional, estou em crer que poderão estar criadas condições para que esses consensos venham a realizar, como disse, a bem do futebol e a bem do desporto nacional.

Então, Marcelo Rebelo de Sousa aqui também teve um papel importante na sua ótica de tentar apaziguar os ânimos neste momento.

O presidente da República, enquanto figura máxima do nosso país, tem naturalmente essa magistratura de influência, se assim se pode dizer, que pode ter e neste caso em concreto, está a tentar utilizá-la a bem da resolução de uma situação que merece e tem obviamente de ser resolvida. E essa tentativa de pacificação, naturalmente que é positiva e o senhor presidente da República, ao fazê-lo, só demonstra que obviamente também está preocupado com o caso e que tem também a expectativa que o assunto se resolva brevemente.

A Federação Portuguesa de Futebol pediu uma reunião, que nós, o Observador sabe que o governo ainda não respondeu, mas também era importante, na sua ótica, haver essa reunião para mostrar que não só o Presidente da República, mas também o governo está preocupado com o tema.

Sim, repito o que aqui já disse. O desporto português e o futebol, em particular, nestes últimos anos, o futebol criou e foi conquistando uma relevância e um reconhecimento internacional muito grande, como já aqui disse, pelos resultados, pela sua capacidade de inovação, desenvolvimento. E esse legado é fundamental que seja reconhecido, respeitado e que seja continuado. E obviamente que essa continuação tem que ser feita cá dentro, mas também é importante que seja feita lá fora, com a presença e com a representação de Portugal nos mais altos cargos dos organismos internacionais a nível desportivo. E portanto, é esse o meu desejo e é o desejo que tenho para o bem do desporto nacional e para o bem do futebol, em particular.