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Tenho aqui comigo o primeiro-tenente Rui Esteves. Temos informação de um aumento do reforço que quase duplicou nas últimas horas. Isto é uma reta final numa operação contra relógio?
Sim, neste momento, o meio francês chegou ao local. É um veículo operado remotamente que traz outras capacidades e que assim vai nos permitir perceber o que se passa no local, qual a melhor forma de intervir e confirmar as probabilidades de sobrevivência dos elementos que estão embarcados no submarino.
Essas probabilidades são elevadas ou a cada hora que passa e não temos informações sobre até os níveis de oxigênio que os tripulantes têm, quão arriscada a situação é nestas horas?
Sem dúvida, tem muito risco. É uma corrida contra o tempo. No entanto, trabalhamos com valores médios e não sabemos como está a ser afetados que estão a bordo. Obviamente, se as pessoas estiverem em repouso, conseguem prolongar e aumentar as probabilidades de sobrevivência.
Pelo menos dois dos tripulantes têm experiência neste tipo de viagens, neste tipo de navegação. Um deles é o CEO, o diretor-executivo da empresa. Essa experiência pode ser determinante?
Em qualquer situação de crise, não sabemos como é que reagimos. Portanto, são situações que aplicam treino. Quanto mais treino tivermos, maior a probabilidade de lidarmos bem com a situação, mas às vezes há lideranças emergentes e improváveis. Portanto, tenhamos esperança que tenham mantido a calma e conseguido aguardar porque cheguem os meios. Obviamente, temos conhecimento do que é que pode acontecer e, portanto, acredito que, por enquanto, mantenham a esperança.
Destacou a presença dos meios franceses. Por que esse meio é diferente e quão preponderante pode ser nestas buscas?
Esse meio tem uma capacidade de ir a uma elevada profundidade e com uma garra, com capacidade de intervenção e uma câmera que permite filmar o que se passa. Portanto, foi o meio mais próximo e que mais rapidamente conseguiu chegar ao local e isso é crucial.
Agradeço-lhe. Rui Esteves é primeiro-tenente da Marinha Portuguesa, está também aqui nesta sala de operações a acompanhar passo a passo, Carla, a informação que vai chegando ou a falta dela, a propósito do desaparecimento do submarino Titan. Foi a Marinha que deu conta de ter recebido informações por parte das autoridades norte-americanas de terem voltado a ser ouvidas batidas, sons, perto da área onde terá desaparecido, junto aos destroços do Titanic. É acompanhado com antecipação, Carla, aqui nesta sala, as informações que chegam e contam-se as horas para uma operação de resgate que fica cada vez mais complicada