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Vamos falar com Hélio Fazendeiro, autarca da Covilhã, que está agora connosco também em direto. Covilhã foi o local onde este sismo teve maior intensidade, onde foi mais sentido. Na escala de Mercalli, teve nível quatro numa escala que vai de um a 12, já com alguma intensidade e com a possibilidade de ser sentido, foi o local onde foi mais sentido. Hélio, diga-nos se há algum dano a registar perante este sismo.

Bom dia a todo o auditório. Não temos nenhum dano material registado, tenho relato de ter sido sentido por algumas pessoas que fizeram o relato desse abalo, mas não tenho informação de nenhum dano substancial, pese embora a localização geográfica da Covilhã e a sua formação geológica granítica. Há pessoas, de facto, que sentiram esse abalo sísmico que ocorreu por volta da 00:38, mas não temos registo de nenhum dano.

Estamos a falar da região da Serra das Estrelas, estamos a falar de uma zona onde vai nevando também por estes dias. O sismo, tendo sido sentido com maior intensidade nessa região, não levou também nenhum problema em estradas, alguma queda de neve. Não estou aqui a falar propriamente de avalanches, mas algo que possa ter levado a esse tipo de incidentes já em escala mais reduzida?

Não, não temos informação de nenhuma ocorrência associada ao sismo, em termos de danos materiais ou humanos, apenas as pessoas que relataram. Grande parte da população provavelmente não sentiu, dada a hora também em que ocorreu, mas as pessoas que estavam acordadas, provavelmente algumas delas sentiram esse abalo sísmico, que foi também de uma intensidade de 4,4, como já referiu. É apenas a conversa de circunstância de um evento inesperado e pontual.

Diga-me apenas, Hélio, se a câmara vai fazer algum tipo de trabalho em algumas estruturas mais antigas para perceber se houve algum dano.

Sim, naturalmente iremos avaliar com a nossa estrutura de proteção civil se houve algum dano nalguma infraestrutura que seja assinalável. Nós temos feito trabalho ao nível daquilo que é prevenção. Participámos com os nossos meios naquilo que é 24 de novembro, Dia da Terra Trêmula, onde fazemos regularmente esses simulacros. E depois temos feito também, sobretudo com a comunidade escolar, medidas de autoproteção, onde sensibilizamos a comunidade sobre os comportamentos a adotar em termos de catástrofes ou de situações inesperadas, inclusive simulacros de evacuação e outras medidas de autoproteção. Temos feito com regularidade e vamos continuar a trabalhar, sobretudo na prevenção.