Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Contamos agora em direto nesta edição das 19h com o bloquista Pedro Soares, rosto da oposição interna. Muito bem-vindo.
Olá, boa tarde.
Aposta as fichas nesta estratégia do Bloco de Esquerda de ir buscar três fundadores, Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas, para cabeças de lista nas próximas legislativas?
Olá, boa tarde. Eu acho que deviam ir buscar mais ainda. Eu desejo que esta estratégia, que esta proposta tenha êxito e conduza que o Bloco de Esquerda aumente a sua representação parlamentar. Esse é o desejo que eu tenho. Julgo que aquilo que se está a passar é claramente uma procura de inverter a tendência que tem existido relativamente ao Bloco. Vamos ver se resulta. Espero que sim, espero que resulte.
Este é um sinal das dificuldades que o Bloco atravessa? Esta necessidade de ir buscar estes nomes.
Repare que é assumido que há uma viragem à direita no quadro político português e não só, mesmo em termos internacionais. É natural que as forças à esquerda enfrentem dificuldades e procurem encontrar soluções. Parece-me que isso é normal. Agora, quando se fala que é necessário somar gerações, que é necessário somar todos os contributos possíveis, eu julgo que esse era um trabalho que já devia ter sido feito há mais tempo, porque aquilo que nós temos visto nos últimos tempos no Bloco de Esquerda é o contrário, é a exclusão de gerações, é a exclusão de sensibilidades, é a exclusão de novas propostas. Portanto, eu acho que é também uma espécie de autocrítica relativamente àquilo que se tem passado ultimamente no Bloco. Finalmente, considera-se que é necessário alterar esta prática de exclusão, de não consideração de novas perspectivas.
E é assim que se tem sentido? Excluído, afastado.
Repare uma coisa, a nossa participação é independente dessas pulsões excludentes por parte da atual direção do Bloco. Nós continuamos a participar. Agora, é evidente que elas existem. Das listas que foram anunciadas para as legislativas antecipadas, não vê ninguém, absolutamente ninguém, de pessoas, de militantes do bloco que estejam ligadas às moções alternativas. E que foram sufragadas na última convenção e que têm participado e que se têm empenhado na afirmação do Bloco. Eu não queria que a entrada destes nossos camaradas, destes fundadores do Bloco, fosse apenas uma montra. Gostava que isso tivesse repercussões ao nível de toda a organização do Bloco e que, de facto, houvesse, para além desta dimensão eleitoral, consequências ao nível da abertura, da pluralidade dentro do Bloco. Eu acho que tem sido, aliás, um dos grandes problemas das grandes dificuldades, falava-se há pouco das dificuldades do Bloco. É precisamente o estreitamento dessa pluralidade e quando isso acontece, é evidente que a capacidade de intervenção no quadro político diminui.
Pedro Soares, muito rapidamente. Se a estratégia eleitoral não resultar, esta estratégia, Mariana Mortágua ficará fragilizada enquanto coordenadora do Bloco de Esquerda?
Repare, o que tem vindo a ser dito, porque esta situação de perdas eleitorais já vem de algum tempo para cá, é que as responsabilidades são coletivas e, portanto, certamente que se isso acontecer, espero que não aconteça, espero que haja um reforço da representação do Bloco, certamente será isso que vai ser dito. Agora, eu tenho alguma expectativa que este reforço, que esta entrada destes fundadores do Bloco, destas gerações mais iniciais do Bloco, contribuam para esse reforço e, portanto, a minha expectativa é que o Bloco cresça. Se isso não acontecer, acho que é preciso tirar conclusões, como é óbvio.