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Desde que são constituídas as USF-B, existe um conjunto de critérios e de objetivos a serem atingidos. Com o decorrer dos anos, esse tipo de critérios tem sido cada vez mais complexos, cada vez mais burocráticos, poderei dizer, afastando-se daquilo que deve ser o essencial nesses critérios, que é o acompanhamento, de uma forma correta, da saúde dos portugueses, nomeadamente critérios de acesso, critérios de acompanhamento de doenças crônicas. E nos últimos anos, o Sindicato de Independentes Médicos, por várias vezes, alertou para que se estavam a transformar mais em cliques, como nós chamamos, no computador, do que situações objetivas. Nesta circunstância específica, sem terem dado conhecimento aos sindicatos que fazem parte dessa comissão técnica, existem um conjunto de matérias que ultrapassam o razoável, nomeadamente na questão do acompanhamento do planeamento familiar, a questão da interrupção voluntária da gravidez também ser constituída como um critério de penalização desses tais indicadores, e haver critérios perfeitamente absurdos, como, por exemplo, para terem uma ideia, um médico que tenha a acessibilidade no próprio dia das suas consultas, isto é, evitando que as pessoas possam ir ao serviço de urgência, as consultas do próprio dia são penalizadas. E, portanto, a questão essencial aqui e de fundo, e faz parte do nosso caderno reivindicativo, é que se junto do governo, esta comissão técnica se dirija mais para resolver problemas de saúde dos portugueses do que burocratizar e criar maiores dificuldades para o desenvolvimento destes critérios de atingimento de objetivos.

Esperam ainda ser ouvidos antes que estes critérios possam vir a ser postos em prática? Esperam ainda vir a ser ouvidos neste processo?

É essencial que isso aconteça. Nós temos uma reunião prevista com o Ministério da Saúde desta próxima quarta-feira, há oito dias, e é uma das matérias que nós já tínhamos alertado o Ministério da Saúde para este ponto. O essencial é que, havendo necessidades de saúde, havendo necessidades de acessibilidade dos nossos utentes, que sejam esses os critérios e não critérios que, na prática, quase que pretendam criar dificuldades para que estas USF-B deixem de ser a prática deste conjunto de profissionais, criando essas dificuldades em vez de ultrapassar problemas de saúde.