Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Carla Salcinha, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa. Na sequência da queda dos serviços da Vodafone, incluindo a internet, se o comércio online destas empresas tem notado alguma queda por causa desta falta de serviços.

Muito bom dia, obrigada pela oportunidade. Sim, nós temos muitos empresários que estão ligados através daqueles pacotes de empresas à Vodafone e, tal como estão dentro daqueles 4 milhões de pessoas em Portugal, eles são empresas que estão a ter dificuldades, não só nas comunicações da própria empresa, como têm esse pacote também ligado online, também estão a ter quebras das vendas, quer online e até nas suas próprias redes sociais, que eles têm da própria empresa ligados à Vodafone, estão a ter a quebra. Não tenho números exatos, mas eu diria que não fugirei muito da verdade se dizer que entre 15% a 20% dos empresários de Lisboa que estão seguramente ligados a esta rede, estão a ter problemas de comunicação, inclusivamente os próprios terminais de pagamento, os TPAs, algumas das empresas que têm as parcerias com as entidades bancárias e que fornecem o TPA estão ligados também à rede Vodafone e há empresas também que não conseguem utilizar os TPAs, porque eles não funcionam.

Será ainda cedo, no entanto, para fazer um balanço final dos prejuízos, até porque os prejuízos devem-se continuar a registar agora, pelo menos nos próximos tempos.

Sim, até porque era expectável, diria eu, com a dimensão da Vodafone, mas isto são os novos tempos que existem em termos da cibernáutica, seria expectável que isto fosse algo que não estivesse há tanto tempo em execução. Desde segunda-feira, terça, quarta, quinta, vamos e continuamos a ter as empresas com limitações. Posso também dizer que em termos associativos, nós temos até entre associações algumas dificuldades neste momento no estabelecimento de comunicação, exatamente por isso mesmo, porque há associações também que estão ligadas às redes da Vodafone e estamos quase, não operacionais, mas estamos com muitas limitações. Não é o caso da União, mas há outras associações similares e, portanto, isto está a afetar muito significativamente. E claro que os empresários, se isto se prolongar mais quatro ou cinco dias, que é natural para que consigam restabelecer, isto vai ter alguns custos significativos para as empresas.

Estava a explicar-nos que as dificuldades mantêm-se a níveis de comunicação, mesmo no meio de pagamento, aqui no que toca ao comércio local. A União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa também ajudou a Câmara de Lisboa a criar uma aplicação para a venda de produtos online. Eu pergunto-lhe se este tipo de aplicações, não sei se é caso único, mas se já têm acesso ou o acesso continua impedido por causa desta falta de serviço.

Ainda continua com as limitações. Portanto, eu acho que a própria Vodafone aos poucos irá começando a restabelecer alguns serviços, mas ainda há limitações. Nós temos que também ter aqui em atenção que muitos dos novos negócios, que são muitos os jovens empreendedores, independentemente de abrirem um espaço físico, têm uma vertente online muito forte, até porque percebem que cada vez mais essa tem que ser a nossa presença online muito forte. E estão a sentir essa dificuldade, porque ainda há imensas limitações.

A União de Associações vai pedir algum apoio específico à Câmara Municipal de Lisboa, algum mecanismo que vos possa ajudar depois de serem relatados os prejuízos ou o prejuízo encarrega apenas por parte das empresas? Estava aqui a falarmos um pouquinho de um ângulo mais governamental. A Câmara de Lisboa tem apoios próprios para este tipo de situações?

Não. Neste momento, não há. Como digo, esta é uma situação nova a que nós temos que estar atentos. E neste momento, estamos à espera de perceber qual é a dimensão em termos dos nossos associados para ver se é lógico fazer esse tipo de pedido. Agora, no futuro, teremos que começar a pensar e equacionar em que tem que haver aqui alguma salvaguarda. Neste momento, a Câmara não tem e nós também ainda não equacionamos a questão de pedir, dependendo, como é óbvio, do prazo que isto acontecer. Imagino que a partir de amanhã, temos a solução ou 90% da questão resolvida. Se isto se alastrar 10 dias, 12, não conseguimos compreender o tempo que isto se vai alastrar, nem a própria Vodafone, pelo que eu percebo, tem a noção de quando é que consegue restabelecer totalmente os serviços todos. Aí sim, aí teremos que equacionar. Nós também estamos à espera para ver qual é a celeridade com que isso consegue ser resolvido, para depois junto dos associados, perceber qual foi a dimensão dos prejuízos e então se há também da parte deles a intenção que nós, através da Câmara, recorramos aqui a algum apoio. Agora já percebemos, isto é, como lhe disse, uma nova versão também das preocupações acrescidas que teremos que equacionar ou junto da Câmara e eventualmente depois do próprio governo, perceber como é que há mecanismos que possam salvaguardar as empresas nestas situações, porque é como disse, hoje foi a Vodafone, mas os próprios especialistas que estão falando na televisão dizem que mais cedo ou mais tarde serão as outras redes, serão outras formas nas comunicações e portanto, isto é algo que limita totalmente a vida das empresas e que nós temos que arranjar aqui alguma forma de poder avançar com algum apoio em situações dessas. Neste momento, ainda não temos essa situação equacionada, porque estamos à espera de perceber qual é a dimensão no comércio de Lisboa que isto teve. Eu diria seguramente que entre 10% a 20% das empresas vão ser afetadas ou estão a ser afetadas, mas eu diria que só mais daqui a oito, 10 dias depois disto restabelecer e nós conseguirmos junto das empresas perceber, é que tomaremos alguma decisão.