Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Terceiro jogo aqui na Rádio Observador desta primeira jornada, Braga 3, Sporting 3, jogo ligado à corrente. Fábio Veríssimo foi o homem do apito. Pedro Henriques, estamos a olhar para o trabalho de arbitragem deste árbitro da Associação de Futebol de Leiria, se não estou em erro, é verdade?

Exatamente. Árbitro 39 anos, da Associação de Futebol de Leiria, que esteve hoje a arbitrar o jogo e que teve também uma prestação que nós já vamos a

Sim, já vamos proceder exatamente à análise. Vai merecer nota e tudo no fim, como é hábito aqui no "Sem Falta". Nove minutos de jogo. Sporting chega ao primeiro gol, numa jogada em que Porro consegue aparecer nas costas da defesa do Braga, dando depois a bola para Pote. Havia aqui, em algum dos momentos, um fora de jogo que ficou por assinalar ou tudo legal?

Não, o gol é legal. A questão estava no momento, sobretudo no corredor direito, em que o Matheus Nunes coloca a bola para o Porro, e portanto era a eventual dúvida se o Porro estaria ou não em posição irregular. Pela repetição que foi dada na televisão, embora nunca tenham sido colocadas as linhas do fora de jogo, porque normalmente a cidade do futebol costuma depois mostrar, ficamos logo com a ideia que o Porro estaria a ser colocado em jogo, não digo clara, mas pelo menos estava em jogo e, portanto, não haveria fora de jogo. De qualquer forma, a cidade do futebol, através do VAR, validou o gol e isso para nós é logo o conforto para percebermos que realmente está tudo correto. Curiosamente, não foram colocadas as linhas que normalmente são, que acho que poderiam ter sido relevantes e importantes, mas de qualquer maneira, com a imagem parada, percebe-se logo que o Porro, que depois faz a assistência ou o passe para o Pote, estava em jogo, portanto, gol legal do Sporting.

22 minutos de jogo. Chega Niakate e vê um amarelo por parte de Fábio Veríssimo. Bem assinalado, muito início do jogo ou já estava a pedi-las?

Não, sim, é um lance em que o Niakate acaba por ter uma entrada sobre o Palhinha, ainda antes da transição do Sporting, o Sporting ainda estava no seu meio-campo, o Palhinha ainda estava no próprio meio-campo do Sporting, mas de qualquer maneira uma entrada fora de tempo, a entrada em si também negligente, e por isso o cartão amarelo impunha-se neste ponto.

33 minutos de jogo, outro amarelo para os homens do Braga desta vez para o homem do jogo, Al Musrati, bem mostrado também, na tua opinião.

Sim, aqui também foi uma entrada, uma vez mais fora de tempo, ou seja, o Matheus Reis, que foi quem sofreu a falta, já tinha feito o passe e o Al Musrati não conseguiu parar o movimento e acabou com a sola do pé pisar, digamos, a ponta ou o peito do pé do Matheus Reis, e o árbitro após a interrupção do jogo, acaba por mostrar, e bem, o cartão amarelo ao Al Musrati.

33 minutos de jogo, ainda na primeira parte. Gol anulado do Braga, seria o empate que depois acabou mesmo por chegar. Bem de lado este gol.

Sim, na altura, eu foquei-me num primeiro momento que até estava em torno do Ricardo Horta, mas aquilo que depois se tornou mais evidente, e esse que foi mostrado na televisão, tem a ver com o Banza propriamente dita. De forma muito rápida também a perceber, o Vitinha a dado momento, já na parte final do lance, remata. E quando faz o remate, tem pela frente dois jogadores, um deles o Adán e nas suas costas o Coates. E quando digo nas costas, o Coates está com a bola, portanto não é normal. Normalmente está o defesa e depois está o guarda-redes atrás. Isso às vezes pode confundir as pessoas. E o Banza está 57 centímetros para lá do guarda-redes do Sporting. Portanto, nestas circunstâncias, quando há o remate, o Banza não toca na bola, o remate vai direto à baliza e o Coates defende a bola, digamos assim, defende de forma legal, em cima da linha de baliza e a bola sobra para o Banza, que faz a recarga e faz o gol. Normalmente nós estamos habituados ao filme ou contrário, que é quando há este tipo de remate, quem defende é o guarda-redes, e se um jogador que faz a recarga já está adiantado em relação ao penúltimo adversário, que normalmente é um defesa, as pessoas compreendem. E aqui pode lançar alguma dúvida, porque fica com aquela ideia. Então, mas há um remate e o jogador do Sporting, que é o Coates, que é um jogador de campo, jogou a bola de forma deliberada e ela foi para o adversário. E ficamos com aquela ideia que quando vem do adversário, não há fora de jogo. O que diz a lei 11, pois, é que sempre que um jogador defende a sua baliza, normalmente é o guarda-redes, e que a bola sobra para um jogador que já estava em fora de jogo no momento do remate, nestas circunstâncias, diz que esse jogador tira vantagem da posição em que se encontrava. Portanto, tudo legal. Banza está adiantado 57 centímetros, tira vantagem da posição em que se encontra, mesmo num desenho diferente em que quem defendeu a baliza foi o Coates e não propriamente o guarda-redes. E é só relembrar que um jogador tem que ter dois adversários, estamos a focar agora no Banza, dois adversários entre ele e a linha de baliza adversária. Não é o defesa e o guarda-redes, não é o guarda-redes e mais um jogador, não. É dois adversários, quaisquer que eles sejam. Que normalmente é o defesa, o jogador de campo e um guarda-redes. Neste caso é assim, mas em posições invertidas, era o guarda-redes e o defesa, só que estava adiantado em relação ao guarda-redes e, portanto, tudo certo. Só estou a dar esta explicação mais longa, porque me surgiram várias perguntas nas redes sociais. Há quem esteja com essa dúvida, porque é o guarda-redes à frente, porque é o defesa atrás, porque o jogador do Sporting jogou a bola deliberada. Não. A lei 11 é muito clara quando é alguém, quem quer que ele seja, guarda-redes ou defesa, a defender a sua baliza. E portanto, neste caso concreto, só para não haver dúvidas, o Banza é punido por 57 centímetros, adiantado em relação ao penúltimo adversário e tira vantagem da posição no momento, depois que é o primeiro remate inicialmente do Vitinho.

63 minutos de jogo, já na segunda parte. O VAR reverte uma decisão do Fábio Veríssimo, que assinalou pênalti na área do Braga a favor do Sporting, depois de uma carga de um jogador do Braga, creio que Siqueira, se não estou em erro, sobre Pote. Havia aqui indícios para pênalti?

Não, não havia indícios para pênalti. Boa decisão do VAR. Quer dizer, a decisão é sempre final do árbitro, que depois foi chamado ao monitor. Portanto, o árbitro assinala pênalti, o VAR tem que ver o lance porque o pênalti faz parte do protocolo, o VAR ao verificar que havia um erro claro e óbvio por parte do árbitro, utiliza o protocolo, chama o árbitro e diz para ele ir ao monitor. E ao dizer para ir ao monitor, explicou-lhe exatamente: "Olha, atenção que é o Pote que com o pé direito acaba por ponteapear e tropeçar por causa disso no calcanhar esquerdo do jogador do Braga, do Siqueira. E, portanto, tens que reverter o lance." E o árbitro verificou, podia reverter ou não, achou, e bem, que tinha se enganado, que aquilo que o VAR lhe disse e a descrição que fez era correta e obviamente que reverteu o respectivo lance. Portanto, seria um erro muito grave no jogo, mas vamos lá ver. O VAR hoje também podemos considerar que faz parte das equipes de arbitragem, está lá para fazer essas correções e aqui o Tiago Martins, que estava como VAR, esteve muito bem nesta alteração de decisão.

E ao minuto 68, outro dos lances que marcou esta partida, Matheus Nunes, o médio do Sporting, vê um cartão amarelo no meio-campo

Sobre o Rodrigo Gomes, é aquela situação típica em que já não está lá a bola. Aliás, hoje houve vários lances destes. O árbitro ainda procurou ver o que acontecia no decorrer do lance e depois apercebeu-se claramente que teria havido falta, que o Braga não tirou vantagem na continuidade do lance e, por isso, interrompeu e acaba por assinalar o livre direto e mostrar o respectivo cartão amarelo para esta entrada negligente fora do tempo de Matheus Nunes sobre o Rodrigo Gomes.

75 minutos de jogo, o último lance, amarelo para Santos Juste, do Sporting, que se estreou hoje, o jogador de defesa, e também para Pote, que depois foi para lá reclamar.

O Santos Juste entrou e fez logo duas ou três faltas e esta foi uma carga completamente despropositada nas costas. Se fosse isolado este lance, se calhar o árbitro, em outro momento do jogo, poderia eventualmente não ter mostrado. Aqui aceita-se claramente o cartão amarelo por infringir completamente as leis de jogo, embora não estivesse a jogar o jogo todo, tinha acabado de entrar no jogo, mas sobretudo pela carga em si também sendo negligente. O Pote levei o cartão amarelo. É lógico que eu vou dar sempre como boas as decisões dos árbitros quando mostram cartões amarelos por protestos. Obviamente que fico com a noção, até depois de ver as imagens, que os protestos terão sido mais verbais do que propriamente gestuais e o árbitro ali poderia claramente ter não mostrado. Mas eu vou ter que sempre aceitar, porque ele é que está lá, ele é que ouve as palavras e por isso aceito o cartão amarelo, sendo que o do Santos Juste, esse é que é o mais relevante e importante para o jogo, é bem mostrado.

Que nota merece este juiz?

Vou dar nota sete, por uma razão muito simples. Eu faço sempre a diferença entre aquilo que é uma decisão correta tomada pelo árbitro ou quando é uma decisão errada tomada pelo árbitro e depois é corrigida pelo VAR. Portanto, eu tiro sempre um ponto. Seria uma nota alta porque embora o árbitro hoje tenha sido muito ajudado pelo que foi o próprio jogo, o comportamento dos jogadores, na minha perspectiva, e sempre que o jogo esticou um pouco mais, percebe-se claramente que ele oscila na forma como toma as decisões e perde-se um pouco no terreno de jogo. Mas estamos a analisar este jogo, não aquilo que é a minha opinião sobre o árbitro ou sobre outras arbitragens que este mesmo árbitro já realizou. E neste jogo ele esteve bem, não dou nota mais alta, porque é como digo, houve um erro por parte do árbitro, corrigido e muito bem por parte do vídeo-árbitro, e eu faço sempre essa diferença, baixando sempre um ponto quando é assim. O jogo tinha grau de dificuldade, teve resultado incerto até o fim, não é um jogo qualquer e por isso tenho que também dar este mérito pelo grau de dificuldade que encerrava antes de começar o jogo e depois no decorrer do próprio jogo. E por isso, nota sete para a equipa liderada por Fábio Veríssimo.

Fica dada a nota à equipa liderada por Fábio Veríssimo neste Braga 3, Sporting 3. Nota sete, uma boa nota para o árbitro da Associação de Futebol de Leiria, Pedro Henriques. Novo encontro marcado já na segunda jornada do campeonato. Até lá.

Até lá. Obrigado.

Rádio Observador, Valongo e Paredes, 88.1.