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e torcida ] Novamente, muito boa noite, Pedro.

Boa noite uma vez mais.

Agora analisando esse Famalicão x Sporting, o árbitro foi o António Nobre. Golo do Famalicão, 20 minutos, algo a dizer?

Não, é golo legal, portanto, no momento do cruzamento, é após a marcação do pontapé de canto e quando a bola é cruzada pra área, que é esse o momento do passe contra, o Gustavo Sá, que acaba por finalizar e marcar o golo, está em posição legal. O Ibrahima Ba está em fora de jogo posicional, mas não tem qualquer impacto nem na jogada, nem nos seus adversários. E portanto, o golo, o um a zero, neste caso, tudo correto, tudo legal, sem infração ou fora de jogo.

O Sporting empate, minuto 22, também se aplica exatamente o mesmo. Tudo legal.

É momento do passe do Giovanni Quenda pro Pedro Gonçalves, o Pedro Gonçalves está em posição legal. Pelo meio, ficou a dúvida se o Vahanídis não teria tocado também na bola. E se tocasse, e parando aí a imagem, uma vez mais, o Pedro Gonçalves estava em posição legal. Curiosamente, era o Ibrahima Ba que estava em ambas as situações a colocar em jogo. No meu entender, até o Vahanídis não tocou na bola e, portanto, o momento contra é o momento até do passe cruzamento do Giovanni Quenda. De qualquer maneira, aquilo que é o mais relevante e importante, golo legal do Sporting, à semelhança do golo do Famalicão, sem qualquer infração à lei do fora de jogo.

Amarelo para Gonçalo Inácio, mão na cara do Sá, minuto 25.

Sim. Braço direito aberto, acaba com o cotovelo a acertar na cara do Gustavo Sá. Já sabemos que estas ações de braços, mãos e cotovelos na cara, cabeça, nuca e pescoço dos adversários são tecnicamente sempre punidas com livre direto, se for dentro da área é pênalti, e são punidas disciplinarmente, amarelo ou vermelho, conforme a gravidade da situação. Neste caso, bem o árbitro mostrar cartão amarelo por esta conduta incorreta e antidesportiva de Gonçalo Inácio.

Sá que também viu o amarelo, minuto 27.

Agarra e puxa de forma evidente e ostensiva a camisola de Gonçalo Inácio, um comportamento antidesportivo bem sancionado disciplinarmente.

Entretanto, não há pênalti sobre Pedro Bondu, minuto 31.

Sim, é com o Giorgio Vahanídis. Vamos só chamar Vahanídis. Ele tem a posição ganha, faz corpo forte. Portanto, quando percebe que o Pedro Bondu vai na sua direção, o que eu quero dizer com corpo forte é: tenho a posição ganha, paro, faço força no meu corpo para não abanar. Se houver um contato, e houve esse contato, até mais provocado pelo Pedro Bondu, que acaba por ir contra o lateral leonino e, portanto, nada a dizer, não há infração, boa decisão, não há pênalti.

Minuto 38, a bola entrou na luza do Famalicão, mas o Suárez estava adiantado.

Sim, o Kocharashvili quando faz o passe pro Luís Suárez, ele está adiantado em relação ao penúltimo adversário e, portanto, o golo bem anulado pelo árbitro assistente e confirmado depois pelo VAR.

Ainda na primeira parte, minuto 45, não há pênalti sobre Suárez?

Não, primeiro porque o contato sempre fora da área. De qualquer maneira, o Luís Suárez está em disputa de bola com o Justin Dias. O Justin Dias vai na frente ter posição ganha, e depois o Luís Suárez, digamos que ao procurar ultrapassá-lo, até é mais ele, o Luís Suárez, que provoca o contato lateral. Pra mim, não há infração, nem de quem ataca, nem de quem defende. Repito, se houvesse alguma coisa, também era fora da área, não acertava uma infração para eventual pontapé de pênalti, mas pra mim, correto, contatos legais, de corpo a corpo, sem qualquer infração, tudo certo.

Erro na primeira parte, porque Gonçalo Inácio devia ter visto o segundo amarelo.

Sim, este é o caso do jogo, no meu ponto de vista, porque não sabemos qual era o impacto que isto podia ter, obviamente, no resto do jogo, uma equipa a jogar com menos um. Este é um cartão amarelo que devia ter sido mostrado ao Gonçalo Inácio, em tudo semelhante ao lance, aliás, é mais relevante e impactante esta ação do Gonçalo Inácio, também sobre o Gustavo Sá, do que aquele lance que ocorreu e que foi bem mostrado o cartão amarelo ao minuto 25, também entre o Gonçalo Inácio e o Gustavo Sá. O Gonçalo Inácio abre o braço direito e acaba por atingir com o cotovelo, agora na zona ali do pescoço, diria garganta do Gustavo Sá, uma entrada e uma abordagem completamente negligente, passível de cartão amarelo. O árbitro não marcou nada, nem falta, portanto o árbitro não se apercebe desta infração e portanto ficou aqui um segundo cartão amarelo por mostrar ao Gonçalo Inácio com a consequente expulsão. Só de relembrar que o protocolo VAR só permite intervenções do VAR em vermelhos diretos, não em cartões amarelos, mesmo que sejam os segundos. Pelo menos por enquanto, porque isso já está a ser discutido pra ser alterado. De qualquer maneira, com o protocolo que está, o VAR nada poderia fazer. Pra mim, fica aqui um segundo cartão amarelo pro mostrar ao Gonçalo Inácio e a consequente expulsão.

Quarenta e cinco mais cinco, amarelo para Pedro Bondu.

Sim, o Pedro Bondu, é praticamente na sequência do lance, o Pedro Bondu tenta ganhar um pontapé de pênalti, projeta-se claramente pro solo e contra um adversário, jogador do Sporting, na tentativa que o árbitro pudesse assinar o pontapé de pênalti. Não só não existe falta, como estou de acordo que tenha havido simulação, e daí o cartão amarelo ter sido bem mostrado.

Segunda parte, amarelo. Primeira amarelo é para o Pena, minuto 63.

Agarra de forma ostensiva a camisola e por trás a camisola do Pedro Gonçalves, quando este fazia ali uma transição rápida já no meio-campo adversário, cartão amarelo bem mostrado.

Golo do Sporting, dois um, minuto 66.

Exatamente. Golo legal do Sporting, quando o Pedro Gonçalves passa a bola pro Luís Suárez, que acaba por marcar o gol e finalizar, está a ser colocado em jogo pelo Pedro Bondu por 23 centímetros. Portanto, é um lance ali de várias carambolas, ficou-se com dúvida, de resto, o VAR teve ali que colocar as linhas, e lá está, 23 centímetros é uma distância relativamente curta. O Luís Suárez tinha, e isso podia ter induzido em erro pra quem estava a observar, os braços projetados pra frente e os braços poderiam eventualmente dizer que está em fora de jogo, mas eu relembro que na análise fora de jogo, em termos das partes do corpo, contam todas as partes, menos os braços, e portanto os braços nunca contam pra análise fora de jogo. E conforme também tínhamos dito no direto, ficamos logo com a sensação que o gol deveria ser validado. Foi mais à frente, a cidade do futebol injetou o sinal com os tais 23 centímetros a dizerem que o Luís Suárez estava em jogo, colocado pelo Pedro Bondu.

Minuto 77, amarelo para Ioannidis

Ficou por mostrar.

É o pisão, junto à linha lateral.

Ficou por mostrar cartão amarelo ao Ionídis, que ao aproximar-se por trás, acaba com o pé direito. Ficou feia aquela jogada, pisar a bota e o calcanhar do Hiba Ibrahim.

Com a meia rota que até se vê.

Até a bota saltou. E portanto, ali aumentada negligente, passível de cartão amarelo que não foi mostrado.

Entretanto, faltou outro amarelo para o Vandeleir.

Agarra de forma evidente e ostensiva o Trincão, que até deu uma volta de 360 graus sobre ele próprio. Puxou, claramente, onde ele estava a fazer uma transição e era clara a situação para o respectivo cartão amarelo.

Última situação, o amarelo para o Maxi, Maxi Araújo.

Sim, estamos a falar do minuto 90 mais um, cartão amarelo bem mostrado a Maxi Araújo, que com o pé direito acaba por rasteirar o Sorriso quando este ia tentar fazer uma finta e já na direção da área de Linha. Portanto, um corte de uma jogada já prometedora ou de um ataque prometedor e portanto, cartão amarelo bem mostrado.

Então que nota para António Nobre?

Vou dar nota quatro, porque aqui, não sabendo quais as consequências, com um resultado que neste caso foi favorável ao Sporting, digamos que o erro que acontece acaba por beneficiar o Sporting ou prejudicar, de toda maneira, o Famalicão. E por isso, já baixar aqui a nota para uma nota negativa, nota quatro, porque acabamos por dizer que é um erro que pode ter impacto ou podia ter impacto no jogo, porque realmente este segundo cartão amarelo faria com que o Sporting fosse para intervalo com menos um e jogasse a segunda parte com menos um, pelo menos de acordo com aquilo que foi a minha visão. E por isso, eu diria que a parte negativa disto é exatamente a não expulsão do Gonçalo Inácio. A parte positiva é que os árbitros assistentes estiveram muito bem nas decisões de fora do jogo, quer nos gols validados, quer no gol anulado. E depois algo que até foi referido pelo treinador do Famalicão e com o qual eu também concordo. Primeiros cinco minutos que foram dados de descontos na segunda parte, que depois acabaram por ser sete, é muito escasso, é muito pouco. Nós tivemos não só as situações das cinco paragens para fazer as substituições, como tivemos depois um cartão amarelo e um gol, mas é nesse gol que há o momento de VAR e portanto, esse momento de VAR aumentaria claramente. E depois um aspecto que me deixa preocupado, nem sempre isto está a acontecer na liga, mas de vez em quando acontece, que nós tivemos 102 minutos de jogo, 45 mais 5, 45 mais 5, mais 2, portanto há 102 minutos de jogo e apenas se jogaram 54, o que dá um tempo útil de 52%, que é muito pouco. E portanto, há alguma preocupação, no meu ponto de vista, nesta questão do tempo útil de jogo, que de vez em quando acontece. Mas claramente que o mais relevante e importante neste jogo é a arbitragem em termos disciplinares, que foi, no meu ponto de vista, irregular, com alguns cartões, como vimos aqui, que ficaram por mostrar e acima de tudo com o facto de não ter sido expulso o Gonçalo Inácio por acumulação de amarelos. Nota quatro.

Muito bem, nota quatro dada pelo Pedro Henriques. António Nobre para arbitragem que esteve no Famalicão-Sporting. Pedro, até meio da semana para competições europeias.

Sim.

Um grande abraço. Bom resto de fim de semana.

Obrigado, igualmente.