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Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". Meu nome é Guilherme Fonseca e comigo está Rita da Nova, pessoa que tem uma justificação a dar neste podcast. Pessoa que fez aquilo a que, na gíria e tecnicamente, e aos olhos da ciência, se chama uma birra, e que agora tem de justificar as coisas que disse e as coisas que prometeu. Rita da Nova, no último episódio, disse: "Guilherme, se o catering do teu solo no Tivoli..."
Não, se eu chego... Olá, bom dia, tudo bem? Estamos bem?
Olá, bom dia. Tudo bem com esta beldade.
Está tudo bem. Obrigada pelo convite.
Parece. É um prazer tê-la aqui no podcast.
Muito obrigada ao município pelo convite para estar aqui. Se eu chego ao backstage do Amigável e não há um catering.
Como o do Vítor Sá.
Como o do Vítor Sá, há divórcio. Não vai haver divórcio, porque havia um catering.
Sim, senhora.
Eu deixei-vos.
Eu não te sei explicar a quantidade de mensagens que eu recebi no meu Instagram, depois do meu próprio solo, a perguntar o que tu achaste da comida do camarim.
Em vez de perguntar: "Guilherme, correu bem? Foi bom?"
Também recebi. Mas as pessoas não aguentam sem saber a tua descrição e a tua avaliação do catering do meu solo no Tivoli.
Estava um bom catering. Eu vou dar uma crítica construtiva, positiva, mas construtiva.
Sim senhora. Primeiro diz o que é que vês.
Olha, entrei, cheguei e vi, como disse a Mariana, a designer, que faz o design deste podcast. Uma coisa muito engraçada que foi: estou aqui e as thumbnails todas do Spotify. É um festival de thumbnails do Spotify.
Pois é, porque ainda por cima é ela que faz. No meu YouTube é ela que faz as thumbnails do Spotify e do YouTube.
Porque estavam lá os podcasts todos de humor. Portanto, estava ali o top podcast de humor do Apple Podcast.
Estava ali.
Além de ver todos os humoristas possíveis e imaginários, e de ver a minha família e ver os meus amigos que também estavam lá.
O que é que estava no meio das pessoas?
Lá no meio estavam duas mesinhas, uma no meio e uma no canto, com vários salgadinhos.
Até estavam três, porque estava uma terceira mesa com muito álcool, mas essa tu não a contas. Pois, essa não é o teu catering.
Com os salgadinhos, eu vi fiozinhos de salsicha, eu vi croquetes, eu vi rissóis, eu vi empadinhas, eu vi pastelinhos de nata.
Assim pequenininhos.
Pequeninhos. Achei muito variado. Crítica construtiva a fazer: faltava um fresquinho, faltava uma frutinha, faltava uma espetadinha de mozarela com tomate.
Sabes o que é que eu acho? Isto é a minha suspeição, que é: eu acho que o que tu querias, na realidade, era espetadinhas de tomate com-
Não era o que eu queria.
Podia ser mini mozarelinhas.
Mini mozzarelas. Eu queria chegar lá e dizer: "Olha, que bonito". E disse. Estava muito bonito. Agora genuinamente, fora de brincadeiras aqui da avaliação do catering, eu acho que tu merecias, no final da primeira parte da tua tour, seres recebido no fim com uma comidinha, que eu sei que tu gostas, com os teus amigos. Até vou dizer isto sobre o teu solo. Cheguei, fui jantar com os nossos amigos, fomos jantar ali a uma tasca marcada pela nossa amiga Margarida, portanto tu já sabes que vai ser boa.
Sim, senhora.
Uma tasquinha. A seguir começo a chegar ao Tivoli e senti-me na tua festa de anos.
Isso é mau.
Não, foi ótimo.
Aquele camarim é ótimo.
Não, não foi o camarim, foi antes. Senti-me na tua festa de anos, porque entrei na sala-
Espera, tu achas que 1200 pessoas era a minha festa?
Não eram todas, mas algumas era do gênero. Pessoas a mandar mensagem a dizer: "Estou aqui", e eu a tentar ver. "Olha, o grupo do trabalho". Depois aqui: "Estou aqui". "Olha, o grupo dos amigos da infância". "Olha aqui". Não sei o quê. "Olha a família afastada". E então senti-me também primeira-dama ali um bocadinho. Fala-se muito do trabalho do João Miguel Costa, fala-se muito do trabalho do Manuel Cardoso e do Ricardo Araújo Pereira, que abriram para ti, mas fala-se pouco do trabalho que eu fiz para aquecer aquela sala, também te vou dizer.
Pois é. Tu estiveste a receber à porta do Tivoli.
Eu fui a primeira-dama, estive em primeira-dama, e eu sinto que fiz um bom trabalho. E o catering, se eu tivesse que dar uma avaliação, eu dava um oito em 10.
Ok, ouviste, Rita? A Rita é da produção da-
Da setlist.
Da setlist.
Eu dava um oito em 10.
E foi ela que esteve ali a organizar aquilo.
Faltava um fresquinho, é só o que eu vou...
Sim, senhora. O fresquinho estava nas cervejas.
Pois, mas é que eu também me esqueço.
E no gin tônica. Havia também gin tônica.
Eu também me esqueço que aquilo é macho energy, não é?
Epá, a comédia é sempre um bocado. Sendo que o meu camarim não é propriamente, não é?
Não, não estou a dizer que é, não é no Meios.
Sim.
Mas estou a dizer que percebo que para empapar a cerveja e o gin tônica sejam mais salgadinhos e menos fresquinhos.
Exatamente. Então eu acho que é isso.
Era isso que eu queria dizer.
As pessoas pululavam por uma review do catering de Amigável e já está.
Eu também disse a todas as pessoas: "Vão ter a ver o Terapia de Casal desta semana".
Pois claro.
Ia dar tudo. Era pelas DMs do Instagram que eu ia dar tudo. Era.
Acho que é isto. Acho que esta é a review possível do meu solo em Lisboa.
Era a review que era necessária. Sim, agora o conteúdo interessa pouco.
Vou te dizer assim: a esta hora que as pessoas estão a ver este episódio, já está no meu YouTube uma espécie de um documentário da primeira volta da minha tour.
Que está muito giro.
E eu acho que as pessoas podem ir lá ver e tem uma espécie de um peek behind the curtain. Não sei essa expressão em português.
É um espreitar por detrás da cortina.
Exatamente, da primeira volta da minha tour, dos bastidores, da viagem, etc. São 18 minutinhos que estão, se tudo correr bem, atenção, porque eu estou a dizer isto e vou tratar disso durante a tarde. Mas já lá está. E vão ver o grande glamour da primeira volta e o anúncio das datas da segunda volta.
Olha, eu vi uma parte ainda que não está cortada para oNão vi um produto final, vi uma parte.
Sim, devias de ter visto uma primeira versão já muito acabada.
E há um momento em que eu te dou um beijinho muito fofo.
Pois é.
E portanto, eu espero que as pessoas pelo menos vejam essa parte.
Sim, mas também há um momento em que depois do espetáculo em Almada-
Pois é.
... genuinamente, vocês podem não gostar da minha comédia e podem não ter paciência para ver um documentário de 18 minutos sobre os bastidores da minha tour, mas vão ver só o momento em que eu saio do palco, estou no camarim e a Rita esteve a ver o espetáculo e vai ter comigo aos bastidores. E a primeira coisa que Rita da Nova me diz, olhando-me nos olhos, a mim, produção, está o João Miguel Costa, estão os agentes do João Miguel Costa.
Está toda a gente.
Está assim um camarim cheio e a Rita olha para mim e diz assim: "Como diria o Albano Tunes, uma merda".
Mas à brincar. E depois eles dizem: "vá, agora um elogio". E eu: "não".
Gravado, nem pensar, não vou estar a dar elogios. Acho que ficou muito engraçado o documentário.
Ficou muito giro.
Acho que ficou giro e acho que capta bem a diversão e o espírito que foi andar com o João Miguel Costa e o Vato.
Olha, mostra uma coisa. Eu achei que o Amigável não é só um nome. Amigável não é só um conceito.
É um ambiente.
Amigável é um state of mind.
Exatamente.
É um estado de espírito.
Exatamente.
Linda.
Olha, muito bem.
Olha, depois abriste para o Ricardo Araújo Pereira.
Pois foi. Eu vou te dizer uma coisa, eu nem sei o que eu ainda estou a fazer neste podcast.
Eu também não sei. Mas eu digo isso desde o início.
Mas agora sou eu a dizer, só porque eu sinto. Então eu estive sexta e sábado a atuar no mesmo palco da Dua Lipa.
Da Lupa Dupa.
E do Elton John.
E da Rosalía.
E da Rosalía. Eu estive no mesmo palco da Rosalía e agora estou aqui de pijama a gravar este podcast. Eu não sei se agora eu já não estou noutros patamares.
A vida também é isto, Guilherme. A vida estás lá em cima, depois no dia seguinte desces, cá para baixo.
Eu não sei se já não estou noutro patamar.
A vida é como tomar MD.
Pois é, primeiro sobes muito e depois desces muito.
É verdade.
E eu acho que é isto, porque eu estive de facto a abrir o espetáculo do Ricardo Araújo Pereira no MEO Arena. Foi uma experiência ligeiramente diferente do meu Tivoli de 1200 pessoas atuar para 15 mil.
Mas sinto que o Tivoli foi mais especial.
Porque o Tivoli foi o meu solo.
Claro, estou me a cagar para o Ricardo.
Exatamente.
Passar a saber do solo do Ricardo.
Só disto.
Eu assim que tu abriste para o Ricardo, estava pronta para pegar as minhas coisinhas e bazar do MEO Arena.
Exato. Era giro as pessoas levantarem-se todas e começarem a sair do MEO Arena.
Já está, ok.
Mas é ligeiramente diferente, 1200 para 15 mil, duas vezes, porque é 15 mil na sexta e 15 mil no sábado. É muita gente, é imponente olhar para aquela gente toda.
Nem sequer tens noção de nada, pois não?
Sendo que eu e o Manel, como estávamos a abrir o espetáculo do Ricardo no MEO Arena, não tínhamos a luz completamente desligada. Nós ainda tínhamos uma espécie de uma luz de sala mais baixa, só porque as pessoas ainda estão a sentar. Eu e o Manel servimos para duas coisas. Três, na verdade, eu vou dizer três. Eu e o Manel servimos para três coisas. Primeiro para começar o espetáculo quando ainda há pessoas a sentar, porque isso era desagradável acontecer com o Ricardo. Segundo, estamos lá para puxar a energia e começar a pôr as pessoas a rir. É isso que serve um opener. Eu vou subir aqui esta energia, vou divertir as pessoas. E também é um gesto de amizade e de carinho do Ricardo estar a mostrar duas pessoas que gosta muito da comédia ao seu público. E terceiro, serve para estarmos com o Ricardo, os três a sofrer de nervos, é para ele não estar a sofrer sozinho de nervos antes de subir ao palco. É para estas três coisas que serve. Portanto, o meu papel e do Manel também é em parte estar ali a ver as pessoas ainda um bocado a sentar. Eu vi a Bumba a sentar. No MEO Arena, eu vi a Bumba a entrar, a ir até à fila ao lado dos VIPs, a sentar.
Sim, o público não está ali concentrado.
Sim, mas é divertido. Sábado tu não estavas lá e houve um dos papelinhos que eu li, eu até pus nos stories.
Eu vi.
É uma senhora a pedir ao Ricardo para ter um caso extraconjugal e deixa o número de telefone. Obviamente que fui a correr ao Sync Me ver quem era a pessoa.
E descobriste?
Descobrimos sim, senhora. Não vou dizer nomes.
Depois quer que me mostre.
Mas nos bastidores estivemos a investigar a pessoa que queria um caso extraconjugal.
Com o Ricardo.
Escaldante.
Escaldante.
Ela apelidou. Com o Ricardo Araújo Pereira. Olha, foi uma experiência inacreditável atuar no MEO Arena duas vezes. Espero que as pessoas que não conheciam a minha comédia tenham gostado. E o Vato, que é o produtor do Amigável, muito inteligentemente, juntou-se com a Mariana dos Caracóis, a designer que tu falaste há pouco, das thumbnails e do cartaz do meu espetáculo, e fizeram uma coisinha lá para o ecrã do MEO Arena.
E aparecias lá tu.
Com as datas novas. Portanto, as 30 mil pessoas que foram ao MEO Arena já sabem das datas da segunda volta da minha tour que estão na Ticketline. E entretanto, Lisboa já é um avanço do caraças. Lisboa e Aveiro. Estranhamente, o Vato disse: "Eu não sei o que é que se passou, nós vendemos imensos bilhetes para Aveiro em Lisboa".
Se calhar foi muita gente que veio cá abaixo ver o Ricardo.
Será?
Também há três pessoas em Aveiro, se as três pessoas de Aveiro vieram ver.
Não fales assim de Aveiro.
Estou a brincar, eu gosto muito de Aveiro.
Não, eu vou defender Aveiro, que eles agora querem comprar bilhetes para a minha tour.
Muito bem. Olha, tenho uma coisa para dizer. Já acabaste?
Queria só fazer um mini cock teasing para a frente deste podcast. Que um dos e-mails que nós vamos ler mais no final deste episódio é de um menino.
Que foi ao Amigável.
E que se apaixonou.
É verdade. E não foi nem por mim, nem por ti.
Não, felizmente. Mas apaixonou-se a ver o meu solo em Lisboa e precisa de ajuda. Portanto, já vamos ler esse e-mail.
Ok.
É só um cock teasing. Sabes como é que se faz? Isso é tipo televisão.
Claro.
É assim que se faz na televisão.
Mais à frente.
Mais à frente.
Intro VT, exatamente. Por consequência de tu esta semana teres tido o teu solo em Lisboa e teres feito a primeira parte do Ricardo Araújo Pereira, o teu irmão veio de Londres para cá.
Verdade, o meu irmão esteve cá esta semana.
O teu irmão esteve cáE eu vou dizer-te uma coisa: eu adoro-vos aos dois. Mas...
Já sabia. Esse "mas" veio.
Eu não sei se eu não estive a viver numa casa de Erasmus agora durante esta semana. E é muito diferente viver em Erasmus com 19 anos ou viver em Erasmus com 34.
O que é que nós fizemos? Porque o meu irmão...
Não, tu e o teu irmão, não é o teu irmão.
O que é que eu fiz?
É tu e o teu irmão.
O que é que eu fiz?
É que eu agora vou à cozinha, estamos aqui a tomar todos o pequeno-almoço, que interessante, converso, dormiste bem, o que é que sonhaste.
Eu nunca perguntei a ninguém o que é que sonha.
Perguntaste. E chego à cozinha e em vez de ter uma taça de iogurte e uma caneca na pia, apesar da máquina estar vazia, tenho isso em duplicado.
Pois claro. Sendo que eu não sou porcalhão, eu pouso, mas depois eu vou arrumar.
Sim, mas eu gostava, por acaso, de perguntar isto aqui. Uma pergunta que eu tenho já há algum tempo.
Ok.
Que é...
Eu vou dar a resposta e eu não sei se tu queres que eu dê a resposta diretamente neste podcast, mas eu vou dá-la, foste tu que começaste este tema.
Qual é a diferença entre: vais à cozinha, estás com as coisas na mão, estás com a tua taça do teu iogurte que já comeste e a tua caneca do teu café que já bebeste. Qual é a diferença entre pousares dentro da pia ou abrires a máquina e pores dentro da máquina?
Esses três segundos contam-se de uma maneira completamente diferente, quando a razão que eu me levantei é porque eu preciso imediatamente de ir cagar porque comi o primeiro café da manhã.
Guilherme, mas às vezes não fica ali só o tempo do teu cocô. Fica ali imenso tempo.
Às vezes eu esqueço-me.
Eu não percebo qual é a diferença. A máquina não está longe.
Não, está ao meu lado.
A máquina não está em Aveiro.
Tens toda a razão. E se estiver, eu vou lá. E as pessoas podem ir ver no estaleiro teatral.
Exatamente. Ou seja, de repente, estou a viver com dois homens. E é uma coisa que eu não desejo a ninguém.
Pois. Eu percebo perfeitamente.
É uma coisa que eu não desejo a ninguém.
Eu percebo essa energia. Eu esta semana também estive, vou dizer, mais ausente aqui de casa e das minhas obrigações, porque estava com a cabeça... Sabes quando uma pessoa atua nos MEO Arenas?
Pois, as coisas mundanas, não é?
Há coisas mais pequenas, também não interessam bem e que são problemas dos comuns mortais.
Claro. Mas senti-me a viver com muita testosterona, era o que eu queria dizer.
Percebo perfeitamente.
Nenhum de vocês é porcalhão. Não é nada disso.
Mas é essa a imagem que está a passar.
Não, nenhum de vocês é porcalhão, mas de repente há assim...
Até porque eu não fiz Erasmus, mas o que eu imagino de uma casa de Erasmus, olha a minha amiga.
É o leitinho, que vais buscar leite ao frigorífico e só estão duas gotas?
O meu irmão fazia isso historicamente. A minha mãe tinha ataques de fúria, porque o meu irmão como não queria ir buscar um pacote novo de leite, deixava duas gotas lá dentro e abanava e dizia: "Ainda tem". E sabes quando é mesmo aquela água de alheios?
Aconteceu esta semana.
Pois claro, é o meu irmão. É que esse é o tipo de merdas que o meu irmão faz.
É assim.
Na verdade, isto é uma carta de apreciação à Sara, a mulher do meu irmão.
Exatamente.
Que tem que aturar o meu irmão.
Sara. É assim, eu um dia vou fazer assim: vou te mandar o Guilherme para aí, para Londres. Mando por Royal Mail ou lá o que vocês têm. E tu vais ver o que eu passei esta semana.
Pois.
Mas também para a Sara, quem atura o teu irmão, atura-te a ti.
Pois, o meu irmão é uma versão minha em esteroides, vou dizer assim.
Não, mas é assim, agora parece que gostei muito de ter cá, enfim.
Foi muito giro. E ele veio de propósito para me ver no Tivoli e depois para me ver a abrir o Ricardo no MEO Arena. Fiquei muito contente.
Mas deixaste cá uma meia, Henrique.
Pois foi, deixou uma meia. Seremos nós o Dobby?
Não quero falar dessa porca.
Pronto, começa. Mas é só uma referência ao livro.
Não quero saber.
Nós não estamos a dar dinheiro.
Não quero saber.
Isso é inacreditável.
Não quero saber.
Com este tipo de esquerda é muito complicado de conversar.
JK, o Tolling não existe na minha vida. Segue.
Olha, eu tenho dois temas, um é sobre família.
Ai, um é sobre família. A família é o mais importante.
A família é o mais importante.
Eu queria dizer aqui que eu sou uma família.
A Cristina Ferreira e a Fast and Furious.
A família é muito importante.
Eu tenho uma coisa para dizer sobre família.
Diz.
O que é que se passa? Veio cá o meu irmão, muito agradável, sim, senhor, esteve cá por causa do Tivoli, o Amigavel, e o MEO Arena. Mas a verdade é que esta semana também se foi à Feira do Livro ver a minha mulher dar autógrafos. Foram duas horas de autógrafos da Rita da Nova na Feira do Livro. Agora vou falar, agora deixa-me acabar.
Não, mas é assim, eu não preciso de...
Não, agora vais-me deixar falar. Duas horas, depois esteve a fazer um podcast com a Maria Isa que foi muito giro, esteve a passear, esteve a comprar livros, esteve-se a comer, ai, meu Deus, um geladinho aqui, ai, não sei o que, um resfriado. Não é resfriado, resfriado é constipação. Como é que se chama aquela merda que eu gosto?
Um slushie.
Não. Sim, como é que se chama aquilo?
Eu não estou a...
Não é um refresco, não é um freeze.
É quando tem muito gelo.
Como é que se chama aquela merda?
Não sei. Vou procurar aqui. Bebida com muito gelo.
Como é que se chama aquilo? Que estupidez! Então, mas agora não me sai a palavra.
Bebida com muito gelo.
Refri. Não é resfriado. Por que só me sai resfriado?
Bebida com muito gelo picado. Vamos dizer caipirinha.
Sim. Como é que se chama?
Diz uma caipirinha.
E as pessoas estão a dizer: "Lá, lá". Pois olha, deixem nos comentários. Eu não me lembro, eu não sei como é que se diz.
Granizado.
Granizado. Por que resfriado? Não, granizado.
É uma mistura de granizo com resfriado, é um granizado.
Exatamente. Andámos lá, fomos jantar ali à pizzaria ao lado e depois não sei o quê, não sei o que mais. O que é que se passa? Estivemos com o nosso sobrinho do lado da tua irmã.
Eu não quero falar sobre isto.
Não, vamos falar.
Eu não quero falar sobre isto. Quer dizer, achei que ias só dizer: "Ai, que bom, a minha mulher esteve a dar duas horas de autógrafos, ela é tão bonita".
Não, atenção, sabes o que é impressionante nas duas horas dos teus autógrafos? É que eu acho que as pessoas não têm noção disto. Tu não tens um livro novo agora, tu não lanças há mais de um ano.
Mais de um ano.
Teres duas horas de pessoas para te assinarem o livro, uma fila gigantesca, para mim foi mesmo impressionante e fiquei com muito orgulho de ti. Ficas a saber, agora cala-se sobre essa parte. Mas agora tenho aqui uma coisa para te dizer.
Eu não quero falar sobre isso.
Porque essa é a imagem quando nós discutimos. Então o que é que se passa?
Eu não quero falar sobre isso.
Senhoras e senhores.
Eu não quero falar sobre isto.
O Duarte, o nosso sobrinho do lado da irmã da Rita, tem exatamente um ano e cinco meses. Seis meses faz agora, porque ele é dia 31 de dezembro.
Vai fazer.
E o que se passa? O Duarte está a começar a dizer algumas palavras, diz "mamã", diz "papá", diz "Blue".
Diz "tuc tuc".
Diz "tuc tuc", diz "bicicleta", diz "mota", diz "pato". Ele faz assim: "pato". O que se passa? Nós não estamos a conseguir que ele diga nem tio nem tia. E o que é mais irritante no meio disto? É que na Feira do Livro estavam a dar uns-
A nossa amiga Leonor deu-nos.
Exatamente. Como é que se chama a editora?
É da Infinito Particular.
Exatamente. Eu não ia por aí, porque depois eu não me ia lembrar dos coisas e depois está a gente com a feira.
A nossa amiga Leonor, que mestra as nossas candelas obscuras, já falámos aqui dela, ofereceu-nos.
E é uma excelente atriz.
É verdade.
E ofereceu-nos, por causa do calor, num dos dias em que nós fomos à Feira do Livro, ofereceu-nos o leque com a cara do Toy, porque o Toy vai lançar um livro...
Na Infinito Particular.
Na Infinito Particular. E havia uns leques com a cara do Toy. Pronto, é só isso. O que é que se passa? Duarte, o nosso sobrinho, que não diz tio nem tia, mas diz tuc tuc, agora olha pra merda do leque e diz: "Toy, Toy".
Não, o mais engraçado disto tudo foi, eu estava aqui em casa a trabalhar e minha irmã liga-me em videochamada e eu atendo e ela diz-me: "Estás muito ocupada?" E eu: "Não, diz." E ela: "É que eu tenho uma coisa pra te mostrar." E eu pensei: "Ele disse tia".
"Ele vai dizer tio".
"Queres ouvir uma coisa?" E eu: "Ai, ele disse tia". E a minha irmã diz assim: "Então olha, espera aí". Sentou, mostrou-lhe o leque e disse: "Quem é?" E ele: "Toy". Passei-me. O miúdo já me chamou mãe.
Pois é.
Ele chama-me mãe.
Pois.
Não me chama tia.
E quando ele tenta agarrar as mamas pra mamar. Isso é tão engraçado.
Ontem, sábado, portanto, hoje estamos a gravar o domingo, eu fui com eles à Feira do Livro ouvir a musiquinha da bolinha de sabão, não sei o quê. E depois fomos de metro.
Ok.
E ele estava sentado no meu colo e começa a me despir no metro, a tirar-me a roupa.
Do gênero: "Olha, tenho fome, vamos embora".
Eu disse: "Olha, meu amor, eu sei que tu já me chamas mãe às vezes, não sabes que eu sou tua tia, mas eu não tenho nada pra ti. Vou te devolver à origem pra tu poderes comer à vontade".
Sim, queres comer é aqui no restaurante.
Comer é ali.
Este não está a servir.
Mas não percebo.
Ya. Como é que uma criança que tem um ano e seis meses diz...
E cinco, ele vai fazer seis em final de mês.
Um mês e cinco, tens toda a razão. Tem um ano e cinco meses, como é que esta criança que diz pato, mota, mãe, pai, Blue, tuc tuc, bicicleta, ele já começa a dizer bicicleta, já diz ali arranques de bicicleta.
Pão.
Como é que diz toy e não diz tia nem tio? Repara, toy é só trocar dois sons pra dizer tio. É só trocar.
Eu já tentei Titi. Nada.
Mas é que ele a mim também me chama pai às vezes.
Eu acho que ele confunde.
É do gênero.
Se é um homem que costuma estar muito comigo. Será meu pai.
Pronto, se eu vejo mais do que três vezes.
É meu pai.
Pronto, olha, também fica.
Pronto, já diz avô.
Pois ele já diz imensas palavras e quem se lixa? Os tios. Que os tios querem ser reconhecidos pelo nome de um puto que diz pato e bicicleta e não há. E depois olha pra uma merda de um leque com o Toy, até me irrita o Toy, neste momento irrita-me o Toy, vou dizer assim. Não chamo Antônio nada.
Não chama. Até vou boicotar a biografia do Toy.
Vou dizer assim, eu não leio a biografia do Toy até o meu sobrinho me chamar tio. Acabou.
Pumba.
Acabou. É o meu protesto, que o Toy não tem culpa nenhuma. O Toy não tem culpa absolutamente nenhuma.
Paz, é que eu já estou me irritando com isso.
Mas ele está envolvido aqui no conflito.
Estou irritada com isso. Ontem estivemos em casa do meu pai, estávamos todos assim em círculo e tu apontavas e dizias: "Quem é?" E ele: "Mãe". "Quem é?" "Pai". "E esta?" E ele só vem pra o meu colo.
Não diz.
Não diz. É que nem perto.
Pois, a nossa outra sobrinha, a Alice, a certa altura dizia tia. E depois quando era tio, ela não conseguia dizer tio, dizia tua.
Sim.
Porque ela percebeu: "Ah, aqui é um som pra baixo, não é?"
Exato.
Tiu, ok, aqui é um som. Então pus no meio, tua.
Mas o Duarte nem...
Nem isso.
Nada.
Não há sequer uma tentativa.
Mas se tu perguntares, diz lá tia, ele aponta pra mim.
Quem é a tia? Ele aponta.
Ele aponta.
Ele sabe perfeitamente quem é a tia, ele não quer dizer.
Eu vou desistir. Não vou perguntar mais quem é que eu sou.
Pronto. Em princípio, será agora que ele vai dizer, só porque tu não estás tão desesperada.
Enfim, tristezas.
Tenho mais um tema que eu gostava de falar aqui. Tem acontecido uma coisa que te põe muito poder nas tuas mãos e que é uma sensação que eu não gosto assim tanto. O que é que se passa? Pequenino preâmbulo, só pra situar as pessoas. Eu não ligo absolutamente nenhum a futebol. Eu adoro basquete e acompanho a NBA. A NBA estão nas finais, ou seja, à melhor de sete, as duas últimas equipes estão a decidir quem é campeão da NBA. Pronto, até aqui tudo bem.
Foi muito número pra mim.
Qual é o problema? Estamos na final da NBA, que é a melhor de sete jogos, como eu disse, e os jogos são à 01h30 da manhã. Portanto, eu não estou a ver à noite, eu vejo de manhã. Então o que acontece? Eu e o nosso padrinho DJ...
Pedro.
Pedro Silva, temos uma coisa que se chama League Pass, que é a plataforma de streaming da NBA, onde nós vemos os jogos. Mas se eu abro de manhã, depois do jogo, há o perigo de eu ver notícias e o resultado do jogo, e eu quero ver o jogo sem saber o resultado. Portanto, o que estamos a fazer agora? Eu estendo o meu computador pra Rita, a Rita mete o jogo com ecrã gigante desde o início e eu vejo o jogo sem saber o resultado. Mas é um espaço de, vou dizer, uma hora, em que tu sabesUma informação que pode estragar a minha experiência.
É verdade.
Como é que tu te sentes com esse poder nas mãos? Porque tu sabes o resultado, tu podes dizer e estragar diretamente a minha experiência de ver o jogo.
Vou ser honesta. Este é um daqueles casos em que se tu não tivesses falado, eu não me tinha apercebido do poder que tinha. Portanto, agora estás tramado.
A sério? Tu não tinhas percebido que podias estragar a minha experiência?
Estava um bocado a marimbar. Agora, ai posso estragar a tua experiência?
Completamente. Tu agora durante todo o tempo em que sabes o resultado, pões o jogo a dar para mim, porque eu até viro o ecrãzinho para ti, que eu não quero ver. Sem spoilers. E depois tu viras para mim e eu começo a ver. A partir daí, tu tens o poder na mão, porque tu sabes o resultado do jogo que eu não sei.
Eu estou com o mando na mão e carrego no botão.
Exatamente.
Não me sinto de forma particular, porque realmente para mim é só um jogo de basquete.
Não, está bem. Mas imagina que eu sei o fim do livro que tu estás a ler agora. Tenho poder sobre ti.
Sim, mas isso é muito maquiavélico da tua parte.
Então e o jogo não é?
Não, é maquiavélico da tua parte pensar: sabendo uma informação, eu tenho poder sobre esta pessoa, eu vou lhe estragar a experiência.
Espera, e é chocante para ti que eu olhe para ti e ache coisas maquiavélicas? Tu podes fazer coisas maquiavélicas? Achas que é out of character tu poderes fazer coisas maquiavélicas?
Não, estou a dizer o contrário, que o teu instinto seja pensar como é que podes ter informação para estragar. Porque eu não penso isso.
É para equilibrar.
A nossa relação.
Sim, porque está muito desequilibrado. Tudo bem que eu a ti o nomeio arena, mas tu sabes o resultado do jogo e podes estragar.
Imagina tu a tu a nomear o arena e eu aos berros: "Ganharam os Knicks. Ganharam os Knicks."
Isso era o heckling mais doloroso. "Por 10 e estavam a perder no terceiro." Isso tinha muita graça.
Mas é giro porque eu pergunto sempre quem é que tu queres que ganhe no início.
Sim, na verdade eu estou pelos Knicks porque eu gosto muito do Pedro, mas aqui eu estou por sete jogos muito bons.
E têm sido jogos bons, pelo que eu tenho percebido.
Excelentes.
Tenho percebido porque olho e a diferença de números é pouquinha.
Pois é, porque está muito renhido.
É o que eu percebo.
E há muita gente que está pelos Knicks por causa do Mamudani. Nós gostamos do Mamudani em Nova Iorque. Tenho vários amigos de esquerda que não ligam nenhum à NBA e que estão a torcer pelos Knicks por causa do Mamudani, que nem sequer joga, é só o meio. É a mesma coisa que torcer na final da Liga dos Campeões entre Benfica e PSG, pelo Benfica por causa do Carlos Moedas.
Exato, é a mesma coisa.
Atenção, é o mesmo nível.
Sendo que ninguém ia nunca torcer pelo Carlos Moedas.
É, não. Eu acho que nem o próprio. O próprio também não torce. Eu nunca vi o Mamudani a dizer bem de uma toneladora. Também há essa, estás a ver?
E o Mamudani a assinar um documento a permitir que as crianças fossem para a cama mais tarde para verem as finais da NBA.
Exatamente.
Estão a ver? Se o Merdas não podia ser um bocadinho melhor. Eu sei que a fasquia está elevada.
Vamos avançar para e-mails ou tens mais algum tema?
Tinha aqui um pequeno tema.
Mas dá, as pessoas gostam de episódios grandes, Rita. As pessoas gostam de episódios grandes.
Queria dizer que na Feira do Livro, precisamente, conhecemos uma menina que no ano passado ouviu todos os episódios deste podcast seguidos.
Pois foi.
E que estava no top 0,5% de fãs.
Eu tirei uma foto. Eu nunca tinha visto uma coisa assim. Espera aí que eu tenho aqui.
0,5%, eu achei que só ia até 1%.
Ela teve no Spotify em 2025, este é o Spotify Wrapped dela de 2025, 8119 minutos de audição do nosso podcast.
Ela ouviu tudo.
São 8 mil horas a ouvir-nos.
E ela faz parte do top 0,5%. Eu não sabia que era possível, eu achei que parava no 1%.
Eia com o caralho. Eu vou-te dizer uma coisa. Nota-se que ela teve muito tempo a ouvir-nos, que ela não teve tempo de ir comprar uma capa nova para o telefone, porque ela tem o ecrã todo fodido.
Não tem nada. Tem.
Está partido ali. Coitada, ela está com o ecrã-- porque eu tirei aqui uma foto. Até podíamos pôr isto para divulgar o episódio. Mas atenção, isto é impressionante.
É impressionante.
0,5?
0,5. Eu achei que parava no 1%, era o que eu estava a dizer.
Pois, eu também.
Eu não gosto o suficiente de ninguém para fazer parte, nem da Taylor.
Tu não estás nos 0,5 da Taylor?
Não, pouco mais ou menos.
Estás em quanto da Taylor?
Não sei. Eu acho que a Taylor no ano passado não foi a minha artista mais ouvida.
Foi quem?
Foi a Sabrina Carpenter, por causa da Alice.
Pois foi, por causa da Alice.
Mas enfim, era só isto que eu queria dizer, só queria fazer este apontamento e mandar um beijinho, não me lembro do nome dela, infelizmente, mas mandar-lhe um beijinho.
Sim, senhora. Rita, queres ler o e-mail que nós recebemos do Vate?
Chamamos Vate.
Porque é o produtor do Amigável, isto tem a ver com o Amigável e temos que produzir aqui, vamos dizer assim, uma situação. Se tudo correr bem, vamos produzir aqui uma situação. Vamos ser produtores de uma situação. Mas Vate é nome fictício, atenção.
Exato, não é o Vate. Vate é uma batata casada.
O Vate é uma batata casada. Nós fomos ao casamento e eu adoro. Eles são dos casais mais fofos que eu já vi, os dois, ele e a Joaninha. Não tem nada a ver com isso.
Vate é uma batata casada.
Aqui Vate é como nós costumamos dar nomes a e-mails. Isto não é o Vate, isto é outro menino.
Eu sei que em tempos Vate já foi solteiro. Eu sei que em tempos pessoas quando foram ver o Terapia de Casal ficaram interessadas em Vate.
Pois foi, havia gente a ficar aguada, meninas a ficar aguadas com o Vate.
Mas vou repetir, Vate é a batata casada.
É sim, senhora. Isto é nome fictício para a pessoa que vamos ler o e-mail.
Exatamente.
Rita, queres ler o e-mail?
Quero.
Sabes por quê? Eu também acho que esse e-mail fica menos predatorial lido por uma mulher.
"Olá, caros terapeutas. Volto ao vosso consultório para me sentar mais uma vez no divã em busca de ajuda num problema que, em parte, foi provocado pelo Guilherme."
O que é que eu fiz?
Portanto, Guilherme, a culpa é tua. "Fui sozinho ver o espetáculo do Guilherme no Tivoli na passada terça-feira e ao meu lado sentou-se uma rapariga que não pude deixar de reparar que era muito bonita."
Vou-te dizer uma coisa: é este o meu público. É, ao mesmo tempo, pessoas independentes que vão ver espetáculos e compram bilhetes e querem ver e não precisam de estar aqui com os meus amigos. Não, se apetece-me ir sozinho, vou sozinho. E mulheres bonitas
Estava também ela sozinha a ver o espetáculo, mas não encontrei a oportunidade de fazer conversa e poder conhecê-la. Decorreu o espetáculo, muito divertido e com muitos risos, pelo qual guardava já há algum tempo, seguindo fielmente os episódios má ideia.
Muito obrigado.
No final, cada um seguiu o seu caminho e nunca conversamos. Contudo, no Instagram, o Guilherme repostou algumas das histórias que foram partilhadas do Amigável e pelo ângulo uma das fotos, apercebi-me que poderia ser essa rapariga. O perfil era aberto e pude stalkear um pouco.
E era de facto?
Acho que sim. Deu para entender que também vai a vários espetáculos de comédia e concertos como eu, assim como viaja e pelo que parece, sozinha. Pensei em pôr conversa e dizer algo, uma vez que me faltou coragem durante o espetáculo, mas como posso fazê-lo sem parecer creepy ou um perseguidor que a procurou obsessivamente no Instagram?
Ok.
Há alguma forma de abordar sem a assustar? Durante a atuação de um dos convidados, apercebi-me que também irá estar presente no espetáculo do Ricardo Araújo Pereira.
Então querido, o "vate" está a escrever nesse e-mail. Não quiseste dizer que foi o Ricardo Araújo Pereira, que perguntou a abrir o meu espetáculo quem é que também ia ver o dele.
Então ainda poderá haver a hipótese de nos voltarmos a cruzar. E há também a forte possibilidade de ser ouvinte deste podcast.
Sendo que, desculpa dizer-te isto, "vate", mas cruzares-te com uma pessoa no meio de 15 mil.
Mais difícil.
No MEO Arena é um bocadinho mais difícil.
Obrigado pela atenção e pela companhia todas as segundas-feiras, há já tantos anos. Cumprimento para os dois e para os gatinhos. Olha, eu acho, vou dar uma ideia.
Como é que tu achas que o "vate" pode abordar a rapariga que viu no meu solo? Estavam os dois sozinhos, ali amor à espera de acontecer.
É assim, pondo-me do ponto de vista de quem poderia receber esta mensagem.
Exatamente.
Acho que estamos aqui em território perigoso. Ou seja-
Por quê?
...porque alguma palavrinha mal posta, pode parecer mais predatório do que é.
Ah não, sem dúvida. Certo.
Agora, acho que ele podia usar este podcast. Este podcast sai agora na segunda-feira e ele podia mandar-lhe uma mensagem, dizer: "Olá, o meu nome é vate com aspas. Estive na passada terça-feira no stand up do Guilherme Fonseca", aquela coisa que ele fez.
Foste lá só comer, nem sabes o que aconteceu no palco.
E reparei que estávamos os dois juntos. Contar-lhe a história como nos contou a nós.
E prometo que sou amigável.
Prometo que sou amigável. E aqui está, para tu teres noção, até a Rita e o Guilherme já-
Eu sou o menino deste e-mail e tu és a menina deste e-mail.
Manda o link.
Se isto acontecesse a ti, põe-te nos sapatos desta menina, porque para os rapazes é completamente diferente, por isso é que eu estou a perguntar a ti. Põe-te nos sapatos desta menina. Foste ao espetáculo sozinha, saíste do espetáculo e estás a ouvir o "Terapia de Casal" na segunda-feira seguinte e há este e-mail. Não suspeitas que sejas tu, mas até foste sozinha e tipo, olha, se calhar sou eu. E de repente, segunda-feira, ao final do dia, recebes no Instagram uma mensagem, que vai para aquelas do requested, porque não conheces a pessoa, a dizer: "É só para te dizer desculpa, eu prometo que sou amigável, mas eu sou o rapaz deste e-mail e tu és a rapariga que estava sentada ao meu lado". Como é que tu te sentias?
Depende. Ia ver o perfil dele. Se ele for giro, sentia-me bem. Estou a ser honesta.
Mas se ele fosse feio, não podia ser simpática à mesma? E tu agradeces, dizias: "Olha, obrigado".
Podia, mas era uma sensação diferente.
Claro.
Era uma sensação diferente. Eu acho que este tipo de histórias são sempre mais engraçadas para nós mulheres do que aquelas histórias de só gajos que mandam mensagem a dizer achas gira, porque viram o teu Instagram ou se cruzaram com o teu perfil.
Sim, ou aqueles gajos que comentam só-
"Linda"
...gajas boas, foguinhos.
Sim. Ou seja, acho que isto é uma coincidência gira. E ele explicar: "Olha, reparei que pelo ângulo da foto do Gui poderias ser tu e reparei que eras".
Olha a pontaria de eu fazer repost.
Eu agora vou querer saber.
Já não está online, portanto agora temos de ir ver.
Exatamente. Vou querer saber se é alguém que eu conheço. Se a menina é alguém que eu conheço.
Na verdade, aos meus olhos, como rapaz, eu não ando no mundo como se fosse uma mulher. Eu não faço ideia do que é que isso é.
Se andasses estavas tão tramado.
Mas aos meus olhos, a maneira como o rapaz está com cuidado a mandar-nos este e-mail e a falar, eu até acho que é semi-romântico e querido, porque ele está mesmo preocupado em não parecer predatório. Achou só gira, não teve coragem de falar na altura. Que eu percebo, às vezes uma pessoa encrava ali, não há bem situação, estão os dois sozinhos. Se calhar ele podia ter dito uma coisa do género, tipo: "Também vieste sozinha ao espetáculo". Podia ter dito uma coisa qualquer para quebrar ali aquele gelo e ver se corria bem ou não e se havia rapport, energia e conversa. Mas eu até o acho querido. Eu não acho predatorial a mensagem no e-mail, e ele está com cuidado de escrever para nós e saber se é boa ideia mandar-lhe uma mensagem no Instagram.
Eu acho que ele devia tentar.
É isso. E acho que a rapariga, eventualmente, pode ser simpática a responder para o sim ou simpática a responder para o não.
Ou pode nunca responder, mas pronto, o não está garantido.
Exatamente. Mas eu acho que o rapaz está a fazer a coisa da maneira certa e está com os medos e os cuidados certos.
Também acho que sim.
Acho que é um bom rapaz e fico contente de haver gajos bons no meu público e de haver rapazes cuidadosos que não querem passar a mensagem errada às mulheres pelas quais estão atraídos.
Por quê? Porque o ambiente do teu espetáculo é amigável.
Exatamente. Fico muito contente de ser esta a energia da minha sala.
É verdade. Acho que é uma boa nota para terminar.
Também acho. "Terapia de Casal" podcast.
Devíamos fazer, tu dizias uma palavra, eu dizia a outra.
Queres fazer?
Sim.
Tipo forma show?
Sim.
Então bora. Terapia
De
Casal
Podcast
@
Gmail
Ponto
Com
Achas que ficou bem?
Agora ao contrário, eu começo, ok. Terapia
De
Casal
Podcast
Ponto. Não, arroba. Desculpa, outra vez.
És tu a começar, então.
Desculpem. Terapia
De
Casal
Podcast
@
Gmail
Ponto
Com. Bem, ela acertou. Fogo, muito bem. terapiadecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem enviar os vossos e-mails, como fez o "vate", este não é o vate.
"Vate com aspas".
Como fez o vate. As mensagens podem ser: "Estou apaixonado por aquela rapariga, não sei o que quero dizer", "Estou irritado com o meu namorado porque ele deixa a louça no lavatório, não põe na máquina quando está mesmo ao lado". Pode ser sobre coisas de família, "o meu irmão veio cá a casa e deixou cá uma meia, o que isto quer dizer?" Pode ser o que vocês quiserem sobre a nossa vida, problemas que vocês tenham de amizade, familiares, profissionais, amor, o que vocês quiserem.
Não é para isso que não ajudamos.
Nós não ajudamos, mas respondemos.
É isso.
Porque ajudar não é aqui.
Ajudar não é aqui.
Ajudar é na PSP e nos bombeiros. Aqui é rir.
Pronto.
E é isto.