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Ai desculpem, estava só aqui a beber o meu matcha feito em casa. Olá, como é que estão? Meu nome é Rita da Nova.

Tão irritantinha.

Bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". Estamos aqui lindos, maravilhosos nesta manhã em que o meu amorzinho faz anos.

Muito obrigado.

Estamos a gravar isto na sexta-feira.

Estamos a gravar isto na sexta-feira por dois motivos. Primeiro, porque eu faço anos e segundo, por algo que nós vamos falar a seguir, que é...

Vou ser acusada de coisas.

Não é acusada, porque acusado depois é preciso mostrar provas e aqui não é preciso provas. Tu vais ser sentenciada de coisas, que é completamente diferente. Agora, o que eu vou dizer?

Vamos a uma máquina da verdade, como o nosso amigo Carlos Costa do episódio passado.

Exato. E as pessoas que ficaram a estranhar.

Do gênero: "por que eles estão a partilhar isto?"

Eu recebi uma mensagem do Yuri, dos primos, preocupadíssimo a dizer: "o que se passa contigo?"

Mano, não, primo.

Primo.

Primo, explica-me isto.

"O que está a acontecer? Por que estás a partilhar?" Ele achou que eu estava a partilhar aquilo a sério, o que também foi giro. E depois nós tivemos que explicar que falámos disto no episódio. Mas o que eu ia dizer? Calma, temos de dar vários passos atrás.

Muitas steps dadas.

Vamos começar este episódio. Olá.

Olá.

Eu faço anos, de facto, faço 39 anos.

Parabéns. Hoje é o teu dia, o teu dia mais feliz ou que dia mais feliz?

Que dia mais feliz.

Que dia mais feliz, eu também acho.

Sendo que é-me um bocadinho indiferente o meu dia de aniversário.

Hoje vai ser uma festa. Bolo e laranja dá muitos doces para ti. Esta é a canção superior de aniversário.

Pois é.

É o teu aniversário, vamos celebrar, os ouvintes estão aqui. Gostaste?

Adorei, porque estão de facto do outro lado a ouvir. Bom, o que eu ia dizer? Eu faço de facto anos, mas eu queria começar por isto que acabou de acontecer aqui. Tu começaste o episódio a mexer a tua palhinhazinha de metal, pois te preocupas com o ambiente, no teu matcha feito em casa. E de repente a minha casa transformou-se num café do centro de Lisboa com nómadas digitais e americanas de leggings.

Pensei que ias dizer americanas lésbicas, não vou mentir, durante dois segundos parecia. E pensei: "Não acho mal".

Mas espera, matcha não é bebida de lésbica.

Não é, mas pensei: "Não acho mal, se for para ter algum tipo de americanas, que sejam americanas lésbicas".

Sem dúvida nenhuma.

Não acho errado.

Mas por que a minha casa agora se transformou num coffee spot?

Eu gosto muito de matcha. Eu sei que a maioria das pessoas não gosta, sabe a relva.

Mas tu percebes que sabe a relva?

Não, não sabe a relva, sabe a chá verde muito intenso.

É relva.

É uma erva, como todos os chás, então sabem a relva.

Relva também é uma erva, por que não vai saber a relva, então?

Mas por que estou a ser acusada?

Nada. Mas sabe um bocadinho a relva.

Eu não acho, é como os coentros, a mim não me sabem mal, mas há pessoas a quem sabe a sabão.

Pois, já percebi.

Pronto, é isto. A mim não me sabe a relva, eu gosto muito do sabor do matcha. Gosto muito de coisas que têm matcha. E por isso decidi, visto que não bebo café, e visto que gosto muito de matcha, mas só gosto de matcha se for frio, como só gosto de todas as bebidas se forem frias.

Exatamente.

Decidi arranjar um kit para fazer matcha em casa.

Na tua prenda de Natal do calendário do Não Advento Mais, tu pediste para a mãe um kit de matcha.

Um kit de matcha.

E neste momento esta casa é a matcha e o urso.

Exatamente.

É que faz matcha e urso, vou dizer assim.

Vou te já dizer uma coisa, isto é muito terapêutico. Começar o dia a fazer um matcha, porque não é como pôr uma cápsula na máquina de café, tira tu o café e está feito.

Pois, porque tu estás ali com uma coisinha a dar à roda, a mexer. É uma bruxinha, não é? Estás a fazer os teus poções.

Exatamente. Olha, é isso mesmo, estou a fazer a minha poção matinal. Basicamente, tens de pôr o matcha em pó.

Desculpa. Alguém perguntou qual era os passos para fazer matcha.

Ai, que ela está puta.

Estou a brincar.

Mas tu fazes 39 anos e está te a dar para ser estúpida.

Mas posso explicar, estava a brincar. Diz como é que se faz o matcha.

Não vou explicar, agora não vou explicar.

Não, mas diz os passos, porque aquilo é giro, tu tens que mexer.

Então, pois é giro.

Então vá, mas eu estava a brincar contigo.

Pões um pouquinho de pó, o matcha é em pó, mas tens de pôr num coador que é para não ganhar grumos.

Pois é que ainda por cima aquela caixa trazia imensas peças. Eu achei, pronto, uma coisa para fazer matcha há de ter três peças. Não, são 72 peças.

Tu tens o coador, tu tens de estar ali a coar.

Parece um Lego.

É para estar o mais fininho possível o pó. A seguir metes um bocadinho de água, que não pode estar a 100 graus, tem que estar um bocadinho mais baixa, tem que estar mais ou menos a 70, 80.

75 é o ideal.

Depois pões e mexes lá com aquele whiskozinho de bambu.

Parece uma coisa de maquiagem.

Não, parece coisa para fazer a barba.

Exatamente.

Não é? Antigo.

Parece aquela coisa para pôr a espuma da barba.

Que os senhores põem a espuma da barba.

Aliás, vou passar a usar. Vou ter que fazer a barba, vou usar.

Eu faço um minuto à roda, depois faço um minuto em movimentos como se estivesse a fazer W ou M. E depois volto a fazer um minuto exatamente igual, mas mais à superfície, que é para acabar com as bolhinhas. Depois meto um bocadinho de leite de eleição com gelo e boto um matcha por cima.

Eu tirei-te uma foto no outro dia a fazer um matcha. Podemos divulgar este episódio?

Depende, eu estou feia?

Não se vê a tua cara.

Então pode.

Portanto, em princípio vai ser um sucesso na internet. Não, mas eu tirei uma foto enquanto tu estavas a fazer o teu matcha, exatamente no momento em que estás com o whiskozinho. Acho que podemos usar esta foto para divulgar o episódio.Estás aqui a fazer as tuas merdinhas dos teus matchas e, de repente, a nossa vida agora é isto. De manhã tu estás ali 43 minutos a mexer um isquezinho e vens para aqui com o fundo de um copo verde. É o que está a acontecer.

Não, mas é muito bom, eu gosto. Eu aprecio. É um tipo de cafeína, vamos chamar assim, que não é cafeína, porque é teína, por causa do chá, mas é um tipo de teína de absorção lenta, portanto vai durando durante o dia, fico mais bem disposta, fico animada, mas não me dá aquela pica que o café dava. Por falar nisso, vi no outro dia na minha aplicação que há 90 dias que eu não bebo café.

90 dias. Muitos parabéns. Isso é que nós devíamos celebrar hoje, porque eu fazer aniversário só quer dizer que eu aguentei mais um ano vivo. Não é um grande feito.

Para homem é um feito.

Também é verdade, porque como andam as mulheres para aí atrás dos homens.

Exatamente.

Mas um moço fazer aniversário é pronto, parabéns, mais um ano vivo. Ok, não morreste este ano. Parabéns para ti. Agora, tu estás há 90 dias sem beber café. Eu acho que se parasse de beber café, não chegava ao próximo aniversário.

E não estou aqui também a querer puxar os meus galões.

Não podes puxar os teus galões. Tu agora não bebes café.

Muito giro. Gostei, comediante.

Esse é um profissional da comédia.

Foi de um dia para o outro. Eu não fiz habituação, eu não passei por descafeinado, nada.

Não, mas tem que ser assim. A minha mãe houve uma altura em que deixou de fumar e eu fiquei muito orgulhoso por ela. Ela entretanto já voltou a fumar e estou muito chateado com ela. Mas a minha mãe houve uma altura em que deixou de fumar. E ela deixou de fumar durante uma mudança de casa, que na altura até fui ver e eram as coisas mais estressantes que uma pessoa podia passar. É uma mudança de casa e deixar de fumar. E a minha mãe deixou de fumar de um dia para o outro durante uma mudança.

O meu pai fumou poucos anos. Eu acho que o meu pai devia ter 30 e poucos anos quando deixou de fumar. Acho que quando eu nasci ele já não fumava, portanto deve ter sido antes dos 30. O meu pai um dia olhou para o maço de tabaco e disse: "Eu não quero mais isto". Abriu uma gaveta, meteu o maço de tabaco e o isqueiro lá dentro, fechou a gaveta e nunca mais lá foi pegar.

E nunca mais fumou?

Nunca mais.

Muito bem. E há aqui pessoas a dizer: "Vocês estão a comparar café com tabaco". Atenção, é uma ina, é cafeína. É tão viciante como heroína ou cocaína.

Ou nicotina.

Ou nicotina.

Era o que tu querias dizer, não é?

É uma ina. Não, estou a dizer, é uma ina.

É como a Cristina? Já experimentaram Cristinas?

Já experimentaram largar uma Cristina? O Daniel Oliveira quando largou a Cristina.

Foi difícil.

Foi muito difícil.

Foi difícil. Olha lá.

E ela agora quer fazer humor. Que no humor as pessoas podem dizer o que querem.

Primeiro, isso não é vosso.

Estava a começar a parecer a tua imitação.

Olha lá, vou fazer stand up. Eu vou.

Então na comédia não se pode dizer o que se quer?

Não, ela não é a Elis Regina.

Ela tem de tocar as falas.

Então e na comédia não posso dizer... Agora desculpa, não posso também. Peço desculpa aos além-de-anos que estão desse lado. Vamos seguir.

Estraguei-te a Cristina?

Estragaste.

Eu por fazer anos, queria desviar a atenção para mim um bocadinho. Mas só um bocadinho, porque aconteceram três coisas online esta semana que eu gostei muito. E eu acho que vou fazer por degradê. A primeira mensagem que eu recebi e que eu achei engraçada foi uma senhora que nos viu no programa Prova de Amizade.

Sim. Com a chef Marlene.

Com a chef Marlene e o seu marido. Foi um programa bastante giro, porque é como se eles nos recebessem em casa, eles cozinham para nós, falamos, comemos e depois fazemos uns jogos sobre a comida.

Até eu não disse o meu facto curioso da semana, mas já vai. Estávamos nisto.

Queres acabar? Podes deixar no fim.

Está bem. Boa.

E agora vamos embalados. E então, uma senhora mandou-me uma mensagem no Instagram, uma senhora chamada Fernanda Goeben.

Goeben?

G-O-E.

Gobbles?

Não, não é Gobbles. Mas a atitude dela foi muito parecida com o Gobbles. Que eu achei muita graça, porque ela viu-me lá no programa da Prova de Amizade contigo e depois mandou uma mensagem no Instagram só a dizer assim: "Não percebo como é que é um humorista no programa Prova de Amizade. Desculpe, mas você foi um chato".

Pronto. Olha, é assim, Fernanda Gobbles, eu concordo. I've been saying.

Desculpe, mas você foi um chato.

Desculpe, mas você foi um chato. Às vezes apetece-me.

Aborreceu-me, que eu estava na esperança de me rir com os senhores que cozinham e com outros que fazem rir e o menino não me fez rir.

Tantos aqui na nossa vida e às vezes apetece-me dizer: "Desculpe, mas o senhor é um chato". Vou passar a usar. Quando estiver chateada, dizer: "Desculpe, mas o senhor é um chato".

Esta foi a primeira.

Número três.

Esta é o terceiro lugar. Em segundo lugar, uma mensagem que eu recebi ontem, que é de uma marca de depilação a laser.

Ok.

Não vou dizer a marca porque eles não nos pagam para fazer publicidade, mas mandaram uma mensagem a dizer assim: "Olá, sou a Madalena do departamento de marketing da marca, especialistas em depilação a laser diodo". Não é de iodo.

Diodo.

Eu aí saberia o que é. Não, é a laser diodo.

Não faço ideia.

Pronto, que é D-I-O-D-O, diodo. Parece o nome de um Pokémon, mas pronto, eu não percebo nada disso. "Falaram-me muito de ti e do teu conteúdo de qualidade e gostava de fazer uma colaboração contigo para uma das nossas clínicas na marca. Oferecemos depilação a laser diodo em troca de conteúdo nas tuas redes sociais. Parece-te bem? Se sim, onde vives?" Deve ser para saber a clínica mais perto.

Por favor, faz, Guilherme.

E depois tem uma nota no fim, ela despede-se, tipo, se sim, onde vives, espero o teu feedback, até já, com um coraçãozinho, e depois diz assim: "Nota: a resposta a esta mensagem será gerida com o apoio de IA". Portanto, a partir de agora vais falar com uma Siri. Queres falar com nós, e depois metem um e-mail. Mas primeiro, falaram muito de ti. Adoro, porque é uma boa maneira de mentir, a dizer que eu sou interessantíssimo e que falaram de mim numa clínica de laser. Só essa ideia. Imagina lá na clínica de laser enquanto eu depilo.

Sabes que é um gajo bué peludo que a gente podia...

Atenção, nós temos que ir buscar o Guilherme.

Porque ele é só pelos.

O gajo é bué peludo. O gajo está cheio de pelos. E o conteúdo dele, a comédia dele, é perfeita para uma clínica de depilação a laser diodo. Tem que ser. Temos que ir, tem que ser. Ele é a pessoa ideal. O que ele pedir, nós pagamos por ele.

Não, não pagam.

Eles não pagam, é a troco de depilações.

É isso.

Eu não sei se isto é definitivo, se não é. Eu tenho alguns pelos nas costas que não aprecio, gostava muito de tirar, mas não vou fazer a troco de conteúdos.

Claro.

Este foi o segundo conteúdo que eu recebi.

E o melhor.

O melhor pra mim.

É porque eu acho o da Fernanda Gomes melhor do que o da depilação.

Sem dúvida nenhuma. Mas agora repara nisto. Uma senhora chamada Raquel Pontara, que eu não faço ideia quem seja, tagou-me numa story a dar-me os parabéns pelo meu casamento.

Mostra.

Tagou-me numa foto em que está alguém a casar com uma senhora chamada Raízes Araújo, e eu fui tagado numa foto de um casamento.

Guilherme, então tu casas e não me dizes nada?

A questão é essa. Aparentemente eu casei e estou a ser tagado em fotos do meu casamento, mas é que esta pessoa nem sequer é parecida comigo.

Deve se chamar Guilherme F qualquer coisa.

Guilherme Fernandes.

E ela carregou sem querer no fon.

E vai e aparece e sai um Guilherme fon. Fui tagado num casamento.

Parabéns, primos.

Ya.

Olha.

Isto não é giro?

Muitos parabéns, meu amor. Má está a tua noiva.

"Deus abençoa a união de vocês". Olha eu e a minha noiva. E eu estou com a mão muito respeitoso, só no meio das costas.

Eu acho que te safaste melhor desta segunda vez.

Neste novo casamento?

Sim.

Mas e a operação que eu fiz à cara?

Sim, mas isso é pra poderes casar no Brasil e em Portugal.

Exatamente. Olha, era só pra te dizer que casei.

Casaste, entretanto.

Sim, fui tagado aqui numa foto de um casamento.

Casaste enquanto estávamos na cabana. Nós voltámos à cabana.

É verdade, nós voltámos à cabana. Tu queres falar disso? Fala disso. Eu sei exatamente porque tu queres falar disso.

Por que eu trago a cabana? Porque voltámos à cabaninha esta semana, decidimos fazer uma semana de aniversário do meu amor.

Foram exatamente 64 horas sem mexer no telefone.

Entrámos na segunda-feira ao fim do dia, saímos na quinta-feira de manhã, estivemos dois dias inteiros sem internet, foi muito bom. Estivemos a ler, etc. E voltámos ao nosso campeonato do Scrabble.

É verdade.

E eu gostava que tu dissesses às pessoas quem é que ganhou.

Eu consigo dizer-te exatamente.

O campeonato de Scrabble desta cabana.

Eu consigo dizer perfeitamente quem é que ganhou. No primeiro dia fizemos dois jogos de Scrabble, ficou um igual.

Ok.

No segundo dia fizemos um jogo de Scrabble, ganhaste tu.

Ok.

Portanto, está um, dois. No terceiro dia fizemos dois jogos de Scrabble, ficou um igual, portanto está dois, três. E no último dia não fizemos mais jogos de Scrabble. Portanto, ficou dois, três.

Para ti.

Para ti, Rita. Agora, queres falar de Batalha Naval?

Não. Batalha Naval não me diz nada. São barquinhos a ir ao fundo. Perder ou ganhar na Batalha Naval pra mim é indiferente.

Pronto, eu queria te dar os parabéns. Depois de seis, zero, que era o resultado que estava no Scrabble.

O melhor de tudo é que no último jogo, era o jogo que ia decidir quem é que ganhava o campeonato de Scrabble, porque estávamos empatados dois igual.

Exatamente.

O Guilherme faz aquela coisa de na última jogada ir trocar peças, porque eu tinha peças difíceis de jogar com um Q.

Eu queria que a Rita ficasse com o Q, porque eu não sei se as pessoas sabem isto, quando não consegues pôr mais letras no tabuleiro de Scrabble, os pontos que ficam nas letras que tu não usas deduzem do teu total.

E se a outra pessoa tiver usado as suas pecinhas todas, ainda ganha os pontos que tu não conseguiste jogar.

Exatamente. Então eu quis despachar um Q pra Rita da Nova, porque eu não ia usar um Q.

Pronto. Guilherme despacha um Q, é a única letra que está no saquinho das peças do Scrabble. Eu acabo de jogar, vou buscar uma pecinha, calha-me esse Q. E o Guilherme está "hihi".

Calhou-te um Q. Que são seis pontos, atenção.

São seis pontos. E entretanto, calha-me o Q, o Guilherme joga, quando eu vou jogar, tenho à minha frente no tabuleiro um A, perfeitamente posicionado para com as letras que eu tenho, escrever a palavra quando, sendo que apanha um quadradinho de palavra tripla, portanto, todos os pontos que eu fiz multiplicaram por três naquele momento.

Eu acho que tu fizeste 40 e tal pontos nessa jogada e ganhaste. Ganhaste esse jogo do Scrabble.

Porque depois joguei as minhas peças todas. Tu achavas que me ias dar um Q pra me lixares.

Eu só te ajudei.

E eu disse: "O quê? Não".

Quando?

Quando.

Quando é que eu vou ganhar? E é agora.

Olha.

Olha o teu matcha.

Olha o meu matcha. E até foi engraçado, porque ficámos os dois surpreendidos, porque tu mandaste-me o Q e pensaste: "Já ganhei isto".

Ya.

Porque tu ias à frente nesse jogo.

Ia, sim.

Tu pensaste: "Já ganhei". Eu olho pro Q e fico: "Porra, o que eu faço com isto agora?" E de repente, vem uma iluminação.

Ya.

Eu fiz mesmo: "Oh!"

Ya. Mas sabes que esse tipo de sorte não se repete muitas vezes.

Não é sorte, é Deus Nosso Senhor.

Ficaste na real, veio apontar, não foi?

Ya. Pronto, e então é assim que estamos. Gostei muito de estar na camarinha contigo mais uma vez.

Foi muito bom.

Eu quero comprar um terreno e pôr lá uma cabana.

Ok.

É uma cabana dessas pré-fabricadas.

Nós fazemos o que tu quiseres.

Alguém tem um terreno pra vender? Não estou a gozar. No máximo uma hora, uma hora e meia de Lisboa.

Tu tens noção da quantidade de mensagens que nós vamos receber agora?

Se alguém tiver um terreno pra vender, que seja isolado o suficiente.

Com uma boa vista, pra nós pôrmos a nossa cabaninha.

Pra poder pôr uma cabana destas pré-fabricadas, eu quero comprar um terreno.

Ya.

Eu quero comprar um terreno e pôr lá uma cabana.

Sim, senhora. Eu acho uma excelente ideia. Eu aprovo isso. Com o dinheiro dos teus livros, eu espero que tu desenvolvas esse teu projeto. Depois podes ir alugando a tua cabana a quem quiser ir pra lá ler.

Pois, mas eu só vou alugar a pessoas

Sim, não é à balda. Para mim está perfeito.

Eu quero comprar um terreno e uma cabana.

Sim, senhora.

Malta, se tiverem terrenos

Cada um com os seus sonhos, eu acho isso lindíssimo. Para fazeres a tua matcha de manhã, para jogares no teu Scrabble. Para mim está excelente. Agora, diz às pessoas porque é que fomos para uma cabana antes do meu aniversário.

Já tínhamos marcado a cabana antes disto.

Sem dúvida nenhuma.

Porque eu hoje, sexta-feira, se tudo correr bem, gosto sempre de dizer se tudo correr bem.

Esse é o segundo motivo para quem está atento desde o início. Este é o segundo motivo porque é que estamos a gravar mais cedo. Estamos a gravar na sexta-feira o episódio de segunda.

Porque eu hoje vou para Amesterdão, porque vou ver o Harry Styles este fim de semana.

Tu vais ver a verdadeira pessoa que tu amas em Amesterdão e por isso não estás cá no final do dia de anos do teu marido.

Mas tu também vais trabalhar o dia todo.

Eu vou trabalhar, depois vou jantar com a minha família.

E nós já tínhamos decidido fazer disto a tua semana de aniversário, já tínhamos decidido fazer de segunda a quinta na cabana e quinta-feira ir jantar ao Canaglia.

Fomos jantar os dois, foi excelente. Está tudo bem, está tudo excelente.

E quando foi para comprar os bilhetes do Harry Styles, eu estava com o dedinho para pagar e perguntei: "Te importas?" E tu disseste: "Não, meu amor, não me importo nada".

Eu disse que não. A verdade é que tu vais pegar nesse corpinho carregadinho de matcha Cheia de energia! E no meu dia de anos, vais te pôr no avião para ires ver o verdadeiro homem que tu amas. E isso é a verdade dos factos.

É verdade dos factos.

É a verdade dos factos. Pronto, vamos bem.

Olha, para terminar o capítulo do teu aniversário.

Ok.

Estávamos na cabana e tu disseste uma coisa que eu disse: "Devíamos jogar mais Scrabble". Não é? Em casa, devíamos jogar mais Scrabble. Acho que vou espirrar. Vou a terceiro ou não? Isto é o que os betos pensam quando querem ter filhos. Vamos a terceiro ou não? Se calhar não. E tu disseste: "Pois é, devíamos estar mais em casa".

Exatamente.

"E pôr um ambiente".

Pôr um ambiente.

Pôr um ambiente.

Pôr um ambiente.

Pronto. E eu comprei-te um presente, antes de tu dizeres isso, que acho que é um presente que nos vai permitir pôr um ambiente para o Scrabble.

Ok.

E recordar-te de um dos momentos, que eu acho que foi um dos momentos mais felizes do teu ano passado.

Ok.

Pronto.

Espera que eu não faço ideia do que está a acontecer aqui.

Neste saco do Pingo Doce.

Pois é. Quantas pessoas recebem a sua prenda de aniversário no saco do Pingo Doce?

Quantas pessoas recebem a sua prenda de Natal numa folha de papel A4 escrita dois minutos antes de oferecer?

É, mas essa não é a prenda de Natal, essa é só o formato.

Vá.

Porque depois andou a receber aqui kits de matcha. Muito bem.

Vê lá o que é isso.

É um vinil.

Está ao contrário.

Um vinil. Olha, que giro! Sim, senhor. Boa prenda, porque o que eu tenho aqui à minha frente é um vinil do concerto da Billie Eilish ao vivo, que nós fomos ver em Londres, e que de fato foi espetacular, em que nós ficamos tristes dos ingleses.

Não dançarem.

Estarem muito mortiços em concertos.

Exatamente. E isso é uma nova edição de um vinil da Billie Eilish, que ela fez agora com o álbum ao vivo, com esta tour, o Hit Me Hard and Soft.

Desta tour que nós fomos ver. Excelente, boa prenda.

E são três CDs.

Eu gosto muito que tu riscaste o preço com uma caneta que é daquelas que depois dá para ver quanto é que custa.

Pronto, foram mil euros. Também não é nada. Para quem vai ter uma cabana e fazer dinheiro com a cabana, não é nada.

Exatamente.

E depois, são três discos diferentes e cada um é uma cor diferente. É um amarelo, um vermelho.

Eu acho muito bonito e gosto muito da minha prenda de anos. Muito obrigado.

De nada. Espero que gostes.

Muito obrigado, é uma boa prenda.

Quando eu voltar de Amesterdão, vamos fazer um campeonato de Scrabble aqui com este álbum a tocar.

Exatamente. E nós temos todos os nossos jogos de Scrabble no mesmo caderninho para irmos acompanhando os resultados.

Para um dia, quando nós morrermos, os nossos sobrinhos ficarem com o nosso Scrabble e verem que a tia ganhou.

Exatamente, que a tia era a rainha da petanca e o tio era o rei do Scrabble.

Não.

Agora, se me dá um prazer especial ganhar no Scrabble a uma escritora.

Já disseste isso da outra vez, já ouvimos.

Mas dá.

Tens mais alguma coisa para dizer ou podemos ir aos e-mails?

Não, eu acho que podemos ir aos e-mails, até porque nós recebemos um e-mail. A semana passada, para quem não ouviu o episódio anterior ou não se lembra, também é possível, eu falei de uma pessoa que me abordou na internet para comprar cuecas minhas e nós ficamos a pensar se seriam usadas, se seriam lavadas.

Questionámos.

Coisas só da minha gaveta, etc. E nós recebemos uma mensagem. Eu não sei se é para dizer o nome da pessoa ou não.

Não.

Não é para dizer o nome da pessoa. Pronto, eu não vou dizer o nome da pessoa, se a pessoa quiser ser identificada, depois eventualmente será identificada noutro episódio e não será neste. Mas o que é que nós vamos fazer? Esta pessoa identificou, e bem, que se nós temos um médico oficial do Terapia de Casal, por que não havemos de ter um fetichista oficial do Terapia de Casal?

Acho isto uma excelente questão.

E isto é das melhores ideias que já estiveram aqui neste podcast e nós temos oficialmente, a partir de agora, o nosso fetichista oficial do Terapia de Casal, que vai responder à questão das cuecas. E eu e a Rita tivemos uma ideia, que é: se temos um fetichista oficial do Terapia de Casal, vocês podem mandar-nos mensagens.

Sobre fetiches, dúvidas.

Sobre fetiches. Não tem que ser fetiches que vocês tenham, pode ser fetiches que vocês já ouviram falar, que tenham dúvidas, queiram saber. Por exemplo, para mim é a cena dos pés.

Exatamente.

Cenas de pés para mim é fascinante, porque eu associo pés a chulé, a dores, a pé de atleta, a coisas desagradáveis, doenças.

Mas há quem veja no pé...Uma forma de pôr em pé.

Exatamente. Por exemplo, eu tenho esta curiosidade com os pés. Como é que funciona o mundo dos pés, fotos de pés e coisas do gênero. Mas se vocês tiverem dúvidas ou questões sobre fetiches, nós compilamos, mandamos para o nosso fetichista e ele responde.

Exatamente, e nós fazemos um episódio especial sobre fetiches.

Exatamente. E então vou ler o e-mail do nosso fetichista oficial. Estou muito contente. Temos o médico oficial. Não temos um linguista oficial?

Não.

Mas nós temos outra pessoa qualquer oficial do nosso podcast. É o médico e há outra qualquer que já não me lembro. Vou ler a mensagem do nosso fetichista oficial. "Bom dia, queridos terapeutas. Ouvi há pouco o último episódio do podcast onde o Guilherme falou do pedido estranho que lhe fizeram e pensei: bom, se têm um médico oficial do terapia de casal, porque não haver um fetichista oficial também?" E depois pôs um smile a rir. E eu concordo 100% com esta observação. "Divirti-me imenso a ouvir o podcast e achei interessante partilhar convosco a perspetiva de quem tem esse kink e responder às perguntas do Gui. Então vamos lá. No que toca ao tipo de roupa, há quem tenha fetiche por lingerie/cuecas usadas, mas também há quem tenha fetiche por outro tipo de peças. No meu caso, são meias de vidro ou de ligas e também com calçado." Vou te ser honesto, calçado eu não percebo. Agora, meias, eu não sei como é que se chama. É meia de vidro ou liga. Como é que se chama aquelas meias da lingerie que vem até meia da coxa?

Chama meia de vidro.

Chama-se meia de vidro? Percebo perfeitamente. "Lavado ou não lavado. Para quem está deste lado, o intuito de comprar itens usados e que tenham o cheiro de uso, ou seja, para quem compra, não faz sentido comprar roupa usada a cheirar a Skip ou a Chao. Será que ainda existe Chao?" Diz ele assim a rir, depois mete um smile a rir. Ou seja, só querem usado.

Exatamente.

Responde à nossa primeira pergunta. "Em relação a preços, normalmente quem vende esse tipo de itens define um preço base para um, dois dias de uso." Ok, isto já vem com, eu uso dois dias e depois mando.

E mando.

Ok. "Mas se o comprador quiser mais tempo, é cobrado um valor extra por cada dia de uso e também por algum pedido especial que possa fazer." Tal como a Rita estava a sugerir no episódio. Eu já não me lembro o que tu sugeriste no episódio.

Também não sei, mas deve ser uma coisa badalhoca.

Tipo fazer exercício, dar punhos.

Se eu propus ou se eu sugeri, é badalhoco.

De certeza que tu disseste alguma javardice. O preço base é dois dias a usar, dias extra cobra-se à parte. Eu acho isto excelente. É giro como no mundo da javardice, do fetiche.

Não é javardice, é o fetiche. Não chamo javardice.

Amorzinho.

Não é javardice.

É para fazer o IRS que as pessoas querem isto. Obviamente, é sempre uma coisa...

Sim, mas não é javardo.

Não estou a fazer kink shame. Tu sabes bem que eu não estou a fazer kink shame. Eu nunca faço kink shame, desde que seja tudo com consentimento. "O que fazemos com as peças depois? Bom", reticências, "essa parte depende de cada um, mas no meu caso, costumo manter algum termo o enquanto ainda tem cheiro, mas depois acabo por deitar fora, não faço coleção."

Ou seja...

Algum tempo.

Algum tempo, deve ser.

Enquanto tem cheiro. Ok, enquanto tem cheiro da pessoa, muito bem. "Se costuma acontecer, bom, da minha experiência, este fetiche é mais comum no UK e na Alemanha. Já comprei algumas vezes a pessoas de lá." Como é que tu escolhes a pessoa a quem compras? É alguém que te dá tusa?

Olha, é uma pergunta a fazermos.

Exatamente. Esta pessoa: "ih, esta gaja é mesmo boa, quero cuecas dela". Ou no caso, pode ser de: "ih, este gajo é todo bom, eu quero cuecas dele". Será assim que tu escolhes as pessoas que tu queres?

Pode ser.

Ok. "Já comprei a algumas pessoas lá. Aqui em Portugal, costumo às vezes meter conversa via Instagram, mas não há um padrão. Há pessoas que nunca pensei que respondessem, mandei mensagem só tipo a atirar o barro à parede, e sim, alinharam-me da ideia e até fiquei comprador regular." Regular. Ou seja, depois vais repondo.

É o teu dealer.

Exatamente. Olha, as cuecas estão a perder o cheiro. Vou ter que voltar a pedir mais um batch. "Mas diria que para aí 40, 50% das vezes não tenho resposta às mensagens." Atenção, um em cada dois é um grande...

É um bom...

Porra, é muito bom.

Eu quero dizer ao nosso fetichista oficial que eu quero comprar um terreno e uma cabana, portanto, se ele quiser que eu use uns colonzinhos, eu não me importo.

Estás pronta para esse mercado?

Eu quero um terreno e uma cabana.

Exatamente. "O importante, lá está, é que haja respeito e boa educação da parte de quem aborda e de quem é abordado."

Obviamente.

"Não ir para ali tipo javardo ou assim. E claro, como tudo, neste meio mais obscuro, o sigilo e a discrição é muito importante para preservar quem vende e quem compra, especialmente no meu caso, que não tenho interesse em profissionais de OnlyFans", porque de facto existe este mundo. Aliás, acho que foi no Discord do Livratt, se eu não estou em erro, falou-se deste tema e houve uma rapariga que disse que tinha uma amiga que vendia par de cuecas usadas a 600 €.

Pouca.

Vou te dizer uma coisa. 600 € é-

Guilherme

...epá, desculpa lá, eu faço anos e as pessoas estão malucas. 600 € é um grande valor.

É um grande valor.

Por cuecas usadas.

Estás a ver? Faz lá uma conta rápida.

Ok.

Faz lá, que eu tenho que comprar um terreno para aí por 10 mil €.

Ok, então tu queres 10 mil a dividir por 600. Dá 16,6.

São 17 pares de cuecas.

17 pares de cuecas para comprares uma cabana e um terreno. Se for 10 mil €.

O terreno só, depois para a cabana logo se vê.

Tu achas que há terrenos à venda por 10 mil €?

Acho.

Com vista para mar e assim.

Não quero mar.

Então queres o quê?

Quero meio do mato.

Só?

Sim.

Ok. Pode continuar?

Pode.

"Especialmente no meu caso, que não tenho interesse em profissionais de OnlyFans, mas sim em pessoas, vá, normais". E depois ele põe umas aspas, que nós percebemos o que ele quer dizer. "Confesso que a parte da negociação com a pessoa é o mais friozinho na barriga de saber se vai dar certo a compra por si só já é muito interessante." Ou seja, ele gosta é daquele bate-boca de vende, não vende.

É regatear em Marrocos.

Exatamente. Uma pessoa até pode gostar do candeeiro, mas o jogo de regatear é que é interessante.

O jogo é mais importante.

Exatamente. Até porque quando tu estás a comprar, eu até percebo isto, porque quando tu estás a comprar diretamente cuecas a uma pessoa, que tu queres as cuecas dessa pessoa, na verdade, falares diretamente com essa pessoa é uma espécie de flerte, esse jogo de "vende-me as tuas cuecas".

É um leilão, é aquele tril do leilão.

Mas é um leilão para o efeito.

Claro, mas quantas pessoas não estão em leilões só de bisou, que é para o efeito.

Para o efeito. Em vez de levantarem aquela plaqueta, levantam só a pecheta. Espero ter respondido às questões.

Levantava no meu bingo card a ouvir a palavra pecheta.

Levanta a plaqueta. Espero ter respondido às questões, embora possa ser um tema delicado para algumas pessoas. Mas no meu caso, aqui do e-mail, fiquem à vontade para fazer piadas e escrutinar o tema se quiserem, que não levo nada a mal. É uma pessoa que está resolvida com o seu kink. E eu acho bem. E repara, se ele pede permissão a todas as pessoas para comprar diretamente as cuecas e as pessoas vendem e recebem o seu dinheiro.

E há sigilo.

E há sigilo e há consentimento, eu não vejo problema absolutamente nenhum nisto, vou-te já dizer. Deixa ver, espera aí, perdi-me no e-mail. E se tiverem mais questões é só dizer, porque enquanto auto intitulado fetichista oficial do podcast, terei todo o gosto em responder. Um grande beijinho para vocês e para os vossos gatinhos.

O nosso fetichista oficial. Iremos retomar contacto quando tivermos perguntas sobre outros fetiches da nossa comunidade.

Exatamente. Nós vamos agora receber de todas as pessoas para terapiadecasalpodcast@gmail.com. Mandem as perguntas que vocês têm sobre fetiches. Como é que funciona isto dos pés? Porque é que algumas pessoas são assim? Porque é que algumas pessoas gostam de, sei lá. Agora já não me estou a lembrar de fetiches neste momento.

Pronto, não tens.

Sei lá, os cacos, por exemplo. Eu gosto de ver a minha mulher a ser...

Porque é que há pessoas que gostam de ser asfixiadas?

Porque é que algumas pessoas gostam de ser... Exatamente. Se vocês tiverem dúvidas ou questões sobre fetiches, eu acho que era giro fazermos um episódio só com as respostas do nosso fetichista oficial. Nós temos que lhe dar um nome. Ele precisa de um nome, o nosso fetichista oficial. Eu não sei se ele tem algum nome quando negoceia. Eu não sei. Depois descobre-se. Mas eu não sei se ele quer ser tratado por algum nome. Eu vou deixar o nosso fetichista decidir a sua própria...

Não é o Doutor Finanças, é o Doutor Fetiches.

Muito bem. Sendo que o Doutor Finanças, pelos vistos, tinha também fetiches.

Pois, mas era taradão.

Exatamente.

Esse sim, taradão.

Este Doutor Fetiches também precisa que lhe façam as finanças. Portanto, faz tudo sentido. Estás a ver?

Muito bem. Temos espaço para mais alguma coisa?

Não, não temos espaço para absolutamente mais nada. Isso vai terminar aqui.

Calma, deixa-me dizer o meu facto.

Pois é, tu tens de terminar com o teu facto. Vai.

Tu sabias, deixa-me só ver o tempo correto. Eu acho que sabias, porque eu acho que ouviste isto no outro dia onde eu ouvi.

Enquanto a Rita procura, eu vou dizer que é terapiadecasalpodcast@gmail.com. Têm de escrever tudo. terapiadecasalpodcast@gmail.com. Vocês enviam para nós as vossas mensagens, que podem ser sobre problemas da vossa vida amorosa, com amigos, familiares, ou perguntas sobre fetiches que vocês já ouviram falar e querem satisfazer a vossa curiosidade com o nosso Doutor Fetiches.

Sabias que os tubarões apareceram cerca de 100 milhões de anos antes das árvores?

Isso é a sério?

É a sério.

Os tubarões apareceram antes...

Não é antes, tipo dois dias antes. É 100 milhões de anos antes das árvores.

Eu acho que faz sentido, porque praticamente tudo vem do mar.

Vem da água, claro.

Os tubarões é só um bicho que veio antes.

Mas pensa, não havia árvores.

E já havia tubarões.

E já havia tubarões.

Muito bem. Olha, é giro. E põe-nos em perspetiva, já viste?

Olha.

Põe-nos em perspetiva.

Põe-nos em perspetiva.

Sobre o tempo, sobre a passagem do tempo.

Sobre o aniversário.

Sobre o aniversário da Terra e sobre a idade e a velhice.

Olha, mas o senhor é um chato.

Pois é. Para humorista eu estava à espera que tivesse mais graça. Lá a comer com os chefes.

Achei que neste episódio foste um chato.

Olha, manda um beijinho ao teu marido.

Mando.

Mandas?

Mando.

Boa.