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Olá!
Mas já estamos?
Já estamos. Sejam muito bem-vindos a mais uma temporada de "Terapia de Casal". O meu nome continua a ser, apesar de ligeiramente mais bronzeado, Guilherme Fonseca, e à minha frente continua a estar, apesar de ligeiramente mais bronzeada, Rita da Nova. Pessoa que bebe MigraAspirina como se fosse uma criança a ser obrigada a beber MigraAspirina.
Não erraste em nada. Um: sou uma criança. Dois: sou obrigada a beber MigraAspirina. Sabe muito mal.
Eu não acho que saiba tão mal quanto tu achas que sabe mal, mas o espetáculo teatral, nós já vimos Shakespeare várias vezes pelo mundo. O teu range de expressões faciais, os sons que tu produzes, o espetáculo que é. Tu pareces Romeu a morrer no fim.
Eu ia perguntar-te se tu achavas que eu a beber MigraAspirina é uma tragédia ou uma comédia.
É uma tragédia.
É uma tragédia, não é?
Tem momentos de comédia.
É assim só para espetar.
No meio faz uns sons e umas caras, caretas, tipo o final de "Malucos do Riso", anedota.
Exatamente.
Mas o momento é tu és a Julieta a beber o veneno e a cair para o lado.
Exatamente. Ela bebe o veneno, cai para o lado, depois ela acorda.
Ela bebe o veneno falso.
Ele está morto ao lado dela.
Ele acha que ela está morta, ele bebe o veneno, depois ela acorda, vê que ele bebeu o veneno e ela espeta uma faquinhada em si própria.
E acabamos de vos estragar o fim do "Romeu e Julieta", se não sabiam.
Se as pessoas não sabem uma peça com 500 anos. Mas pronto, o espetáculo que tu fazes a beber MigraAspirina é muito giro, porque há outras coisas que às vezes tens que comer ou beber que não gostas tanto do sabor e não fazes o espetáculo que fazes com a MigraAspirina.
Na MigraAspirina é o sabor, que parece água com sal e é ser com gás, porque eu também não gosto muito de coisas com gás.
Mas e o que acontece para tu pareceres uma criança a fazer birra?
Não sei porque eu fico. Eu já estou com dor de cabeça. Ainda tenho que beber uma coisa que me sabe mal, para me tirar a dor de cabeça.
Que ainda por cima te tira a dor de cabeça. Isto parece um anúncio.
Em 30 minutos.
Estamos a começar patrocinados, mas não estamos.
Se alguém aí desse lado trabalhar com a MigraAspirina, por favor, mandem o meu beijo na boca.
Pois é, qual é o medicamento que já tomaste mais vezes na vida?
MigraAspirina.
Pois é, eu acho que é Ben-U-Ron.
Ben-U-Ron. Pronto, está bem.
Eu é Ben-U-Ron.
Mas MigraAspirina eu tomo com alguma regularidade porque tenho enxaquecas e é a única coisa que me alivia as enxaquecas.
O que não é uma dor de cabeça.
Olha o segue.
É o nosso regresso. Rita, estamos de volta.
Estamos de volta.
As pessoas continuaram a comprar bilhetes.
Para o nosso "Terapia de Casal".
Mas há salas que não estão esgotadas e já podiam estar. Vou já dizer esta. Aliás, eu até me vou chibar de já tudo.
Foi uma desilusão para mim. Chegar aqui...
Achavas que já ia tudo?
Pensei. Queriam tanto, não é? Queriam tanto. "Para quando o Terapia de Casal ao vivo? Nunca mais é Terapia de Casal ao vivo. Nunca mais é ano ímpar."
Faltam dois meses para começar a nossa tour. Dois meses, espero que tenhas noção disto. No Porto continuamos de vento em popa. Eu continuo a achar que nós não vamos esgotar. Tu continuas a achar que vamos esgotar. Almada já foi. Coimbra acho que faltam menos de 20 bilhetes. Acho que faltam 17, se eu não estou em erro.
Malta de Coimbra, o que vocês estão à espera?
Aveiro faltam 20 bilhetes. Lisboa faltavam 50 e picos da terceira sessão que nós abrimos. Estamos na terceira sessão de Lisboa.
Aviso já que não faltam três gatos pingados.
Faltam 13 picos.
Estão lá três gatos pingados e eu digo já: vocês, tchau.
E soube hoje que os amigos do teu irmão querem todos comprar bilhete para nos ir ver em Lisboa e que têm uma música para ele que é sobre ti.
É verdade.
Que é o: "Irmão da Rita, não passas do irmão da Rita". Portanto, há uma claque que canta músicas sobre ti.
Gostava que se eles estiverem lá, vou pedir-
Ia era espetacular
...para eles cantarem.
Ia era espetacular.
Claro, como é óbvio. Espero que possam ir também a esta data específica.
Sim, senhora. Faro continua de vento em popa. Há bilhetes, as pessoas podem ir comprar. Braga, a partezinha de baixo, porque há a plateia, depois há o balcão lá em cima. O balcão lá em cima eu acho que não vai encher muito mais, mas cá em baixo está praticamente quase. Eu gostava de ter a parte de baixo esgotada.
Toda cheia, para estarem pertinho de nós, não é?
Para estarem pertinho de nós.
Para estarem pertinho de nós.
Um senhor negro de nós.
Guilherme.
Para estarem um senhor negro de nós.
Eu peço imensa desculpa, eu achava que nós vínhamos um bocadinho melhores nesta temporada.
Eu não sei se estou pior, digo já.
Eu acho que estás.
Eu estou bastante pior.
Mas ao menos trouxeste a tua própria água.
Trouxe a minha própria água, não vou roubar. Não, que eu agora não misturo contigo. Mas Braga também vai de vento em popa, é uma sala grande.
Em popa?
Em popa.
Vai de vento em popa. Está bem, Rebeca Caldas.
E Leiria faltam exatamente, à hora que nós estamos a gravar.
Um.
Sete bilhetes.
Sete bilhetes.
Não esgotam Leiria, faltam sete bilhetes em Leiria.
Nunca fomos a Leiria com o Terapia de Casal.
Pois não.
Era uma falha, as pessoas estavam sempre: "Leiria". Se me deixam esses sete bilhetes, eu vou dar um estaladão. Digo já, vou ver às estatísticas daqui do Spotify quantas pessoas ouvem em Leiria. Vou pedir ao Spotify o IP, vou pedir à Polícia Judiciária para identificar a morada.
Eu acho que as nossas forças de segurança andam demasiado ocupadas. Eu acho que isso é um projeto que vai valer a pena.
E vou bater à porta como se fosse a senhora dos censos e dar um estaladão a cada habitante de Leiria que ouve o nosso podcast e não vai ao Terapia de Casal ao vivo.
Também há essa. E os lugares estão separados e não há nada melhor do que vocês irem ver um espetáculo com alguém, mas não ter a pessoa ao vosso lado a interromper e a falar.
Até porque há pessoas com quem é fixe teres a companhia de ir fazer os planos, mas não queres necessariamente estar sentado ao lado.
Percebo perfeitamente.
Sabes?
E eu sei que as pessoas estão nos a ouvir e têm já duas ou três pessoas da vida delas lá.
Vou só deixar aqui.
Há pessoas que é giro ter ido a sítios com elas, não é giro estar ao lado delas.
Portanto, pensem nessas pessoas quando comprarem bilhetes de tripé de casal, pode fazer sentido para vocês. Eu queria te perguntar, Guilherme, como é que foi o teu verão?
Eu fiz uma lista das coisas que eu aprendi este verão. Eu aprendi três coisas este verão, que são lições que eu levo para a vida. A primeira: eu descobri que sou vampiro, porque nós fomos à praia no início do verão e eu fiz uma alergia ao sol. Eu nunca tinha feito uma alergia ao sol. E há poucas coisas mais complicadas de ser alérgico. Água, oxigênio.
A irmã da nossa amiga Márcia, a Inês, é alérgica à água.
Isso é inacreditável. Como é que ela bebe um copo de água?
Beber pode, é contacto com a pele.
Com caraças! Então como é que ela toma banho? Lambe-se como os gatinhos.
Não, ela toma banho. Será água do mar?
Toalhitas.
Vou perguntar à Márcia enquanto estamos aqui.
Pergunta como é que a irmã dela, que é alérgica à água, toma banho. Eu acho que é como os gatinhos, ela deve se lamber ou pedir a alguém para lamber. Também é um grande plano. Enquanto tu estás a perguntar isso, fiz uma alergia ao sol, fiquei completamente à rasca, a achar: "Vou morrer, meu Deus, o que se passa com o meu corpo?" E depois fui a uma farmácia e disse assim: "Olhe, desculpe lá, eu estou com uma alergia ao sol, eu preciso de ajuda." E a senhora da farmácia disse-me: "Este ano está me a aparecer aqui massa gente com alergias ao sol." O que é que aconteceu? Por que a comunidade científica e médica não está a investigar isto? Por que houve mais alergias ao sol este ano? É as vacinas? Vou ter que dar razão ao Gustavo Santos e ao ADN.
Eu acho que é porque o sol está farto de nós.
Será? Será que é o sol que está alérgico a nós?
Não, é que nós brilhos muito. E o sol está tipo: "Não, não quero." Se estivermos brancos, refletimos muito.
Pois é possível.
Se calhar é isso. É alérgica à água fria.
Se a água estiver quente, ela consegue encostar ao corpo?
Exatamente.
Então como é que ela vai ao mar? Não vai.
Vai, mas fica com a reação que tem.
Com caraças. Alérgica à água fria. Isso é cada vez mais específico.
Ya.
Alérgica à água entre os zero, gelo ela morre.
Não, ela pode beber, não pode é ter contacto na pele.
Aquela coisa meio sensual de se esfregar gelo no corpo.
Não pode.
Não pode? Morria. Ficava assada, mas não era por motivos bons.
Ai, que horror! Ficar assado nunca é por motivos bons, malta.
Não, há motivos excelentes para ficar assado.
Malta, se estiverem assados, há um problema.
Agora aprendi duas coisas sobre ti.
Eu já sei qual é uma das que vem. Já sei.
É qual?
É o meu ódio aos matraquilhos.
Inacreditável. Nós temos que falar disso aqui, porque nós somos casados há praticamente 10 anos, e há coisas que eu estou a descobrir sobre ti ainda. Matrecos é uma coisa...
Estás a ver? Só alcunha. Matrecos.
É excelente.
Matraquilhos já é ridículo, só o nome. Matraquilho.
Então matrecos ou matraquilho?
Matraquilho é estúpido, depois matrecos ainda é pior. Vamos jogar matrecos. É ridículo. Matrecos é tão estúpido.
Não só. Um dos desportos em que eu tenho mais talento.
Tenho bué reticências em chamar esporte aos matraquilhos.
Rita, só porque se pode beber uma imperial ao mesmo tempo que se está-- estás a ir à net ver se matraquilhos é um desporto. Claro que é um desporto, é um desporto de competição. Matraquilhos é um desporto, vais encontrar aí que é um desporto.
É reconhecido e promovido como um desporto.
Estás a ver, Rita? Respeitinho pelas modalidades desportivas. Os matrecos.
Federação Portuguesa de Matraquilhos? Chama-se Federação Portuguesa de Matraquilhos e Futebol de Mesa e a sigla é FPMFM.
FPMFM.
É uma rádio.
É a minha federação. O ódio que tu tens a matraquilhos, isto até me magoa como pessoa, porque eu cresci com matraquilhos. Na faculdade, passei mais horas a jogar matraquilhos do que a aprender sobre cinema e sobre guionismo.
Nota-se.
O que se nota muito na minha carreira. E eu adoro matraquilhos. Não respeito matraquilhos com vidro, aqueles com vidro por cima.
Nem sabia que havia matraquilhos com vidro.
Não respeito matraquilhos de plástico e não respeito jogadores que fazem roletas sem ser com o guarda-redes. Vou já dizer isto.
Primeiro, tu mexes um, tens de mexer todos. Para mim é ridículo.
És contra a unidade entre seres humanos?
Para mim é tão engraçado, porque eles estão assim, com as mãozinhas ao longo do corpo.
Claro, não vou estar a dar assim.
Estão assim com as mãozinhas ao longo do corpo.
É para não fazer falta com a mão.
E depois mexe-se um e eles vão todos. Eu imagino, quando estou a jogar matraquilhos, imagino os jogadores mesmo assim.
Como se fossem cinco no meio.
E depois, para chutar, não chutam com o pé, estão a chutar com os dois ao mesmo tempo. É ridículo.
A única coisa que eu concebo que é ridícula é a formação tática das equipas nos matraquilhos.
É estupido. Tens bué gente no meio-campo.
As duas equipas estão a levar um contra-ataque ao mesmo tempo, porque três atacantes para dois defesas, não sei o que é que aconteceu ali.
Não, tu ali és tanto, tens 10 pessoas no meio-campo.
Não faz sentido.
É ridículo.
Isso é a única coisa que não faz sentido, é o posicionamento tático dos jogadores em campo.
Não é a única coisa, mas vamos concordar em discordar, porque é assim: é estúpido.
Nós fomos de férias com os teus irmãos, fomos todos juntos para uma casa no Alentejo que tinha pingue-pongue, bilhar e matrecos. A casa tinha lá isso e nós fizemos uma competição, um desporto por dia, fomos fazendo.
A que chamámos, e é a única asneira que eu vou dizer neste episódio, as Olimpíadas do Caralinho.
Exatamente.
Porque a minha irmã se irritou.
Irritou-se com os jogos e disse: "Isso é Olimpíadas, mas é do Caralinho." O que nós fizemos? Nós estivemos cinco dias na casa, criámos cinco desportos, incluindo era o bilhar, era os matraquilhos, era pingue-pongue, e depois inventámos...
Vôlei de piscina.
Vôlei de piscina. Portanto, nós fizemos quatro dias com quatro desportos e quem ganhasse, de entre todos, ganhava esse dia e no final, o teu irmão foi o grande vencedor das Olimpíadas do Caralinho.
Claro que foi o meu irmão. É maravilhoso em tudo, o que são desportos ridículos.
O teu ódio a matraquilhos, eu nunca tinha visto uma coisa assim. Rita, eu nunca tinha visto uma coisa assim.
Eu fiquei com dois nos braços a jogar aquela porcaria.
Uma semana depois ainda dizias assim: "As minhas mãos, doem-me as mãos da merda dos matraquilhos."
Eu era muito ridícula. E depois faz muito barulho.
Falta de cultura de snack bar na vida.
Pois, não tenho, obrigada.
Falta de cultura de snack bar.
Não, não tenho. Não possuo, não é uma coisa que eu queira possuir.
Mas fazia-te falta. Fazia-te falta um bocadinho de matraquilhos. Se nós tivéssemos filhos, que não vamos ter, mas temos os nossos sobrinhos, a Alice e o Duarte, vai ter que ser.
Mas vais tu com eles. Vais tu, eu não vou.
Pronto.
Não aceito.
Terceira coisa que eu descobri estas férias sobre ti.
Bem, eu estou aqui.
Será a última e é sobre ti. Que é: tu és imune a doenças de crianças.
É verdade.
Eu não sei como é que isto é possível. Eu vou contar a história só para depois tu falares disto. Nós fomos para Londres ter com a minha sobrinha. Uma das coisas que fizemos este verão foi-
Minha sobrinha.
Com a minha sobrinha.
Guilherme.
É a minha sobrinha.
Guilherme, já admitiste aqui, não te custa nada.
Ela gosta mais de ti, mas é minha sobrinha.
Pronto, está bem. Chama-me tia rica, agora.
Pois é, tu és a tia rica e eu sou o tua Gui.
Tua Gui.
Que ela não diz tio.
Diz tua.
Ela diz tua.
Tua é mais parecido com tia.
Exatamente. Fomos a Londres, estivemos com a minha sobrinha e quando nós chegamos ela estava a acabar de estar doente com uma coisa que apanhou na creche. Passou para a mãe. A mãe passou para o meu irmão, que é o pai. O meu irmão passou para mim. Eu fiquei lá doente. Uma boa febre em Londres, por que não? Só para ter um pouquinho de calor naquela cidade também. E tu, imune, passaste, fizeste a tua vida, foste à tua vida, está tudo bem.
Aqui estou. Manuela Acácio.
Ya, como é que tu conseguiste passar ao lado, tipo Neo na Matrix com as duas bolas.
Mas já não é a primeira vez que isto acontece. Quando nós fomos no ano passado, gravámos até episódio lá em Londres para o primeiro aniversário dela. Eu vou explicar o que está a acontecer. Está a haver barulho no patamar daqui do nosso prédio, um grande barulhão, por acaso. E o Guilherme, estava-me a deixar falar, levantou-se com o seu ar de ratinho e está a espreitar pelo buraquinho da porta a ver o que se está a passar. Ele está a ver o que é. É o quê, Guilherme? Pois. Olha, agora vou no elevador, Guilherme. Queres ir lá ver quem é?
Eu não sei, mas estão a arrastar qualquer coisa.
Estão a ouvir?
As pessoas devem estar a ouvir, ou não.
Espero que ouçam.
Espera aí, eu acho que eles agora estão aqui mais perto da porta.
Vai lá. Olha, estão aqui à porta. Vai lá, Guilherme. Vai lá ver. Muito bem. Guilherme está a ver? Então? Não, nada.
Desculpem, está um bocado pífio, mas são senhores de entregas a arrastar merdas.
Entregas.
Não.
Tipo as compras.
Já estão a descer.
Ok.
Pronto, era só isto, mas um barulhão do caraças aqui.
Sim. Depois as compras chegam partidas e porque é que será, não é?
Sim.
Mas estava a dizer que já quando nós fimos-
Desculpem este interlúdio
...já quando nós fomos em outubro ao aniversário da Alice, ao primeiro aniversário dela, toda a gente ficou doente. Toda a gente.
Porque ela é uma espécie de uma granadinha de germes. E ela espalhou por toda a gente. Eu voltei do aniversário da Alice na altura, podre.
Doente.
Tu nunca apanhas. E tu és a pessoa em quem mais a Alice quer estar no colo.
Sim, e agarra-se a mim, beijinhos.
Como é que tu és imune a doenças de crianças?
É a ruindade.
Ok.
É a ruindade, eu acho. Eu sou tão ruim que o vírus chega e diz: "Não, nesta não".
"Aqui não quero, não pego".
Não, obrigada.
Ok.
Acho que é isso.
Pois, estas são as três coisas que eu tirei do verão em relação a nós. Eu sou alérgico ao sol, tu odeias matraquilhos de uma maneira que eu nunca te vi odiar nada. Eu acho que tu não odeias fascismo como odeias matraquilhos.
Se imaginar os fascistas todos assim direitinhos e a mexerem-se todos para o lado quando um se mexe, se calhar sou capaz de odiar mais.
Pois é possível. Mas foram as três coisas que eu aprendi este verão. E tu?
Olha, eu não aprendi nada, porque também não estou aqui para aprender, mas tenho um desafio para nós aqui.
Ok.
Na verdade, é para ti.
Ok.
Partiu de uma curiosidade que eu tive no outro dia e eu gostava de te fazer a pergunta que é: em quantos grupos do WhatsApp é que tu achas que nós estamos juntos?
Ipa, isto é excelente. Eu gosto destes joguinhos. Em quantos grupos do WhatsApp é que nós os dois estamos juntos?
Ou seja, em que grupos é que temos em comum?
Shared groups, não é? Que está lá embaixo quando tu abres.
É o perfil da pessoa. Em quantos perfis em comum é que nós estamos?
Os que foram arquivados também aparecem nessa contagem, portanto, estão todos.
Porque tu podes arquivar, mas eu posso não arquivar.
Pois, exato, faz todo o sentido. Eu vou dizer que nós estamos juntos há 10 anos, sempre com WhatsApp. O WhatsApp sempre existiu na nossa relação, enquanto nós existimos. Portanto, eu vou dizer que nós estamos em 46 grupos de WhatsApp.
Tu achas que isso é muito?
Eu acho que é imenso.
Ok. Guilherme, nós estamos em 113 grupos de WhatsApp juntos. 113.
Não estava nada à espera disto. 113. Isso está por ordem dos mais recentes? Consegues ir aos mais antigos andando para baixo?
Não sei se são os mais antigos, mas certamente serão os mais inativos.
Pois, é isso.
Nós temos aqui um grupo chamado Cozido.
Ok.
Que é do teu programa.
Foi quando almoçamos todos cozido.
Temos um Terapia de Casal 23, que fomos nós os dois e a Joana Azevedo.
Foi quando convidámos para vir ao nosso podcast.
Exatamente.
Eu esqueci-me dessas, porque depois temos um com os primos, temos um com a Joana Marques e com o Daniel Eitão, temos convidados
Anos Pedro.
Prenda Pedro, casamento não sei o quê, despedida de solteiro não sei o quê. Pois, eu acho que 46 eu fui muito...
Há aqui uns que eu nem sei o que é isto.
Será que podes dizer em voz alta?
Sim, é um grupo chamado "Sei lá".
Será por causa do livro da Maria de Rebelo Pinto?
Não, com pessoas que eu nem sei quem são.
Sei lá. Quem são estas pessoas? Sei lá.
Nem sei, mas já só estamos os dois, porque entretanto as outras pessoas saíram.
Ok. Com que frequência é que tu limpas o WhatsApp de grupos e de storage? Porque há pessoas que são absolutas psicopatas, que de semana a semana apagam tudo para trás. Não têm registos de nada, vai e apaga tudo.
Há aqui um grupo.
Eu tenho registos de tudo. Eu tenho o início da nossa conversa no WhatsApp aqui. Se andar para trás.
Pois, eu não tenho isso, porque às vezes tenho de apagar.
Tu não estás comigo, não estás concentrada no telefone, não me estás a ouvir. Então diz lá o que é que estás a ver.
Estou a ver que temos aqui imensos grupos de só coisas tipo aprenda não sei quem. Terapia de casal não sei o quê.
Pois.
Ou seja, nós estamos em 113 grupos juntos. Eu achei este número assustador.
Como é que tu chegaste a isso?
Não sei. Estava a jantar com a minha amiga Pat, e surgiu a ideia de: "Em quantos grupos de WhatsApp será que estamos em comum?"
Grupos de família são para aí oito ou nove. Pois eu acho que fui muito conservador, de facto.
Mas, por exemplo, com a Márcia, eu achei que ia estar em muitos grupos.
E estás em 30.
E estou em 36.
Pois.
Que já é muito, atenção, mas nós trabalhamos juntas várias marcas em várias agências, portanto achei a coisa, se calhar...
Pois, é daí que vem. Quem será, a seguir a mim-
A pessoa com quem eu tenho mais grupos em comum
...com quem tens mais grupos, porque não é necessariamente as pessoas com quem dás mais.
Pois, não sei. Não sei se dá para ver isso.
Pois. Olha, interessantíssimo.
Acho que tem de ir pessoa a pessoa. Mas pronto, desafio-vos também a ver qual é a pessoa com quem têm mais grupos em comum e a dizerem-nos um número ridículo.
É, pá, se nós estamos em cento e tal grupos.
113.
É um exagero do caraças.
E há aqui alguns, estava agora a ver, em que já só estou eu e tu. Porque entretanto as pessoas saíram. E estamos bem ou não?
Deixaram-nos sossegados, foram à vida delas.
Um dia devíamos ir lá, como já não está lá ninguém.
Olá!
Olá.
Vai fazer eco. O que é que eu ia dizer? Eu tenho mais um tema que eu acho que é importante. Já sabes onde é que eu vou, mas eu vou fazer o meu build up. Nós esta semana não vamos estar em Lisboa. Vamos a Paris. Vamos a Paris ver Post Malone, que é um artista que eu gosto muito, tu gostas, mas não gostas tanto como eu. E vamos ver o concerto do Post Malone a Paris. Ora, nós vamos a Paris esta semana e há um serial killer à solta em Paris.
Hello? Um serial killer? Olha, tu vais já, por teres dito assim, já foste.
Há um serial killer à solta em Paris.
Ya.
Neste momento, nós vamos para uma cidade que tem um serial killer.
Ya.
Tu estás à vontade com isto?
Entretanto, já fomos ver que o target dele são homens homossexuais.
Sim.
Portanto, eu à partida estou ok.
É um serial killer homofóbico.
Eu à partida estou ok.
Imagina que eu levo uma camisola cor-de-rosa.
Não, se ele aparecer ao pé de mim, eu digo: "Homofóbico, és homofóbico. I és es. Leave Malone". Encarno o meu José Castelo Branco.
Eu acho que um serial killer francês vai perfeitamente perceber isso.
Digo: "Ai, és homofóbica, és. Bicha". E dou-lhe assim um joelhão.
Dás-lhe um par de estalos.
Sim.
Pois, mas ele a ti não te vai fazer nada.
Pois.
Porque ele está a atacar homens homossexuais. Eu vou ter que levar a minha roupa mais máscula.
Ya, tu tens de ir com o sal esquerdo para Paris.
E tenho que assobiar a gajas.
A dizer: "ui, ui".
Mas assobiar a gajas é o que todos os franceses fazem. Portanto, eu não sei bem. Este pode ser o primeiro de uma nova temporada e o último de sempre.
Não será o último de sempre, porque se o Hugo morrer, eu depois estou cá.
Pois, também é verdade.
Estarei cá.
Pegas no podcast e continuas a tua vida.
Chama o serial killer para fazer comigo.
Porque não?
O Jean-Pierre.
Sim, senhora. Eu nunca fui a uma cidade que tinha serial killers ativos.
Ativos. Está bom, é tipo vulcões.
Exatamente.
Estavam inativos, mas este está ativo.
E fala-se: "Olha, antigamente explodiu" e não sei o quê. Eu em viagem continuo a evacuar como evacuo em casa.
É que eu sabia que ia parar a conversa de casa de banho.
Disseste evacuar. Era o que a minha avó dizia quando queria fazer cocó.
Mas não se pode dizer evacuar.
Vamos evacuar este avião.
Exato. Faz uma amaragem e tu: "Vamos ter de evacuar o avião", e tu começas.
E rio-me imediatamente.
Eu e vou evacuar.
No meu podcast "Uma Ideia", eu falei de mamas e eu disse que não há nenhuma situação em que eu não quisesse ver mamas.
Ok.
Chegavas ao pé de mim e dizias assim: "Tenho uma notícia para si, meu patrão, o teu pai faleceu de um ataque cardíaco, morreu. Queres ver mamas?" Se essas duas coisas viessem de seguida, eu dizia: "Quero" e depois até vou lidar melhor com o que vem a seguir.
Se eu dissesse: "Estou com borbulhas em pus, tipo a alergia que tu tiveste ao sol, mas imagina em quantidade."
Vezes mil.
Vezes mil com pus e sangue nas minhas mamas. Queres ver?
Quero, são mamas, eu quero ver.
Que nojo. Que nojo absoluto.
É a mesma coisa com palavras infantis, tipo evacuar. Tipo, este avião está a cair, vamos ter que evacuar. Eu ia-me rir.
Tipo aquela vez que eu e a nossa amiga Rititi estávamos na Rússia Ao ouvir um senhor a fazer uma explicação em russo, e estava o tradutor ao lado, e o senhor no meio do seu russo diz uma palavra que parece pilinha.
Pilinho.
É pilinha.
Podes fazer sotaque russo, não se pode?
Olha, eu já estou. Tu não tens noção. O ataque de riso, ainda por cima, éramos só as duas na tour.
Era uma tour só para vocês, não dava para disfarçar em frente a tudo.
Não dava para disfarçar que eu estou a morrer às tantas.
Mas o que era pilinho?
Não sei, é que ele estava a mostrar.
Estava a mostrar pilinho?
Não, estava a mostrar uma cena de como fazer coisas em madeira e estava a mostrar as armas.
Um homem russo.
As ferramentas. E às tantas está "na zdrowie", e ouço a pilinha. Não dá. Eu tenho um ataque de riso no momento, a Rita também. Nós as duas um ataque de riso de tal modo que ela às tantas agarrou-me e disse: "Tens de parar, senão eu não consigo parar."
Pois. E entretanto o senhor a continuar a tentar.
Não, entretanto o senhor parou, porque ficou a olhar para nós.
Claro.
Porque nós estávamos à distância que tu e eu estamos um do outro. E o guia que estava a fazer de tradutor também do gênero: "Eu não sei o que se está a passar aqui."
Já eram vocês e dois russos. Um a fazer a tour e outro para traduzir.
Exato. E eu às tantas estive, a Rita e a mim, a rir, devo dizer desculpe, mas é que o senhor disse uma palavra em russo que parece uma palavra muito engraçada em português. E eu chorava a rir.
Elas eram interessantes. Foi por isso que eles invadiram a Ucrânia. Estas gajas vieram para aqui gozar com nós.
Às tantas virei as costas para não estar a olhar para eles. Eu tinha lágrimas a cair. Eu acho que nunca me ri tanto. Eu estou a rir.
Que infantilidade. Eu tenho imensa vergonha. Ainda bem que eu não fui à Rússia.
Esta é daquelas histórias em que sabes aquele desafio do precisas de me fazer rir com uma palavra. É dizer pilinha e eu estou a rir.
Com sotaque russo.
Com sotaque russo.
Ok. Rita, temos mais um tema.
Temos um tema muito interessante.
Que eu quero que sejas tu a falar porque tens mais propriedade.
Então. Há uns tempos fomos convidados por uma marca, uma empresa que se chama Timeless Experiences.
Não é no plural, experience, Timeless Experience? Eu posso ir ver enquanto tu...
Eu acho que então não é o plural, é o singular.
O singular, desculpa.
Pois. Timeless Experience, Timeless Experiences, Timeless Experience. Sam and Lavas. Então ficas a saber que é no plural, como eu disse desde o início. Timeless Experiences.
Exatamente.
Para irmos jogar um jogo que eles têm chamado Buddy Battles, que é uma espécie de adaptação do Family Feud. Não sei se conhecem.
Sim, basicamente, e eles dizem que apareceram ao mesmo tempo que o programa do César Mourão, mas é esta coisa agora do César Mourão de perguntarmos a 100 pessoas qual é a primeira coisa que lhes vem à cabeça de objetos numa cozinha.
Exatamente.
E é preciso adivinhar pela ordem do primeiro até ao oitavo do que é mais popular as pessoas responderem.
Responderem. Não é necessariamente o que é que há efetivamente mais numa cozinha, é o que é que aquelas 100 pessoas mais disseram.
O que foi a resposta mais popular.
Exatamente.
Mas como é que funciona aquilo?
Então, aquilo basicamente, nós chegamos lá e as organizadoras muito queridas, a Jéssica e a Filipa, um beijinho para elas, foram muito queridas, convidaram-nos porque ouvem o Terapia de Casal e acharam que era uma rivalidade interessante.
E o que aconteceu? Houve time Gui e houve time Rita.
Time Gui, time Rita. Nós dissemos logo que íamos ficar em equipes separadas e depois fizemos aleatoriamente as nossas equipes.
Sim, senhora.
Com a ajuda delas.
Mas aquilo é um estúdio.
É um estúdio muito giro, parece mesmo um estúdio de televisão.
Que tem bancadas, tem buzzers, tem microfones, tem um ecrã gigante atrás da apresentadora, que foi a Jéssica, em que vão aparecendo as respostas, onde vão aparecendo as coisas, tem som.
É muito divertido.
Aquilo é mesmo como estar num estúdio de televisão.
Exatamente.
E atenção, eu trabalhei no Canal Q muito tempo e eu não sei se o estúdio do Canal Q não era mais pequeno do que o dessas senhoras.
Então, aquilo tem cinco rondas.
São cinco temas.
São cinco temas. À vez vão duas pessoas, uma de cada equipe, lá à frente aos buzzers, e a primeira que carregar para responder à pergunta, tem a hipótese de responder e tende a acertar nas respostas que são mais dadas.
Exatamente, como nós explicamos.
Mas para ter a possibilidade de depois dar o resto das respostas. Pronto. São cinco rondas, às tantas os pontos duplicam, triplicam, e depois no final há uma última ronda, que é o que eles chamam, já não me lembro do nome.
Também não.
Mas pronto, é uma ronda rápida, em que basicamente escolhe-se uma pessoa de cada equipe.
Que fomos nós.
No caso fomos nós os dois. Uma pessoa está vendada e a ouvir música, era eu, elas puseram Taylor Swift para mim, fiquei muito contente.
Respect.
E está vendada. E ouve a música para não estar a ouvir nada do que se está a passar. E portanto, agora conta tu o que aconteceu porque tu foste o primeiro a jogar.
Então o que acontece? Nós fizemos as cinco rondas, estávamos a perder na última ronda porque a quinta ronda tem pontos a triplicar e a equipe da Rita passou à nossa frente com a quinta ronda.
Até porque depois dá para roubar pontos à outra equipe, é muito giro.
É muito giro. Aniversários, team buildings, despedidas de solteiro.
Só quereres estar com os teus amigos.
Ir só com amigos e aquilo são duas equipes de cinco.
Não, pode ter mais pessoas as equipes.
Pode ir até quantas?
Não sei, mas pode ir até muitas.
Ok.
Nós é que éramos nove, na verdade.
Nós éramos nove. Éramos 10 com o Duarte, mas era um bebê. E o que acontece? Aquilo é uma ronda rápida, 30 segundos, e ela diz cinco coisas e tu tens que dizer aquela que tu achas que seria a resposta mais comum em cada categoria.
Não digas porque pode ser para outras pessoas, mas dá um exemplo que não seja verdadeiro. Qual é a comida favorita dos portugueses?
Ok, pode ser uma coisa desse gênero. Nas cinco que nos fizeram no fim.
Tu deste as tuas cinco respostas.
Eu dei as minhas cinco respostas, depois tu tiras os fones e a venda, vais tu fazer e respondes às mesmas e contabilizas os pontos. Pronto. Nós demos a mesma resposta sem nos ouvirmos Em quatro de cinco. E só não demos na quinta porque eu, de querer responder rápido, porque tens 30 segundos para responder a seis perguntas, com a pressa eu fiz um disparate. Interpretei mal a pergunta, fiz mal, perdemos. Não tem mal. Mas foi só por causa disso.
Foram exatamente as mesmas respostas.
Exatamente as mesmas.
Que não foram necessariamente as mais dadas.
Mas foram as mesmas respostas às mesmas perguntas. Foi uma experiência muito gira. Estivemos lá durante uma hora, se eu não estou em erro.
Uma hora e meia, mais ou menos.
A Jéssica esteve a apresentar, ia fazendo as perguntas, nós íamos respondendo. Houve picardias, houve piretes.
Houve vencinha.
E houve uma equipa vencedora.
E a equipa vencedora foi a minha.
É verdade. Team Rita ganhou.
Team Rita ganhou.
Às vezes também tem que ganhar a Team Rita.
Foi muito divertido. E podemos aconselhar como coisas divertidas para fazer. Às vezes as pessoas pensam: "O meu grupo de amigos, não sabemos o que acabamos de fazer."
Eles também fazem escape rooms.
Também têm escape rooms.
E coisas do gênero, se também for a vossa onda. Mas isto é giro porque é um concurso em que vocês metem duas equipas uma contra a outra e é o que vocês veem o César Mourão a fazer, é o "Family Feud". É esse jogo. Foi mesmo muito divertido.
Podes então só dizer-
Relembrar o nome Timeless Experience.
Não, era relembrar quem foi a vencedora.
A vencedora foi a Bia, a Mafalda e o Francisco. Foram as pessoas que estavam na equipa.
E quem era a líder dessa equipa?
Bom, e é isto. Malta, muito obrigado por terem ouvido o nosso podcast.
Tinha saudades disto, não vou mentir.
Eu também tinha saudades de gravar o "Terapia de Casal". Será que as pessoas tinham saudades?
Eu estive na Feira do Livro do Porto agora na sexta-feira, e muita gente me disse: "Que bom que segunda-feira já é setembro, porque vocês vão voltar."
Cá estamos nós.
Cá estamos.
Agora, vocês também têm que comprar os bilhetes que faltam para as cidades, porque é assim, uma coisa é as salas estarem a meio. Olha, esta sala fica a meio. Ok, as pessoas não querem ver, está tudo bem. Agora, faltarem sete bilhetes em Leiria, 18 em Coimbra, isso chateia.
A mim também.
É pinclins. Esgotem lá isso.
Olha, esgotem lá isso. Até para a semana.
Até para a semana. Quer dizer, vamos ver. Nós vamos a Paris.
É isso.