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Olá, coisas lindas, como é que estão em mais uma semana de "Terapia de Casal", o vosso podcast de eleição. O meu nome é Rita da Nova, estou com o meu esposo Guilherme Fonseca.
Olá.
Aqui para o último episódio desta temporada.
Verdade.
Como é que se sentem?
Exatamente há um ano, rebentou a Bernarda. Foi quando nós fizemos o episódio com a Spondmee Law.
Pois foi.
Em que nós chamámos ao episódio sobre o nosso divórcio, que deu origem à avalanche que foi a nossa tour.
É verdade.
Mas não vale a pena estar aqui a explicar outra vez o que é que aconteceu.
Não, e este ano também não vamos fazer tour. Portanto, também não vale a pena estar a recordar isso.
Este ano, não. Mas é só para dizer que foi exatamente há um ano.
Exatamente. Não foi exatamente há um ano, acho que foi mais cedo, porque nós estávamos na Escócia, ainda era julho. Se calhar já era agosto, eu não sei.
Pois, eu também não sei. O tempo é o quê?
O tempo é uma construção social.
O último episódio antes das férias.
O último episódio antes das férias.
Quando este acabar, já só há em setembro.
104 dias que fazem as férias, a escola acaba com elas, mas o grande problema que todos vivemos é saber como aproveitá-las. Um, dois, três, quatro. Eu gosto desta parte, agora não sei mudar. Torre Eiffel vai escalar.
Eu não faço qualquer espécie de ideia o que tu estás a cantar.
Vou pôr uma caca a brilhar. "Mamãe, o Phineas e Ferb cantaram a canção".
Ah, é o Phineas e Ferb. Ok.
Pronto, desculpem.
Rita da Nova.
Nós não vamos ter 104 dias de férias, vamos ter um mês.
Eu tenho quase.
Tu tens quase.
Eu tenho quase.
Tu és um privilegiado, quero eu dizer.
Exatamente.
Tenho uma curiosidade para ti, Guilherme Fonseca.
Vamos embora que eu tenho coisas para falar, temos perguntas para responder. Estás para aí a cantar Phineas e Ferb. Vai, dale. O que é que curiosidade tens?
Guilherme Fonseca. Espera.
Espera, então tu não sabes a tua própria curiosidade?
Pois não. Espera aí, é que eu tinha isto para a semana anterior e agora tinha aqui só dois. Espera.
Vocês estão a ver o que está a acontecer?
Espera.
Vocês estão a ver o que está a acontecer?
Já sei qual é.
Então vai. Será que sabes? Vamos ver. A curiosidade é como é que tu chegas à curiosidade.
Eu depois já te explico. Mas sabes como é que surgiu o fenómeno do blockbuster de verão, aquele filme de verão que toda a gente quer ir ver?
Ah, muito bem.
Sabes porque é que surge? O que está na origem disso?
Eu vou dizer que é o Jaws.
Não é o filme, amorzinho. O que está na origem? Porque é que começou a haver blockbusters de verão? Aquele filme que toda a gente quer ir no verão ver ao cinema, que neste caso este ano é Odisseia.
Ok, então não sei.
Porque antigamente os cinemas eram dos poucos sítios que tinham ar-condicionado.
Ah.
E no verão começou-se a apostar num bom filme. Bom filme, bom filme de verão.
Que puxasse, é um filme pipoca. Exatamente.
Porque os cinegas ficavam tipo: "Malta, temos ar-condicionado, temos grande filme, venham para aqui". E por isso é que se começou a criar em Hollywood aquela questão de qual é que vai ser o filme que vai levar pessoas ao cinema no verão.
No verão, exatamente. Já entendi, muito bem. E tudo por causa do fresquinho.
Tudo por causa do fresquinho, porque estava calor lá fora e começou a juntou-se o útil ao agradável.
Começou a juntou-se. Olha, começou a juntou-se. Para mim é isso. Está excelente.
Por que eu me baralhei? Porque eu, quando fui à procura de curiosidades sobre ar-condicionados, que era o que eu achei que ia fazer a curiosidade o episódio passado e queria preparar uma curiosidade sobre ar-condicionado.
Muito bem.
E baralhei-me porque eu estava tipo: "Será que isto foi a origem do ar-condicionado ou a origem do blockbuster?" Depois não, era a origem do blockbuster.
Ok, muito bem. A origem do ar-condicionado não foi os cinemas.
Não.
Não podia ser.
Era uma máquina de ventilação, supostamente.
Ok.
E depois começou-se a perceber que o ar ficava...
Espera aí, que isto está fresquinho. E de repente, começou a ir todo no mercado. Muito bem. Eu não sei se tu queres já ir ao quadro e dizer o teu TPC.
Então, Rafaela e Frank.
Para quem não ouviu o episódio da semana passada, eu não estou por dentro do que se passa entre a Rafaela e o Frank e o rapto do gato. No fundo, é isto, porque nós na semana passada intuímos esta história e a Rita disse que ia preparar-se e que trazia. O que eu sei da Rafaela e do Frank? Eu sei que eram um casal de Instagram. Eram um casal, já não são, e que tinham um Instagram de casal, onde ele parecia que estava sempre forçado a fazer merdas com ela.
É verdade.
Ele estava completamente morto por dentro e a vibe era meio loira tontinha, e a energia era oposta.
Estava morto, não é?
Morto por dentro, ele não queria estar lá.
Os olhos meio coiso.
Exatamente.
E era um Instagram de casal e eles falavam nomeadamente e tipicamente de viagens.
Exatamente.
Eles separaram-se.
Ok, quando?
Há uns meses, já.
Ok.
Eles separaram-se. Eu não fiquei muito a par da separação em si.
Ok.
Mas vi que a Rafaela pôs uns TikToks com vídeos antigos dela, que era do gênero: "Quando me diziam que eu estava apagada, eu não acreditava, olhem agora". E ela agora, com vídeos dela agora, tipo glow up desde que acabou.
As meninas quando se separam é mudar o cabelo, começar a beber copos com as amigas e sair à noite. Ou seja, é uma pessoa que precisa de uma energia.
E ela retomou. Ela agora está com glow up porque ela se separou, acho que eles não eram casados. Porque ela se separou e não sei o quê.
Vai, Frank, vai à tua vida.
Exatamente. O Frank, aparentemente, trabalha muito fora.
Ok.
Eu não sei se ele não continua a ser criador de conteúdos de viagens ou se viaja por causa do trabalho dele, que ele está sempre a viajar. Eles separaram-se e quando eles se juntaram, a Rafaela tinha uma gata que era a Mel.
Ok.
Que é uma gata que a Rafaela tem desde os 15 anos.
Ok. Que idade é que tem a Rafaela?
20 e poucos.
Ok. Então vamos dizer que o gato tem para aí 20 anos. Ela tem 25, tem 10 anos. Desculpa.
Sim, para aí 10 anos.
Ok.
10 ou 15 anos, no máximo.
Que é a Mel, que era a gata que já era dela.
Exatamente.
Muito bem.
Quando eles se juntam, a Mel fica com eles.
Muito bem.
Passado há uns vídeos deles a dizer: "Hoje é o dia mais feliz, vamos buscar o nosso segundo gatinho".
Ok.
E vão buscar um gato bebê, que é o Tommy.
Muito bem. A Mel e o Tommy. Excelente, até agora estou a acompanhar. Sendo que só o Tommy é que é genuinamente dos dois.
Eles separam-se e a Rafaela começa a namorar com um cara que é o Miguel, acho eu.
Eu sei que é um cara que é gigante, parece meio surfista, meio modelo. É muito grande ele.
É muito grande.
E faz uns TikToks com ela meio cringe.
Nojentos.
A vibe daquilo, eu não sei se é nojento, mas a vibe daquilo é capinha e Mafalda ainda com bom aspecto.
Sim, não. É que às tantas há momentos em que ele diz: "Estás toda boa".
Deve ser humor de Instagram.
Não, não é bem humor. Ela põe vídeos em que ela passa por ele e ele diz: "Estás toda boa". Nojento, na minha opinião.
Imagina nós fazermos, nós temos que fazer.
Se eu passasse por ti a fazer um TikTok e tu te virasses e dissesses: "Estás toda boa". Eu dava-te um chapadão. Percebes isto ou não?
Estás toda grossa, amor.
Estás toda boa. Que nojo!
Ok, eu percebo. A vibe deles é esquisita, mas a Rafaela, claramente, dos dois exemplos que nós temos, ela adora transformar as suas relações em conteúdo. Porque com o Frank era isso e agora com esse novo também é.
Exatamente. Sendo que com o Frank ela dominava claramente. Aqui já há aquela coisa de eles quer um homem.
Exatamente. O Frank era mais mole, isto é um granda homem. Sim, senhor.
Não interessa.
Mas deixa eu ver se eu percebi. Quando eles se separaram, quem é que ficou na casa com os gatos? Foi o Frank.
Foi o Frank.
O Frank ficou na casa com a Mel.
E com o Tommy. Entretanto, a Rafaela vai viver com este Miguel.
Vai pra casa do Miguel.
Não sei se pra casa do Miguel, se tem uma casa juntos. Também não investiguei esse ponto.
Estou a acompanhar, estou a adorar. Vai, dale.
E quando eles se separaram, a Rafaela devolveu as chaves ao Frank.
Ok. Já era adeus a Deus, acabou a nossa relação está aqui.
Ora, o Frank, por questões de trabalho, viaja muito.
Exatamente.
E a Mel e o Tommy ficaram muito tempo sozinhos em casa, mas o Frank, no TikTok, depois fez um vídeo de pronunciamento, que eu adoro. É o meu pronunciamento, sabe esta questão?
Pronunciamento?
Sim, o meu vídeo de pronunciamento, que é tipo eu estou a explicar tudo o que aconteceu, vou me pronunciar.
Ok, mas isso é claramente uma expressão que vem do TikTok brasileiro.
Claro que é.
Pronunciamento?
Tu não sabes também as portuguesas que agora começaram a dizer que vão procurar vestidos de noiva de invitadas.
O que é invitada?
É convidada de casamento em espanhol, mas elas começaram a ver isto no TikTok das invitadas.
Invitadas?
O vestido de invitada.
Ai, caraças. Não, mas pronunciamento é claramente, tipo, larga o TikTok do Brasil.
Não, e aqui é larga o TikTok de Espanha, porque é vestido de casamento de invitada.
Ok.
Tanto que a Zara e não sei o quê, tinha vestidos de invitada, já.
Pois.
Pronto, não interessa. Isto é outra coisa.
Pronunciamento do Frank. O que o Frank diz?
O Frank diz que nunca faltou nada aos gatos, sempre arranjou forma de pessoas irem lá visitar os gatos, etc. E que a Rafaela nunca se mostrou disponível para ir lá buscar os gatos e para ficar com os gatos.
Ok. Portanto, quando eles separaram, a Rafaela ficou enamorada lá pro outro senhor, andou lá entretida a fazer os seus TikToks e a ser boazona, o outro a dizer-lhe que ela era boazona e nunca passou nos gatos.
Exatamente. E o que ela diz é o contrário. Ela diz que sempre se preocupou, que sempre quis saber.
Ok. E aqui precisamos de recibos.
Diz que os gatos foram pra tribunal até por causa desta questão dos gatos.
Muito bem. Percebo perfeitamente, está uma custódia.
Ao que parece, há um dia em que o Frank chega à casa e a Mel não está.
Sem nenhum aviso. Imagina, chegamos à casa e faltaram nos gatos.
Só está o Tommy.
Ok.
E o que acontece? A Rafaela tinha ainda uma chave de casa dele.
Mas como é que ele descobre isso? Ele tem que perguntar à Rafaela: "Olha lá, tu vieste cá buscar um gato?"
Porque a Rafaela filmou-se a ir buscar o gato.
Ya. Esta é uma dica que eu tenho pra todas as influencers e criadoras de conteúdo. Se vão cometer um crime, não se filmem. Imagina que o Tiago Grilo tinha filmado a velha que atropelou.
Filma-se a ir buscar o gato, tipo, vou buscar finalmente a minha Mel.
Sem dizer nada ao Frank, ia entrar na casa dele depois de ter dado a chave. Portanto, ela tinha outra chave pra casa dele.
Exatamente. E depois faz um vídeo a chegar à casa da mãe com a Mel nos braços, tipo, recuperamos a nossa Mel, parecia que a gata tinha estado desaparecida.
Recuperamos, tipo Resgate do Soldado Ryan. Chegamos ao fim e está aqui o Ryan.
Exatamente. Agora, o que eu acho? Eu não consegui apanhar atualizações novas disto, mas acho que o Tommy continua com o Frank e a Mel está com a...
Mas repara, a Rafaela foi à casa do Frank, nas costas do Frank, com uma chave que o Frank não sabe que ela tem, entrou, gravou-se a entrar e a ir buscar um gato que o Frank não tinha qualquer noção que ia acontecer. Mas isso é gravíssimo.
Isto é gravíssimo. E entretanto, o TikTok divide-se. Há quem diga que o Frank é que tem razão.
E que neste momento, com a informação que eu tenho, é a minha posição.
Eu acho que o meu algoritmo está enviesado pro Frank.
Por quê?
Porque depois, quando eu comecei a pesquisar, começaram a aparecer vídeos que não me tinham aparecido naturalmente no algoritmo, de pessoas a dizer que a Rafaela sempre quis a gata e o Frank nunca lhe deu. Portanto, se calhar houve aqui muitos vídeos que não me apareceram.
Mas apesar disso...
Não, apesar disso, ela não pode entrar na casa dele.
Ela não pode entrar na casa das outras pessoas quando eles não estão, para ir buscar gatos. Isso não existe. Isso não é assim que funciona.
Claro Pronto, é esta a história.
Excelente. Eu sabia que isto ia ser bom conteúdo.
É esta a história.
Ok. Rafaela e Frank, check. Já estamos por dentro da história. Atualizas depois em setembro se houver desenvolvimento?
Claro que sim, vou continuar a acompanhar, o meu algoritmo já está treinado, ele já sabe que eu quero saber desenvolvimentos da Rafaela e do Frank.
Muito bem.
Frank, esse que foi operado no estrangeiro.
Operado? Foi ao museu ou foi operado?
Sim. Quem é que daqui já foi operado? Esta é uma história que contavam na minha faculdade. Desculpa, só para contar. Agora usaste essa expressão, lembrei.
Vamos embora, vai.
Contavam na minha faculdade.
Tu só tens ideias de giro neste podcast.
É verdade.
Fora deste podcast tu não tens ideias de giro.
Contavam esta história que era: quem é que aqui já foi operado ao museu, em Madrid, e havia pessoas que punham a mão no ar e a professora perguntava: "Então, mas e que quadros é que viram?" E imensa gente baixava, porque achava que era tipo já foi operado e não ao operado.
Foi operado a quê?
Não sei, acho que teve um problema de saúde no Vietname ou algo que foi.
Mas também ninguém o manda ir para esses sítios onde não se pode beber água.
Só que depois estava a fazer conteúdos, tipo: "Eu quase morri, mas o seguro não sei do quê salvou a minha vida."
Não.
Juro-te.
Com caraças. Então será que ele foi mesmo operado e esteve mesmo mal ou era tudo mentira para vender seguros de viagem?
Eu não sei.
Será que o cara está no hospital no Vietname, porque estes são criadores de conteúdos profissionais, não é como nós.
Com ring light e não sei o quê.
Não, e o cara está no hospital e já está: "Marcas, eu estou neste momento no hospital. Quem quiser fazer uma campanha sobre seguros de saúde, eu gravo já, porque eu estou neste momento no hospital."
Não sei. Eu só sei que eu acho que nenhum deles é bom da cabeça.
Ya.
E eu adoro acompanhá-los.
Ya.
Acho que até gosto mais deles separados do que juntos.
Pois, eu percebo, porque agora é tipo esta ganha.
Agora é mais conteúdo, exatamente.
Mas eu acho que agora falta uma namorada para o Frank, que também seja criadora de conteúdos, que é para haver batalha de casais nesta guerra.
Desafiamos aqui Frank a arranjares uma namorada ou um namorado, o que tu quiseres, até setembro.
Ya. Porque, por exemplo, eu gosto muito da maneira como os nossos influenciadores deste país trabalham com marcas. Eles são muito bons nisto. Por exemplo, eu vi há bocado que Inês das Pereira foi pedida em casamento.
Pois foi.
Foi pedida em casamento. Quantas marcas achas que vão estar no casamento?
Claro, todas.
Mas acho que podíamos fazer aqui uma bolsa de apostas, tipo Calchi. Nós fazíamos aqui uma bolsa de apostas. Eu digo sete a 11.
Eu acho que vão estar tipo seis.
Que é menos marcas, mais dinheiro?
Claro.
Ok.
A Honest Greens vai estar, porque a Honest Greens olha sempre o almoço de aniversário.
Pois é.
O catering vai ser a Honest Greens.
Cinco a 10. Não, mas casamento a Honest Greens não pode ser.
Não, pode ser o cocktail.
À tarde? Pois, eu acho cinco a 10. A minha aposta é cinco a 10 marcas que vão estar no casamento.
Eu acho que... Não, mas agora eu ou tenho que dizer menos de cinco ou tenho que dizer mais de 10.
Exatamente.
Então é menos de cinco.
Não, então vamos fazer ao contrário, vamos fazer isto bem feito. Eu vou dizer seis ou mais, e se tu quiseres, dizes um número acima ou mais, até eu querer ficar para menos. É assim que se faz. Portanto, digo seis ou mais.
Sete ou mais.
Oito ou mais.
Eu quero ficar com o sete ou mais.
Ok.
Pronto.
Não, eu fico sete ou menos, que é o que tu ficas.
Sete ou menos, exatamente.
Pronto, então está aqui, está apostado.
Muito bem.
Oito ou mais. Mais temas, antes de irmos ao nosso Q&A, que há aqui coisas que eu gostava de falar.
Exatamente.
Há dois temas, sendo que um é só parvo, mas vou primeiro ao tema mais sério. Eu pedi-te ajuda com a minha skincare e tu esta semana ajudaste-me.
Eu entreguei.
Entregaste, estavas lá para mim, na saúde e na doença, e na saúde, neste caso, é da minha cútis, é da minha epiderme. Porque eu disse-te várias vezes: "Olha, eu não quero acabar na minha velhice com um nariz de velho ou um nariz de bêbado", que eu acho que não é preciso explicar, as pessoas têm na sua cabeça o que isso é. Eu tenho bastantes problemas de pele, desde a minha adolescência, sempre tive. Tive acne muito esquisito, tomei comprimidos como Roacutan, não sei o quê. Eu tenho que ter um cuidado enorme com a minha cara quando apanho sol. E então eu pus-me nas tuas mãos e eu disse: "Rita, ajuda-me." E tu compraste umas máscaras que nós estivemos a fazer aqui em nossa casa. Ensinaste-me como é que se faz o skincare, que eu não estava à espera que tivesse um borrifar e um leque.
É verdade.
Vou te dizer, não estava à espera de acessórios. Quando tu me puxas de um borrifador para a testa e para a cara e depois me dás um leque para secar sem passar toalha, eu não estava à espera disto.
É para absorver mais rápido.
Isto é outro nível. Mas depois, nós pusemos a máscara na cara. Qual é o problema?
Pois é.
É que eu pareço uma caricatura de mim próprio. Se alguém desenhasse uma caricatura da minha cara, já ia ter exageradamente as partes que já são exageradamente grandes, porque a máscara não me apanha a testa toda. Aquilo tem uma espécie de uma faixa para testa na máscara, é uma coisa redondinha, para quem nunca fez. Às vezes as pessoas estão a ouvir, nunca fizeram. É uma coisa redonda que tu metes, parece o Leatherface, daquele filme de terror, que mete a cara de outra pessoa na cara. Mas a minha testa é gigante, não apanha, e o nariz igual.
Não, e depois, como não cola na barba, tu ficas com aquele troço penduro.
Ficou a pendurar e a pingar coisinhas, o líquido lá da máscara.
O sérum, sim.
Portanto, não cola na cara toda por causa da barba. O nariz, para aí uma faixa de 40%. 40% do meu nariz a máscara não apanha, porque o meu nariz é muito comprido, e testa, eu vou dizer, metade da minha testa estava coberta pela máscara. E a minha pergunta é: haverá máscaras para a minha cara?
Tem de haver.
Será?
Qual é o problema aqui é que não é termos feito uma máscara naquele dia e tu teres feito a rotina de skincare naquele dia que vai mudar a tua vida.
Não, mas eu faço o meu skincare todos os dias como deve ser. Eu ponho o meu creme solar todos os dias, eu lavo a cara de manhã com o CeraVe, depois ponho os meus cremes e ao final do dia igual. Eu estou a fazer o meu skincare como deve ser.
Nós temos é de introduzir aí coisinhas para atacar essas questões que tu apontas.
Pronto
Já te disse que tenho ali um livro, a gente senta-se, os dois.
Mas eu preciso de literatura pra tratar da minha cara?
Claro, não vou ao ChatGPT. Queres que eu vá ao ChatGPT?
Tecnicamente também é literatura, ir ler. Eu quero perguntar a ti, o que eu faço?
Mas eu preciso de ler.
Pois, tens que investigar. Pois, eu percebo. É uma chatice.
Não sou especialista.
Pois, eu percebo.
Ou então pago-te uma consultoria com uma especialista em skincare. Queres? Ofereces?
Eu preferia que fosses tu.
Pronto, mas é que eu não sou especialista.
Não, não és especialista. Tens 557 produtos ali pra pôr na tua cara e não és uma especialista?
Não sou especialista.
E tu tens uma pele excelente, tens pouquíssimas rugas.
Já tive melhores dias.
Pronto.
Vou agora começar a pôr aqui uma coisinha nova que eu vi que é pra reduzir aqui estas.
E por que é que és tu a minha entendida? Porque tu disseste as palavras: "Este ano vamos voltar ao Japão e vamos passar na Coreia", e eu pensei: "E ela vai trazer pexeques de gatinhos e coisas". E tu completaste a frase e disseste algo que me surpreendeu. Disseste: "E eu vou trazer tanto skincare."
Skincare e matcha. São as duas coisas que eu vou trazer.
Skincare e matcha. É o teu objetivo pra nossa nova viagem ao Japão. Não és a entendida? Neste momento, não és tu a entendida de skincare?
Não sou a entendida, sou interessada, sou curiosa.
Pronto, então ajuda-me. Eu tenho confiança na tua curiosidade.
Pronto, ok. É mais ou menos isso, está bem.
Pronto, era isto.
Tens mais alguma coisa pra dizer?
Tinha aqui um pequeno pormenor.
Então diz lá.
No outro dia, estava às compras no Continente. Isto é mais uma pequena história do que outra coisa qualquer. Estava às compras no Continente e cruzei-me com uma senhora que vinha de leggings.
Já sei pra onde isto vai.
Pronto. E o que ela faz? Atenção, isto que eu vou descrever não está a acontecer com ela a olhar pra mim. Ela está na vida dela, eu é que estou a olhar pra ela. E ela vem a andar na minha direção, mete a mão no umbigo e desce a mão por dentro das leggings. E atenção, é impossível não ter ido lá abaixo. Foi lá abaixo, esteve lá, foi tocar à campainha. E quando tira a mão, vem um cartão de crédito. E a minha pergunta é: é normal guardares cartões de crédito como se fossem tampões? É isso que eu quero saber.
Eu vou te explicar o que é que aconteceu.
É porque eu juro que o que eu acabei de descrever é 100% verdade.
Primeiro, eu tenho a certeza absoluta, conhecendo-te, eu amo-te muito, casei contigo, estou aqui até o fim das nossas vidas, se tu quiseres, estou aqui pra ti, mas eu tenho quase certeza que ela não pôs a mão toda lá dentro. Estamos a exagerar para efeitos humorísticos.
Foi uma mão lá abaixo e voltou um Santanderzito. É só o que eu sei.
Mas não foi a mão toda.
Não.
Eu vou fazer e tu vais me dizer.
Ok, vai pondo a mão. Espera, a Rita está se a levantar. Vai pondo a mão, porque as leggings estavam por aí, onde estão os teus calções. Vai metendo a mão e eu vou te dizendo onde é que para. Mete, vai pondo a mão. Parou aí.
Pois. Era como eu suspeitava.
Vocês olhem pra vossa mão. Estão a olhar pra vossa mão neste momento.
Era como eu suspeitava, nem sequer lá toquei.
A mão não desaparece toda, não está no pulso, mas está um bocadinho abaixo. É como vocês quando metem a mão num bolso. Imagina que põe a mão no bolso e ficou o polegar de fora, mas agora imaginem que põe o polegar pra dentro. É isso que está de mão dentro das cuecas.
Era como eu suspeitava, nem sequer lá toquei.
Está bem, agora a intimidade é de vocês.
Isto é o seguinte.
Mas é aí que anda o cartão de crédito.
Muitas leggings, e agora é isso que eu te vou ensinar, Guilherme Fonseca, muitas leggings de senhora têm um bolsinho mágico dentro.
Mas à frente.
Ou atrás.
Ela podia ter tirado a caixa.
Do rabo.
O cartão da caixa da caixa. Ela podia ter tirado o cartão da caixa da caixa.
O que acontece? Para que as senhoras possam ir dar as suas caminhadas e as suas corridas sem terem de levar nada.
Ok, já percebi.
Há um bolsinho.
E ela mete lá o cartão.
Claro.
Ok. Percebes a imagem que é?
Percebo.
Pôr uma mão pra dentro das cuecas, não é das cuecas, eu sei, mas pôr assim uma mão pra dentro das leggings e meter lá um cartão.
Olha, também te digo uma coisa. Também te vou já dizer esta: séculos e séculos de nós, mulheres, termos de levar convosco, a meter a mão pra coçar a salada. E agora não se pode meter a mão pra tirar um cartão.
Atenção, normalmente os homens quando coçam a salada, coçam com a mão de fora.
Pior ainda.
Ou metem no bolso, fingem que vão buscar uma chave de casa e estão a coçar o direito.
E depois...
Sem dúvida nenhuma, mas é desagradável de um lado e do outro. De repente, vi uma mão, ela fez-me um truque de magia, tirou-me um coelho da cartela.
Não é desagradável. Ela pôs a mão, tirou o cartão. Ou não pôs a mão pra estar a coçar tudo à tua frente.
Imagina o seguinte: eu chegava à caixa, passava os meus produtos, pipipi, pipipi, pipipi, aliás, onde ela tirou o cartão. Pipipi, pipipi, passaria os produtos todos e a senhora dizia assim: "Olhe, são 80 € as suas compras". E eu metia a mão nas calças até cá abaixo.
Mas não foi até lá abaixo.
Mas imagina que eu fazia isto na caixa, a olhar pra menina da caixa. Punha a mão assim, pra cá pra baixo e tirava o cartão e pagava. Achavas normal?
Achava mais esquisito num homem do que numa mulher, porque se bem a mulher que tem as leggings, eu sei exatamente o que ela está a fazer. E as mulheres não têm histórico de se andarem a coçar todas à frente das pessoas.
Olha, está bem.
Tu não tens argumentos.
Está bem, não têm esse histórico, mas mesmo não tendo o histórico.
Não tens argumentos.
Então vocês andam a tirar cartões. Isto é irreal.
E vocês não tiram nada, metem lá a mão, não sai nada.
Isto está a ficar descontrolado. Eu queria só dizer que eu vi isto e queria tentar perceber o que é.
Já te expliquei.
Posso? Queria falar disto, não sabia o que era, já sei que há ali um bolso. Pronto, está tudo bem.
Até porque a senhora tinha as leggings até ao umbigo.
Não era até ao umbigo.
Tinha até ao umbigo, quase de certeza.
É aquela legging, tu sabes.
Não, é legging de ginásio.
Pronto, exato.
Se mete a mão, não chega ao púbis. Pronto.
Pronto, está tudo bem.
Tirou só o cartão. Estou a defender esta senhora, nem a conheço.
Está muito bem. Olha, vamos responder às perguntas das pessoas?
Vamos. Vamos começar pelas que temos no e-mail
Ok.
Recebemos duas. A primeira é uma que eu adorei.
Ok, dale.
"Olá, a minha mulher questiona-me acerca do tamanho da genitália dos meus amigos com quem jogo futebol e partilho balneário. Isto é uma curiosidade normal ou admissível?" Guilherme, a Rita já manifestou o mesmo interesse quanto aos teus colegas/amigos do Roda a Bota Fora, por exemplo, ou outros?
Eu vou dizer uma coisa. A Rita quer sempre saber qual é o tamanho da pila dos homens com quem eu estou. Eu chego ao domingo do programa e ela diz-me: "Hoje viste a pila dele, como é que foi? Está maior?" Obviamente que não, isso não faz sentido nenhum.
Da mesma forma que tu não vês-te comigo e dizes: "As mamas da tua amiga, como é que são?"
"Como é que são as mamas daquela tua amiga?" Posso pensar, mas não pergunto.
Claro.
Mas é que isso é estranhíssimo.
Isto é muito esquisito.
Porque é que ela há de querer saber? Mesmo que seja playful, é uma brincadeira que eu não percebo.
Tipo, faz uma vez. Se for uma brincadeira.
Imagina, é tipo: "Do Roda a Bota Fora, qual será a picha maior?"
Faz uma vez.
E tu pensas: "Será que é o Carapeto?"
Aposto que é não sei quem.
Estás a fazer a brincadeira. Pronto, e passou. Não é todos os dias: "Olha, qual é a picha maior dos outros?" A resposta à pergunta que é normal.
Olha o que achas que estivesse fora. No fundo, é isso.
Que estivesse para fora.
Se bem que eu já vi um testículo de Roda a Bota Fora.
Pois é.
E não são os teus.
Além dos meus.
Vi um testículo de Roda a Bota Fora.
Há uma pessoa do Roda a Bota Fora que tu já viste um testículo.
Vi um testículo.
E pronto, e fica por aqui.
Eu e muita gente.
Respondendo ao e-mail: não.
Não, não é normal.
Mesmo que seja uma brincadeira, era uma vez.
Exato.
Não estou a perceber de todo qual é o sentido disso. Não estou a perceber. É estranhíssimo, não faz qualquer sentido. E para responder diretamente, não, a Rita nunca demonstrou o interesse de saber o tamanho da picha de nenhum homem com quem eu me dou.
Nada. Eu em geral não tenho muito interesse em homens, portanto estou tipo: "Não, não quero saber o tamanho da..."
Ya. Acho que esta está respondida com toda a awkwardness que merecia.
Exato. E depois há uma menina que diz: "Q&A porque já não fui a tempo no Instagram. Olá, Guilherme e Rita, para Q&A pede-se um e-mail curto e por isso deixo sinteticamente. Com quem deixam os vossos gatinhos quando vão viajar?"
Olha, é uma coisa chamada "O Gato Fica".
Sendo que esta pessoa diz: "Envio foto do Patudo que me leva a colocar esta pergunta" e é um cão.
Ah. Pois, ok. Então a resposta que nós temos... é que há Patudos e Patudos. Mas a resposta que nós temos não serve exatamente para ti, porque nós normalmente quando vamos de férias pedimos um serviço que se chama "O Gato Fica", que é um serviço em que vem uma pessoa que trata dos nossos gatos, que brinca com os nossos gatos e que faz um report no WhatsApp, num grupo que nós temos com essa pessoa, e que tira uma foto a cada gato e diz como é que estavam os cocós dos gatos, porque isso é importante, porque normalmente os gatos quando começam a ficar doentes é nos cocós que se percebe, e diz se eles brincaram, se eles comeram, se têm bebido água, faz uma espécie de um report, é uma babysitter em steroids. Pronto, e são pessoas que têm formação e que têm preparação para cuidar de gatos e para tratar de gatos. E chama-se "O Gato Fica".
Fica só para gatos.
Eu acho que era giro fazermos um episódio com elas.
Por isso é que eu escolhi este e-mail, porque era para nós podermos falar.
Ainda não falámos com elas, não sei se elas ouvem isto ou não, mas fica aqui o convite hipotético e depois vamos oficializar isto. Acho que podíamos fazer um episódio, até porque eu tenho imensas curiosidades para saber, porque elas vão a imensas casas de pessoas tratar dos gatos das pessoas.
Que histórias estranhas. Elas às vezes partilham algumas histórias no Instagram.
O lado cusca em mim...
Quer saber muito.
Ya. Vamos fazer um episódio com as meninas do "O Gato Fica". Como é que se chama a dona daquilo? Joana...
Joana.
Joana.
Eu tenho muita curiosidade em saber qual dos nossos gatos é o favorito delas.
Vou apontar essa pergunta para fazermos quando elas vierem.
Muita curiosidade.
Skip para a próxima.
Ok, agora vamos ao Instagram. Já não tenho mais e-mails.
Muito bem.
Vamos ao Instagram, deixem-me aqui abrir as perguntinhas que me calharam.
Muito bem.
Olha, uma um bocadinho mais séria. "Qual foi a fase mais complicada da vossa relação e como é que a ultrapassaram?"
Deixa-me pensar. Tenho duas respostas.
Ok.
Tenho duas respostas, por acaso. "Qual dos nossos gatos é o vosso favorito?" Desculpem, estava aqui a fazer isto e assim fica já para depois perguntarmos. Tenho duas respostas. A primeira: antes de tu deixares de trabalhar em marketing e passares a ser escritora, houve uma fase em que foi muito complicado, porque tu estavas muito descontente no teu trabalho e passavas lá horas e eu ia te buscar e depois tu carpias mágoas e estavas a sofrer e estavas descontente. E não era necessariamente por aquilo, era porque não era a vida que tu querias. E essa fase foi complicada porque te consumiu muito de energia.
Eu não estava feliz.
É isso. Estavas profundamente infeliz e eu acho que isso afetou a dinâmica, não foi familiar, mas a tua energia.
É isso, porque imaginem chegar a casa e a única coisa que a pessoa fala são das coisas más do trabalho. Eu sei que dominava um bocadinho a nossa dinâmica de todos os momentos em que estávamos os dois, eu ainda estava nessa energia e só falava disso.
Completamente. A outra foi, e eu já disse isto, eu vou dizer isto da forma mais en passant, porque nós sempre impusemos um limite muito grande na nossa intimidade neste podcast e esta pergunta podia fugir desse limite de intimidade. Mas também estamos no último antes das férias, isto pode ir aqui por outros caminhos. Eu já disse várias vezes aqui que eu acho e vou defender para sempre que às vezes acabar uma relação de amizade é como acabar uma relação amorosa. É uma coisa que é muito dolorosa e que na maior parte das vezes as pessoas estão num período de luta para que a amizade se mantenha e por motivos X ou Y, não dá. E tu terminaste uma relação de amizade que dadas várias vicissitudes e dado o teu empenhamento, para dizer mais uma palavra adaptada do TikTok.
Do PT-BR.
PT-BR para o PT-PT. O teu empenhamento, tu sofreste muito com o fim dessa relação de amizade e deste tudo o que conseguias para que a comunicação e a amizade continuassem e não continuou. E essa fase foi muito complicada, porque tu andavas muito triste e abatida com isso.
Mas agora tenho um glow. Agora estou como a Rafaela.
Respondi bem?
Acho que respondeste bem. Eu também me lembrei de uma que eu acho que, como podem ver, as fases vão e vêm, não é?
Claro, são alturas.
Eu lembro-me de uma altura em que eu estava a ganhar muito mal, quando eu saí de um emprego em que eu ganhava bem para ir para uma coisa mais criativa, que me pagava muito mal. E eu lembro-me que isso também foi um momento tenso. Não foi tensão, mas foi um momento mais difícil para nós, porque de repente não pudemos fazer tantas coisas.
Exatamente.
Para vocês terem noção, quando eu pagava a minha parte da renda da casa, ficava com metade do meu ordenado. Na altura. E isso era supercomplicado e nós tentamos e acho que safámo-nos bem dentro do possível. E eu acho que, apesar de tudo, respondendo à questão de como é que superamos, no caso das questões financeiras, acho que é sempre a questão de sentarmos e perceber o que é que nós podemos fazer, o que é que nós não podemos fazer.
E falar de dinheiro.
Exatamente. E falar de dinheiro.
Dinheiro não pode ser um problema nos casais, mesmo que vocês tenham uma conta conjunta, uma conta cada um, sete contas cada um, não interessa, mas falem. Falem, porque há muita mágoa, há muita noção de insegurança e de pequenez. Há muitas dinâmicas de poder que ficam esquisitas nas relações quando uma pessoa ganha muito mais do que a outra. E às vezes uma pessoa tem que se impor e dizer: "Olha, eu não estou a ganhar tanto, mas eu não sou inferior por causa disso. E eu queria pagar isto, quero pagar aquilo e não posso ir a isso porque não tenho dinheiro. E não quero que tu continues a pagar porque tu tens e eu não tenho." As pessoas têm que se impor nos seus espaços.
Sim, que é difícil. Ainda por cima no meu caso, que era eu vinha de ganhar relativamente bem para o que fazia e de repente passo a ganhar menos um terço para aí do meu ordenado.
Sem dúvida nenhuma.
Mas foi uma decisão consciente dos dois. Conversada.
E reparem que de três histórias que falámos aqui de alturas mais complicadas da relação.
Sempre eu, claro.
O problema é sempre a Rita.
Queria só falar da outra questão, de eu trazer muitas questões de trabalho, ou trazer muitas questões de luto, dessa amizade que eu tive que fazer, que foi uma coisa que me consumiu muito. Acho que há uma coisa que é importante nestes casos, que é a outra pessoa deixar ir até certo ponto, mas fazer uma coisa que tu fizeste comigo e que os meus amigos fizeram comigo nessa altura, que é dizer: "Já chega. Já chega. Já chega. Já só estás numa fase em que só estás a chover no molhado e a queixar-te de coisas. Já fizeste o que podias fazer? Não? Então faz."
Olha, sem dizer nomes, porque acho que não vale a pena dizer nomes. Nós somos amigos de um casal em que ele teve que dizer à namorada: "Parem de falar desse tema, porque esse tema já não tem nada novo, vocês só estão a se esfurdar na merda e isso já só é mau. Essa energia, vocês estão só a reviver, e se vocês ficam presas nisso, isso já não é bom."
É isso que mata muitas vezes as relações. É uma pessoa não dizer acabou e a outra não ouvir esse acabou.
Eu respeito-te, eu estou cá para ti, mas eu acho que tu tens que parar de pensar nisso.
A partir deste momento eu já não consigo ajudar-te como estou a ajudar.
Completamente.
Ou tu fazes qualquer coisa ou... Portanto, acho que é isso.
Bom input.
Como é que o Gui conseguiu parar de roer as unhas? Que essa também foi uma fase muito difícil da nossa relação.
Foi sim, senhora. Olha, eu consigo dizer-te exatamente quando é que eu consegui parar de roer as unhas. Já que estamos no episódio mais emocional, eu posso falar disto, acho que não tem mal nenhum. Eu sempre roí as unhas desde pequeno. Sempre me lembro de mim a roer as unhas, tanto que as minhas unhas são redondas por causa disso, porque já cresceram desde muito cedo a irem à boca e ficam em leque, em vez de serem direitas como as unhas das pessoas normais. E houve uma altura em que eu estava a começar a conseguir parar de roer as unhas e parei de roer as unhas, ou estava a melhorar, e o meu pai faleceu. E quando o meu pai faleceu, eu voltei a roer as unhas. Não é preciso ter um curso de terapia para perceber.
Exato.
E só muito mais recentemente é que eu parei de roer as unhas e eu consigo explicar exatamente como é que eu parei, mesmo de um dia para o outro, como aquelas pessoas dizem que pararam de fumar de um dia para o outro. Por quê? Porque tive uma conversa com a minha cunhada, com a Sara, que apercebi-me do nojo que é levar as unhas à boca. Vocês pensem na quantidade de sítios que vocês tocam.
Ainda assim continuas a pôr lá a boquinha para roer as peles, e é a mesma coisa.
Agora, na verdade, eu tiro as peles com as outras unhas.
Sim, mas vais no carro e vais com as mãozinhas à boca.
Às vezes sim, às vezes ainda fujo lá porque é um tique e eu não controlo, mas parei de roer as unhas porque me apercebi do nojo que é. Vocês pensem no vosso dia, agora para trás, o que vocês fizeram até chegarem a este momento em que me estão a ouvir. E pensem em todos os sítios onde vocês tocaram com as vossas mãos. E agora imaginem pôr isso na boca. Foi com nojo. A resposta a esta pergunta é: foi tendo nojo das minhas próprias mãos. E eu parei de roer as unhas.
Pronto. Tenham mais nojo de vocês próprios.
Atenção, eu acho que isso é uma coisa para levarmos para a vida. Tenham mais nojo de vocês próprios.
Exatamente. Melhor e-mail que já tiveram e em que ficaram a remoer durante dias.
Olha, eu acho que a melhor história da história do terapia de casal é quando nós descobrimos aqui, através de um e-mail e de uma pessoa que ouviu e disse: "Isto também me aconteceu." E de repente espalhou-se e nós descobrimos várias raparigas que tinham sido todas abordadas por um rapaz, que era violinista, e que queria Que as raparigas com quem ela andava a ir a dates se envolvessem com o pai dele, porque ele ia aos dates e elogiava o tamanho da pila do pai e dizia que o pai era excelente na cama. Era uma coisa estranhíssima, que 90% das raparigas fugiam daquela história. E nós descobrimos esse esquema.
E depois até houve pessoas a falar disso em fóruns, a dizer: "Soube esta história num podcast".
Exatamente. Portanto, foi uma coisa que nós falámos aqui. Lemos uma mensagem de uma rapariga que tinha ido num date com ele. Nós nunca dissemos o nome, só dissemos que ele era violinista e por esse pormenor, mais raparigas descobriram.
Nós pedimos fotos e cruzamos e percebemos que era.
Cruzamos, descobrimos e era sempre o mesmo cara. E era o violinista que queria muito que os dates dele fossem para a cama com o pai dele.
Temos tempo para mais um?
Rita, nós vamos de férias. Tens tempo para o que tu quiseres.
Então, pretendem mudar de casa?
A Rita sim, eu para já não.
Pronto.
A resposta rápida é esta.
Eu adorava mudar de casa.
A Rita está um bocado cansada do sítio onde nós moramos e da zona onde nós moramos, apesar de estarmos muito melhor do que alguma vez estivemos enquanto casal na nossa vida familiar. A Rita quer dar um step up para ir para outro sítio, para ir para outra casa. Eu, para já, ainda acho que nós não temos nem capacidade financeira, nem margem para fazer uma coisa dessas e acho que para já ainda vamos ficar mais uns tempos nesta casa. Mas também tenho vontade de ir para outra casa.
Sendo que, uma curiosidade, quando nós mudámos para esta casa, tu também achavas que ainda não tínhamos essa capacidade.
Sim, mas por ignorância de como funcionam os contratos de arrendamento. Eu estava mais encostado ao fato de que nós agora temos que esperar que isto acabe. E na verdade, nós podemos sair quando quisermos.
Mas em geral, tu és mais encostado do que eu.
Sem dúvida, absolutamente nenhuma.
Conformas-te mais.
Sem dúvida nenhuma.
Mais acomodado.
Sim, quando eu acho, "olha que gira, a Rita acabou aqui de decorar a nossa sala, a nossa sala está tão gira, ela tem aqui umas ideias giras". Tu entras e dizes: "Quero mudar este lado". Eu já: "Eu nem tive tempo para aproveitar".
Porque há muito tempo que não mudo grande coisa.
Tu agora queres fazer obras na casa de banho.
Pois quero, é verdade.
Há muito tempo que não mudo grande coisa. Andas a ver azulejos. Pronto, a Rita é uma máquina que está sempre em movimento, não tem mão.
É verdade, mas esta casa vai ficar tão valorizada quando nós formos embora.
Não, com ar-condicionado, com janelas novas, com o fato de nós termos morado cá.
Exato. Só isso.
Estás a brincar? Isso não valoriza uma casa.
As nossas células mortas andam aqui no ar.
Exatamente. Eu preciso que tu sejas um sucesso internacional de literatura, que vendas muitos livros. Eu quero ser thread husband. Eu ando a escrever um texto de stand-up sobre isso, que eu sou contra thread wives, mas eu quero ser um thread husband.
Vamos ver, coisas no mundo podem estar a acontecer.
Por favor, vendam mais livros, serei milionário.
Façam figas aí. Por falar nisso.
Tens mais?
Updates sobre o novo livro. Pedem as pessoas. Já não vamos ter livro novo este ano, é uma certeza que eu vos dou.
Ok.
Vamos ter possivelmente para o início do ano que vem.
Ok.
Eu tenho uma parte do livro escrito, mas o resto do ano foi-
Conta às pessoas o que aconteceu. Posso contar?
Podes.
Posso?
Podes.
Tenho liberdade? Ok. A Rita já adiantou parte do livro. Não sei se queres dizer porcentagens ao que escreveste.
Um terço.
Ok, escreveu um terço do livro. E depois teve uma pausa por motivos variados, parou de escrever nessa altura e agora vai retomar a escrita do seu livro. O que acontece? Ela foi reler o que escreveu. Passou aí uma tarde sossegadinha, eu estava aqui a jogar. A Rita esteve ali uma tarde sossegadinha a ler, vem ter comigo e diz-me só assim: "Estive a ler o que escrevi até agora do meu próximo livro. E gostei".
Gostei. Já não me lembrava de muitas coisas, gostei.
Ficas surpreendida com a tua própria escrita.
E deu um pica para continuar. E agora que já estive estes meses um bocadinho afastada, olho para isto e sei exatamente o que é que quero fazer. Sei exatamente para onde é que quero que esta história vá. E agora é acabar isso até o final deste ano.
Muito bem.
Pronto.
Podemos acabar com um positivo que eu acho que vai ser fofo.
Tinha uma também gira.
Então dá-lhe, vai, dá-lhe.
Que era top cinco de países que querem visitar e quais os cinco que mais gostamos de visitar.
Cinco?
Vamos dizer três, se calhar três é melhor.
Cinco é imenso. Vai, três que eu gostava de visitar. Eu gostava muito de visitar... Deixa-me pensar.
Eu tenho, eu posso, se quiseres.
Vai, dá-lhe.
Eu quero visitar a Costa Rica.
Ok.
Quero visitar o trio Vietnã, Camboja e Laos.
Ok. Pois, esse também ia dizer.
E quero visitar a Nova Zelândia. Assim de repente, é o que eu me lembro.
Então dois nós tocamos. Dois estamos aí completamente certos, porque eu também ia dizer Nova Zelândia/Austrália, eu gostava de ir aos dois, apesar da bicharada toda cá na Austrália.
É o que é.
E ia dizer esse trio Vietnã, Camboja e Laos.
Tínhamos uma grande civilização, esqueci-me agora, já dou.
E o terceiro, eu vou dizer Cabo Verde, mas Cabo Verde no sentido de eu gostava muito de ir para uma ilha desse gênero. Ou seja, a Rita normalmente não tem esse prisma nas nossas férias, mas eu sinto falta de umas férias de ir para um sítio de bangalô e praia.
Então por que nós não acrescentamos aqui um quarto país, que é a Grécia?
Mas a Grécia, pois eu lá ando, que eu também quero conhecer o país e ver ruínas, não é isso.
Nós não vemos muitas, vamos para a ilha, vamos para uma ilha grega.
Eu não vou à Grécia para não conhecer a Grécia.
Vamos para uma ilha grega. Vamos para uma ilha. Naxos, por exemplo. Estamos lá e a vida é praia.
Está bem, vou pensar. É só porque a Grécia pede-me mais porque eu quero conhecer o país e é muito interessante.
E três países que mais gostaste de conhecer.
Três países que eu gostei mais de conhecer. Japão, tanto que lá vamos voltar.
Argentina.
Gostei muito de conhecer. A Argentina, sim, gostei de conhecer, mas eu diria mais depressa Madagáscar.
Também ia estar no meu top.
É completamente diferente dos sítios a que nós fomos e que eu gostei muito de conhecer. E vou dizer também Cuba.
Ok, eu ponho a Argentina no lugar de Cuba.
Eu gostei da Argentina, mas...
Eu gostei muito da Argentina porque nós fomos para a Patagónia e a Patagónia é um universo completamente à parte. Vamos terminar então com um...
Qual é o momento em que tiveram mais orgulho um do outro?
Olha, já tive muito orgulho de ti, sobretudo quando estás calado, mas foi agora quando fizeste o Tivoli
No Tivoli?
No dia em que fizeste o Tivoli e estava tanta gente que gosta de ti a assistir, até estou a ficar emocionada. Tive mesmo aquela cena de: é o meu amorzinho, ele está a fazer uma coisa que gosta numa sala que é incrível, que é ótima, com a sala cheia, com pessoas que só querem vê-lo a ser bom no que ele faz. Acho que estás no top of your game em termos de stand-up e foi mesmo muito orgânico.
E tem bilhetes à venda. Neste momento, na Ticketline, para a segunda volta da minha tour, que vai ter uma data em Lisboa, no Porto, Faro, Cartaxo e Aveiro.
Cartaxo aí no meio.
Não, Cartaxo é a última data de todas.
Mas eu gostei, achei graça. Aveiro, Porto, Cartaxo.
Sendo que em Lisboa é no Teatro Trindade, que é lindíssimo e é onde eu vou gravar o meu solo e preciso que as pessoas riam alto para ficar na gravação. Ainda bem que falaste disso. Eu vou dizer que tenho muito orgulho da maneira como tu, e já intuímos isso aqui, não estavas 100% feliz no teu emprego, deste um salto completamente no escuro para te tornares escritora, que era o que tu sempre quiseste fazer na tua vida. E que é uma coisa que dá muito trabalho, muita insegurança, é preciso muita força interior para largares o que tu tens e escrever um documento que sai da tua criatividade e do teu coração e entregar às pessoas e dizer: "Agora leiam isto e gostem." E a maneira como tu tens vindo a trabalhar a tua carreira como escritora, a qualidade que os teus livros têm e a receção inacreditável que as pessoas têm aos teus livros e a maneira como se relacionam e como gostam dos teus livros. Sempre que nós estamos na Feira do Livro e tu tens filas de três horas ou passamos no Continente e o teu livro está no top, sempre que esse género de coisas acontecem, eu encho-me de orgulho da escritora que tu és.
Muito obrigada, meu amorzinho.
"Terapia de Casal".
Não, calma!
Então.
O Duarte já diz tia e nós não arrancámos com isto.
Pois é.
O Duarte já diz tia.
Pois é. O sobrinho do lado da irmã da Rita já diz tia. Ele não dizia tia, dizia toi, ele não dizia tia.
E agora já diz tá, que é tia.
E agora diz tá. Eu também sou o tu, que é o tio.
Tá.
Mas agora és a tá, que é muito beto.
Tá. Ou tá.
Ou tá tá.
Pronto.
terapiadecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem aproveitar agosto para mandar todas as dúvidas, problemas, questões que vocês têm nas vossas relações, sejam elas familiares, de amizade ou amorosas. Nós estamos aqui e estaremos sempre, até nos fartarmos um do outro deste podcast, para responder às vossas questões e voltar aqui todas as segundas-feiras para falar convosco. Nós voltamos em setembro, na primeira segunda-feira de setembro, que eu agora decoro não sei qual é que é.
Talvez seja a primeira de agosto. A última de agosto, na verdade, porque 1 de setembro é terça.
E voltamos a 31 de agosto?
A alternativa é voltar a 7 de setembro. Acho que as pessoas vão ficar muito chateadas.
31 de agosto, isso não é bem férias.
Mas 31 de agosto era bom, porque a gente tinha ido ao Moche.
Falávamos do Moche, depois pelo meio vamos ver no Moche.
Falávamos da nossa viagem a Edimburgo, que vamos voltar ao Fringe 10 anos depois.
Pois é, uma pessoa mandou uma pergunta para mim que era o que vale a pena ver no Fringe este ano. Eu vou responder diretamente a essa pessoa.
Exatamente. Ou põe nos stories tudo o que nós vamos ver no Fringe, por exemplo.
Exatamente. E acho que é isto. Portanto, parem de roubar os gatos uns dos outros e ouçam "Terapia de Casal". Até setembro.
Até setembro.