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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Em Israel estão a ser contados os votos das eleições legislativas. Com 18,8% dos votos apurados, Benjamin Netanyahu segue na frente. Há ainda vários cenários em cima da mesa, diversas hipóteses de coligação que permitam chegar a uma maioria de 61 deputados no Parlamento israelita. Com cerca de 18,8% dos votos apurados, Benjamin Netanyahu está na frente. Tudo indica que a noite vai ser longa. Mesmo assim, nesta quarta-feira devem ser conhecidos apenas os resultados provisórios. Entretanto, apesar destes resultados prematuros, Gadi Eizenkot já discursou, diz que o partido fez história. A acompanhar este discurso esteve o enviado especial do Observador a Israel, João Porfírio.
Foi aqui, num pavilhão desportivo na periferia de Tel Aviv, que Gadi Eizenkot reagiu aos primeiros dados eleitorais com um discurso muito duro dirigido a Benjamin Netanyahu, embora a contagem dos votos ainda esteja a decorrer e nada esteja totalmente fechado. Eizenkot antecipou-se e reclamou, cito: "Uma vitória histórica da oposição", garantindo que a atual coligação perdeu totalmente a confiança dos israelitas. Eizenkot foi perentório. Diz que Netanyahu é agora apenas, e cito novamente: "Um primeiro-ministro de gestão", e exortou-o a aceitar, cito novamente: "O voto de nojo do eleitorado e a retirar-se finalmente da vida política". O discurso dividiu-se em três notas centrais. Primeiro, a rejeição de novas eleições, defendendo a rápida formação de um governo sionista estável. Segundo, um aviso direto às forças de segurança e à função pública, pedindo-lhes que resistam a pressões políticas e deixando recado a Netanyahu, e cito uma frase fortíssima: "Não te atrevas a usar a segurança de Israel para necessidades políticas". Por fim, terceiro, as prioridades programáticas, a unidade nacional, o desmantelamento do Hamas e a aprovação de uma lei de serviço militar universal.
O editor de fotografia do Observador, João Porfírio, que está em Israel a acompanhar as eleições, aqui com o resumo das palavras de Eizenkot, que acredita que o povo israelita saiu à rua para escolher a mudança. Netanyahu também já discursou, reivindica vitória e acusa o adversário de querer fazer coligação com partidos árabes que apoiam o Hamas. Ainda muita coisa em aberto pode acompanhar todas as atualizações de resultados ao longo da noite no live blog do site do Observador. De Israel seguimos para Portugal. Não vai haver acampada à frente da Assembleia da República. A organização do protesto diz que não estão reunidas as condições para pernoitar junto ao Parlamento. Ainda se encontram a esta hora algumas, mas poucas pessoas à frente da Assembleia da República. O protesto deve desmobilizar em breve, como dá conta o jornalista Miguel Pina Andrade.
A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da Assembleia Popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Foram quase três horas de discursos, alguns mais focados nos problemas da habitação, outros com fortes críticas a Luís Montenegro e a muitos ministros do Executivo da AD. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento eram rendidos, mas destacar que fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. Apesar de não ter havido tendas propriamente montadas, houve algumas que viajaram pelos braços da maré de gente que encheu a praça. Aqui um gesto simbólico daquilo que tem sido a realidade de duas das praças mais importantes da capital e também da cidade do Porto. De dar nota também que o palco onde ao longo da tarde e da noite foram feitos os discursos, já foi entretanto desmontado, com essa desmobilização clara. Permanecem apenas agora aqui algumas centenas de pessoas. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio, está marcada para às 19h.
O retrato trazido por Miguel Pina Andrade, que esteve à frente da Assembleia da República a acompanhar este protesto pela habitação. Ao Observador, a porta-voz do protesto, Priscila Valadão, explica que a decisão de não pernoitar na rua foi tomada pela equipa de segurança da acampada e não em assembleia popular, como tem sido hábito nos últimos dias. Nas reações a esta manifestação, o Partido Socialista pede novamente ao governo que recue na lei das rendas perante um mar de gente em protesto. É esta a expressão utilizada por Eurico Brilhante Dias, que manifestou solidariedade para com os manifestantes.
Isto não é um problema policial, isto é um problema de políticas de habitação e a questão central é o custo de vida. E o Partido Socialista quer mostrar também a solidariedade com os manifestantes que pacificamente estão aqui a dizer ao governo e ao Chega que retirem a lei das rendas, a lei dos despejos. Esta solidariedade minha e de outros deputados do PS é para quem luta na rua
Eurico Brilhante Dias, aqui num registo da Agência Lusa. O líder parlamentar do PS foi um deputado socialista que se deslocou até aos manifestantes em protesto. Um protesto que aconteceu em dia de discussão, na generalidade, do Orçamento do Estado para o próximo ano. Na intervenção de abertura e depois de mais de uma semana em silêncio, o primeiro-ministro defendeu a atuação da polícia numa discussão que relegou o debate sobre o orçamento para segundo plano. Miguel Viterbo Dias.
11 dias depois do silêncio.
A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.
Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.
Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última instância.
O primeiro-ministro a responder ao Livre perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.
O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.
Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.
Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?
Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.
A resposta do primeiro-ministro. As críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polémicas.
Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.
Mas Luís Montenegro, que acusou os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado às chamadas nos últimos 10 anos, insistiu.
Espero que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.
O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polémicas dos últimos dias, num debate em que o Orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.
Miguel Viterbo Dias com os destaques do debate do Orçamento do Estado para 2027. Este foi o primeiro dia de dois dias de discussão. A votação segue também hoje, quarta-feira. A votação na generalidade acontece durante a tarde. O Banco Europeu de Investimento anunciou um reforço de € 300 milhões para apoiar o setor da habitação em Portugal. Trata-se de um empréstimo destinado principalmente ao setor privado, para apoiar a construção e reabilitação de casas. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira pela presidente do Banco Europeu de Investimento, numa cerimónia em Lisboa, que contou também com a presença do Presidente da República. António José Seguro elogia este apoio.
Os anúncios hoje aqui feitos pela senhora presidente, em particular a disponibilidade de meios de financiamento para a habitação, é uma excelente notícia. O apoio do BEI à habitação acessível pode ajudar a responder a estas dificuldades. O financiamento a longo prazo permite preparar e realizar investimentos que precisam de continuidade. A nossa responsabilidade é assegurar que essa oportunidade se concretiza, que os projetos avançam, que as casas ficam disponíveis e que as famílias encontram respostas compatíveis com os seus rendimentos.
O Presidente da República, na cerimónia dos 50 anos do Banco Europeu de Investimento em Portugal, voltou a apelar ao diálogo entre as forças partidárias para encontrar soluções para o setor da habitação. Terminamos a falar de desporto. O Sporting está na final four da Taça da Liga. Venceu esta noite o Marítimo por 2 x 1. O médio Pedro Lima bisou na estreia, titular pelo Clube de Alvalade. Já perto do fim, Adrien Butzke ainda reduziu para o Marítimo, mas o resultado não sofreu mais alterações. 2 x 1 para o Sporting, que segue em frente nesta final four da Taça da Liga. Depois do encontro, Rui Borges diz que a equipa podia ter evitado o sofrimento final.
Um 11 inicial que se calhar nunca esteve junto. É difícil, às vezes, apanhar algumas dinâmicas, mas a equipa esteve lá, competente, bastante competitiva. Percebeu rapidamente o que tinha que fazer perante uma equipa que alterou o seu sistema no jogo de hoje com o Sporting. Sabíamos também que era uma equipa que iria tentar contra-ataque, ataque rápido, que é isso que as equipas têm tentado aproveitar. Fomos conseguindo anular e acabamos por fazer um gol até numa perda de bola nossa, numa etapa de construção. É uma perda que não pode existir, mas faz parte o erro do jogo. Acabamos por acabar aqueles últimos dois minutos com um sentimento de incerteza, escusadamente.
As palavras de Rui Borges depois da vitória frente ao Marítimo. Já Michel van der Gaag, técnico dos madeirenses, diz que a equipa pecou pela falta de concentração em alguns momentos da partida.
Antes do jogo falamos sobre uma resposta, falamos da reação e acho que fizemos isto. Infelizmente, sofremos o gol um minuto antes do intervalo. Uma bola parada e os detalhes fazem diferença, porque nós não tivemos muitas oportunidades, mas tivemos oportunidades para chegar mesmo na baliza adversária e falhava o último passe. E agora, infelizmente, sofremos, como já disse, e pronto. Acho que na segunda parte tivemos uma fase muito forte e depois 2 x 0. Não foi fácil para a equipa, porque depois vão lembrar-se do último jogo contra o Guimarães.
A análise do técnico da equipa madeirense depois da derrota por 2 x 1 em Alvalade. O Sporting segue em frente para a final four da Taça da Liga. Terminamos assim este jornal das duas da manhã. Eu regresso às 14h30 para atualizar a informação em formato de síntese. Até lá.