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Olá, muito bom dia, muito boa segunda-feira, muito boa semana. Bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal".

Olá.

Calma, já te ia apresentar.

Desculpa.

Comigo está

Quem está?

Quem é que está? Guilherme Fonseca.

Olá.

Marido de quem? De Rita Danova, que sou eu.

Rita Danova, infelizmente. Olá.

Rita Danova, infelizmente, é esse o meu nome.

Exatamente.

Como é que estás, meu amor?

Por acaso podia perfeitamente ser o teu apelido, porque há muito poucas frases em que seres Rita Danova infelizmente não funciona. "Olha, eu vou jantar, mas levo a Rita Danova infelizmente".

Como é que vocês estão? Estão bem? Espero que estejam.

"O senhor é solteiro ou é casado?" "Eu sou casado há 10 anos com Rita Danova infelizmente".

Olha, os teus gatos já estão loucos, não estão a gostar nada desta conversa, ficaram logo malucos.

Eu vou propor mudar o teu apelido para infelizmente.

Já estão a pensar em divórcio e em custódia partilhada, os nossos gatos.

Pois é, já estão a ver.

Que bate aqui com a curiosidade que eu tenho para trazer esta semana.

Manda vir, Rita Danova infelizmente.

Primeiro, um beijinho ao João Henriques, que foi quem mandou o vídeo com esta curiosidade. Começam a chegar-me curiosidades das pessoas pra eu falar aqui no Terapia.

Ok.

E eu gostava de perguntar se tu estás familiarizado com a Ilha dos Faisões.

A Ilha dos Faisões. Não, eu sei que o Japão tem uma ilha dos gatos, e nós fomos a uma ilha ver pinguins.

Não, esta Ilha dos Faisões não tem faisões.

Ok. Já estou interessado.

Mas é uma ilha que existe na fronteira entre Espanha e França.

Ok.

Está mesmo no meio da fronteira. E então Espanha e França dividem essa ilha seis meses ao ano. Portanto, seis meses ao ano é de um país, outros seis meses é de outro.

Ok, custódia partilhada, como estavas a dizer.

Custódia partilhada, mas não tem habitantes sequer.

Então pra que é que eles querem?

É um pedacinho de terra que não interessa a coisa nenhuma.

Então e a língua também muda nesses seis meses?

Mas não há lá ninguém, como é que muda?

Quando vais lá.

Ah, tens de falar a língua, se calhar, sim.

Tens de falar a língua da altura desses seis meses.

Não sei se não tem uma placa a dizer: "Agora de janeiro ao final de junho, esta ilha é de França, portanto vocês têm de parler français".

Estes seis meses, francês. Próximos seis meses, espanhol. Isso é muito giro. Como é que há uma ilha no meio da fronteira entre Espanha e França, sendo que é uma região montanhosa? Tem que ser ao lado.

Não, é no meio. Está uma ilhinha no meio de um rio.

Ah, é no meio de um rio!?

Sim, claro.

Pensei que era uma ilhota.

Não, uma ilha no meio de um rio.

Ok.

Pronto.

Já entendi.

É assim.

A Ilha dos Faisões. E qual é o tamanho da Ilha dos Faisões?

A Ilha dos Faisões tem, vou te já dizer.

Ilha dos Faisões.

A Ilha dos Faisões tem 3 mil m².

3 mil m², ok. São 3 mil campos de futebol. Ainda é grande.

Tem 215 m de comprimento.

Não, m² não, isso é hectares. Desculpem lá. Retiro tudo o que eu disse, eu percebo mais de planimetria que a Rita.

Tem 215 m de comprimento e 38 m de largura.

Pois, é muito pequenino.

E diz a Wikipédia, e não há faisões.

Então por que se chama a Ilha dos Faisões? Este episódio vai ser todo sobre Ilha dos Faisões.

Antes devia ter, não é?

Alguém matou.

Vários eventos diplomáticos de monta, não sei o quê.

De importância.

Exato, sim. Pensei que de monta era uma coisa específica.

Não.

Foram realizados na ilha, sendo o principal deles a assinatura do Tratado dos Pirenéus. Foi assinado na Ilha dos Faisões.

Muito bem.

Que encerrou os conflitos entre espanhóis e franceses na Guerra dos 30 Anos.

Isso é que é uma pena terem encerrado esses conflitos, porque eu gostava quando os espanhóis e os franceses andavam à batatada e nós estávamos aqui só a beber jola e a ver.

Ah, e foi nessa ilha que a Maria Teresa da Áustria, que era filha do Filipe IV.

Estás-me a perder completamente.

Foi entregue à corte francesa pra casar. Foi lá que fizeram a troca.

Ah, foi.

Tipo, olha, toma.

Sabes os filmes de espiões, quando eles têm que trocar reféns numa ponte e tu começas a andar de um lado pro outro, começa a andar de um lado pro outro, eles cruzam-se os dois a meio.

E trocam. Exatamente, foi isso que aconteceu na Ilha dos Faisões.

Mas é muito pequenina.

Muito pequenina.

São três passos e já está.

Pronto.

Olha, muito bem. Boa curiosidade.

Boa curiosidade.

Eu gostei. Um bom início de episódio.

Obrigada, João Henriques. Falamos de custódia partilhada, que também é sempre importante. Acho que aqui está um bom exemplo de como partilhar bem bens.

Partilhar bem bens.

Partilhar bem bens.

Exatamente. Parabéns, partilhaste bens, bens.

Muito bem.

Olha, o que eu tenho a dizer? Eu gostava de começar com o tema quente desta semana, que é o facto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa continuar a ignorar-te.

Eu estou desiludida. Eu já nem sei. Sabes, eu já nem devia estar desiludida, porque eu já devia ter calibrado as minhas expectativas em relação a este homem. Como vocês sabem, infelizmente, houve a tragédia do elevador da Glória esta semana, onde faleceram 17 pessoas, já não sei quantas são. E ele estava a chuchar na sua garrafinha.

Estava a chuchar na minha garrafinha. Eu sempre que ouço falar em tragédias em que morrem pessoas.

Chuchas na garrafinha.

Eu chucho numa garrafinha.

Muito bem, ora ouçam.

Ah.

Exato.

Bem, se eu tivesse a ouvir o meu próprio podcast agora.

Entrava no podcast durante a intermitência.

Não, imediatamente. Stop, skip, mark as played, próximo.

Não, nunca mais quero este, mandar pra fogueira, nunca mais quero ver.

Unsubscribe.

E então, iria haver no fim de semana que passou a Festa do Livro de Belém, onde no ano passado, se vocês se lembram.

Havia um encontro marcado, depois ele não foi.

Havia um encontro, um date marcado entre mim e o Marcelo, ele não apareceu. Depois ele mandou uma carta que não tem nada escrita, enfim.

As pessoas acompanham este podcast, as pessoas sabem. A tua relação com o Marcelo nunca esteve tão mal.

É, e ele cancelou a Feira do Livro de Belém

E portanto, mais uma oportunidade em que tu não vais estar com o Marcelo.

Não vou estar com o Marcelo.

Vou-te dizer uma coisa, o Marcelo só é presidente até janeiro. Portanto, as hipóteses de tu e o Marcelo fazerem as pazes, reduzem-se muito simplesmente ao seguinte e eu vou dizer. Presidente Marcelo, há dois bilhetes para terapia de casal em Aveiro, há 30, se eu não estou em erro, ainda em Lisboa, há alguns no Porto, se o presidente Marcelo quiser ir ver a terapia de casal ao Porto. Onde é que há mais? Faro. Faro há bilhetes ainda.

Faro ainda há bilhetes.

Braga, a sala já está a dois terços. É assim, presidente Marcelo-

Se quiser fazer as pazes comigo é agora.

Exatamente.

É a terapia de casal. Eu fiz até o final do ano, enquanto o senhor ainda é presidente e enquanto eu ainda quero.

E eu não sei se nós já abrimos datas novas esta semana.

Não, ainda não abrimos.

Vamos ver se pode ser que haja salas novas.

Não abrimos. Hoje é dia oito. Tu não sabes, não lês o nosso WhatsApp de produção?

Zero.

Não lês.

Então não vai haver datas novas.

Não vai haver datas novas, nunca mais. Comprem estas. Epá, raio do homem, meu.

Marcelo Rebelo de Sousa, há dois bilhetes em Aveiro. Dois bilhetes.

Eu acho que o presidente Marcelo devia comprar esses dois.

E ir com o filho, porque eles estão avessos.

Às avessas. Estão de candeeias às avessas.

Estão de candeeias às avessas e o nosso espetáculo é de monta. E ele ia lá e eles faziam os dois terapia de pai e filho lá.

No nosso espetáculo.

Em Aveiro, que é uma sala muito gira chamada Estaleiro Teatral de Aveiro, que eu fiz lá o meu solo ano passado. Eu gosto muito daquela sala e era muito giro ter lá o presidente Marcelo e o filho a fazerem a terapia.

E o presidente Marcelo. Assim também mostrava que Portugal não é só Porto e Lisboa. Ia a Aveiro, levavam lá, comia uns rolos moles, que também como já deve... Não interessa. Pronto, é isto. Este é o tema quente. O presidente Marcelo, professor Marcelo Rebelo de Sousa, não quer encontrar-se comigo. Eu acho que ele até pensou: "Vou cancelar, obviamente, é uma festa, não vale a pena fazer uma festa numa altura tão triste da cidade de Lisboa."

Eu acho que ele estava só à procura de uma desculpa. Sabes quando tens um jantar marcado e é a última coisa que te apetece fazer nesse dia?

Sei.

Pronto, é esta a história.

Sei muito bem.

Nós agora estamos ao contrário, tu marcas imenso almoços, encontros e coisas e queres jantar com as pessoas e olha, vamos almoçar ali, vamos jantar ali e eu quero estar na minha casa. Nós oficialmente transformámo-nos um no outro. Eu acho que o Marcelo, infelizmente, ficou muito triste com o que aconteceu com o elevador da Glória.

Houve uma parte dele que pensou: "Boa."

Assim já não tenho que ter 40 autores irritantes no jardim da minha casa e não tenho que me cruzar com a Rita da Nova. Perfeito.

Graças a Deus.

Cancela. Quantos dias é que faltam? Três? Então são três dias de luta.

Exato. Bate nos três. Ok, é mesmo isso, então.

Três dias de luta em Lisboa, um em Portugal, porque também a Feira do Livro de Belém é em Lisboa. Portanto, um dia de luta em Portugal, três em Lisboa, que é para eu não ter que cruzar com a Rita da Nova.

E ele já tinha uma gotinha de suor a cair-lhe pelas costas desde que sabia que eu ia lá estar.

Ya. Eu começo a achar que tu és uma das gêmeas do caso das gêmeas e por isso é que ele não quer estar contigo.

Bom, seguimos. Não vou confirmar. Exatamente. Eu também tenho um tema para falar.

Let's go. Eu adoro quando tu trazes temas, porque é tão raro, Rita da Nova, infelizmente. Vai, dale aí.

Nós já tínhamos estabelecido a teoria aqui neste podcast e na nossa vida em geral, teoria essa, aliás, confirmada por Alice Fonseca, nossa sobrinha, que chamava vovô ao Guilherme.

Eu já sei o que vem aí. Acho este tema muito giro.

E é assim, eu sou efetivamente casada com um velho. Eu trago ainda mais uma prova de que eu sou casada com um velho, que é a quantidade de sono que este homem tem, não só ao longo do dia, apesar de ter dormido pelo menos oito horas durante a noite e ter bebido café e tudo mais. Portanto, a quantidade de sono que este homem tem durante o dia, que já está a tornar-se problemático. Nós estivemos agora esta semana, três dias em Paris. Dois dias e um bocadinho.

Sim, fomos a Paris ser rednecks.

Fomos ver o Post Malone, que agora é cantor country.

Agora é um cantor country. Eu adorei o concerto do Post Malone.

Nós sabemos que o Post Malone vem a Lisboa.

Espera, deixa-me afastar o microfone que vem aí a Cristina Ferreira.

A gente sabe que o Post Malone vem a Lisboa, mas não dava jeito à gente.

Não dava, fomos os dois a Paris, a Cidade do Amor, fomos passear, fomos à Shakespeare and Co. O que é que aconteceu? Fomos ser rednecks, porque tu agora fazes country line dancing. Eu gosto do Post Malone, que é só cowboyadas, é só chapéus de cowboy.

Olha, fomos uma noite de cowboyada.

Fomos uma noite de cowboyada para Paris, que é a cidade da cowboyada, toda a gente sabe.

Pronto, fomos a Paris, esse foi o nosso contexto, porque é que estávamos em Paris.

Epá, e há um dia.

Não, deixa-me contar da minha perspectiva. Nós fomos um dia, chegamos já mais ao final do dia, portanto jantámos e dormir, e tínhamos só um dia completo em Paris, que era também o dia do concerto.

Exatamente.

E pensámos: "Olha, vamos passear. Vamos acordar cedinho, passear nesta cidade, fazer coisas que nós gostamos de fazer na cidade, ver sítios que nós gostamos, etc." E houve uma altura que disse: "Olha, vamos aos Jardins do Luxemburgo, podemos comprar comidinha." Almoçamos, comprámos uns onigiris bem bons.

Umas bento boxes. Fomos comprar uma bento box, uns onigiris, um franguinho e uma saladinha. Foi excelente.

Olha, muito bom. E sentámo-nos então no Jardim do Luxemburgo, que se não conhecem, tem assim muitas cadeiras para as pessoas poderem sentar, a estarem só a aproveitar o jardim. E sentámo-nos a almoçar, almoçamos. E eu assim disse: "Olha, está tão agradável." Ainda não chovia nessa altura, porque depois choveu.

Depois choveu.

"Vou ler um bocadinho." E tu: "Está bem, vou ver aqui uns vídeos meus do YouTube."

Não, eu estava a ver Portugal a jogar a seleção no basquete.

"Pronto, eu vou ver aqui o jogo." E eu: "Ok." E de repente olho para o Guilherme e ele está a dormir.

Por acaso, há aqui uma pequena imprecisão na história. Eu vi o jogo depois de acordar da sesta. Eu acabei de comer, olhei para ti e disse: "Eu não sei se eu vou fechar aqui os olhos um bocadinho."

O que eu pensei: "Vai fechar os olhos um bocadinho, pá." Cinco minutos, nem isso.

Bati uma soneca nos Jardins do Luxemburgo, ao sol, francesa a conversar à minha volta, barriguinha cheia. Vou-te dizer uma coisa.

Sentado.

Excelente.

Não dá jeito nenhum sentado naquelas cadeiras, que são até desconfortáveis para dormir.

Não, é cadeira de ler, não é cadeira de sentar. Ou seja, era uma cadeira mais inclinada para trás. E eu, mesmo à velho, cruzei as mãozinhas em cima do peito, encostei a cabecinha, fechei os olhos, e rochei 20 minutos.

Eu sou toda a favor das sestas, mas dá mesmo a impressão que eu, pronto. "Olha, esta senhora deu o golpe do baú este velhote".

Pois é, eu senti-me mesmo velho.

Deu o golpe do baú este velhote.

Andar a pé, acabar de almoçar, encostar um bocadinho numa cadeira, dormir uma sesta ao sol em Paris. Vou-te dizer uma coisa.

Eu acho que continuamos a ter cada vez mais provas de que o Guilherme é de facto um velho.

Não, eu sou um velho, e sou um velho com muito orgulho.

Muito orgulho?

Muito orgulho. Eu não tenho vergonha nenhuma dessa sesta que eu dormi.

Claro que não tens, também já não a podes desdormir.

Não, mas podia estar envergonhado, a dizer: "Tapa-me o olho, não digas às pessoas que eu tive a dormir no jardim". Superconfiante.

Eu a tirar selfies com ele a dormir.

Podes pôr a foto, para caso podes pôr a foto se quiseres. Para divulgar este episódio, e vai estar, vão às nossas redes sociais. Mas depois ganhei uma forcinha para o concerto, que acabou tarde, era quase meia-noite. Não, 11 e tal. Olha, eu gostei.

Foi a power nap que ele precisava, mas foi a constatação. Claro. Mas é que tu ultimamente estás sempre assim. "Ai, que sono, que soneira". Tu tens dois modos. Tu tens dois modos. O modo "estou aflito para cagar". Há sempre um momento.

Em viagens, não sou anda muita pena.

Se te tiram da tua rotina.

E tu em livrarias, Rita Nova.

Já falámos aqui.

Pronto, está bem.

Mas tu estás sempre em dois modos.

É estou cheio de fome.

Três, então. Estou cheio de fome, não aguento. Há dois minutos não tinha fome, mas agora tenho, e é a pior fome que alguma vez tive na vida, se eu não comer agora, vou morrer.

É a maior fome de sempre da história, nunca ninguém teve tanta fome.

Estou aflitíssimo para cagar. Não consigo estar a ouvir o que tu estás a dizer, porque eu estou aflito para cagar.

Não, eu tenho a certeza absoluta que as pessoas que nos ouvem já estiveram aflitas para cagar ao ponto de não se conseguirem concentrar na conversa que estão a ter.

Aflito para cagar.

Tu nunca tiveste esse momento?

Mas é que eu quando tenho, estou aflita, vou e faço.

Está bem, pronto. Também eu. Agora, quando estás no meio de um jardim, por acaso não aconteceu neste jardim, mas quando estás no meio da rua a passear, não vais entrar num café e dizer assim: "Desculpe, posso usar a sua casa de banho?" E depois largar ali.

Então, não.

Desculpa. O Monte Eiffel. Eu não vou fazer isso aos restaurantes.

E depois, estou cheia de sono. E confirma aqui.

Não, mas eu sono não digo. Eu sinto, mas não digo.

Não, tu ficas: "estou com soneira".

Mas depois sentamo-nos no jardim, eu encosto-me numa cadeirinha e eu sou um homem feliz. Eu chateei-te, estava a ler.

Portanto, eu se calhar retiro o que disse. Eu não sou casada com um velho, sou casada com um bebé. Tem fome, fralda suja, sono.

É muito parecido.

Fome, fralda suja, sono.

É muito parecido.

Fome, fralda suja, sono. Por falar em bebé, tenho mais um tema.

Dá-lhe. Eu também tenho um tema. Isso, se calhar, não mandam os e-mails.

Vamos.

Mas as pessoas podem enviar para terapiadecasalpodcast@gmail.com.

Esta semana fui pela primeira vez buscar o meu sobrinho à escola, sozinha. O nosso sobrinho, Duarte.

O que está em Portugal, não a sobrinha que está em Londres.

Exatamente. Fui buscá-lo à escola. A minha irmã precisava de fazer umas coisas à tarde e fui buscá-lo à escola.

Ele tem, é importante dizer.

Oito meses.

Sim, oito meses.

E senti duas coisas.

Ok.

A primeira é que toda a gente achava que aquele bebé era meu.

Claro.

Claro, óbvio.

Veem uma senhora com um bebé...

De repente, eu tinha um bebé, que era meu.

Claro.

E eu pensei várias vezes: "Eu podia estar a roubar este bebé".

Pois. Mas isso é o erro da tua irmã de confiar em ti.

Não, certo, mas ninguém desconfiava. Se alguém visse um homem com um bebé ao colo, e houve uma altura que eu estive semiperdida, não encontrava a entrada do metro, que até houve um senhor que me ajudou. Eu pensei: se fosse um homem, semiperdido, a tentar encontrar a entrada do metro, com um bebé num sling e as coisas do bebé para as costas.

Pois, eu já percebi.

Era do género.

A imagem de uma senhora com um bebé passa sempre por mãe e filho. A imagem de um senhor com um bebé parece: "O que este homem está a fazer com este bebé?"

"O que este está a fazer com este bebé? Não encontra a entrada do metro? Está meio perdido, o que se está a passar?" Portanto, eu podia perfeitamente ter roubado aquele bebé.

Ya. Agora imagina um homem com um bebé a correr. Não é o bebé que está a correr, é um homem a correr.

Exato, com o bebé ao colo.

Com o bebé ao colo. Imediatamente, olha, este gajo está a roubar.

Não é está atrasado para o metro.

Está a gamar o bebé.

Está a gamar o bebé. Mas eu podia perfeitamente ter roubado o bebé. Perfeitamente.

Rita, eu nunca ouvi falar tanto em roubar bebés. Tu queres contar alguma coisa?

Não, eu pensei nisto. A única coisa em que eu pensei não foi: será que eu vou conseguir tomar conta do meu sobrinho até a minha irmã chegar? Não foi nada disso.

Parece que eu estou a raptar um bebé.

Ninguém está a perceber que este bebé não é meu. Ninguém está a perceber. Ninguém está atento.

Pois, já percebi.

Estamos todos confortáveis com o facto de eu estar com um bebé que não é meu.

Que não é meu.

Ok, tudo bem, certo. Portanto, senti-me assim, senti que estava a cometer um crime e a escapar completamente incólume.

Sim, és gira. Primeiro, não estavas a cometer um crime, isso é muito importante.

Não estava, mas podia estar.

Podias perfeitamente estar.

Olha, pode-se fazer, mas é proibido.

Mas é proibido. Mais uma referência ao teu grande amor.

Beijo, amor.

Eu percebo perfeitamente. Agora, não sei se é saudável da tua parte. Tu estás a passear com o teu sobrinho e o teu pensamento ser: "E se eu roubasse um bebé?"

Não é e se eu roubasse, é eu podia estar a roubar.

Há um mundo de possibilidade de bebés que eu podia estar a roubar.

E que eu ia ser a melhor a roubar bebés.

Pois.

Então se fossem bebés como o meu sobrinho, que vai com qualquer pessoa. Depois também estou a pensar aqui que se calhar tem de haver aqui uma técnica. Tu tens de observar o bebé antes para perceber, este é um bebé que eu roubo facilmente porque não chora.

É verdade. O Duarte, o nosso sobrinho, é de facto um bebé muito roubável.

Mas repara, ele chorou no metro.

Pois, ele aceitou.

Ele chorou no metro e ninguém achou que eu estava a roubar.

Pois.

Ninguém achou: "Esta pessoa não é a mãe da criança".

Pois, já percebi.

Portanto, mesmo com bebês que choram, eu posso só dizer: "São os dentes".

Ya, pois. Não, desculpa.

"Olha, nasceu os dentes."

"É que ele tem que dar mama."

"Está com fome, tem de dar mama."

"Tem que dar mama, não queria dar aqui. Desculpa lá, ele está aqui a chorar". E as pessoas são sempre: "Coitadinho".

"Coitadinho, bebé".

"Uma mãe guerreira".

Exato. Portanto, há mercado de roubo de bebês, eu acho.

Ok. Queres começar tu esse negócio?

Não. Eu estou bem. Até porque não me dava jeito, onde é que eu os ponho?

Pois, isso também é uma grande questão.

Esta casa também já está muito populada de seres vivos.

Sim, e um bebê é bastante mais barulhento do que quatro gatos.

Exatamente. Não, estou só a dizer.

Rouba só pelo prazer de roubar, depois devolve.

Depois devolve. Olhe.

Voltas atrás na loja e diz: "Olhe, desculpe lá".

Se não estivesse atento... Pronto.

Eu queria fazer um jogo contigo.

Vamos.

Eu reparei que todas as pessoas estão no Instagram a fazer a mesma brincadeira agora, que é

A fingir que são felizes.

A fingir que são felizes. Não, mas essa brincadeira já vem de trás. A brincadeira é a seguinte: pareço uma pessoa normal, mas, e é um carrossel em que vais para a segunda e é a palavra que tu dizes mais vezes no WhatsApp. Agora toda a gente está a fazer isso, muito giro, as pessoas estão a fazer isso. Eu quero fazer uma pequena subversão disso e quero fazer assim: vamos os dois dizer que palavra é que nós achamos que já dissemos mais vezes um ao outro no WhatsApp.

Um ao outro?

Um ao outro. Vamos à nossa conversa e vamos ver quantas incidências é que aparece essa palavra. Quem tiver mais, ganha.

Ok. Eu acho que a palavra que eu te disse mais foi amorzinho.

Excelente jogada.

Excelente jogada.

Eu vou abrir, mas é que depois também tenho os meus amorzinhos, mas vamos ver.

Pois, mas também terias...

Ok, amorzinho.

Mas tu não tens tudo na nossa conversa. Eu tenho. Não tudo, mas eu acho que tenho mais.

Não, eu no WhatsApp eu tenho desde sempre, nunca apaguei.

Ok, então tu tens mais.

Há 1535 incidências de amorzinho.

Ok.

Sendo que algumas são minhas. Vamos arredondar e vamos dizer 1200. Vamos dizer que 300 sou eu a dizer.

Ok.

Essa é excelente.

70, 900.

Essa é excelente. O que é que pode ser mais do que amorzinho? Porra, muito bem jogado, Rita da Nova. 1200 para ti. Tem que ser uma palavra que tenha sido dita mais de 1200.

Mas não pode ser tipo olá, nem que.

Jantar.

Jantar. Jantar é bom.

Jantar. Pus jantar. Rita da Nova. Jantar há 1998. Mesmo que tiremos 500 que foste tu a dizer, mas eu falo mais no jantar do que tu.

Sim.

São, vou dizer, 1400, 1500.

Ganhaste.

Ganhei. Este vai ser giro.

É giro.

Queres dar uma segunda ronda?

Eu pensei que podia ser assim mais para ti, que não ia ser mais do que isso, mas era fome.

Pois, fome também é boa.

Fome.

Deixa eu ver quantas vezes é que eu disse fome. 374.

Pois.

Menos.

Menos.

Eu digo muito: "Olha". 2128 de olha.

Mas olha, pode estar incluído em frase, é um bocadinho diferente.

Pois.

Também pensei que podia dizer: "Estou-me a passar".

Estou-me a passar. Deixa ver quantas vezes é que já disseste. 24.

Não.

Já me estou a passar. Estou-me a passar. 23, bastante. Já me estou a passar, burra do caralho. Sobre uma discussão que estava a ter com alguém no Airbnb, eu nem vou ler. Estou-me a passar, diz ela depois de se rir. Já me estou a passar. Muito divertido.

Estou-me a passar é a minha expressão.

Estou-me a passar. Estou-me a passar é muito divertido. Tens 24 incidências de estou-me a passar.

E tem sempre um contexto engraçado.

Ya, tem sempre a ver com uma história. Muito giro. Estou-me a passar é bom. Então que expressão é que tu achas que eu também diria muitas vezes?

Tu dizes muito, mas eu acho que é mais a falar. Tu dizes muito puta da cona, mas é a falar.

Pois, é puta da cona, eu digo muitas vezes.

Desculpem crianças que estão desse lado.

Pois.

Era isso ou serem roubadas por mim.

Exatamente. O que é que preferem? Ouvir-me a dizer palavrão ou serem roubadas pela Rita? Os vossos tios favoritos.

Adoramo-vos.

Não há assim bem expressões que eu use muito, ou não?

Acho que não. Eu, o estou-me a passar é, bué.

Pois.

Ou então já estou passada.

Já estou passada.

Ou estou passada.

Agora estou a escrever, não estou à procura.

Boa.

Assim é mais complicado fazer este jogo. Já estou passada. Só tens quatro.

Então não. Então estou-me a passar é mais.

Estou passada já. Está aqui uma tua. Tu estás sempre irritadíssima no WhatsApp. Tudo o que sejam palavras de irritação.

São minhas.

Ya. Qual foi a que tu disseste antes de estou-me a passar?

Estou-me a passar.

Estou-me a passar. Depois divirges. Quando acabarmos de gravar, depois divirges. O estou-me a passar é hilariante a quantidade de vezes que tu tens na nossa conversa.

Estou-me a passar.

Pronto, lembrei-me disto porque via as pessoas a fazer aquilo e acho que era mais giro ser uma dinâmica de terapia de casal de palavra que nós adivinhávamos que já tínhamos dito mais.

Muito engraçado.

Acho que é isto. Queres ir a um e-mail?

Quero, vamos a um e-mail. Vamos ao do Bumble.

Vamos ao do Bumble.

Da Bumble, do Bumble, já não me lembro.

Vamos descobrir agora quando lermos. Agora, o que eu vou dizer: é a Bumble. Vocês podem continuar a enviar as vossas dúvidas, questões e problemas que tenham na vossa relação para @terapiadecasalpodcast @gmail.com. Vocês sabem que nós somos sempre a favor do anonimato e que nós nunca dizemos o vosso nome.

Nunca.

Lemos o vosso e-mail aqui, expomos às vezes casos gravíssimos de assédio, como aquele caso daquele senhor violinista que queria que as mulheres fossem para a cama com o seu próprio pai.

É verdade.

Já tivemos um grande historial de boas histórias aqui, mas se vocês tiverem dúvidas na vossa relação, seja amorosa, seja familiar, seja de amizade, nós respondemos aqui no Terapia de Casal aos vossos problemas. Portanto, Rita da Nova vai ler um e-mail da Bumble chamado "A culpa é do Tinder".

É culpa do Tinder. "Olá, Rita e Guilherme, já sou fã assídua vossa desde a pandemia". Eu ia ler desde pequenina.

Pequenina é melhor não, senão a Rita rapta-te.

"Desde já peço anonimato porque temo. Trago-vos uma situação digna de novela da TVI. Resumindo o máximo que posso. Estive três anos num relacionamento com um rapaz considerado green flag, bonito, romântico, culto e não votava no Chega. Tudo perfeito na teoria e na prática também. Tínhamos ambos a ideia do para sempre, porém, sentia que faltava qualquer coisa, especialmente na questão íntima. A verdade é que nunca me senti satisfeita. Cheguei a dar até várias vezes desculpas só para não ter sexo com ele. Anyway, ignorei isso."

Mas espera, então deixa-me só fazer aqui uma questão. É que não é uma questão de falta de vontade, era uma questão de ele não ser-

Não a satisfazer.

Ele não a satisfazia.

Enquanto ela nem ia.

E ela às vezes nem lhe apetecia porque já sabia que ia ficar pela metade.

Para ficar com fome, não vou ao restaurante.

Exatamente.

Anyway, ignorei isso durante muito tempo.

Ficaste orgulhosa do que disseste agora, não ficaste?

Como em casa. Anyway, ignorei isso durante muito tempo. Afinal, dávamo-nos superbém. Sempre fui aberta sobre ser bissexual. Até lhe dizia na altura que achava que tinha mais inclinação para homens, até porque nunca tinha namorado com uma rapariga.

Ok.

Mas sempre foi uma coisa aberta.

Ela sentia que havia ali uma bissexualidade.

Não, não sentia, havia.

Sim.

Até que numa fase de autodescoberta, mais tédio, mais insatisfação sexual, instalei o Tinder. Julguem-me forte, foi inclusive tema de terapia.

Sim, senhora.

E pronto, conheci uma rapariga que me prendeu mesmo a atenção. Foi um mês de troca de mensagens, cinco encontros e um beijo no último encontro, que me fez questionar a minha orientação sexual por completo.

Ok.

Entrei em pânico, dei ghost durante duas semanas e comecei a pensar: "E se afinal nem gosto assim tanto de rapazes como achava e é só por isso que não me sentia satisfeita sexualmente com ele?"

Eu não sei se nós estamos a responder à nossa própria pergunta.

Quando entrei na faculdade, fui colocada numa outra cidade, voltei a falar com ela, mas acabei tudo com a desculpa da distância.

Ok.

A verdade é que além de estar a apaixonar-me forte por ela, estava cheia de culpa por ter feito isto às escondidas do meu namorado.

Percebo perfeitamente.

Achei que ignorar tudo ia resolver, podia voltar tudo ao normal como se nada tivesse acontecido, porque realmente não queria perder a relação estável que tinha. Spoiler alert, não resolveu. Passados uns meses, devido à culpa constante, acabei também por terminar com o meu namorado, sem nunca contar nada. Foi demasiado pacífico, ele continuou green flag até ao fim, fiquei aliviada momentaneamente.

Ok.

Passaram-se dois anos e ainda penso nela quase todos os dias.

Ok.

Quando penso nele, é sempre aquele pensamento do: "E se não tivesse instalado a merda do Tinder, podia estar feliz nesta altura, tínhamos um apartamento, dois gatos e não tinha tido uma crise existencial, que por detalhe ainda não resolvi". Portanto, a pergunta que vos faço é, na verdade, são três: aceito que fiz merda, sigo com a minha vida e deixo o carma chegar até mim um dia por ter feito mal a ambos? Tento resolver as coisas com o meu ex, ele ainda está solteiro, ou mando mensagem à rapariga do nada passados dois anos, tipo: "Hey, lembras-te de mim? Ainda existo, queres tentar de novo?" A verdade é que ainda estou muito presa ao passado. Nestes dois anos desinstalei o maldito Tinder, não estive com ninguém, nem me permiti apaixonar por ninguém, porque sinto que tenho assuntos que ficaram mal resolvidos. Ajudem-me, num mundo ideal cria os dois ao mesmo tempo. Obrigada e desculpem pelo e-mail longo.

Se ele é tão green flag, há a possibilidade de ele aceitar os dois ao mesmo tempo. Este gajo pode ser a maior green flag do mundo.

E dizer: "Queres um trisal?"

"Queres um trisal?" E eu não sei se ele não merecia também, que os gajos green flag merecem às vezes aventuras sexuais com duas mulheres.

Exatamente.

Estou só a dizer.

Não, eu estava a falar até numa lógica de relação mesmo.

Sim, mas há aqui várias partes, porque eu acho que a resposta é a D, none of the above.

Exatamente.

Por quê? Porque eu acho que tu não queres voltar para o rapaz, porque claramente era uma relação em que tu não estavas satisfeita. Segundo, eu acho que tu só estás a pensar nessa rapariga, porque ela te abriu a porta para um mundo.

Ora, nem mais.

Ela foi o teu primeiro contacto com o universo onde tu podes explorar e não exploras. Por isso é que ela te parece mais interessante. Tu estás a pessoalizar nesta rapariga a tua bissexualidade e o que tu descobriste.

Não, ou até o facto de poder não ser bissexual, poderes ser uma mulher lésbica.

Exatamente. Sendo que ela também tem atração por homens. Tinha era também atração por mulheres e nunca tinha explorado.

Sim, mas o que ela diz é que esta rapariga fê-la mesmo confrontar-se com o facto de que se calhar estava errada em relação à sua sexualidade. Ela achava que era bissexual, que se calhar é lésbica.

Exatamente.

Pronto.

A minha opinião, e depois dás a tua, por passos: não, eu acho que tu não deves voltar para o teu ex-namorado só porque era uma coisa segura e tu gostavas dele. Ser só uma coisa consistente e básica, e que é os mínimos garantidos, não é a felicidade que tu mereces. E se não eras feliz antes, não vais ser a seguir. É a minha opinião. Segundo, eu acho que não deves voltar para esta rapariga, porque as coisas não funcionaram, tu própria arranjaste desculpas para não funcionar, a distância não ajudou. Portanto, eu acho que não é necessariamente esta rapariga que tu estás a pensar. O que tu estás a pensar é nos sentimentos que tiveste por uma rapariga.

Exatamente.

Portanto, terceiro, none of the above. O que eu acho que tu tens de fazer é procurar dates, relações sexuais, procurar satisfazer-te de uma maneira que com uma relação com um homem nunca te conseguiste satisfazer, com mulheres. Portanto, vai a dates. Experimenta coisas, põe dedo aqui, tira dedo dali. Vai experimentar o teu corpo e vai experimentar a tua sexualidade como mulher bissexual/lésbica. E sê, não safadona, mas saficadona.

Esse saficadona é muito bom. É uma lésbica que vai à Mercadona.

É uma lésbica que vai, é uma saficadona.

Concordo com tudo o que disseste e até acho que, neste momento, a opção de ir falar com ela e dizer: "Olha, lembras-te de mim? Há dois anos andámos enroladas". Eu acho que se tu quiseres abrir essa porta, tem de ser numa lógica de não voltar, mas falares e dizeres o que é que aconteceu.

Contar a história?

Contar a história.

Mas nesse caso, por que também não conta a história ao rapaz?

Também pode ser. Eu acho que sim.

Mas que necessidade é que há de estar a misturar?

Para ela própria.

Por uma questão de consciência, de se sentir bem?

Por uma questão de: "Olha, eu preciso de contar o que aconteceu, preciso de desabafar, preciso de encerrar este capítulo".

Tem de ser honesta. E tu não achas que ela não vai confundir se ela for falar com o ex-namorado e for contar a história, está num momento de intimidade, ele é green flag, vai compreender, vai dizer: "Sim, senhora, eu estou agradecido de teres falado comigo" e de repente...

Posso acabar? Eu acho que a ir falar com qualquer uma destas duas pessoas é neste sentido, de ela fechar o capítulo na vida dela, ser honesta com as pessoas para poder ser também honesta com ela própria e partir para novas relações, para se explorar, para explorar o mundo, explorar o que ela quiser.

Para tomar banho de móis gatinhos.

Não, beber leite de móis gatinhos.

Beber leite de móis gatinhos.

De consciência tranquila.

Ok.

Porque o que eu sinto é que ela até pode agora tentar apagar tudo isto que está para trás e ir conhecer pessoas novas, mas ela vai estar sempre com o "eu fiz merda". Portanto, das duas, três, ou ela fica em paz com o facto de ter feito merda, percebe que não há nada que podia ter feito agora de diferente e segue a sua vida ou antes de seguir a sua vida, é honesta com estas duas pessoas.

E eu sou da escola, há coisas que não vale a pena estares a dizer porque só vai magoar. Eu não sei se ignorance is bliss no caso desse rapaz.

Exatamente.

Para que é que vais estar a dizer que na altura beijaste uma mulher quando é uma coisa que é indiferente para o fim da vossa relação?

Eu só estou a propor isto caso ela de facto sinta que não consegue evoluir, não consegue seguir em frente porque tem este peso. Portanto, eu acho que o primeiro passo, ainda antes de ela ir conhecer outras pessoas, é fazer as pazes com este peso, seja isso o que for. Seja falar ou não falar.

Percebo perfeitamente.

Tem de fazer as pazes com este peso.

Agora, o que eu acho é que tu disseste-

Todos nós fazemos coisas erradas.

Exatamente.

Ninguém é perfeito.

A Rita imensas, eu algumas. Isso é normal.

Eu roubei uma criança esta semana.

Exatamente.

Eu roubei um bebé esta semana. Todos fazemos coisas erradas, está tudo bem. O primeiro passo é admitir e seguir em frente.

Exatamente. Eu não tenho mais grande coisa a dizer a seguir a isso. terapiadecasalpodcast@gmail.com. Nós voltamos para a semana. Guilherme Fonseca e Rita Danova, infelizmente.

Exatamente. E talvez um bebé, quem sabe?