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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.
Portanto, misógino, como assim? Por culparem basicamente a Meghan pela saída deles no Reino Unido, não é correto isso.
É basicamente por aí. Esta ideia foi proferida durante um painel de debate intitulado "A Máquina de Mentiras da Internet", organizado pela revista norte-americana Wired, onde Harry explicou que o termo Megxit foi criado por um troll, amplificado por correspondentes que escrevem sobre a família real e foi crescendo até chegar aos meios de comunicação mainstream. Harry vê nesta expressão, neste termo, uma tentativa de visar, ferir e imputar a responsabilidade de todo o processo à mulher.
Por acaso não sei. A mim parece-me que é claramente um termo que indica que quem manda no casal é ela.
Que veste as calças.
Exatamente. Enfim, vamos seguir em frente. Portanto, no fundo, acabaram os dois a ser alvo de críticas duras com tudo o que se tem passado. Não foi só a Meghan.
Não, não foi só a Meghan, aliás, foram ambos. E ele falou precisamente dessas críticas e do discurso de ódio de que foram e têm sido alvo. O príncipe Harry referiu-se ainda a um estudo divulgado no mês passado por uma empresa de análise de redes sociais que estimava que 70% do conteúdo de ódio e desinformação que o visavam a ele e a Meghan nas redes sociais tinham origem em apenas 83 contas criadas no Twitter. E lá está, Harry vai criticar os jornalistas britânicos que alimentavam esta máquina, alimentavam-se destas contas e amplificavam mentiras, que eram tidas como verdades, supostamente, dizendo que a desinformação é então uma crise global e humanitária. O príncipe lembrou ainda a história da sua mãe, Diana, e a forma como a progenitora foi perseguida pelos paparazzi, pelos tabloides britânicos, estabelecendo aqui um termo de comparação com o que se poderá estar a passar também com Meghan, e disse o seguinte: "Perdi a minha mãe para esta raiva que se autoproduz e obviamente estou determinado a não perder a mãe dos meus filhos para isto."
Está bem, está a marcar a sua posição. Força aí, Harry. Seguimos em frente. No humor de hoje está Paul Rudd. Então, o que se passa com Paul Rudd?
O ator de 52 anos, que já interpretou um bocadinho de tudo no grande ecrã, de galã a herói, foi considerado o homem mais sexy do mundo.
A sério?
É verdade. A votação anual é levada a cabo pela-
Este pódio, Nelson.
Não, não era o Will Smith antes?
É uma surpresa. Todos os anos é um novo. Exatamente. É esta votação anual, já desde 85, acho eu, que é levada a cabo pela revista People, e o grande vencedor foi revelado esta terça-feira à noite no The Late Show do Stephen Colbert, onde o apresentador submeteu o ator a testes de sensualidade antes de anunciar o resultado.
Testes de sensualidade, como assim? Para saber se estava à altura deste título agora atribuído?
Exatamente. Colbert submeteu Paul Rudd a uma série de testes que incluíam exame físico e sessões de fotos do ator vestido como trabalhador da construção civil e de monge, isto para mostrar se ele era capaz de parecer sexy com qualquer trapinho. E depois destes testes, Paul Rudd acabou por ser revelado como o homem mais sexy do mundo, com direito a uma coroa, flores e até uma daquelas faixas dos concursos de beleza. O ator, que participou em séries como Clueless ou Friends, disse que a partir de agora vai mandar fazer uns cartões de visita para enviar às pessoas com o novo título, e que espera ser convidado para alguns daqueles jantares de pessoas sexies como o George Clooney, o Brad Pitt ou o Michael B. Jordan, que já ganharam este mesmo prêmio noutros anos.
Primeiro, acho que isto é uma notícia surpreendente, não o estava a ver a ganhar um prêmio destes, mas é uma boa notícia para o Tiago Dóris, porque os humoristas estão a chegar lá.
Pensei que era os feios. Agora tenho só que esperar pelo feio.
Não, a maioria dos papéis dele até são assim, a brincar com ele próprio.
É um bocadinho.
Aqueles filmes dele sempre muito autodepreciativos, com as namoradas, aqueles que normalmente no Chiado Terraça, ao domingo à tarde.
Com "Cock 尾 ", uma vida de fim de tarde.
Sim. Ora bem, vamos ao frio. No frio está hoje Bella Hadid. O que é que se passa com Bella Hadid?
A modelo é uma das muitas celebridades que se veio expor também para falar sobre saúde mental. Bella Hadid publicou um rol de fotografias no seu Instagram, onde se mostra a chorar e mergulhada nessa sua fragilidade, e apelou a todos os que se sentem sozinhos nesta luta contra a ansiedade para não se sentirem sós e que mesmo pessoas conhecidas, como é o caso dela, também sofrem e é preciso admitir isso publicamente.
No fundo, vem admitir que a vida não são só as redes sociais e aquilo que se mostra nas redes sociais, não é?
Fundamentalmente, é isso que ela diz numa longa publicação. Além das selfies partilhadas em lágrimas, a modelo de 25 anos partilhou também um vídeo de Willow Smith, onde a cantora fala precisamente sobre saúde mental e sobre o facto de muita gente pensar que não é suficientemente boa na sua arte. Isto porque as pessoas podem se sentir perdidas e confusas, mas aqui a modelo refere que não é bom tentar encobrir essa ansiedade com uma vida falsa publicada na internet.
Esta Willow Smith é...
É filha do Will Smith.
Will Smith.
É cantora, não é?
É. São todos artistas, é uma família de artistas.
Temos que recorrer ao Google muitas vezes aqui durante o Termômetro. Aliás, eu estava a ver aqui no nosso texto a Judite França a selecionar o nome Willow Smith, e eu: "Aí vai, mais um Google."
Desmascararam-te, Judite.
Foi bom.
Eu faço isto constantemente.
Eu faço muito. Agora que eu estou a ver, vocês também veem, isto está a acontecer.
Com certeza.
Ok, estou a tentar ser mais discreto.
É a magia da rádio.
Estava em direto. Exatamente.
Muito bom.
Estou a ouvir falar de uma pessoa que não conheço, que é a Willow Smith. As outras vi a cara, no caso da Willow Smith, não me é familiar.
Olhou a fazer a Bella Hadid.
Tem que pôr imagens na cara.
Não sabes quem é a Bella Hadid? Confundo com a irmã. Ela tem uma irmã.
É a Gigi, que esteve agora envolvida nesta polêmica com o Zayn, com o seu namorado, que bateu na sogra.
Ai, há duas.
Há duas. São as duas modelos. São as duas irmãs e duas modelos.
Ó Francisca, mas calma.
Quem que bateu na sogra?
Sim, bateu na sogra.
Foi o Malik.
O Malik, exatamente.
Não o cão do Tiago Dóris, o Zayn.
Coitado, meu cãozinho, o Malik.
Que horror, ela está aqui a chorar, coitada.
Está a chorar? Desculpem, eu só queria relembrar o Jorge Jesus. Onde é que nós íamos?
Ótima referência.
Eu ia perguntar à Francisca, antes de vocês darem cabo da rubrica, se esta jovem já tem historial de depressão ou é uma coisa recente.
Já, já tem. Por acaso ela já tem, e ela contou que já lida com estes problemas de ansiedade há anos e passou já até por vários burnouts. Recentemente, diz que teve algumas recaídas, que foi o que a levaram a expor novamente o seu caso publicamente. E Bella Hadid pede então a quem se sinta assim para procurar ajuda, porque eventualmente são coisas que têm tratamento e poderão melhorar. E usa a expressão até que esta montanha-russa de emoções acaba por parar se não se pagar por outra voltinha.
Bela história aqui da Bella Hadid. Está-me a relembrar da série de reportagens que temos no Observador do Labirinto, com o mais recente episódio do Hugo van der Ding, que aborda precisamente esta situação. Há já também um episódio com a Marisa Matias. Podem encontrar o Labirinto no nosso site observador.pt.
Só uma referência a isso. É obrigatório ler.
É obrigatório ler e é um formato também multimídia com vídeo.
Muito interessante.
Muito bom. Termômetro está feito quanto a hoje com a Francisca Dias Real. Obrigado pelas notícias.
Obrigada.
Bom resto de dia, Francisca.