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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Termômetro que promete amplitude, como sempre, na vasta gama das temperaturas do mundo dos famosos. Hoje junta-se a nós Francisca Dias Real, jornalista do Observador. E Francisca, vamos sem mais demoras começar pelo quente que é Sarah Jessica Parker, a atriz norte-americana.

É verdade. Olá!

Olá!

Começamos com a Sarah, porque a atriz está mesmo quase de regresso ao ecrã com o reboot "And Just Like That". Este fim de semana ficámos a saber que ela faz capa da edição de dezembro da Vogue, onde veio falar sobre alguns assuntos que a apoquentam. Um dos temas centrais dessa entrevista à revista americana foi o seu envelhecimento e como toda a gente tem uma opinião sobre isso.

E se a pessoa que envelheceu bem, digo eu, é a Sarah Jessica Parker, não é? Portanto, diria que não há razões para falatório. Mas o que diz a própria sobre o assunto?

A atriz, que está a calçar de novo os sapatos de Carrie Bradshaw para esta série que sairá em breve, começou a estar cansada da conversa misógina em torno da sua aparência e não só dela, mas também das coprotagonistas que também fizeram consigo a série "Sex and the City". Ela diz que este tipo de comentários que têm surgido nunca aconteceriam se os protagonistas da série fossem homens. Uma novidade.

É super novidade isso.

Fala repetidamente dos comentários sobre os seus cabelos brancos e conta que uma vez estava sentada ao lado do apresentador Andy Cohen, que fez duas aparições na série, e ele mesmo que tem o cabelo integralmente branco. Sarah ficou indignada, porque só surgiram comentários sobre o fato de ela ter alguns cabelos brancos e nada sobre Andy Cohen.

Presumo que esses comentários venham, sobretudo, das redes sociais.

Claro, onde tudo acontece. Sarah indignou-se porque diz que toda a gente acha que tem uma opinião e uma palavra a dizer nas redes sociais. A atriz refere ainda que os grandes críticos da internet agem como se fosse errado querer envelhecer naturalmente, como ela está a fazer e como está a aceitar, não ser perfeito. Também o produtor executivo da série, Michael Patrick King, veio dizer que quando anunciaram esta série, o "And Just Like That", houve várias pessoas a partilharem fotos das "Golden Girls", que era uma sitcom dos anos 80, que tinha, efetivamente, senhoras idosas no elenco.

Fantástica essa série!

Não se compara às protagonistas de "Sex and the City".

E vamos deixar as senhoras idosas para já, para falar de uma personagem que vai estar no morno do termômetro de hoje, mas o nome eu não arrisco a escolher.

Até a maioria das senhoras idosas já morreu.

Exatamente.

Mas tenho só a dizer que não vou pronunciar, Francisca Dias Real, o nome desta personagem, porque eu já não sei qual é.

Podemos escolher Kanye West ou Ye.

Vou optar por Kanye West, só para fazer aqui um pequeno refrão aos meus dois colegas.

Em rádio é mais difícil, não é? Depois percebemos por quem é que estamos a falar. Mas Kanye West está aqui no morno, porque parece que o rapper tem um novo romance na calha e a Page Six aponta a modelo Vinetria, espero estar a dizer bem o nome dela, como a nova namorada de West, indo assim contra os rumores que ele mesmo alimentava de que ainda estaria com Kim Kardashian. Até porque Kanye deu uma entrevista no mês passado, essa mesma entrevista foi transmitida apenas agora, onde dizia que nunca tinha visto os papéis de divórcio.

Então de onde vem?

Se calhar estava distraído. Não deve ser ele a tratar dessas coisas.

Uma coisa é certa, se calhar para Kanye West, keeping up with a Kardashian só mesmo à distância e a ver ao longe. Mas eu quero perguntar-te, Francisca, de onde é que vêm estes novos rumores de estar namorar com essa tal modelo lá. Qual é a base disto?

Pelos vistos, Kanye já andava aqui a piscar o olho a Vinetria há algum tempo. A coisa foi-se tornando séria com a modelo de apenas 22 anos, agora nas últimas semanas. Ela esteve no seu habitual espetáculo de Sunday Service, no fim de semana passado, e os dois foram fotografados já este fim de semana a assistirem a um jogo de basquetebol juntos em Minneapolis. Enquanto Kanye parece estar orientaço, surgem também rumores de que Kim Kardashian poderá estar envolvida com o comediante Pete Davidson, do Saturday Night Live.

Que é o ex-namorado de Ariana Grande.

Pronto, olha, não sei dizer. Obrigada pela informação.

Agora está bons tríades.

Há história sobre isso incrível. Há muita história. Tanta que talvez seja melhor passar para o frio desta semana, que é, Francisca, Travis Scott.

É inevitável, não é? Este assunto gélido, porque durante o fim de semana morreram oito pessoas esmagadas no festival Astroworld, depois de centenas de fãs terem corrido na direção do palco quando o rapper Travis Scott estava a atuar. A vítima mais nova tinha apenas 14 anos. Esta situação já foi ganhando contornos mais graves com os relatos que têm surgido de pessoas que foram esmagadas e que conseguiram sobreviver, outras tantas que foram para o hospital em paragem cardíaca e as que estão em cima da mesa também suspeitas de vários espetadores que foram injetados com droga naquilo que é considerado já um dos concertos mais mortíferos dos Estados Unidos.

Que horror!

Injetados com droga?

À maluca, mesmo.

De tudo. Isto é preciso aparar responsabilidades e, aliás, está a decorrer uma investigação. O próprio do cantor, este Travis Scott, já disse alguma coisa. Eu não conhecia, desculpem, não fazia ideia quem era.

E acho que há ótimas razões para não conheceres. Eu por acaso conheço, mas lá está.

Bem, obrigado.

É a nossa geração.

Eu também conheço, mas não é porque quisesse.

Não é pelas melhores razões.

Mas eu não tenho adolescentes em casa.

Claro.

O Travis Scott já fez, de facto, aqui um comunicado, logo no sábado, a dizer que estava completamente arrasado com o sucedido. Afirmou também estar a colaborar com as autoridades e agradeceu às equipas deSocorro por terem respondido prontamente. Apesar de os vídeos contrariarem um pouco essa resposta pronta que ele fala, porque as ambulâncias nem sequer conseguiam passar no meio da multidão, dos milhares de pessoas que estavam no seu concerto.

Claramente estava gente a mais para o espaço.

Exatamente. Logo aí. Também Kylie Jenner, namorada de Travis Scott, de quem está grávida, estava no concerto e fez alguns Instagram stories, apesar de estar ao longe, portanto não esteve em risco. Fez stories no local e agiu em defesa do namorado, claro, dizendo que nenhum deles tinha conhecimento de quaisquer fatalidades que estavam a acontecer durante o espetáculo. Caso contrário, nem o rapper teria continuado a atuar, nem ela teria continuado a filmar. Kylie escreveu ainda que enviava as suas mais profundas condolências às famílias durante este momento difícil das pessoas que foram vítimas desta fatalidade, de facto, e que ia rezar pela cura de todos aqueles que foram atingidos. Enfim, há muita informação contraditória.

Pois há. E uma coisa que não vai nunca deixar de espantar é este instinto de, quando acontece alguma coisa, sacar do telefone e começar a filmar.

É, não é?

Ainda para mais numa situação deste gênero, acho que não parece ser o instinto mais-

Nas stories dela viam-se as ambulâncias no meio das pessoas, como se fosse normal.

Não quer dizer que uma pessoa possa fazer alguma coisa, mas daí a filmar e ser essa a approaches.

Sirenes no meio de um concerto, será normal? Não.

A nível legal, não se sabe nada ainda. Parecendo que não, o Travis Scott não é só um cabeça de cartaz. Ele é o fundador do festival.

Exatamente.

Há aqui outras responsabilidades.

Não é um mero participante. Entretanto, hoje soubemos que Travis, Drake, que também subiu ao palco de surpresa, e a produtora Live Nation, têm já pelo menos três processos vindo de vários festivaleiros que dizem ter sido feridos no evento. Em dois desses processos, há pedidos de indenização de 1 milhão de dólares. E um desses documentos diz mesmo que alega contra Travis Scott e Drake e culpa-os por incitarem negligentemente o motim e a violência, e alega também que a Live Nation não conseguiu fornecer segurança e serviços médicos adequados no festival. O processo alega ainda que Travis Scott, lá está, que fundou o festival em 2018, tinha incitado o caos e a confusão já em eventos anteriores. Portanto, já havia aqui precedentes relativamente a esta situação. Enfim, quanto a estes processos, ainda não há resposta, nem nenhum comentário vindo de Travis Scott, nem de Drake, que se recusaram, até o momento, de comentar este processo judicial.

Complicadíssima situação. Por isso mesmo é o frio deste tremonto de segunda-feira com a jornalista Francisca Dias Rial. Francisca, muito obrigado. Até amanhã.

Também muito obrigada.

Rádio Observador