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Arranca agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães e pego na bola, porque alguém tem de impor alguma ordem nisto.
Até porque é sexta-feira e tu só pegas na bola à sexta, à quinta, à quarta, terça e segunda.
E porque começa o Giro d'Italia e vocês sabem que giros é comigo. Gira! Ciclismo, bicicletas, Itália, esforço, resiliência, capacidade de resistência. É o teu retrato, Maria João.
O teu nome no dicionário com isso.
Eu durante três semanas não vou largar esta competição, até porque o Paulo e a Carla não sabem, mas há um português que é considerado candidato à vitória. A Carla nem falou nisto ao longo da manhã toda. Mas Júlio, é com toda a humildade que te passo a palavra.
Estou impressionado contigo.
Ainda não disse nada, João. Estamos no início.
Pois, é assim.
Estamos mesmo no início.
Estamos mesmo no início. Isto vão ser três semanas de arrasar. O Paulo seguiu aqui a Canna, a Carla já está no Qatar, tem vindo a seguir o Qatar e vai lá estar no Mundial.
Até porque está a acontecer imensa coisa no Qatar.
No Qatar. É justo que a João tenha sido escolhida para o Giro.
Também acho que sim.
E por isso é que vai chamar assim esta rubrica: Gira no Giro.
Giro d'Italia.
Gira no Giro. É verdade, estamos originais. Vamos aos números.
Vamos.
João prepara-te. Vão ser 21 etapas em três semanas. Vão ser três semanas de bicicleta. No fim desta prova, os ciclistas percorrem 3445 quilómetros, mais 600 metros. Por acaso podiam ter descontado estes 600 metros.
E faz toda a diferença. Devem ser os que mais custam.
E querem saber onde é que vai começar este giro?
Então não queremos.
Na Hungria. Essa grande cidade.
Já tenho bilhete.
É verdade. Estas provas começam e passam às vezes por países diferentes. É uma maneira de projetar marcas, levar a festa a mais gente. Mas depois entram em Itália e há estrada, cidade, vila, montanha que eles não passem. João Almeida é o chefe de fila da Emirates. Sabem o que isto quer dizer? Chefe de fila.
Da Emirates? É o mais importante.
É o capitão da equipa. Exato. Portanto, todas as equipas têm um chefe de fila, que é aquele em que as equipas apostam para ganhar a prova.
A Maria João é a nossa chefe de fila.
A Maria João aqui é a nossa aposta total. Toda a equipa vai estar a trabalhar para o João Almeida.
É como aqui.
É como aqui, trabalhamos todos para a João, exato.
E quem nos ouça agora pela primeira vez vai ficar com uma ideia minha muito errada.
Pronto, e o que eu vos queria dizer mais sobre isto? Hoje temos de começar, na segunda-feira começamos a seguir. Vamos ver que o João Almeida, como sabem, o ano passado esteve muito tempo à frente. E aqui não há camisola amarela no Giro, não sei se vocês sabem.
Eu sei, claro, eu sei isso tudo.
É rosa? É rosa. Portanto, vamos seguir este giro. João, prepara-te, espero que tragas muitas histórias sobre esta competição.
Eu já tenho a minha porta, a minha bicla.
Já?
Já está. Para o giro.
Então pronto, mais nada. Por mim é tudo. Hoje começa, domingo não estamos cá, portanto segunda. Já temos três etapas, fresquinhas.
Vão ser três semanas disto.
Três semanas, vai ser um stress.
O giro está fechado para já. Posso pegar na bola? Posso dar o meu toque? João Almeida. Quero falar de José Mourinho. Ontem ganhou e não sei se sabem, mas já vai ser a quinta final europeia do José Mourinho. Júlio, convém por isso, nestes Três Toques, para variar, dar notícias a sério. Eu tenho de seguir todos os treinadores portugueses, não só o Mourinho, esta semana merece ser aqui referenciado. Tu tens, e eu tenho, uma lista enorme. Explica aqui ao João e ao Paulo o sucesso da nossa diáspora desportiva.
Meu Deus, os nossos descobrimentos.
Eles andam a partilhar listas, não sei se vês, Paulo. Tens, eu tenho.
Isto tem sido uma torrente.
Tem sido. É uma época gloriosa.
É tantas que eu nem vos dei notícias da Taça Libertadores, que foi anteontem. Mas as pessoas também não sabem, vocês também não sabem, mas eu digo-vos mais ou menos. Palmeiras ganhou, o Corinthians empatou, o Talleres do Pedro Caixinha empatou com o Flamengo de Paulo Sousa.
Incrível.
Incrível. É incrível mesmo. Quem diria? E o Paulo Sousa está em dificuldades, porque o Jorge Jesus foi ao Brasil passar o Carnaval. E ontem dizia tolices. Está lá uma confusão. Os diretores do Flamengo estão a pressionar os jogadores para não se encontrarem com Jesus. Já veio alguém dizer que o Jesus não estava. Enfim, está uma confusão.
Importa dizer que estamos a falar do Jorge.
Do Jorge, exato. Jesus voltou, é o que se pode dizer. Eu não falei disso, porque houve treinadores esta semana que merecem. O Marco Silva foi campeão no Fulham, falámos aqui. Mas há dois dias também não falámos e por isso acho que isto é fresquinho. O Pedro Martins conquistou o terceiro título consecutivo na Grécia, é o treinador do Olympiacos. Vocês não sabiam desta?
Não, só a Carla.
Nada, pois, a Carla já sabia, mas vocês não. Ontem o José Mourinho levou a Roma à final da Conference League. Foi euforia em Roma, onde ele já é adorado pelos adeptos, como vocês sabem. É a quinta final do Mourinho. Quatro até agora, portanto já jogou quatro, esta vai ser a quinta. Ganhou duas. Ganhou-as todas. Todas as finais que foi, ganhou.
Foi? Ganhou mesmo?
Sempre que foi à final, ganhou. Duas com o Porto, a Taça da UEFA Champions, uma Liga dos Campeões também com o Inter e a Liga Europa com o Manchester United. Ontem no fim do jogo só chorava, não sei se vocês viram as imagens. Diz que se emociona muito. Carla viu, estou a falar para o Paulo e para ti. Não é para a Carla. Diz que se emociona muito com a emoção dos outros e vai jogar a final com o Feyenoord da Holanda no dia 25 de maio, num sítio engraçado. Temos que lá ir, por acaso. Em Tirana, na Albânia. É um sítio bom para irmos.
Há uma música do Genesis.
Exato. Na Liga Europa, esta é a Liga dos Campeões. Na Liga Europa, aos meio-finais, o Eintracht de Frankfurt, do Gonçalo Paciência, vai à final com o Rangers, que eliminou o Leipzig do André Silva
São baralhas.
São informações.
O jogo está em todo lado.
São informações importantes para a vida das pessoas.
É a diástase total.
Exato. E vão agora de fim de semana muito mais, enfim.
Completos.
Para a Carla não pensar que só ela é que segue para Roma, e que segue Roma e essas competições europeias, essa confusão toda, eu sei que os adeptos são o mais importante dos clubes. Vocês podem não acreditar, mas é verdade. Aliás, é por eles e com eles que os clubes vivem. Onde vai um, vão todos.
Que bonito! Que bonito, isso foi profundo, Paulo.
Estas frases não são para todos, obviamente. Eu sei que vocês estão impressionadas com este nível de conhecimento filosófico de futebol. Tem aqui algum conhecimento. Por isso, Júlio, nesta semana saem também muitas notícias dos adeptos. E eu quero aqui falar daqueles que sofrem nas bancadas.
Vais falar?
Sim.
Como tu.
Nas bancadas sofre-se muito, não é?
Exato.
E tu bem sabes.
Vocês nunca viram lá o Paulo Ferreira.
O Paulo farta-se de sofrer.
Com os adeptos sem camisola, a nevar.
Por isso é que eu não vou.
E o Paulo de costas para o campo. Vocês nunca viram.
A sério? A comandar a torcida.
A comandar. Eles escolhem o Paulo porque o Paulo não vê os jogos. Vai para a bancada, fica de costas.
É como aqueles, o steward.
É, o steward. Exato. Bem, vamos lá. Vamos falar do Marselha-Feyenoord.
Dos adeptos?
Dos adeptos, porque aqui é que foi mesmo onde vai um, vão todos. E onde é que eles foram todos? Andaram à pancada, iam pelas ruas, marcavam encontros de pancadaria. Diz que foi o fim do mundo aquilo em Marselha. A polícia não teve mãos a medir. Os adeptos do Feyenoord e do Marselha diz que marcaram mesmo encontros de pancadaria e aquilo em Marselha correu muito mal. Não é novo. Isto acontece.
Estamos a acelerar um bocadinho.
Temos lá o Eintracht de Frankfurt e o West Ham. Lembra-se de eu ter falado que os adeptos do Eintracht foram a Barcelona e levaram 30 mil adeptos, foram à Inglaterra levar mais.
Como é que foi deste vez?
Ontem receberam o West Ham, ganharam, vão à final. Outra vez a pedirem para não invadirem o campo e eles fizeram outra coisa. Invadiram antes do jogo acabar. Faltava um minuto ou dois, já estavam a invadir o campo, estavam a ganhar, iam à final e, portanto, invadiram. Foi uma chatice.
Não se aguentaram.
Houve um adepto do West Ham que foi de bicicleta desde Londres até Frankfurt, chegou lá e não tinha bilhete, não viu o jogo. Não interessa. Roma-Leicester é a história mais curiosa. A Roma, neste percurso, na primeira eliminatória ou na segunda, foi jogar à Noruega com o Bodo/Glimt, não sei se vocês se lembram. E perdeu 6-1. Foi um resultado de José Mourinho desastrado, teve muita polêmica, os adeptos ficaram muito zangados, porque houve mais de uma centena de adeptos que acompanharam a equipa e foram à neve, ao frio, estiveram na bancada e depois viram a Roma perder por 6-1 com uma equipa que ninguém conhecia.
Claro.
Ontem a direção o que é que fez? Esses 166 adeptos que foram a esse jogo, ofereceu-lhes o bilhete da final. Portanto, vão à final. É lindo.
É mesmo.
Pronto, era só para vos dar esta coisa.
Mais, para terminar.
Já termino. O campeonato dos palpites, temos dois jogos muito importantes. Isso é muito importante para o vosso campeonato, porque faltam duas semanas. Vá lá. Benfica-Porto. Paulo Ferreira.
Jogo do título.
2-1.
2-1 para quem? Para o Benfica. Pronto, está bem. Carla.
Eu depois digo-te que o primeiro número é sempre de quem joga em casa.
O Júlio não queria acreditar que estavas a vitória do Benfica.
Nada.
0-1.
0-1.
Eu também. 0-1.
Alto que cá. O João está com estratégia.
Não, por acaso até não é por estratégia.
Está com estratégia. Sabes o que é, João, agora basta dizer os vossos resultados iguais, já não perde. É a estratégia. Vá, para o Portimonense-Sporting.
Portimonense-Sporting. 1-3.
1-3.
O um é para o Portimonense, o três é para o Sporting.
Carla.
1-2.
João.
0-2.
Pronto, está fechado.
Está feito.
Bom fim de semana.
Dei a volta ao campeonato. Foi agora que eu ganhei.
Isto vai ser decisivo, porque estamos na fase decisiva.
E bom giro, Maria João.
Obrigada.
Bom giro, Maria João vai para Itália.
Júlio Magalhães e o Três Toques da Rádio Observador, segunda-feira, à 9ª edição. A de hoje fica disponível em podcast dentro de minutos.