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Nem de propósito, acabámos de falar de fogo.
Pois foi.
De brincar com o fogo.
Brincar com o fogo. Na Finlândia, não é um país que se associe muito.
Pois não, associar a fogo.
Não, mas associa-se aos coquetéis Molotov, porque os coquetéis Molotov, não sei se sabem isto, mas foram inventados na Finlândia.
Pelo senhor Molotov? Entre um pudim e um coquetel.
É uma longa história.
Com creme ou sem creme, o pudim Molotov.
Mas isto prova que os finlandeses têm uma tradição de incendiarismo. Piromania não. Tem a ver com um clube que desceu de divisão, um clube histórico da Finlândia, o Haka. E o que é que fizeram três adolescentes muito revoltados com esta situação? Pegaram fogo ao estádio, à bancada central do estádio, que ardeu por completo e agora vai ter de ser demolida e reconstruída.
Que disparate.
É assim.
Que bom que você não é sócio do clube.
Eu nunca tinha visto um protesto tão inflamado.
Três menores.
Tão quente.
Três menores e eles confessaram. Isto é um exemplo a não seguir. Exemplo a seguir: o de Rui Patrício, que anunciou a sua despedida dos relvados. Isto é muito triste para mim, não é para o Rui Patrício.
Acho que é para todos.
Não, estava a ver a idade dele.
Tem 37, não é?
37.
Para um guarda-redes, podia ser mais longevo.
Os guarda-redes normalmente até são, mas ele disse: "Já não estou para isso".
Já não está para isso.
Não, não está.
O que quer dizer? Que já fez tanta coisa?
Não, isto é grave, por quê? Porque eu lembro-me do dia em que o Rui Patrício se estreou na equipa principal do Sporting.
Lembras-te?
Não lembro, quer dizer, foi há 15 dias para mim. Quando uma pessoa se lembra dos jogadores a estrearem-se.
É assim que sabe que está velho.
Ora aí está. E creio que nesse jogo, acho que foi contra o Marítimo, os nossos ouvintes corrigir-me-ão, defendeu um penalti.
Um jogo de estreia.
Um jogo de estreia e é inesquecível a defesa, aliás, está imortalizada numa estátua que fez na final do Campeonato da Europa contra a França. O Éder marcou o golo, mas atenção.
Aquela defesa.
Aquela defesa fez a diferença. Muito obrigado ao Rui Patrício pela sua contribuição e muito obrigado ao João Félix, que bateu o recorde de pontos do basquetebol.
Então se calhar está aí essa ideia.
O futuro estava no basquetebol. Não é esse João Félix, é um outro. Brasileiro, um jovem que joga na Associação Atlética Banco do Brasil de Santos e que no campeonato de sub-15 masculino acabou o jogo com 105 pontos.
Fogo!
Há um feito do Wilt Chamberlain na NBA, que em 1962 marcou 100 pontos sozinho, mas agora este jovem brasileiro conseguiu passar à frente. Se no futebol, quando eles marcam um hat-trick levam a bola para casa, neste caso-
Vou o cesto.
Levam o estádio todo.
Desde que ninguém o incendeie. Pronto, é importante isso.