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Este é o som do Três Toques que, além da rádio, também pode acompanhar no YouTube, Facebook ou através do site do Observador. Pergunta do dia: qual o país que chegou mais vezes aos quartos de final do Europeu?

O país que chegou mais vezes.

E que não continuou ou que parou nos quartos de final.

Pode ter pelo menos chegado aos quartos de final.

Itália.

Itália.

Alemanha. Também ia dizer Alemanha.

Posso dizer três.

Três, quatro.

Para ver se acerta. O João já disse.

Foi a Alemanha.

Foi a Alemanha.

O Bruno não ficou assim muito--

Não fiquei.

Eu acho que não foi nem Itália, nem Alemanha.

França?

Sei.

Espanha?

Que ricos patriotas vocês me saíram. Bem, a resposta chega no fim.

Eu aposto que foi Portugal. Há alguma coisa que me diz que foi Portugal. Bem, já vamos ver. Agora vamos até Inglaterra?

Inglaterra não foi o país que chegou mais vezes aos quartos de final.

Mas o Bellingham pode ser suspenso pela UEFA, Bruno?

Seria uma desgraça para a Inglaterra. Perder o melhor jogador.

O pior deles.

O homem que os salvou nos oitavos de final com um gol formidável, seria mais uma dor de cabeça para o selecionador inglês, o desgraçado do Gareth Southgate. Mas a verdade é que durante os festejos por esse grande gol que marcou à Eslováquia, o craque do Real Madrid fez um gesto obsceno para as bancadas com a mão a sobrevoar a zona pélvica. A UEFA abriu uma investigação. Não sei que tipo de investigação é que irá fazer.

O que é que vai fazer agora com isto? Se é assim.

Não sabemos que provas, que vestígios.

Até onde é que pode ir esta investigação?

Mas eu acho que Bellingham se pode defender com o argumento de que aprendeu aquele gesto em Espanha, deve ser assim como se cumprimentam os homens em Espanha.

Fazem assim.

Exato. E também pode dizer que é um desejo de muita fertilidade para os adeptos.

Fecundidade e felicidade.

E felicidade.

A minha preocupação passa por outras questões.

Não é com Inglaterra.

Não, com as lágrimas do Cristiano Ronaldo. Aquilo faz bem à saúde?

Olha, Carla, tudo o que acontece com o Ronaldo é esmiuçado.

É escrutinado.

Escrutinado ao mínimo detalhe.

Já levaram a lágrima ao microscópio.

Vão analisar. A UEFA vai abrir uma investigação.

Vai abrir uma investigação.

E depois de falhar o penalti contra a Eslovénia no prolongamento, Ronaldo foi-se abaixo, começou a chorar, foi confortado pelos companheiros. E o que é que o jornal espanhol Marca fez? Foi ouvir uns especialistas em emoções do desporto, psicólogos, e concluiu que sim, senhor, chorar até pode fazer bem, porque é uma forma de mandar tudo cá para fora e aliviar a pressão. O certo é que resultou, porque o avançado português marcou depois o primeiro penalti no desempate, não falhou. E assim temos de rever aquela máxima do boys don't cry. Os boys devem chorar mesmo.

Mas esse é o ponto. Se fosse uma mulher, toda a gente achava normalíssimo. Como é um homem, vamos analisar isto cientificamente.

Mas ainda bem que há especialistas a dizer que chorar até faz bem.

Claro.

Ainda bem.

Ainda bem. Se não fossem esses especialistas. Bom, vamos falar de coisas sérias, Bruno.

Sim, mercado. Tudo o que é mercado é contigo, Paulo.

Claro, obviamente. E os clubes vão agora correr aos saldos ou não? Abastecer-se nos saldos?

Há muita oferta. São muitos os jogadores que ficaram livres agora a 1 de julho. Os contratos geralmente acabam no fim do mês de junho e por isso estão livres que nem passarinhos, jogadores como o português André Gomes, que estava no Everton, de Inglaterra, o neerlandês Memphis Depay, que ainda está no Euro, passou agora aos quartos de final, os franceses Adrien Rabiot, que também continua no Euro, Anthony Martial, a lenda do Real Madrid, Sérgio Ramos, o guarda-redes espanhol David De Gea e o central Mamadou Sow, entre muitos outros. Uns que já conheceram melhores dias, outros que ainda vão a tempo de relançar a carreira, estão neste momento livres. Mas atenção que o custo zero, isto dos saldos, pode ser enganador.

Eu pensei que ia lá Zara quando o Paulo disse que os clubes vão abastecer-se nos saldos.

Alguns que vão comprar uns equipamentos agora para o verão. Mas este custo zero pode ser enganador, porque há aqui prémios de assinatura e os salários de alguns destes rapazes não são, de facto, para todas as bolsas.

Senão íamos chegar já três ou quatro aqui para a relação.

Exatamente. Nos contas de bolsa. É sempre bom ouvir o Bruno, porque ficamos a saber como é que se diz o nome de alguns jogadores.

Sim, duvidei.

Olha para isto de um dia completamente diferente.

Eu espero estar a acertar.

De Gea.

De Gea. Será De Gea?

Estavas a falar disso, eu imaginava estes senhores com uma placa ao pescoço a dizer "saldos".

Em promoção.

Com um preço cortado e outro novo em baixo.

O Rafa que foi para a Turquia também como jogador livre. O contrato com o Benfica acabou, mas recebeu um prémio de assinatura chorudo. Mas fazem bem.

Bem, vamos à resposta, à pergunta do dia: qual o país que chegou mais vezes aos quartos de final do Europeu? Eu digo que foi Portugal.

Eu digo Portugal.

Portugal, Paulo.

Pois.

Diz a seleção das quinas.

A seleção das quinas.

Não vamos dizer Espanha só para chatear.

Pois é, Paulo, mas foi mesmo Portugal. Sete vezes.

Eu perdi cima.

Eu perco sempre.

A Carla foi atrás de mim, já se sabe, é o costume.

Ninguém nos bate quando se trata de chegar aos quartos de final. Pois nós sempre passamos.

Nós e os quartos.

Aos quartos chegamos mesmo. Agora, como saímos dos quartos é que é difícil.

Chegar à final é que é outra conversa. Bruno Vieira Amaral e o Três Toques da Rádio Observador, também em podcast.