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Este é o Três Toques da Rádio Observador. E ontem tínhamos prometido falar do caso- Do atropelamento ...do atropelamento. Eu não sei se é a primeira vez que acontece, mas já houve incidentes com aqueles carrinhos, com as macas que vão buscar os jogadores. Neste caso, haviam uns jogadores, foi na segunda liga. Alguém que não tinha carta, de contas.

Eu estava a perguntar se era preciso carta.

Eu não sei se a pessoa tinha carta, mas falta de atenção tinha certamente, porque eles estavam a transportar um jogador lesionado. Isto aconteceu na segunda liga do Equador, e acabaram por lesionar outro jogador, porque atropelaram-le. Tinha um espaço no carrinho. Vem mais um. Economia de escala. O jogador, eu não sei se ele- O senhor está bem, é que estamos aqui a brincar Sim, parece que recuperou, mas eu não sei se é o hábito dos jogadores de às vezes simularem lesões, mas ele pareceu mesmo magoado pelo choque. Levar com o carro, mesmo que seja destes carros. Sim, não deve ser muito agradável. Não é muito agradável. Ele atirou-se para o chão. Provavelmente pensou que era um adversário. Deitou-se de costas. Não, rebolou um pouquinho. Atirou-se para o pó. É assim que sentiu o toque. Vermelho!

Consta que há jogadores que até em casa quando dão um toque no móvel, atiram-se para o chão, ficam ali meia hora.

É para não perderem o hábito, não é?

Exato.

De vez em quando aparece um sketch antigo do programa humorístico Hugh Laurie, o Dr. House, mas ainda antes do tempo do Dr. House, um programa que ele fazia com o Steven Fry. Em um dos sketches é ele que é o treinador de futebol dos miúdos. E como é que são os treinos? É simular quedas, simular lesões. Não é jogar a bola. É rebolar, como é que eles devem rebolar, como é que eles se devem atirar para o chão. Eu não sei se foi aqui o caso, se ele já estava tão bem treinado que assim que sentiu o toque, se mandou para o chão. Mas atenção aí ao tráfego rodoviário em pleno campo, porque pode resultar noutras lesões. Ontem aqui nos noticiários já tínhamos falado do que podemos ganhar todos nós, isto é, a economia portuguesa, com este mundial, o mundial de 2026. E pode ter um impacto até 945 milhões de euros em Portugal. É um estudo realizado pelo Instituto Português de Administração de Marketing e claro que este valor vai aumentando à medida que Portugal avançar. Claro. Se avançar na competição. Os 945 milhões de euros é o valor estimado caso Portugal seja campeão. Portanto, não são logo 945 milhões à partida. E tudo isto tem muito que ver com o peso que tem a marca Cristiano Ronaldo, que ainda é muito forte e talvez a marca desportiva mais conhecida, porque é uma marca em todo o mundo e acaba por ter um grande efeito na economia portuguesa, como se vê agora no mundial. Em tempo de mundial, esse impacto é muito maior. Se Portugal atingir os oitavos de final, o que é uma perspectiva bastante realista, o valor estimado é de 561 milhões de euros para a economia portuguesa e então se chegar a conquistar o título, 945 milhões. Claro que isto são perspectivas futuras, isto não há garantias e é uma estimativa, na verdade, não é um valor que esteja garantido à partida, mas a acontecer, será o maior impacto que alguma competição teve na economia nacional, fora as competições desportivas, como o Euro 2004 realizadas no próprio país, porque aí também os ganhos e o impacto na economia têm que ver com uma outra série de situações. Independentemente do impacto da economia, eu acho que todos os portugueses querem que Portugal conquiste finalmente o título mundial. O Paulo não fala de outra coisa. O Paulo está-

Eu ando há meses a sonhar com isso, vocês nem imaginam.

Mas veja uma coisa.

Não sei como é que o país sobrevive se não conseguir conquistar esse título.

Prepara-te. E se conquistar, podes crer que o ano-

A sobrevivência é pior ainda.

É friado mesmo. É friado, como dizia o Éder, aí é friado, não há dúvida. Mas por vezes os fracassos podem também ter um efeito, um impacto económico positivo. Às vezes quando se falha, não é sempre- Os fracassos podem tornar-se oportunidades. Oportunidades de venda, sucessos de vendas. Aconteceu com o jogador brasileiro do Arsenal, Gabriel Magalhães, um dos melhores jogadores do Arsenal nesta época e nas últimas épocas, um dos esteios da defesa do Arsenal. Fez uma grande exibição nesta final da Champions. Mas falhou. Ah, pois é. Falhou o penalti. Mas falhou o penalti. Ele foi o Veloso do Arsenal, mandou a bola, como se costuma dizer, para as covas. Falhou o penalti. Também há estudos que dizem que quando os jogadores vão marcar um penalti, e esse penalti pode significar a derrota da equipa, falham mais vezes do que aqueles que vão marcar e pode significar a vitória da equipa. Ou seja, a pressão negativa é mais forte, tem mais efeito do que a pressão positiva de: "Se marcar, sou campeão. Se falhar, estamos eliminados, perdemos." E confirmou-se, Gabriel Magalhães acabou por falhar. O que é que acontece? É que a camisola com o nome de Gabriel Magalhães, de repente, disparou nas vendas, não só nas lojas do Arsenal, mas também online, disparou cerca de 350%. Ou seja, os adeptos do Arsenal estão com Gabriel Magalhães, estão reconhecidos também por tudo aquilo que ele tem dado ao clube nos últimos anos e por reconhecerem como uma das grandes figuras da equipa. É também uma forma- De dar uma forcinha ...de dar algum apoio. Na altura do Veloso, eu acho que não havia camisolas com o nome e também não sei se os benfiquistas seriam assim tão propensos a comprar. Acho que não.