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Hoje no Três Toques temos a prova de que a culpa é sempre das noras, isto na opinião das sogras. Temos também a confirmação da máxima de sorte ao jogo, azar no amor, e um duplo campeão ainda muito novinho.

E já é duplo.

Já é duplo, mas não vai ao mundial. Vamos começar. Continuamos a falar de família, neste caso, Stefanos Tsitsipas, o tenista grego que está num mau momento da sua carreira. Ele já foi número três do mundo, agora está no lugar 75. Uma queda um pouco abrupta. De facto, eu tenho acompanhado alguns dos últimos torneios e as coisas não lhe têm saído mesmo nada bem. A mãe de Stefanos Tsitsipas, Yulia Salnikova, veio agora fazer declarações a um site e dizer que, no fundo, a culpa era da ex-nora. Ela não diz bem isso, eu tenho que ser sincero.

Fazeste ichar um bocadinho.

Estou aqui a fazer uma interpretação livre das palavras.

O que ela diz sobre a ex-nora?

Não, o que ela diz é que eles formavam até um belíssimo casal, um bom casal, só que aquilo estava a pôr demasiada pressão sobre o filho.

Aquilo, o quê?

Aquilo, a relação. Por quê? Por causa das exigências de fotografias, presença nas redes sociais, porque estamos a falar de Paula Badosa, a ex-nora, a ex-namorada. É tenista também. E então os dois estavam a ser constantemente solicitados.

Só conheço o Badosa.

O Badosa.

Também eu.

Se calhar em espanhol diz-se Badocha?

Paula Badocha.

Paula Badocha.

Esta é Badosa.

Esta é Badosa. Que também não está num bom momento da carreira. Acho que às vezes o melhor é não se envolverem.

O que dirá a mãe dela?

Do Stefanos. Se nós olharmos para a história do ténis, temos aquele grande exemplo de uma relação muito bem-sucedida, Andre Agassi e Steffi Graf. Neste caso, não correu nada bem e o próprio Stefanos Tsitsipas diz que com tenistas não, porque ele diz que mesmo que não se queira, a competitividade é muito grande. Diz ele. É o que ele diz, o que é que eu posso fazer? Não posso fazer nada. Então, a senhora Yulia Salnikova não culpa exatamente a nora, culpa a relação, pôs demasiada pressão sobre o filho. No fundo, foi o que fez. Pôr as culpas na nora, que é, aliás, o que uma boa sogra deve sempre fazer.

É o que se espera de uma sogra, é o que se espera de uma mãe, é dizer que a culpa nunca é do seu filho.

Não é do filho. Coitado, ele é uma almazinha. És mais companhia. Porque a família não se escolhe, mas as namoradas escolhem-se. Às vezes o coração quer coisas.

Que a cabeça não recomenda.

Eu ficava já por aqui.

Acabámos. Adeus, até para a semana. Por falar em relacionamentos no desporto.

Ralações.

Ralações. Leandro Trossard, jogador do Arsenal e internacional belga, anunciou a separação da mulher, Laura Ilve. É verdade.

O que é que se está a passar? Este mundo está virado do avesso.

Até foi uma relação longa, 13 anos, dois filhos em comum. Leandro Trossard está no melhor momento da sua carreira.

Ele está a destroçardar.

Destroçar está um bocadinho. Não sei se está. De facto, isto é aquela máxima da sorte ao jogo, azar no amor. Não sei se é azar, 13 anos juntos. Treze. Se calhar foi isto. Não foi a crise dos sete anos, foi dos 13. Bom, eles fizeram um comunicado, como fazem os casais mediáticos.

Continuam amigos.

"Não foi uma decisão tomada de ânimo leve. Já estamos separados há algum tempo."

"Mantemos o respeito, mantemos a amizade, temos filhos em comum."

"Mais importante, somos e continuaremos a ser pais devotos dos nossos filhos. Pedimos", dizem eles, "respeito, compaixão, compreensão e privacidade."

Não precisam de dizer, nós já sabemos.

Eu acho que há minutos disso na internet.

Esta é a 33.

Ele está a viver um ótimo momento nos relvados. Está na final da Liga dos Campeões com o Arsenal, está a um passo de vencer a Premier League. Quase de certeza vai estar no mundial. Eu acho que teve de despachar este assunto.

Para se concentrar no mundial.

Está a dedicar-se à carreira.

Está. E este comunicado, como vocês bem apontaram, é o exemplo disso, é despachar o assunto, uma saída limpa para se concentrar no que é mais importante, na educação dos filhos.

Vamos ver se a mãe dele dá alguma entrevista a alguma revista.

Eu não estranharia nada que aparecesse daqui a uns tempos a dizer que a culpa foi da nora. Por último, e muito rapidamente, só chamar a atenção aqui para este jovem que conseguiu um feito incrível. Foi campeão francês e espanhol na mesma época. Draow Fernandéz, um jogador que esteve na primeira parte da época no Barcelona, na segunda parte da época esteve no Paris Saint-Germain e foi campeão nos dois.

Boa escolha.

Já tive uma conversa dessas.

Já não é nada raro. Isto acontece à toda a gente.

Já não é campeão.

Isto é na época em que o clube foi campeão.

Então vamos contar nos últimos 10 anos de carreira, todos os clubes por onde ele passou, se foram campeões ou não, ele também foi campeão.

Não, foi na época.

Ou seja, lá naquela época. Isto enerva o Paulo.

Eu sei, por isso é que eu trouxe este assunto.

É melhor fecharmos por aqui.

Para acabarmos com esta nota tensa.

Vamos fechar, senão vamos ter que resolver isto lá fora.

É isso.