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Este podcast tem o apoio de Banco Credibom. Trocos no bolso, todos precisamos deles. O uso que lhes damos é que depende de cada um. Seja bem-vindo mais uma vez a esta parceria entre o Observador e o Banco Credibom. Se juntar dinheiro é fundamental para cumprir vontades, hoje conversamos com alguém que o faz muito bem, e também o fez e continua a fazer, Mariana Mesquita. Seja muito bem-vinda.
Olá, boa tarde. Antes de mais, muito obrigada pelo convite.
Não, obrigado nós.
E pela oportunidade de estar aqui hoje a partilhar um pouco das minhas experiências.
E elas que vamos já de seguida. Mariana, tu és formada em Turismo e como primeiros trabalhos andaste por muitos festivais. Creio que o objetivo era, à partida, juntar uns trocos. Juntaste-os, organizaste-os e puseste-te a viajar. Conta-nos tudo.
Exatamente. Repara que toda esta maluqueira das viagens começou logo na escolha do meu curso.
Claro.
Eu fui para Turismo para seguir esta paixão por viajar e já durante os tempos de faculdade trabalhava à noite e fazia os tais festivais de verão, que falavas ainda agora, para juntar uns trocos e poder conhecer o mundo.
Se não me engano, para poder atravessar 35 países é preciso saber organizar as massas, com toda a certeza. Como é que o fizeste? Algum método em especial que te tenha ajudado a fazer essa gestão do dinheiro, depois também do tempo durante as viagens?
Não existe fórmula milagrosa, mas eu conto um pouquinho das minhas estratégias. Posso vos aqui dizer.
E queremos ouvi-las.
Exato. Eu tenho aqui uma flexibilidade de datas e até no destino. Eu às vezes abro um motor de busca, dou por mim a abrir um motor de busca qualquer e ponho-me a ver, a jogar com aquilo. Qualquer parte do mundo para mim era possível e é possível viajar. E, por exemplo, escalas para mim não são um problema e até podem ser uma ótima coisa, porque na verdade já me aconteceu passar 20 horas em Cingapura, por exemplo, e deu para conhecer a cidade inteira, deu para descobrir muito. Ou seja, numa escala às vezes conseguimos fazer e ver muita coisa. E saber gastar bem o dinheiro. Se calhar, hoje em dia já existem hostels com ótimas condições e todas as comodidades, em alternativa aos hotéis. Quer dizer, estes 35 países não foram feitos assim de seguida, foram ao longo dos anos que eu fui fazendo. E até me lembro de uma vez, em vez de optar por fazer um Interrail.
Sim, o habitual. A viagem da praxe de quase toda a gente.
Tal e qual. Em vez de fazer essa, o que eu fiz? Eu fiz 11 países da Europa de Leste à minha maneira. Abri uma aplicação que existe que dá para ver a maneira mais barata de chegar ao destino que queremos e fui fazendo. Por exemplo, fiz um voo Lisboa-Bucareste por 20 € e depois fui fazendo autocarros, comboios, voos, tudo da forma mais económica.
É claro, sempre a planear. Suspeito que a Europa de Leste seja relativamente mais barata do que a parte ocidental da Europa. Vamos percebendo que é preciso ser poupado, mas tu foste mais além, não é? Viajaste para ganhar dinheiro também, trabalhando, é claro. Passaste pela Nova Zelândia, onde tiveste a oportunidade de estar exposta a um novo mundo enquanto amealhavas dinheiro a apanhar maçãs. Desse dinheiro que foste juntando, conseguiste viajar três meses pela Colômbia, se não estou em erro. Como é que conseguiste poupar dinheiro na Nova Zelândia? Não te deu vontade de gastar tudo o que tinhas ganho a passear por lá, por exemplo?
A minha aventura na Nova Zelândia deve-se por acaso a uma parceria entre Portugal e alguns países, que se chama Work and Holiday Visa, que dá-nos a possibilidade de ter um visto de um ano para trabalhar ou estudar. E é interessante que existe para países como a Nova Zelândia, Austrália, Japão e Canadá, e muita gente não sabe da existência deste programa. Eu fui nesse registo e efetivamente os trabalhos mais pedidos são para agricultura, por isso essa minha experiência que falavas. Foi uma experiência incrível, deu para viver bem, porque também se ganha melhor do outro lado do mundo, não sendo. E consegui também acabar por não gastar muito em alojamento, porque comprei uma daquelas monovolumes que viram camas, carro-cama. Porque é um país que é super preparado para campers.
Ok, é um país de campismo. Já noutro podcast destes tivemos a oportunidade de saber que é sempre a forma mais económica, pode não ser a mais confortável, mas no teu caso até me parece bem confortável, aquilo que me contas.
Super. Era uma daquelas monovolumes que depois quando eu quero monto a caminha, tem cozinha atrás e consigo não gastar tudo o que ganhei no país e ainda conhecer o resto do país e outros países.
E outros países, depois seguiste para a Colômbia. Mariana, tiveste também uma experiência de seis meses no Brasil. Experiência é o resto de coisa que não te falta. O que eu gostaria de perguntar é que coisa é que foste aprendendo ao longo destas viagens sobre a gestão das tuas finanças pessoais? Começaste num ponto, acabaste noutro. Qual é que foi a grande transformação? O que destacarias de mais forte na tua aprendizagem relativamente a essa gestão?
Nesta minha experiência toda de andar de país para país, acho que a grande lição é tentar aproveitar todo o gênero de apoios e parcerias que existem, porque na maior parte das vezes eles existem, mas não há muita divulgação. No Brasil, eu por acaso tive muita sorte, porque foi através de um outro acordo que existe, que é o Inov Contact, para recém-licenciados, e é um estágio de trabalho onde eu ganhava um ordenado de português, mas no Brasil. Ou seja, é ótimo. Eu continuava a ter atenção aos gastos, que é assim também que eu consigo poupar, é sempre ser ponderada, e ainda deu para também conhecer o resto do Brasil com o dinheiro que ia juntando.
E olhando para essa tua experiência e para essa tua passagem por vários continentes, diferentes moedas, a gestão dificulta-se? Tem que se fazer essa transação, pensar na taxa. É mais difícil fazer a gestão assim, certamente, não?
É um bocadinho, mas eu tenho um aplicativo.
Viva as aplicações.
Viva as aplicações. Eu conseguia fazer toda essa gestão, aquilo passa de euros para a moeda que eu quiser, muito rápido. E outra coisa que também me ajuda e muito são cartões sem taxas de levantamento e conversões. Ajuda muito também.
OK. Se não estou em erro, há aquela ideia do Revolut também, não é? Coisas desse tipo.
Exatamente.
Muito bem. E foi-me dito, Mariana, que o teu objetivo é continuar a viajar, é por isso que trabalhas e guardas dinheiro. O que eu te pergunto é: como é que estás a poupar neste momento? Se tens algum plano para o fazer, conta poupança, coisas do gênero. E já agora, também, tens alguma forma de investir o teu dinheiro de forma que ele se multiplique para que possas viajar pelo mundo?
Sim, falaste na conta poupança e precisamente uma das minhas estratégias é uma conta poupança. Eu estou a trabalhar neste momento e todos os meses desvio um X que vai diretamente, que nem o vejo. E como sabes, os nossos objetivos vão se alterando com o passar dos anos. Eu neste momento quero continuar a viajar, sim, mas neste preciso momento, o meu objetivo é investir na minha área. Eu ando mais virada para o turismo rural e é aí que quero futuramente investir o meu dinheiro.
E já há algum projeto de que nos possas falar ou é só para já a ideia?
A ideia já está no papel, mas está muito verde ainda para falar.
E quanto à certeza que a tua experiência de viagens e a tua experiência de gestão de dinheiro te vão ajudar a fazer ou prosseguir por esse negócio com uma estrutura muito mais significativa do que, por exemplo, eu, que sou muito mau na gestão das finanças. Mariana, bom trabalho e que esse trabalho te dê os trocos necessários para ires pelo mundo afora e também para iniciares esse projeto, que o dinheiro que sabes tratar, tu que sabes tratar os teus trocos muito bem, é o que fica desta conversa. Trocos no Bolso, é com eles que podemos partir para tudo e mais alguma coisa, uma parceria com o Observador e o Banco Credibom. Estamos de volta para a semana. Até lá, Mariana, muito obrigado. Um beijinho.
Obrigada, Vicente. Um beijinho.