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A UEFA decidiu que serão as entidades de cada país a definir o que se vai passar nos seus campeonatos.
Pois, o mesmo é dizer: decidam vocês, nós queremos é saber quem são os que vão participar nas competições europeias da próxima temporada. A grosso modo é isto e deixa a batata quente nas federações desportivas. Estas têm que decidir se é desportivamente, dentro do campo, se é administrativamente e se neste administrativamente, se algumas lá vão chegar, haverá mesmo campeão ou apenas apuramentos para as competições europeias da próxima temporada. Depois, em cima da mesa está uma proposta, eu diria, inovadora de alguns clubes do campeonato nacional de seniores, o equivalente ao terceiro escalão, sobre uma reformulação dos quadros competitivos que eu, sinceramente, não acredito muito, passando a primeira liga para 20 clubes, passando o campeonato da Liga de Honra para duas séries de 14. Enfim, eu diria que é agarrar-se a algumas boias de salvação, quando nesta altura eu creio que as decisões terão que ser mais bem pensadas e estruturadas e pensando no bem do futebol português, que vem a seguir sempre à saúde de todos.
E por falar em futebol português, Pedro Proença esteve ontem reunido com os clubes da Segunda Liga.
Sim, e vai na sequência daquilo que estava a falar anteriormente. Esteve reunido com os clubes da Segunda Liga e disse-lhes que a intenção é acabar a competição até 30 de junho e, portanto, o que está em cima da mesa para a liga é a possibilidade desportiva dos clubes jogarem, seja de que forma for, depois de passado este estado de emergência. Portanto, há que aguardar e, neste caso, da parte da liga, deixou Pedro Proença bem claro aos clubes que aguarda que a Direção-Geral de Saúde possa disponibilizar ou não, daqui a duas ou três ou quatro semanas, a possibilidade dos clubes primeiro treinarem e logo a seguir jogarem.
E o Pedro já ontem tinha avançado esta possibilidade, mas agora confirma-se, o Barcelona reduz em 70% o salário dos futebolistas.
Pois, mas mais do que reduzir em 70%, dirão muitos, isso não tem impacto no bolso deles. Se calhar até não, porque ganham, alguns deles, estratosféricamente, mas o que vem ao de cima, e creio que isto se vai passar em muitos clubes lá fora como cá, é as relações que não são boas entre a entidade patronal e o grupo dos jogadores e que veio claramente ao de cima no Barcelona e acho que isto se vai passar em muitos lados, embora por cá fique claro que o Sindicato dos Jogadores quer liderar este processo e liderando este processo com uma posição, uma só voz dos capitães. Mas eu quero aqui lembrar, e com isto termino, que o que se passa aqui, à nossa dimensão, é o que se está a passar lá fora. Uma coisa é ganham os jogadores do Barcelona e outros o do Getafe em Espanha, o que ganham os do Juventus ou do Sassuolo e o que ganham aqui os do Benfica ou do Porto ou do Sporting e os que ganham aqui, infelizmente para eles, o do Aves ou do Gil Vicente.
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