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Estou sim, boa noite.
Estou sim, Paulo. Como está? Boa noite. Tudo bem?
Sim, viva. Boa noite. Tudo bem. Obrigado.
Paulo, o fim de semana enganou-nos, mas hoje voltámos à estrada com uma das agendas mais apertadas da campanha. A surpresa foi bem empregada aos jornalistas. O que eu lhe queria perguntar era se já alguma vez parou tirar tantas selfies com o Marção Rebelo de Sousa numa ação de campanha. Estive a contá-las e passaram as largas dezenas.
Olhe, foi uma receção muito calorosa. Meio a brincar, meio a sério, até afirmei que ontem, no grande comício em Lisboa, das armas da confiança, pedi um sobressalto à juventude. E a juventude correspondeu a esse apelo. Foi uma receção muito calorosa na António Arroio. Aliás, como tem sido um pouco toda a campanha, mas de uma forma muito intensa. Foi bom. Dá-nos também confiança.
E também admitiu nessa ação de campanha que já não tirava tantas fotografias desde o dia do seu casamento.
Sim, do ponto de vista de um momento concentrado, foi uma comparação que corresponde à realidade.
O Paulo sente-se mais à vontade nesta que é a segunda vez como secretário-geral numa campanha da CDU. O Observador escreveu um texto a falar de um tal Paulo Raimundo 2.0. Sente-se um Paulo Raimundo 2.0?
Sabe que eu acho que é normal, que nós vamos ganhando mais à vontade e um certo traquejo. A expressão pode não ser a mais feliz, mas penso que é compreensível. E eu gosto particularmente do contacto direto, de estar com as pessoas, de tirar conversa, de contactar, de viver a realidade. Já me tinha deixado à vontade nesse aspeto nas últimas eleições, na última campanha que fizemos, mas penso que é normal e acho que é compreensível que vamos ganhando. Não é tanto um problema de confiança, mas é mais à vontade. E acho que é normal. Está a correr muito bem a campanha desse ponto de vista e eu acho que é positivo.
Há um ano, Paulo, falámos também aqui para a Última Chamada da Rádio Observador. Fui há um ano. O que eu lhe queria perguntar era se espera que a próxima Última Chamada aconteça daqui a quatro.
Olhe, como as coisas estão, já não tenho a certeza, já não digo nada. O que eu espero, sinceramente, é que na próxima nossa conversa, a Última Chamada, seja já uma conversa com a CDU com mais força, mais votos, mais deputados, que é isso que penso que serve o nosso povo e também é uma grande garantia para os direitos que se impõem, para o caminho que se impõe. Se for efetivamente daqui a quatro anos, daqui a menos, como as coisas estão, já não posso garantir nada.
Paulo, e aproveito para fazer uma provocação. Já fizeste durante esta campanha alguma última chamada a outro líder que também esteja em campanha eleitoral?
Não.
Nem um exemplo, um SMS?
Nada. Já digo, não fiz nem chamadas, nem SMS, nem nada e não estou a ver nenhuma razão particular para até ao final da campanha a fazer. A não ser que haja algum acontecimento que por esta ou por aquela razão exija, espero que não aconteça nada que exija esse contacto.
Claro, Paulo. O PCP é muito focal nos direitos laborais. Quer reduzir as horas de trabalho durante uma semana de trabalho para menos das atuais 40 horas semanais. O Paulo está a trabalhar bem mais do que isso nesta campanha, não está aqui a fazer um mau serviço pela causa.
Não, pelo contrário, eu estou a empenhar toda a minha força e todo o meu tempo para que isso seja uma realidade na vida de todos. Senão é exatamente o contrário, é todo o meu tempo e todo o meu esforço para que isso seja uma realidade na vida de todos e penso que é justa essa reivindicação, tendo em conta numa altura em que nos dizem que a inteligência artificial e a tecnologia vai roubar todos os empregos, todos os trabalhos. Há aqui uma contradição quando ao mesmo tempo que dizem isso, querem que trabalhemos mais horas, mais dias, mais anos. Há aqui uma contradição insanável que queremos resolver.
Paulo, tem feito o esforço para ir dormir a casa todas as noites a seguir um dia de campanha bem preenchido como foi o caso de hoje?
Olhe, sim, quando é possível, quando o calendário permite. Quando é possível sim, procuro fazer isso. Olhe, até lhe posso fazer aqui uma confissão à última da hora, que é nesta Última Chamada, que também permite, sempre que possível, acompanhar os meus filhos e à manhã tenho a felicidade, o calendário permite ir levar a minha filha à escola, para mim é sempre uma alegria. Se calhar é mais para mim do que para ela, mas isso já é outro problema.
A filha ainda não pede ao pai para a deixar na berma da estrada para não ser o pai a ir entregá-la diretamente à escola.
Mais ou menos. Já vai ganhando essas manhas, que é natural. Temos que respeitar também.
Claro, sendo que o Paulo também tem uma cadela, uma tartaruga, até um ninho de andorinhas.
Dois ninhos de andorinhas. Que são muito bonitas, é muito emocionante, mas faz uma lixeira muito grande.
Imagino que sim. Paulo, no programa Bom Partido, do Guilherme Geirinhas, admitiu que ouvia o Alberto Gonçalves, que é um comentador da Rádio Observador, e também que uma das suas bandas favoritas é os Metallica. E o que eu lhe queria perguntar é: faltam alguns dias para acabar a campanha, se tivesse que só ouvir um até o final, qual é que escolhia?
Só um? Essa é uma pergunta difícil, mas eu vou dizer. Se calhar os Metallica, só por uma razão. É porque o calendário que temos é muito apertado, muita iniciativa. Aliás, hoje, como sabem, foi um dia assim. E eu gosto de ouvir o Alberto Gonçalves em direto, diria assim, e não tanto em podcast. E portanto, os Metallica têm a vantagem de nós podermos escolher a hora que quisermos ouvir. E portanto, não faltará a oportunidade de ouvir o Alberto Gonçalves.
Paulo, e uma última pergunta. Se um amigo lhe pedisse um conselho para comprar uma bilha de gás na sua zona, na Moita, onde é que recomendaria?
Na estação de serviço da Galp em Alhos Vedros, que é o melhor sítio, é o que fica mais perto da minha casa. Aproveitávamos, comprávamos o gás e fazíamos uma jantada, que era um dois em um.
Paulo Raimundo, muito obrigado por esta Última Chamada da Rádio Observador.
De nada, boa noite.
Boa noite, obrigado. Bom descanso.