Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O trabalho que Eric Barker faz para a Time é um verdadeiro serviço público. Pelo menos no que toca a ensinar-nos a cultivar a nossa autoestima. Depois de ter aproveitado as dicas de vários “especialistas” e ter escrito como fazer com que alguém goste de nós, as regras para tornar-se uma pessoa influente ou, até, para ter boas conversas, Barker ensina-nos como ser “uma pessoa interessante”. Leia as sete características de todas as pessoas interessantes, nas palavras do autor, e veja o que está a fazer de errado.

1. Não ser aborrecido.

Eric Barker diz para olhar para esta dica quase como que para o Juramento de Hipócrates: não magoar. E isso significa não incomodar ninguém com conversas menos interessantes. Neste caso, a melhor defesa não é o ataque. É mesmo estar calado. É verdade que é difícil percebermos quando estamos a incomodar alguém, porque achamos sempre que estamos, sim, a encantar. Mas nem sempre. Dica: ser breve e positivo. Alongue-se na conversa só quando é estritamente necessário. Outra dica: alguém lhe perguntou alguma coisa sobre o que está a dizer? Há mais conselhos aqui.

2. A maior parte das pessoas cativantes sabem ouvir

As pessoas adoram falar de si próprias, mas esquecem-se de ouvir. Quem tem capacidade para fazê-lo ganha pontos. Deixe as outras pessoas falarem. Dá-lhes tanto prazer como comer ou ter dinheiro. Aprenda a ouvir aqui.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

3. Falar dos interesses dos outros.

Perguntar às pessoas pelos seus interesses, quais os seus hobbies, os seus pontos de vista. Se já faz isso, tem 80% do caminho feito para tornar-se numa pessoa verdadeiramente interessante. Aqui há mais ideias de como consegui-lo.

4. Ter três boas histórias

Os comediantes não têm só histórias quando chegam ao palco. Ter sempre três histórias serve de trunfo em tudo, seja numa entrevista de emprego, seja num encontro informal. (Certifique-se que não conta as mesmas três histórias frequentemente às mesmas pessoas, se não corre o risco de falhar a regra 1 deste texto). E Eric Barker deixa o aviso: as histórias sobre pessoas são mais interessantes que as histórias sobre coisas. Qualquer dúvida veja aqui.

5. Não se esqueça do carisma.

Sabia que quando sente realmente o que fala e o expressa com verdadeira emoção, só 7% das palavras que disse são tidas em conta? Afinal a forma também conta. O tom de voz e a linguagem corporal são essenciais. Aprenda aqui como ser carismático. (Tudo se aprende).

6. Estar em sítios interessantes.

Escolher sítios que estimulem. O contexto interessa muito. Normalmente desleixamo-nos ao tentar perceber de onde vêm os nossos sentimentos, mas há estudos que dizem que às vezes a fonte destes sentimentos são as pessoas com quem estamos, mesmo que elas não sejam a causa. Porque é que normalmente os músicos são considerados tão cativantes? Porque a música e a multidão num concerto, por exemplo, estimula essas emoções. Mais explicações aqui.

7. E mais importante: viva uma vida interessante

Tudo se aprende, mas não há milagres. Se não ler ou se informar sobre as coisas em geral, menor a probabilidade de ter alguma coisa interessante a dizer. Quer queira quer não, os amigos com quem se dá influenciam mesmo o seu comportamento. Há estudos (à venda aqui) que dizem isso mesmo: os grupos a quem se associa determinam o tipo de pessoa que se torna.