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Harvard, Stanfort, MIT: assim se compõe o pódio das melhores universidades do mundo de acordo com a lista de Shanghai, que foi divulgada esta sexta-feira. O domínio norte-americano é absoluto: oito universidades entre as dez primeiras (só Cambridge, em quinto lugar, e Oxford, em nono, conseguem intrometer-se neste topo do topo); 16 nas 20 melhores; 52 nas primeiras 100; um total de 146 na lista das 500.

Na lista deste ano, a China confirma os seus progressos, conseguindo colocar 44 universidades na lista, à frente da Alemanha, que tem 39, e do Reino Unido, com 38 neste ranking organizado pela universidade de Jiaotong, em Shanghai, e que é um dos mais considerados do mundo e cuja divulgação é sempre aguardada com muita expectativa.

As únicas universidades portuguesas a surgir nesta lista são as de Lisboa, que aparece no grupo das que estão entre o 201º e o 301º lugar, do Porto, classificada entre o 301º e o 400º, a de Coimbra, que entrou apenas o ano passado para este ranking e que continua entre os lugares 401º e 500º.

A única universidade portuguesa a melhorar a sua posição nesta listagem foi a de Lisboa, pois o ano passado estava abaixo do lugar 300. Isso pode dever-se à recente fusão entre a velha Universidade de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa, fusão de que resultou a maior universidade portuguesa. Foi a primeira vez que esta nova Universidade de Lisboa foi considerada em conjunto para este ranking.

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Este ranking, conhecido pela sigla ARWU – Academic Ranking of World Universities – existe desde 2003 e tem como critério de ordenação a prestação académica e cientifica de mais de 1200 universidades de todo o mundo.

Para este ranking conta ter entre os seus antigos alunos ou actuais professores e investigadores prémios Nobel e medalhas Fields; o número de artigos publicados nas revistas Science e Nature; os investigadores com elevado número de citações em 21 áreas de estudo; os artigos científicos indexados em ciências e ciências sociais e ainda a prestação académica per capita.

Trata-se pois de critérios que privilegiam muito a capacidade de produção científicas, o que de acordo com alguns crítico favorece as universidades americanas e inglesas por comparação com as da Europa continental. Já os defensores deste ranking argumentam que estes critérios são objectivos e que a menor capacidade de produzir ciência de alto nível em muitas universidades d Europa Continental é um sinal da sua perda de terreno face às universidades anglo-saxónicas e às asiáticas (China, Japão, Coreia do Sul). Na Europa há oito universidades do Reino Unido na lista das 100 primeiras, aparecendo a seguir a Suíça, com cinco instituições.

Listas sectoriais

A Universidade de Jiaotong elabora mais alguns rankings para além da listagem geral das 500 melhores. Fá-lo por grandes áreas científicas – Ciências Naturais e Matemática; Engenharia/Tecnologia e Ciências computacionais; Ciências da Vida e Agronomia; Medicina Clínica e Farmacologia e Ciências Sociais – e por disciplinas específicas – Física, Matemática, Química, Economia e Ciências computacionais. Para cada um destes campos ordena depois os rankings das 200 melhores universidades.

Nas cinco grande áreas as universidades portugueses só se conseguem fazer representar numa: Engenharia/Tecnologia e Ciências computacionais. Aí a Universidade de Lisboa surge entre o 76º e o 100º lugares, estando as universidades do Porto e de Aveiro entre os 151º e 200º lugares.

Quando passados às listagens das disciplinas, a Universidade de Lisboa surge entre o 151º e o 200º na das Ciências Computacionais e entre 76º e 100º na da Matemática. A Universidade do Minho destaca-se na lista da Física, onde está entre os 151º e 200º lugares.