Na semana passada, a Apple lançou, entre outros produtos, dois novos modelos dos seus tablets, o iPad Air 2 e o iPad mini 3. Os aparelhos traziam várias novidades, mas uma das que causou mais furor foi o Apple SIM, um cartão SIM que, pela primeira vez, permite mudar de rede sem ter que mudar o cartão. Para já, essa opção só está disponível no Reino Unido e nos Estados Unidos – e mesmo assim só em algumas operadoras -, mas o site The Verge não perdeu tempo e vaticina já que “o cartão SIM está quase a morrer”.

E porquê? Porque “sempre que a Apple mexeu na fórmula SIM, ganhou”, afirma Chris Ziegler, autor do artigo, afirmando que “as feridas” trazidas por esta nova tecnologia que permite mudar de rede “são mortais” e que é apenas uma questão de tempo até deixar de haver SIM nos produtos Apple, primeiro, e nos produtos das outras empresas, logo a seguir.

Desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007, a forma como a Apple lida com os cartões SIM já mudou diversas vezes. Ao contrário da maioria dos telemóveis existentes na altura, cujo cartão SIM se colocava na parte de trás, simplesmente retirando a bateria, o iPhone trazia uma pequena bandeja que se abria com recurso a um clip ou a uma pequena peça, específica para o efeito, que hoje é usada por diversas marcas.

Depois, a Apple trouxe os micro-SIM, cartões mais pequenos do que os normais, obrigando muitas operadoras a terem esse tipo de cartões disponível – e levando toda a indústria atrás de si, mesmo se, num primeiro momento, esses cartões fossem incompatíveis com os outros aparelhos que tinham sido criados para os SIM normais. E tem sido sempre assim em todas as inovações introduzidas pela empresa liderada por Tim Cook.

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“O lugar único que a Apple tem no mercado dá-lhe um poder extraordinário sobre as operadoras, que são conhecidas por serem [empresas com as quais é] difícil de trabalhar”, afirma Chris Ziegler para justificar a morte que anuncia para os cartões SIM.

A inclusão destes novos cartões nos iPad apresentados esta semana “é um aviso de que o próximo iPhone vai usar SIM reprogramáveis – e que se uma operadora quer vender esse iPhone, é bom que se prepare. É fácil imaginar a Apple a eliminar a bandeja de uma vez e deixar as operadoras que não cooperem para trás”, conclui.