A empresa norte-americana Apple realizou os primeiros contactos com distribuidores no Irão, para uma eventual entrada no mercado daquele país, se as sanções económicas forem aligeiradas, noticiou esta quarta-feira o Wall Street Journal.

Fontes ligadas à Apple, que não tem lojas nem revendedores agregados no Irão, referiram ao diário que altos responsáveis da empresa informática reuniram-se com um grupo de potenciais distribuidores iranianos, na sede deste em Londres.

O grupo não admite dirigir a sua própria loja da Apple no Irão, mas sim utilizar parceiros locais para comercializar, através de franquia, os produtos, à semelhança do realizado em alguns países europeus e asiáticos.

Um porta-voz da Apple contactado pela Agência France Presse (AFP) não quis fazer qualquer comentário sobre o assunto.

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A Apple começou também a desenvolver contactos com outras empresas norte-americanas. Por exemplo, o construtor aeronáutico Boeing anunciou as suas primeiras transações para o Irão, depois do embargo dos Estados Unidos de 1979.

A Boeing vendeu manuais de aviação, desenhos, cartas e dados de navegação à companhia área iraniana, a Irão Air.

Estas operações são legais, pois a Boeing obteve uma licença do Departamento do Tesouro norte-americano para vender peças para aviões, após o levantamento de sanções sobre o transporte aéreo, no quadro das negociações nucleares entre Teerão e as grandes potências (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha).

A General Eletric, que fabrica reatores, obteve também das autoridades norte-americanas a permissão de venda ao Irão de peças sobressalentes de avião.

A Apple poderá beneficiar do levantamento, em maio, pelos Estados Unidos, de uma interdição de exportar tecnologias de comunicação para o Irão, precisou o Wall Street Journal.