As escolas profissionais denunciaram nesta segunda-feira que ainda não receberam qualquer verba este ano letivo, estando em causa cerca de 50 milhões de euros destinados ao pagamento de salários aos trabalhadores e à atribuição de subsídios aos alunos. A Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) reúne-se na terça-feira com os deputados da Comissão de Educação da Assembleia da República, manifestando-se preocupada com a situação.

“A situação que as escolas profissionais estão a viver é mesmo muito grave”, afirma o presidente da ANESPO, Luís Presa, em comunicado, adiantando que se não forem desbloqueadas as verbas rapidamente, “muitos milhares de professores e funcionários não vão receber salários e muito menos subsídios de Natal”. Estas escolas, segundo a associação, envolvem cerca de 35.000 alunos, milhares de professores, formadores, pessoal auxiliar e administrativo.

Os casos mais graves verificam-se no Norte, na região centro e no Alentejo. De acordo com a ANESPO, as escolas são financiadas pelo Estado português e por fundos europeus, não resultando o problema de falta de verbas, mas de “falta de informação e de articulação entre departamentos governamentais”.