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Uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Com eleições antecipadas marcadas para o final de novembro, Espanha prepara-se também para uma greve geral pelo direito à habitação. Os dois maiores sindicatos espanhóis decidiram convocar uma paralisação de 24 horas no outono, para exigir salários que permitam aos trabalhadores pagar uma habitação digna. A data da greve geral ainda não foi definida e será negociada com organizações sociais e com os sindicatos das inquilinas. A decisão surge depois do Parlamento espanhol ter rejeitado dois decretos do governo sobre habitação e após vários dias de protestos contra os despejos e as dificuldades no acesso a uma casa. No mesmo dia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou eleições antecipadas para 29 de novembro, depois da derrota parlamentar nas medidas para a habitação. Os sindicatos defendem, entre outras medidas, a criação de um parque público permanente de habitação, a limitação do preço das rendas e a aplicação efetiva da lei pelo direito à habitação. Isto numa altura em que continuam as manifestações em Espanha. Esta noite em Barcelona houve momentos de tensão, com alguns manifestantes a recusarem abandonar as ruas e os locais após ordens de dispersão das autoridades. Já a pensar nas eleições, o líder do partido Vox em Espanha acredita que pode formar governo com o PP. Santiago Abascal apresentou as três condições do programa para um futuro governo.

Os espanhóis devem saber que nós estamos absolutamente preparados para oferecer as soluções que o nosso país necessita e que devem atender à prioridade nacional, para que os espanhóis não estejam nunca mais discriminados na sua própria pátria, para que não sejam os últimos em Espanha. Soluções que devem atender à desregulamentação, para livrar a nossa economia, o nosso modelo produtivo, todas as corrupções, todas as ideologias e soluções que abordem a remigração, porque há que reverter a invasão migratória.

Estas promessas de Santiago Abascal, líder do Vox. Já o líder da oposição em Espanha saúda o anúncio de eleições antecipadas. Alberto Núñez Feijóo diz que estas eleições serão diferentes. Desta vez não será uma questão de PP versus PSOE, mas sim de Espanha contra Pedro Sánchez.

A pergunta que faço aos espanhóis é se querem mais quatro anos disto ou se estão dispostos a dar uma oportunidade à mudança. Sofremos políticas sem escrúpulos e um líder com poder sem limites, um governo disposto a tudo. Agora é momento de escolher entre um projeto de ambição individual ou um projeto para o país. Não são eleições como antes. Este vai ser um duelo entre Espanha e o que representa Pedro Sánchez. A nação e a democracia têm de vencer quem mais dano lhe causou.

A reação do líder da oposição em Espanha, Alberto Núñez Feijóo. Já Pedro Sánchez tinha dito antes de dissolver o Parlamento que quer uma maioria progressista mais ampla.

Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o nosso apoio. Para dar seguimento às reformas de que precisamos, para que a cidadania possa reduzir os níveis de desigualdade, devemos mobilizar-nos e devemos garantir que o Parlamento nos dote de uma maioria muito mais ampla e progressista, com a qual possamos derrotar as elites, conquistar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha.

É o que pretende alcançar Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol, com estas eleições antecipadas. O primeiro-ministro espanhol quer reforçar o poder do PSOE no Parlamento. Por cá, André Ventura insiste que Aguiar Branco está amarrado aos interesses do PSD e do PS. O presidente da Assembleia da República afirmou esta segunda-feira que deve ser respeitada a prática parlamentar de haver apenas duas comissões de inquérito em funcionamento em simultâneo. Uma posição que o líder do Chega contesta e que poderá adiar a CPI aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária para o próximo ano. Depois de ter enviado uma carta a José Pedro Aguiar Branco, André Ventura volta a acusar o presidente da Assembleia da República de obstaculizar a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves.

O Chega já fez tudo o que podia fazer. Nós já pusemos o projeto, já o garantimos positivamente, já indicámos os nomes. Agora ela tem que ser dada a tomada de posse. Se Aguiar Branco recusar fazê-lo, está a ter um ato inconstitucional, uma coisa claramente contrária à Constituição. Mas pior do que isso, está a mostrar que é um presidente da Assembleia igualmente preso a interesses, como era Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva. E isso é errado. É inconcebível aceitar que uma comissão de inquérito possa parar porque estão duas a decorrer.

A acusação de André Ventura, entrevista ao canal NOW. O líder do Chega quer que esta comissão de inquérito avance já. Adianta que vai falar com José Pedro Aguiar Branco esta terça-feira, para perceber o motivo das declarações do presidente da Assembleia da República. Os médicos e gestores hospitalares do Serviço Nacional de Saúde criticam o chamado turismo de saúde. Dizem que a situação está fora de controle. O fenômeno está concentrado nas zonas com maior proporção de população migrante, como a Grande Lisboa, o litoral alentejano e o Algarve, e afeta, sobretudo, uma área do SNS particularmente pressionada pela falta de recursos humanos, a obstetrícia. Os utentes vêm principalmente do Indostão e dos PALOP e a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares já pediu para que o problema não seja ignorado. Marines Rocha.

O turismo de saúde está a afetar o SNS, que para além dos residentes, tem de atender milhares de pessoas que vêm a Portugal para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita. Isto acontece especialmente com grávidas que vêm para Portugal no fim da gravidez para terem os filhos. É o que garante o médico João Gameelas, que foi durante dois anos o diretor clínico da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. O médico acrescenta que é uma tendência que se tem sentido cada vez mais. As grávidas vêm sobretudo da Ásia, especialmente da Índia e do Bangladesh. João Gameelas fala num episódio recente em que uma equipa do INEM se deparou com uma casa no centro de Lisboa, em que estariam a viver mais de 20 grávidas vindas da Ásia, que chegaram a Portugal através de uma rede organizada com o objetivo de realizarem os partos aqui. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares pede que o problema seja atacado, mas nem os governos, nem a Assembleia da República intervieram ainda para limitar esta utilização abusiva do SNS. Mesmo perante os dados dos vários relatórios e auditorias elaborados pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, a IGAS concluiu que em 2024, quase 60% dos estrangeiros não residentes que recorreram às urgências da Unidade Local de Saúde de São José não tinham seguro ou acordo de saúde, sendo que se registou um aumento superior a 120% do número de partos de mulheres estrangeiras não residentes de 2023 para 2024 na Maternidade Alfredo da Costa. Posto isto, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde exige taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e um sistema de checkout para evitar fugas a pagamentos. Já os gestores hospitalares defendem que os cuidados devem ser pagos e propõem mais foco na cobrança junto das embaixadas para que os pagamentos sejam assegurados. A jornalista Maria Inês Rocha com os detalhes sobre a situação atual do SNS, em que milhares de não residentes recebem serviços de saúde gratuitos. O tema do turismo de saúde voltou à agenda pública nas últimas duas semanas, depois da presidente da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra ter afirmado, em entrevista ao Observador, que há muitas pessoas que chegam ao aeroporto de Lisboa e se dirigem para o Hospital Fernando da Fonseca, de forma a receberem cuidados de saúde, ficando hospedadas na casa de familiares, na zona de abrangência daquela Unidade Local de Saúde. Este é um artigo que pode ler na íntegra em observador.pt, da autoria do jornalista Tiago Caeiro. É um novo episódio na novela Cristiano Ronaldo. O jornalista britânico Piers Morgan acusa Jorge Jesus de faltar ao prometido e de ter tratado o internacional português como um jogador mediano. Quando Ronaldo abandonou o estágio da Seleção Nacional em Copenhaga, na Dinamarca, prometeu contar toda a verdade aos portugueses. Enquanto essa revelação não acontece, as versões sobre a polêmica começam a surgir através de pessoas próximas do antigo capitão da seleção. Primeiro surgiu a acusação de traição feita pelo amigo Edu Aguirre. Agora é Piers Morgan quem apresenta uma explicação mais aprofundada sobre o que terá acontecido nos bastidores do estágio. O jornalista britânico, a quem CR7 já deu várias exclusivas, contou uma nova versão dos factos.

Foram-lhe dadas garantias absolutas sobre a forma como o Ronaldo seria utilizado. Foi uma das razões pelas quais decidiu continuar a carreira internacional. No primeiro jogo, é substituído aos 67 minutos e fica um pouco chateado. Ao segundo jogo, Jesus diz-lhe: "Quero-te durante 30 minutos contra a Noruega", e o Ronaldo responde: "Está bem, se é isso que queres, eu faço". Para ele é tudo uma questão de respeito, terem-lhe prometido uma coisa e depois ter acontecido o contrário, ter feito o aquecimento e não ter sido utilizado. O Ronaldo considerou uma falta de respeito. Até que, por fim, disse a Jesus: "Vai te lixar", apanhou um avião e foi-se embora.

Piers Morgan acusa Jorge Jesus de quebrar uma promessa para com Cristiano Ronaldo. O jornalista britânico diz que o selecionador português menosprezou e humilhou o antigo capitão da Seleção Nacional.

Depois desse episódio, Jorge Jesus pediu-lhe desculpa e repetiu esse pedido de desculpa também ao presidente Pedro Proença, dizendo que iria explicar tudo publicamente, que a situação não deveria ter acontecido. Mas na conferência de imprensa, fez exatamente o contrário. Decidiu armar-se em tenário e humilhou, menosprezou o Ronaldo. Tentou colocá-lo de volta no lugar ao dizer: "Para mim, todos os jogadores são iguais, blá-blá-blá", o que irritou ainda mais o Cristiano.

As mais recentes declarações do jornalista Piers Morgan, amigo de Cristiano Ronaldo, esta noite no programa "Football Uncensored", que está disponível no YouTube. Notícia de fecho nesta edição da 01:00 a.m. As notícias estão de regresso à 01:30 p.m., em formato síntese.