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As notícias. É o Jornal das Quatro da Rádio Observador, com edição de José Rafael Lopes. E José, começamos com as eleições presidenciais no Brasil. Falta uma hora para o fecho das urnas em Portugal.

Em Portugal, são quase 140 mil eleitores brasileiros inscritos para votar, número que representa um aumento de mais de 60% face às últimas eleições presidenciais do país, em 2022. A Universidade de Lisboa é o local que reúne mais eleitores em todo o país. Cerca de 79 mil pessoas estão registradas para votar. É para lá que vamos em direta ao encontro do jornalista David Biléu. David, com o aproximar da hora de fecho das urnas, a afluência aumenta?

A afluência tem vindo a diminuir cada vez mais ao longo das horas. Neste momento, as filas que no início da manhã, ao abrir das urnas às 8h, se encontravam paralisadas, agora são marcadas pelo constante movimento de pessoas. Vemos aqui vários espaços vazios, ainda algumas camisolas verdes e amarelas, outras camisolas vermelhas, muito associadas ao Partido dos Trabalhadores, mas a afluência é, de facto, cada vez menor. Ao longo do dia, temos ouvido várias opiniões de eleitores e eleitoras brasileiros para perceber se a polarização que as sondagens davam conta, de facto, se confirma. Cristiano Soares, um apoiante de Flávio Bolsonaro, espera que o candidato da direita, com o apoio do pai, faça grandes mudanças no Brasil.

Com certeza, porque com o apoio do pai, com a família Bolsonaro, o Brasil vai mudar. Nós temos apoio muito grande no Brasil, nós somos brasileiros, chega de PT, chega desse corrupto, chega desse presidente bandido. Só sabe gastar nosso dinheiro, distribuir nosso dinheiro para ter voto. Estamos cansados disso.

Já Denny Souza, apoiante do candidato do Partido dos Trabalhadores, diz que concorda com a política de Lula no que diz respeito à defesa da soberania do país e também na defesa dos mais vulneráveis.

A questão da soberania do Brasil, que o Lula defende mesmo a questão da soberania do Brasil, as políticas aos menos favoráveis. O Brasil vive um momento de divisão, aquela coisa, uns têm, outros não. Então eu vejo que a política dele favorece aos que não têm, as pessoas que não têm acesso a nada. Eu penso que ele é capaz de favorecer essas pessoas. Eu penso mesmo nessas pessoas.

Estes são mais dois testemunhos daqueles que fomos ouvindo ao longo do dia. Neste momento, podemos observar algumas pessoas, não muitas, mas a entrar para as urnas, nomeadamente aqui frente à Reitoria da Universidade de Lisboa. As urnas fecham daqui a uma hora, às 17h, hora em que também se espera o discurso e o balanço final do cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeias. Zé.

A reportagem do David Biléu, a partir da Alameda Universitária, dá conta dessa afluência a diminuir com o aproximar da hora de fecho das urnas em Portugal. Falava o David no cônsul-geral brasileiro, que vai falar depois das 17h. Da parte da manhã, já falou, diz que acredita que hoje vão votar na capital portuguesa 40 mil brasileiros. Alessandro Candeias coloca essa fasquia, embora estejam inscritas cerca de 70 mil pessoas.

Realisticamente, é possível que ao longo das 8h às 17h, passem por aqui 35, 40 mil eleitores. Eu acredito que devem já estar perto dos 20, 25 mil, mas de fato, não há como comprovar isso agora. Somente as urnas eletrônicas têm esse dado preciso.

Dados oficiais só depois das 17h, sendo que nas eleições de 2022 votaram 46% dos brasileiros inscritos em Portugal. O embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Silva, realçou o esforço feito para dar hoje todas as condições de voto aos brasileiros.

O consulado, juntamente com a embaixada, como o embaixador acabou de falar, organizou todo esse aparato, alargamos os espaços para que os brasileiros que se habilitaram a votar tivessem um espaço de conforto e sem filas e sem tumulto. Alargamos o espaço para votação com a reitoria, a Faculdade de Letras, e como você vê, está funcionando tudo muito bem, não é, embaixador? No sentido de que as filas sejam menores, não tenha tumulto. E isso é muito importante para que o brasileiro exerça o seu direito de voto com muita tranquilidade.

Pela primeira vez, há três mesas de voto em Lisboa para as eleições presidenciais brasileiras. Às 17h fecham as urnas em Portugal.

Lula da Silva e Flávio Bolsonaro também já votaram nestas eleições presidenciais.

Flávio Bolsonaro foi o primeiro dos 12 candidatos a votar no Brasil e deixou uma garantia que está preparado para assumir a presidência do país.

É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso, que apostou tudo, que vale tudo, que perdeu a linha de usar dinheiro público e a máquina pública para tentar interferir nas eleições, os amigos do Lula interferindo nas eleições, e isso tem que mudar. O Brasil não aguenta mais quatro anos disso e a única alternativa é Flávio Bolsonaro. E é com muita tranquilidade, muita consciência, que eu estou mais do que preparado para presidir esse país e devolver o direito às famílias brasileiras de voltarem a sonhar.

Flávio Bolsonaro, que de acordo com as sondagens, está ligeiramente atrás de Lula da Silva, o atual presidente brasileiro, sendo que Lula da Silva votou em São Paulo, depois de ter votado, falou aos jornalistas para dizer que está confiante e que há milhões de brasileiros que são chamados a votar para decidir o rumo do Brasil.

O que está em jogo é a definição de um projeto de Brasil O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso, entre o crescimento econômico e o retrocesso. O povo é soberano e o resultado do povo será acatado por todos os 215 milhões de brasileiros.

As palavras de Lula da Silva depois de ter votado, fê-lo em São Paulo.

Ainda na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia agradece a solidariedade do chanceler alemão para com o povo ucraniano.

Volodymyr Zelensky agradeceu a Friedrich Merz a visita surpresa que fez a Kiev. O líder alemão foi à Ucrânia para apoiar a causa nacional contra a Rússia, ação que não passou despercebida a Zelensky. O presidente ucraniano diz que é um sinal claro da cooperação entre a Ucrânia e os países europeus. Sobre este tema, a especialista Liliana Reis diz não ter dúvidas de que a Ucrânia é dos países mais importantes para a segurança da Europa.

A Ucrânia está se a tornar o parceiro mais importante do ponto de vista tecnológico e militar. O que com as debilidades do ponto de vista da defesa que a Europa tem, isto é importantíssimo, porque pode efetivamente fornecer conhecimento e tecnologia à Europa, que nós precisamos sobremaneira. E Merz aquilo que hoje está a fazer não é apenas uma visita diplomática. Também me parece que é uma visita com uma ambição ao nível estratégico e militar muito importante.

A análise no gabinete de guerra de Liliana Reis sobre esta visita surpresa do chanceler alemão a Kiev.

E a presidente do Tribunal de Contas admite recorrer da reforma na instituição para o Tribunal Constitucional.

Em causa a reforma da lei de organização e processo do Tribunal de Contas levada a cabo pelo governo. Em entrevista à Antena Um e ao Jornal de Negócios, Filipa Urbano Galvão diz que há razões para o presidente da República levar o diploma ao Palácio Ratton. Ainda assim, apesar do aviso deixado António José Seguro, a responsável assume que se o presidente pensar de outra forma, vai ponderar não aplicar as normas que considera inconstitucionais.

Um bom controle interno não dispensa o controle externo independente. O controle externo independente tem que acompanhar o próprio controle interno que é feito. O tribunal não pode sair de cena, tem que ter um acompanhamento mais intenso, que não está previsto neste momento na proposta de lei. Se não houver quem pretenda, digamos assim, acompanhar o pensamento do tribunal e levar eventualmente a questão ao Tribunal Constitucional, o próprio tribunal pode fazer chegar essa questão ao Tribunal Constitucional em sede de fiscalização concreta.

E depois pedir então a apreciação das mesmas em sede de fiscalização, é o que defende Filipa Urbano Galvão. Já sobre o fim do visto prévio, a presidente do Tribunal de Contas considera que a ideia de que uma administração pública mais ágil garante mais eficácia na gestão das finanças está ainda por demonstrar.

E viramos agora as atenções para o desporto. O Gonçalo Inácio ficou de fora da ficha de jogo de Portugal para o encontro de hoje com a Noruega.

Encontro para a Liga das Nações. A UEFA permite apenas vinte e três nomes na ficha de cada jogo. Há três guarda-redes que têm de lá estar. Perante estas regras, o selecionador nacional optou por deixar de fora o jogador do Sporting. Gonçalo Inácio já tinha ficado de fora na partida com o País de Gales e não saiu do banco de suplentes nos jogos frente à Noruega e à Dinamarca. Hoje, no Estádio do Dragão, quando faltarem quinze minutos para as oito da noite, Portugal mede forças com a Noruega. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.

A nossa emissão especial desportiva arranca depois do Jornal das sete. E é assim que fechamos o Jornal das quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, até já.

Até já.