Na véspera da comemoração dos 150 anos do DN, o diretor do jornal, André Macedo explicou que a missão da direção, que assumiu funções a 15 de setembro, é “relançar o jornal de forma a responder de forma mais clara ao que os leitores querem no papel e no digital”, o que passa por “regressar à matriz original de qualidade”.
Depois de alterações no papel, ao nível do grafismo, das secções e dos colunistas, o grande desafio “para os próximos seis meses” é a remodelação da edição online e o lançamento de aplicações para telemóvel, que “é a forma mais rápida de chegar às pessoas”.
“Há tudo por fazer no digital”, adiantou André Macedo, que acredita que, por esta via, é possível chegar às gerações que habitualmente não compram o DN, dar-lhes a conhecer o novo produto e até levá-las a comprar o jornal.
Para o diretor, que substituiu João Marcelino à frente do diário, deixando a direção do projeto Dinheiro Vivo, “a capacidade de crescimento do ‘site’ é muito maior”.
Já no papel, as mudanças estão a ser introduzidas “progressivamente de forma a não perder os leitores que são o património do jornal”, com o objetivo final de “fazer um jornal de qualidade”.
“Queremos que, ao completar um ano da nova direção, as mudanças estejam alinhadas para termos um produto coerente, com uma matriz comum”, declarou.
Sobre a redação, André Macedo disse que “para já está estabilizada”, referindo que, quando assumiu funções, o jornal tinha saído de dois despedimentos coletivos com vista à redução de custos, que “foi um golpe muito profundo”.