Já abriu em Milão aquela que é considerada a exposição mais ambiciosa dedicada a Leonardo da Vinci. A retrospetiva, a primeira organizada em Itália desde o início da Segunda Guerra Mundial, reúne centenas de trabalhos do mestre da Renascença, mas não só. Vários artistas seus contemporâneos têm também um lugar de destaque.

Apesar de já terem sido organizadas várias exposições desde 1939, esta é a primeira grande retrospetiva do artista italiano. Isso deve-se principalmente “ao facto de muitos dos seus trabalhos, pintados em painéis de madeira, serem tão frágeis”, explicou ao The Art Newspaper Maria Terese Fioro, uma das curadoras de Leonardo 1452-1519. “Mas também devido à dificuldade de lidar com a produção intelectual e artística de da Vinci sem cair em generalizações ou em ‘exposições-espetáculo’ centradas num só trabalho”.

Leonardo 1452-1519 reúne centenas de trabalhos do mestre italiano, que incluem quadros, esboços e manuscritos. O mais famoso quadro de da Vinci, a “Mona Lisa”, não está entre as centenas de obras expostas. Apesar disso, não faltam obras emblemáticas, como “São João Baptista”, “La Belle Ferronière” e o famoso “Homem de Vitrúvio”.

A exposição está dividida em 12 núcleos temáticos dedicados, não só à produção artista de da Vinci, mas também à sua atividade como cientista. A fechar existe um núcleo dedicado à reflexão e à “criação do mito” de Leonardo. Em destaque estão também várias obras de artistas contemporâneos e anteriores a da Vinci, como Sandro Botticelli, Fillippino Lippi, Paolo Ucello, Lorenzo di Credi, os irmãos Antonio e Piero del Pollaiolo e o arquiteto Donato Bramante.

Leonardo da Vinci nasceu em 1452 em Anchiano, na província de Florença. Engenheiro, cientista, escultor e pintor, é considerado um dos grandes nomes da pintura renascentista italiana. Viveu em Milão no início da carreira artística, trabalhando para o duque Ludovico Sforza. Passou os últimos anos de vida em França, onde morreu em 1519.

A exposição, patente no Palazzo Reale de Milão até 19 de julho, foi organizada de modo a coincidir com a Expo Milão, que irá decorrer entre 9 de maio e 31 de outubro. Os bilhetes custam 12 euros.