Perante a notícia de que uma nave espacial russa está a cair descontroladamente em direção à Terra, é difícil não recordar a chegada do Homem a território extraterrestre. Desde muito cedo que brotou na humanidade o desejo de ultrapassar os seus limites físicos e aumentar os seus horizontes, fazendo crescer uma insaciável curiosidade em busca da evasão espacial. É a conquista do espaço. Mas durante este caminho surgiram algumas amarguras para a Ciência e para a Humanidade. Esta é a síntese da longa história do Homem no espaço.
Pequenos passos para o Homem
São os soviéticos os primeiros a explorar a possibilidade de chegar ao Espaço, ao projetar naves e foguetes. Pouco depois, os Estados Unidos da América entram na corrida ao Espaço, patenteando alguns foguetes. Em 1915, ergue-se a NACA que virá a ser a primeira versão da atual NASA. Ao fim de nove anos, a URSS cria a Sociedade para o Estudo das Viagens Interplanetárias. Muita tecnologia é construída a partir daqui e a Ciência desenvolve-se exponencialmente, numa guerra das estrelas entre americanos e soviéticos. Os viajantes do espaço soviéticos chamavam-se cosmonautas, enquanto os americanos denominavam-se astronautas.
Até que a União Soviética lança o primeiro satélite artificial, Sputnik-1, demonstrando a sua supremacia e deixando os americanos desesperados. Está assim inaugurada a Era Espacial e os soviéticos não cessam de marcar pontos: levam o primeiro mamífero ao Espaço, a cadela Laika, efetuam a primeira órbita ao Sol e levam o primeiro objeto humano para terreno lunar.
Grandes passos para a Humanidade
Em 1961, Iuri Gagarine torna-se o primeiro Homem a viajar no Espaço ao orbitar a Terra. Os americanos dizem “Basta!” e, no mesmo ano, John Kennedy promete que, até ao final daquela década, levaria o Homem em segurança até à Lua. Muitos julgam-no doido, mas a proposta de Kennedy mobilizou por completo o país: iniciou-se a formação superior em diversas engenharias e levantaram-se fábricas. E tanto dos Estados Unidos como a URSS surgem grandes evoluções tecnológicas. Em prol disto, muitos cientistas sacrificam a sua própria vida.
Entretanto, nasce a ESA, em 1964. A agência espacial europeia entra na corrida ao espaço de forma mais pacífica e vai avançando discretamente. O investimento às missões da ESA são conseguidas graças a 22 membros da União Europeia e Portugal está na lista.
Em 1969, Neil Armstrong, Michael Collins e “Buzz” Aldrin embarcam na Eagle, uma cápsula transportada pelo foguetão Columbia. A 16 de Julho, um milhão de pessoas concentrou-se no Cabo Canaveral para assistir ao auge daquela ambição. Oito dias de viagem, oitocentos mil quilómetros de Universo virgem. A 21 de Julho, ouve-se na NASA: “Houston, a Eagle aterrou”
Apenas mais tarde, Armstrong coloca o pé em solo lunar e profere as palavras que marcaram as jornadas espaciais. E numa versão inglesa para “Em perigos e guerras esforçados, mais do que prometia a força humana, e entre gente remota edificaram, Novo Reino que tanto sublimaram” o astronauta diz:
Um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Humanidade.
E agora?
Estas foram as épocas de ouro da conquista espacial. A partir deste momento, as naves espaciais tornaram-se muito mais complexas e os objetivos tornaram-se outros: voltar à Lua, com certeza, mas também alcançar Marte, otimizar os satélites, levar os engenhos humanos até aos planetas longínquos e explorar os confins do Universo em busca de mais respostas sobre a vida na Terra… e no resto do mundo.
A NASA tem inúmeras missões em andamento aqui, chão firme, mas continua com os olhos virados para cima. Além da Estação Espacial Internacional, a agência norte-americana está a trabalhar numa missão ao asteróide mais próximo da Terra em busca de mais pistas sobre a origem do nosso planeta (Asteroid Redirect Initiative).
Outra iniciativa da NASA é a nave Orion, que promete “levar o Homem mais longe do que alguma vez teve”. Esta promessa surge depois dos sucessos das missões Gemini – que estuda a hipótese de regressar à Lua -, Mercury ou do famoso Space Shuttle.
Estes são os planos para colocar o Homem de volta ao espaço, mas os incontáveis planos americanos vão muito mais longe. Conheça-os ao pormenor da NASA aqui e da ESA aqui.
As cinco maiores tragédias da corrida espacial
Chegadas ao espaço, pés na Lua, robôs em Marte, telescópios potentíssimos e satélites espalhados um pouco por todo o mundo. O Homem chegou ao espaço e parece não ter intenções de mudar esse rumo. Mas da perseverança dos cientistas também surgem alguns desastres. Estes são os seis mais marcantes.