As escolas privadas dão melhores notas aos alunos, em comparação com as instituições públicas. A conclusão é de um novo método de análise do Ministério da Educação e da Ciência (MEC), que pretende analisar os critérios de avaliação utilizados pelos estabelecimentos de ensino: 14 escolas privadas subiram as notas dos estudantes, contra quatro públicas que inflacionaram as avaliações.

Os estabelecimentos de ensino privados que inflacionaram as notas dos alunos, concentram-se todos no norte do país.

O novo instrumento do MEC, cujos resultados foram publicados este fim-de-semana, indica que os escolas nacionais terão diferentes critérios para avaliar os alunos.

Recorde-se que para se candidatarem ao Ensino Superior, os alunos concorrem a partir de duas variáveis: as notas obtidas ao longo dos três anos do ensino secundário (ou seja, avaliações feitas pelos estabelecimentos de ensino) e as notas conseguidas com os exames nacionais.

Por causa disso, as escolas deveriam ter critérios de avaliação semelhantes de forma a uniformizar os resultados dos alunos, mas não foi a essa conclusão que chegou o gabinete de Nuno Crato.

Para analisar, o MEC comparou as notas internas dadas pelas diferentes escolas aos alunos que tiveram resultados semelhantes nos exames nacionais.

14 Escolas privadas que inflacionaram as notas dos alunos:

  • Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, distrito de Braga
  • Colégio João Paulo II, em Braga, distrito de Braga
  • Externato Carvalho Araújo, em Braga, distrito de Braga
  • Colégio Sezim, Egas Moniz, em Guimarães, distrito de Braga
  • Externato Camões, em Gondomar, distrito do Porto
  • Externato Liceal Paulo VI, em Gondomar, distrito do Porto
  • Colégio Novo da Maia, na Maia, distrito do Porto
  • Colégio D. Duarte, no Porto, distrito do Porto
  • Externato Ellen Key, no Porto, distrito do Porto
  • Colégio Luso-Francês, no Porto, distrito do Porto
  • Externato Ribadouro, no Porto, distrito do Porto
  • Colégio da Trofa, na Trofa, distrito do Porto
  • Colégio do Minho, em Viana do Castelo, distrito de Viana do Castelo
  • Colégio de Lamego, em Lamego, distrito de Viseu

4 Escolas públicas que inflacionaram as notas dos alunos:

  • Escola Secundário Júlio Dinis, em Ovar, distrito de Aveiro
  • Escola Secundária de Fafe, distrito de Braga
  • Escola Secundária João de Deus, em Faro, distrito de Faro
  • Escola Secundária D. Afonso Sanches, em Vila do Conde, no distrito do Porto

Mas a análise não se esgota aqui. Pelo contrário, também há escolas que são mais exigentes a dar notas: há sete instituições públicas, e apenas quatro privadas, a dar notas mais baixas.

7 Escolas públicas que baixaram as notas dos alunos:

  • Escola Secundária José Estevão, em Aveiro, no distrito de Aveiro
  • Escola Básica e Secundária da Batalha, no distrito de Leiria
  • Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, distrito de Lisboa
  • Escola Secundária de São João do Estoril, em Cascais, distrito de Lisboa
  • Escola Secundária do Restelo, no Restelo, distrito de Lisboa
  • Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, distrito de Lisboa
  • Escola Secundária Drª Felismina Alcântara, em Mangualde, distrito de Viseu.

4 Escolas privadas que baixaram as notas dos alunos:

  • Colégio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria
  • Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, em Monte Redondo, distrito de Leiria
  • Escola Técnica e Liceal Salesiana de Sto António, no Estoril, distrito de Lisboa
  • Colégio de Santo André, na Venda do Pinheiro, distrito de Lisboa

Para a análise, avaliaram-se os exames nacionais dos 11º e 12º anos, de todas as disciplinas, realizados pelos alunos internos de 558 escolas. Os dados estão disponíveis aqui desde este sábado.