Small Black – Best Blues

Saiu no passado dia 16, mas não podíamos deixar passar este disco no crivo do destaque. Misturado por Nicholas Vernhes (nome associado aos The War on Drugs e Deerhunter), o terceiro álbum do quarteto nova-iorquino é absolutamente contagiante. São 10 temas para ouvir sem interrupções, mas se tiver de parar e repetir, é provável que isso aconteça neste single:

Jonathan Bree – A Little Night Music

Mudando completamente de ritmo e de continente, viramos o azimute para uma boa banda sonora para estas noites cada vez mais longas. Jonathan Bree é mais conhecido por ter sido um dos fundadores dos The Brunettes, uma banda neozelandesa popular no final dos anos 1990. Lançou agora o segundo álbum a solo, uma sequência de melodias serenas e dramáticas, de inspiração clássica, cantadas com voz macia. Sem contradições e com violinos.

Glockenwise – Heat

Já palmilharam vários palcos europeus e marcaram presença nos grandes festivais portugueses. Dizem-se uma banda portuguesa de trash pop, mas o quarteto de Barcelos demonstra neste terceiro álbum que estão longe de ser lixo.

Les Crazy Coconuts – Les Crazy Coconuts

Fizeram parte da compilação “Leiria Calling” e foram vencedores do Festival Termómetro. Gostam de rádio e de sapateado. Agora, a banda de Leiria estreia-se nos álbuns com este belo e improvável cruzamento, que vai ser apresentado ao vivo no início de dezembro. Até lá, dance:

Dave Gahan & The Soulsavers – Angels & Ghosts

Desde 1980 que Dave Gahan foi a voz dos Depeche Mode, mas desengane-se quem espera um ritmo idêntico deste cruzamento com os The Soulsavers. Foi gravado à distância (entre Nova Iorque e a zona rural de Inglaterra) e resultou num disco negro e intenso, com elementos gospel e blues. Dave Gahan numa faceta desconhecida para muitos.

Killing Joke – Pylon

Num registo muito mais pesado, assinalamos o regresso dos britânicos Killing Joke. Formados no final da década de 1970, publicaram a semana passada o 15.º álbum de estúdio. Ao longo de décadas inspiraram muitas bandas (Nine Inch Nails, Faith No More), a formação original continua reunida e a idade não lhes tirou a forma nem a inspiração. Punk industrial on the rocks.

D.A.M.A – Dá-me Um Segundo

São um caso de sucesso na música portuguesa, seja pelo forte impacto nas redes sociais seja pelas largas dezenas de espetáculos realizados de norte a sul do país. Os três D.A.M.A estão para as curvas e neste segundo single do novo álbum, contam com a participação do compositor brasileiro Gabriel, O Pensador.

Primitive Reason – Walk Inside

Continuando em português, uma nota para esta coletânea dos Primitive Reason, uma retrospectiva de singles que inclui um inédito que dá o nome ao disco. É um resumo que dá a conhecer, a quem deixou escapar, a música de uma banda formada em 1993, com seis álbuns de originais e vários EPs editados e que cruzam vários estilos e influências, agora compilados. Para fãs e iniciados.

Ainda um sublinhado para assinalar o regresso de duas vozes femininas. Contudo, são discos que não estão disponíveis nas plataformas de streaming, pelo que não os conseguimos ouvir na totalidade.

Joanna Newsom já fez questão de dizer publicamente que não confia no modelo de streaming. A menina de voz aguda que ficou conhecida pelo uso de um instrumento pouco usual no mundo da pop, volta a usar a harpa em Divers. É o quarto álbum de estúdio (em mais de dez anos de carreira) e este single mostra uma artista mais madura e a linha mestra de um disco muito bem recebido pela crítica. A magia mantém-se.

O outro destaque vai para Liberman, da também norte-americana Vanessa Carlton. Já se passaram 13 anos sobre o hit single “A Thousand Miles”, que colocou a então jovem compositora e intérprete no mapa da pop mundial. O primeiro single do quinto álbum de originais é bem mais polido e bom para abrir o apetite:

https://soundcloud.com/vanessacarlton/blue-pool