Young Galaxy – Falsework

Já é notícia desde há uma semana, quando ficou disponível em pré-escuta no SoundCloud. Falsework é o quinto álbum de originais da dupla canadiana, foi gravado no estúdio da banda em Montreal e no estúdio do produtor Dan Lissvik, em Gotemburgo, na Suécia. Nesta geografia gelada nasceu mais um álbum de pop eletrónica, na linha dos dois discos anteriores. É um disco alegre que inclui alguns singles orelhudos e os melhores estão logo ao início. Dance.

Beach House – Thank Your Lucky Stars

Victoria Legrand e Alex Scally são outro duo maravilha da América do Norte, mais concretamente de Baltimore (EUA). De cada vez que dão um ar da sua graça entram como que automaticamente para a lista dos “obrigatórios”, quase como um ato de fé. Ainda para mais, foi o segundo disco lançado este ano — sucede a Depression Cherry, que achamos mais interessante — e fará seguramente parte da atual digressão europeia, com passagem por Portugal dias 23 e 24 deste mês.

Alana York – Dream Magic

Outra dupla canadiana, Alana Yorke e Ian Bent. O álbum de estreia saiu a semana passada, tal como demos notícia na rubrica Uma Música por Dia. São sete temas que seguem a linha do single de apresentação, mas isso não lhes retira o interesse, pelo contrário, os Alana Yorke são ilustres desconhecidos que merecem ser seguidos com atenção.

Edie Brickell & Steve Martin – So Familiar

Para fechar as duplas nas sugestões da semana, recomendamos o segundo trabalho da dupla Edie Brickell e Steve Martin. A primeira gravação que fizeram juntos resultou num Grammy em 2013 (“Best American Roots Song”) e, dotados de um talento nato, encontramos neste novo disco feito de voz e bandolim mais música tradicional norte-americana (folk), que vai servir de banda sonora para um espetáculo na Broadway chamado “Bright Star”.

Balla – Arqueologia

É um disco e também um livro, compactado no tamanho de um CD. O sexto disco de Armando Teixeira é uma coleção de eletrónica cantada em português que foge ao trilho da vulgaridade. O caminho nem sempre é fácil, mas vale a pena descobrir. Para ajudar, o guia desta viagem tem recantos escondidos nos QR Codes que se espalham pelas 68 páginas do livro/CD. É caso para dizer que os Balla ainda fazem valer a pena comprar um disco para agarrar com as mãos. A primeira apresentação ao vivo de Arqueologia é já no dia 6, no Musicbox em Lisboa.

https://www.youtube.com/watch?v=wNdJ5ARYpjM

Madredeus – Capricho Sentimental

Dois anos depois de Essência, a compilação de 2012, a banda liderada por Pedro Ayres Magalhães edita o primeiro disco de originais para a voz de Beatriz Nunes. Em Capricho Sentimental está também a harpa de Ana Isabel Dias, o violoncelo de Luís Clode e os sintetizadores de Carlos Maria Trindade. Este é o primeiro single:

https://www.youtube.com/watch?v=jI9Am-qIk4k

Boogarins – Manual

Agora em português do Brasil, está aí o segundo álbum dos Boogarins. O formato pop/rock psicadélico não passa de moda e o quarteto de São Paulo aproveita o ritmo tropical para mais um brilharete. Para ver e ouvir, ao vivo e a cores, dias 14 e 15 de novembro (Lisboa e Porto).

https://soundcloud.com/other-music-recording-co/boogarins-manual-6000-dias

Uma nota final para duas reedições do irlandês Van Morrison. Com dezenas de álbuns publicados desde os anos 1960, Van Morrison é um compositor no lote dos que escreveram a história da música popular e tem na sua discografia dois momentos importantes, precisamente do início da carreira: Astral Weeks (1968) e His Band and the Street Choir (1970), agora reeditados. O som foi melhorado (remasterizado) e incluídos takes alternativos. São dois álbuns para enriquecer as longas coleções dos fãs de Van Morrison, mas também dois pontos de partida, uma oportunidade para se dar a conhecer às novas gerações.