Viajar sem gastar um tostão? Sim, há cada vez mais formas de o fazer. Mais: até é possível ser pago para viajar. Há melhor plano para 2016 do que este? Claro que a opção de largar amarras e partir mundo fora pode não agradar a toda a gente. Mas para os que sonham em arrancar e conhecer novas culturas e modos de vida sem gastar dinheiro, não faltam sugestões.

O Business Insider selecionou 12 formas para viajar pelo mundo, durante semanas, meses ou anos, sem pagar nada. Saiba como.

  • Tornar-se um fotógrafo de lua de mel

Convém saber fotografar e fazê-lo bem, claro. E se não for o caso, existem muitos cursos de fotografia pelo país que ensinam toda a parte técnica. Depois, o resto é treino e talento, vá. Ser um fotógrafo oficial de lua de mel pode oferecer viagens, estadia e uma variedade de expressão artística, uma mais-valia para construir um portefólio original. É preciso material, claro, como máquina fotográfica, lentes, computador, tripé, software de edição, um site…), mas costuma ser uma profissão bem paga.

  • Importador / Exportador de artigos de outros países

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O negócio de importação e exportação de produtos pode ser um tiro certeiro. Sobretudo se optar por ir buscar produtos feitos à mão em países exóticos. Para começar, o melhor é escolher aqueles que já sabemos ter saída: o cabedal italiano, redes mexicanas ou cerâmicas turcas. Quando chegar a Portugal, pode vender em lojas, fábricas, colecionadores ou até no OLX e no eBay.

  • Pesquisar conteúdos para guias de viagens

Não é um tudo um sonho, ao contrário da ideia que existe sobre os escritores de guias como a American Express ou da Lonely Planet. Os escritores de guias de viagem têm de experimentar os hotéis, restaurantes, conhecer os monumentos, a comida, a cultura, a história e muito mais. E dentro de prazos que não são assim tão longos. Depois da correria ainda é preciso sentar-se a escrever. Os escritores de guias de viagens trabalham uma média de 12 a 14 horas por dia e devem ser organizados para definir metas de visitas, construir mapas e planear toda a viagem ao minuto. Não é propriamente easy money.

  • Trabalhar numa quinta biológica

A WWOOF (Worldwide Opportunities on Organic Farms) não é um emprego tradicional. Os voluntários vão trabalhar numa quinta com viajantes em troca de cama e comida. Há várias hipóteses, que vão de estadias curtas a longas. É certo que tem de pagar o voo até o local da quinta, mas uma vez instalado, é costume conhecer outras pessoas que oferecem boleias para o próximo destino. Trabalhar com a WWOOF não é construir uma carreira, mas é uma forma de conhecer o mundo ao mesmo tempo que não vê dinheiro a sair da sua conta bancária.

  • Trabalhar num cruzeiro

Não paga estadia, pode conhecer os vários locais onde o navio atraca, mas é verdade que não é dos trabalhos mais bem pagos se compararmos com o número de horas de trabalho. A tripulação tem as suas próprias salas de jantar e de estar, lojas, cafés, ginásios e zonas de festa, e ainda organizam eventos entre eles, o que torna tudo mais divertido. Há várias opções de empregos para trabalhar em cruzeiros: cozinheiro, lava pratos, limpeza, guias turísticos nas cidades de paragem, entre outros.

  • Au pair ou babysitter. Isso mesmo, ser uma nanny

Tornar-se uma ama internacional que vive com a família por um período acordado entre as duas partes, tratando das crianças em troca da viagem, estadia, e despesas diárias. Pode ser uma boa forma de conhecer novos lugares sem gastar dinheiro e ainda poupando algum. A maior parte das amas, mais conhecidas por au pair, são estudantes ou recém-licenciadas. O Au Pair World tem informação sobre esta possibilidade.

  • Ser guia turístico

Organizar excursões em lugares históricos e icónicos oferece variadas opções: mar, serra, cidade, paisagens, escapadinhas de poucos dias ou viagens mais longas. Mas desenganemo-nos, não é tudo um sonho e existem alguns contras. Os guias turísticos destacadas num ponto do globo são, tendencialmente, freelancer, por isso a segurança profissional é uma incógnita e os dias de pagamento não são certos. Aliás, há guias turísticos que acabam por fazer excursões gratuitas à espera de receber uma contribuição dos turistas. Mas nem tudo é mau. Se escolher ser um guia turístico de viagens longas, as hipóteses de fechar um contrato a tempo inteiro com uma empresa de turismo são maiores, aumentando também a estabilidade profissional: não só em termos de planeamento e organização, mas de pagamentos em dia específico. O desafio? Gerir os caprichos de algum grupo de turistas mais difíceis por diversas semanas. Critérios? Deve cultivar uma personalidade extrovertida e amistosa, mesmo quando acorda com os pés destapados.

  • Ensinar Inglês

Uma das formas mais acessíveis e lucrativas para viajar e ganhar dinheiro ao mesmo tempo é dar aulas de inglês, sobretudo se tiver como destino a Ásia, América Latina ou Médio Oriente. Além de que, a maior parte dos países que procuram professores de inglês não pedem que o candidato domine a língua materna do local. Há várias escolas que procuram professores certificados. O que está à espera para reciclar aquele curso de inglês que deixou parado há anos?

  • Escrever um blogue de viagens

Assim como o escritor de guias de viagens, o blogger de viagens não tem a vida facilitada. É preciso muito trabalho e muito tempo para construir um bom blogue que capte leitores, além de que não é imediato. Não é só escrever textos todos os dias (e, por vezes, várias vezes por dia), mas investir nas redes sociais para promover o blogue, e só passado uns tempos começar a ver o dinheiro a cair através de publicidade. A maior parte dos bloggers de viagens começa por gastar as suas poupanças até começar a ver algum retorno, e mesmo depois de tudo minimamente estável (como seguidores, anúncios e parcerias), é um negócio por conta própria. Por isso, todas as áreas, desde o marketing à contabilidade, ficam nas suas mãos. Para funcionar, aconselham os entendidos, é mesmo preciso adorar viajar e escrever em blogues.

  • Juntar-se ao Corpo da Paz

Integrar o Corpo da Paz é uma decisão que deve ser pensada com calma, já que requer um compromisso de 27 meses num país em desenvolvimento, sem grande tecnologia nem as facilidades do mundo moderno. Se quer fazer a diferença na vida de outros, o Corpo da Paz pode ser uma mudança de vida e uma experiência recompensadora. É possível ensinar inglês, trabalhar em prevenção e doenças ou construir infraestruturas, por exemplo. O Corpo da Paz paga as despesas de viagens, despesas diárias, e oferece um valor no final do serviço cumprido.

  • Escrever um romance de viagens

Escrever um romance sobre um local, como “As Verdes Colinas de África” ou “Sol Nasce Sempre”, de Ernest Hemingway. Se as vendas correrem bem, há sempre a possibilidade de viver dos royalties. Mas lembremo-nos, os escritores nunca recebem uma percentagem muito alta pelas vendas das suas obras, já que as editoras ficam com a grande fatia, por isso, tentar escrever artigos para jornais e websites, ao mesmo tempo em que escreve o livro, pode ser uma boa ideia.

  • Hospedeira de bordo

Se estar a milhares de metros de altitude não é um problema, a opção de carreira como hospedeira de bordo pode ser uma boa aposta: além de a média de remunerações ser positiva, ainda têm descontos nas viagens, não só para si, mas extensíveis às famílias. E se for hospedeira de bordo em viagens de longo curso, há mais dias de descanso e, por isso, mais tempo para conhecer os lugares onde aterrar.